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REVISTA
Edição digital #75
Quando menos é mais
Na Fundação Prada Arthur Jafa e Richard Prince no “Helter Skelter”
Imaginar alguma voz que você nunca ouviu
“Surrealismos”: uma exposição para além do óbvio
Destaques
Surrealismos: arte para além da razão
O Formigueiro Humano do Pau da Bandeira
Nice Avanza retorna ao Museu de Arte do Espírito Santo em exposição que revisita sua trajetória
Curadoras interpretam os “LIMIARES” da 16ª Bienal de Curitiba
Coletivos de artistas refletem espírito do tempo
No Paraná, Parque Geminiano Momesso fortalece descentralização do circuito nacional de arte
Benítez faz poesia na extensão do Beaubourg
Casa Brasil é inaugurada com obras decoloniais e feministas
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O MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand exibe Claudia Alarcón & Silät: viver tecendo. A mostra reúne 25 trabalhos que contemplam a produção artística de Claudia
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O MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand exibe Claudia Alarcón & Silät: viver tecendo. A mostra reúne 25 trabalhos que contemplam a produção artística de Claudia Alarcón (La Puntana, Argentina, 1989) & Silät, coletivo formado por mais de cem tecedeiras do povo Wichí. Com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Laura Cosendey, curadora assistente, MASP, a exposição marca a estreia da artista e do grupo em um museu brasileiro.
As obras são produzidas com fios de chaguar, uma bromélia de fibras resilientes nativa do clima semiárido do Gran Chaco, maior bioma da América Latina depois da Amazônia, que ocupa as regiões norte e nordeste da Argentina, chegando até o Paraguai. A preparação do chaguar e a técnica de entrelaçar os fios com as mãos, sem o uso de um tear, provêm da confecção das bolsas yicas, objeto central para a cultura wichí. Tradicionalmente, a yica tem formato quadrado, com padrões geométricos que representam a flora e a fauna de seu território, remetendo a temas como orelhas de tatu, olhos de coruja e cascos de tartaruga. Embora seja o ponto de partida do trabalho de Alarcón & Silät, suas obras transcendem esse repertório tradicional. A partir de oficinas que propunham pensar novos formatos para as bolsas yicas, o coletivo Silät se organizou em 2023, passando a produzir tecidos dentro do contexto artístico.
Historicamente, os têxteis produzidos pelos Wichí tinham tons terrosos, avermelhados e azuis acinzentados, mas as artistas passaram a adicionar cores mais intensas com anilinas no processo de preparação dos fios, chegando a matizes exuberantes de tons laranja e fúcsia, por exemplo. Outra importante inovação do trabalho de Alarcón & Silät está no próprio processo de produção dos tecidos: enquanto tradicionalmente as mulheres sempre teceram individualmente, as integrantes do Silät desenvolveram métodos para que várias integrantes pudessem trabalhar simultaneamente em uma mesma peça ou dar continuidade ao trabalho de outra tecedeira.
A mitologia do povo Wichí também compõe os trabalhos de Alarcón & Silät. Em Kates tsinhay — Mujeres estrellas [Mulheres-estrelas], 2023, Claudia Alarcón evoca o mito das mulheres-estrelas. A crença narra que as mulheres eram estrelas no céu e desciam à Terra todas as noites por fios de chaguar que elas mesmas haviam tecido. Vinham se alimentar, roubando os peixes que os homens pescavam. Quando os homens descobriram, cortaram esses fios e as mulheres ficaram na Terra. Essa obra e outras inspiradas por esse enredo simbólico mesclam as geometrias ancestrais com elementos figurativos para delinear estrelas, luas, astros e céus estrelados.
“Recupero lendas e histórias do nosso povo, sinto que tem muito trabalho a ser revivido. Penso em como recuperar isso, porque é algo que talvez não possa ser dito oralmente, não podemos gritar isso. Mas o tecido também fala. Há quem possa entender ou sentir isso no tecido. Eu me dei conta de que, embora teçamos em silêncio, tudo está dito no tecido”, comenta Alarcón.
Os wichís chamam seu território de tayhi e o consideram parte fundamental da identidade, tendo uma dimensão espiritual e simbólica. Em espanhol, o nome para a região é monte. Porém, ainda que o nome remeta a montanhas, o relevo local é majoritariamente plano. A experiência cotidiana, o vento, o dia, o entardecer, a noite, as constelações e muitos outros elementos da vivência no monte estão presentes nas cores, formas orgânicas e geométricas dos trabalhos de Alarcón & Silät. O olhar sensível das tecedeiras para os ciclos naturais retrata na abstração Kyelhkyup — El otoño [Outono], 2023, da coleção do MASP, as mudanças de tons, texturas e luz durante a passagem das estações no monte.
Tecer em conjunto, somado às inovações implementadas, possibilitou a elaboração de composições têxteis que trazem uma multiplicidade de vozes e cores, articulando padrões tradicionais com um repertório visual e poético contemporâneo. “Os tecidos tornaram-se bandeiras de luta, estandartes que portam mensagens, histórias, e dão vozes às mulheres da comunidade”, afirma Laura Cosendey.
Tanto a singularidade das artistas quanto a dimensão do coletivo são demonstradas na instalação Hilulis ta llhaiematwek — Un coro de yicas [Um coro de yicas] (2024-25), que reúne mais de cem bolsas, cada uma delas produzida por uma integrante do grupo. As escolhas pessoais de cor e padrão são destacadas quando os trabalhos são exibidos lado a lado, enquanto a apresentação em conjunto reforça o caráter político da articulação do coletivo, que possibilitou criticar questões como a desvalorização do saber ancestral e a precarização do trabalho das tecedeiras.
Na exposição, as obras são apresentadas em molduras ou em estruturas verticais de madeira, que remetem à maneira como esses tecidos são produzidos e, ocasionalmente, apresentados na comunidade onde vivem as tecedeiras. O conjunto N’äyhay wet layikis — Caminos y cicatrizes [Caminhos e cicatrizes] é um dos trabalhos exibidos nesse suporte expográfico proposto pelo MASP. A composição têxtil foi pensada pelo coletivo, em 2025, para o Nove de Julho, dia em que se comemora a independência da Argentina. A criação artística foi tecida pelas mulheres para denunciar a repressão violenta cometida ao longo do tempo pelo Estado argentino contra populações indígenas.
Claudia Alarcón & Silät: viver tecendo integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias latino-americanas. A agenda do ano também inclui mostras de La Chola Poblete, Sandra Gamarra Heshiki, Santiago Yahuarcani, Colectivo Acciones de Arte, Damián Ortega, Sol Calero, Carolina Caycedo, Pablo Delano, Rosa Elena Curruchich, Manuel Herreros e Mateo Manaure, Jesús Soto e uma exposição coletiva internacional.
Serviço
Exposição | Claudia Alarcón & Silät: viver tecendo
De 06 de março a 02 de agosto
Terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.
Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos
Período
Local
MASP
Avenida Paulista, 1578, São Paulo
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A Pinakotheke inaugura sua nova sede em Higienópolis, em São Paulo, com a exposição “Surrealismos: arte para além da razão”. Com curadoria de Max Perlingeiro e Tadeu Chiarelli,
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A Pinakotheke inaugura sua nova sede em Higienópolis, em São Paulo, com a exposição “Surrealismos: arte para além da razão”. Com curadoria de Max Perlingeiro e Tadeu Chiarelli, a mostra reúne cerca de 100 obras de 60 artistas de diferentes partes do mundo, propondo um amplo panorama do Surrealismo e de seus desdobramentos na arte moderna e contemporânea. A entrada é gratuita.
Instalada em uma ampla casa na Rua Minas Gerais, esquina com a Praça Marechal Cordeiro de Farias, a nova sede da Pinakotheke conta com 700 m² de terreno, sendo 180 m² dedicados às áreas expositivas e 370 m² de espaço externo. O novo endereço marca uma importante reorganização institucional da Pinakotheke, fundada no Rio de Janeiro em 1979 por Max Perlingeiro, além de consolidar uma nova identidade visual e um projeto de expansão nacional e internacional.
A exposição é organizada em núcleos dedicados a artistas europeus, latino-americanos, norte-americanos e caribenhos, reunindo nomes históricos como Salvador Dalí, René Magritte, Pablo Picasso, Giorgio de Chirico, Joan Miró, Louise Bourgeois, Marcel Duchamp, Leonora Carrington, Roberto Matta e Diego Rivera. Entre os brasileiros, destacam-se obras de Tarsila do Amaral, Maria Martins, Flávio de Carvalho, Cícero Dias, Farnese de Andrade, Tunga e Erika Verzutti.
Além das pinturas, esculturas, gravuras e fotografias, a mostra contará com salas especiais dedicadas a Maria Martins e Louise Bourgeois, além da exibição de vídeos de artistas contemporâneas como Letícia Parente, Lenora de Barros, Kátia Maciel e Lia Chaia. O percurso inclui ainda trechos de filmes clássicos ligados ao imaginário surrealista, como “Un chien andalou”, de Luis Buñuel e Salvador Dalí, e “Le Sang d’un poète”, de Jean Cocteau.
Ao longo da exposição, será lançado o livro bilíngue “Surrealismos: arte para além da razão”, publicado pela Pinakotheke Editora, com mais de 300 páginas e textos de pesquisadores e críticos convidados. A Pinakotheke São Paulo fica na Rua Minas Gerais, 246, em Higienópolis, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados e feriados, das 10h às 16h.
Serviço
Exposição | Surrealismos: arte para além da razão
De 18 de maio a 15 de agosto
Segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados e feriados, das 10h às 16h
Período
Local
Pinakotheke São Paulo Higienópolis
Rua Minas Gerais, 246, Higienópolis, São Paulo - SP
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A Nara Roesler apresenta a exposição coletiva O fascínio e o afeto, com curadoria de Agnaldo Farias. A mostra reúne trabalhos históricos e inéditos de Abraham Palatnik, Amelia Toledo, Artur Lescher, Brígida Baltar, Julio Le
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A Nara Roesler apresenta a exposição coletiva O fascínio e o afeto, com curadoria de Agnaldo Farias. A mostra reúne trabalhos históricos e inéditos de Abraham Palatnik, Amelia Toledo, Artur Lescher, Brígida Baltar, Julio Le Parc, Tomie Ohtake, Rodolpho Parigi, Vik Muniz e José Cláudio da Silva, artistas com os quais Nara construiu amizade, articulando contato constante e o desenvolvimento de suas carreiras nos campos artísticos nacional e internacional.
Segunda exposição em comemoração aos 50 anos da trajetória de Nara como galerista, a mostra toma como ponto de partida as relações de amizade e convivência cultivadas por ela ao longo de décadas de atuação no circuito artístico.
O projeto marca também mais um capítulo da longa interlocução entre Nara Roesler e Agnaldo Farias, que além de ter atuado como curador de bienais e importantes mostras institucionais no Brasil e no exterior, também é amigo da galerista há cerca de 30 anos e responsável pela curadoria de mais de 16 exposições realizadas na galeria.
Em seu texto, Agnaldo Farias rememora a formação de Nara em Recife, em uma casa marcada por encontros entre músicos, artistas, arquitetos, escritores e intelectuais. “Foi justamente dessa atmosfera que nasceu seu fascínio permanente pelo extraordinário universo da cultura”, escreve, aproximando a trajetória da galerista de uma ideia de interlocução constante com os artistas, para além da relação profissional.
Entre os destaques da mostra está a série de quebra-cabeças de Vik Muniz, em que o artista subverte a lógica tradicional do objeto ao dissociar a imagem do encaixe de suas peças. “Uma peça de quebra-cabeça é, ao mesmo tempo, imagem e objeto”, afirma Muniz sobre os trabalhos. A exposição inclui ainda uma instalação de 2011 de Brígida Baltar, exibida pela primeira vez em São Paulo nesta década, composta por uma harpa e asas de bronze suspensas no espaço, em uma tensão entre elevação e queda, o angelical e o mundano.
Das experiências cinéticas e lumínicas de Julio Le Parc e Abraham Palatnik às estruturas orgânicas de Amelia Toledo e Tomie Ohtake, passando pelas investigações formais de Artur Lescher e Rodolpho Parigi, a coletiva articula diferentes gerações e linguagens em torno de vínculos de proximidade e acompanhamento mútuo. Logo na entrada da exposição, o retrato de Nara pintado por José Cláudio, artista decisivo em sua aproximação com o meio das artes, recebe o público.
Exposição | O fascínio e o afeto
De 26 de maio a 01 de agosto
Segunda a sexta, das 10 às 19h, sábado, das 11h às 15h
Período
Local
Galeria Nara Roesler - SP
Avenida Europa, 655, São Paulo - SP
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O MAC USP apresenta a exposição Beijo de Língua, individual do artista Nelson Felix (Rio de janeiro, 1954), trazendo dezenas de obras, entre esculturas (algumas de grande porte), desenhos, fotografias
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O MAC USP apresenta a exposição Beijo de Língua, individual do artista Nelson Felix (Rio de janeiro, 1954), trazendo dezenas de obras, entre esculturas (algumas de grande porte), desenhos, fotografias e um vídeo. A curadoria é de Fernanda Pitta, docente do MAC USP. A ideia da exposição nasceu em 1978, quando Nelson Felix, visitando a região andina, percebeu uma coincidência entre as línguas Aimara (falada na região) e o Aramaico (da tradição semítica, do oriente médio): escritas em espanhol elas se tornam palíndromos (Aemara e Aramea). Felix passou a carregar esse pensamento por décadas, até encontrar em Beijo de Língua, a forma para materializá-la como uma das maiores exposições já realizadas pelo artista. “É uma exposição de esculturas, principalmente”, diz Nelson.
No núcleo central da mostra, Felix apresenta três esculturas criadas a partir de chapas de mármore. Escultura para Homero, Escultura para Santa Teresa e Escultura para Bertrand articulam três campos centrais em seu trabalho: sacrifício, tolerância e amor. O artista escolheu textos de três autores – Bertrand Russel, Homero e Santa Teresa D’Ávila, e alguns trechos são escritos nas línguas Aimara e Aramaico nas chapas de mármore, criando uma superfície rendada na pedra. Beijo de Língua tem três esculturas, formadas por duas chapas de mármore cada uma. As duas chapas, coladas, têm o mesmo texto, em duas versões: de um lado em Aimara e do outro, em Aramaico.
– Colo estas duas chapas com os textos, aliás, é a primeira vez que uso cola em meu trabalho. Aqui a cola é material tão importante como o próprio mármore, ou o bronze ou mesmo os elementos vegetais que uso. Assim, nos caracteres, surgem vazamentos mútuos, as línguas se tocam, é para mim, um beijo – afirma o artista.
“As superfícies se tocam, mas mantêm intervalos onde os idiomas não coincidem. A cola evidencia a operação que sustenta a união sem eliminar a diferença. O texto passa a atuar como matéria, inscrita e articulada na estrutura da obra”, observa a curadora Fernanda Pitta.
Já Carta de amor, trabalho apresentado em 2022 em forma contínua, como um projeto, agora ganha duas novas versões, escultóricas: Pétala e Caule. As obras apresentam diversos materiais: mármore, bronze, ferro, cabo de aço, cacto e fio de seda. As séries de desenhos revelam diferentes facetas do trabalho de Felix, com referências de obras anteriores, e estudos do trabalho atual. Na série 7 noites vazias e 21 dias como 21 anos (2024) podemos ver um mesmo gesto, feito com bastão de óleo, que nunca é igual a si mesmo. A obra gráfica Tartaruga de Homero (2024), série com três trabalhos, traz referências do verso de Homero (Hino Homérico a Hermes), em que Hermes mata uma tartaruga e cria a primeira cítara. Para Felix, na criação deste instrumento, acontece o nascimento da música.
Para a curadora da exposição, “a partir do movimento de retomada e rearticulação contínua de ideias, materiais e procedimentos, as obras de Nelson Felix deixam de operar de forma isolada e passam a constituir um conjunto de relações, formando um conjunto aberto, em que as obras se relacionam por aproximações e distâncias, entre línguas e sistemas de pensamento, como o Aramaico e o Aimara, eixo central da exposição.”
Exposição | Beijo de Língua
De 30 de maio a 20 de novembro
Terça a domingo das 10 às 21 horas
Período
Local
MAC USP
Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 – Ibirapuera - São Paulo - SP
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A artista multidisciplinar Dolores Esos inaugura a exposição “Rejunte”, no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro (CCCRJ). A mostra apresenta sua mais recente série de pinturas, desenvolvida a partir de
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A artista multidisciplinar Dolores Esos inaugura a exposição “Rejunte”, no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro (CCCRJ). A mostra apresenta sua mais recente série de pinturas, desenvolvida a partir de uma observação sensível do cotidiano e das memórias visuais que atravessam o tempo. Dolores propõe um mergulho em fragmentos aparentemente discretos, como azulejos, cerâmicas, fachadas, grades e objetos domésticos, que, reunidos, constroem uma narrativa poética sobre memória afetiva e identidade coletiva. A visitação pode ser feita de 14/5 a 27/6, de terça a sábado, das 12h às 19h. O CCCRJ está localizado na Rua Visconde de Itaboraí, 20, no Centro do Rio. A entrada é gratuita e a classificação é livre.
Com curadoria de Ana Carla Soler e apoio institucional do Instituto Artistas Latinas, em “Rejunte”, Dolores transforma esses elementos do cotidiano em composições que evocam diferentes temporalidades. Suas obras sugerem a coexistência de múltiplos passados no presente, convidando o público a acessar lembranças pessoais e compartilhadas. Em um contexto marcado pela produção massiva de imagens digitais e pela ação de inteligências artificiais, a artista propõe um movimento inverso: o resgate da experiência sensorial e das memórias construídas a partir do contato direto com o mundo.
“A exposição é um convite para que cada visitante reconheça, nas imagens apresentadas, fragmentos de suas próprias vivências, completando os trabalhos com seus repertórios afetivos”, propõe a artista.
Dolores Esos – Com trajetória consolidada nas artes visuais, design, cenografia e muralismo, Dolores Esos iniciou sua formação na Escola de Belas Artes da UFRJ e graduou-se em Cenografia pela UNIRIO. Ao longo de sua carreira, participou de projetos de destaque no Brasil e no exterior, incluindo exposições na Itália e em Nova Iorque, onde foi indicada ao Cash Prize da Latin American Contemporary Fine Art Competition, promovida pela Agora Gallery.
Sua atuação também se estende ao muralismo e à arte urbana, com trabalhos realizados no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de colaborações com marcas como Adidas, Vogue, Globo, Warner Bros., Granado e Coca-Cola. Em 2025, teve uma obra incorporada ao acervo permanente do STRAAT Museum, em Amsterdã, consolidando sua presença no cenário internacional da arte urbana. A exposição no Centro Cultural Correios marca mais um momento significativo em sua trajetória, reafirmando sua pesquisa artística centrada na memória, na materialidade e na construção coletiva de sentidos.
Exposição | O Tempo e o Pedro
De 30 de maio a 24 de julho
Terça a sexta, das 11h às 18h; aos sábados das 11h às 16h.
Período
Local
Mario Cohen
Rua Capitão Francisco Padilha, 69 - Jardim Europa, São Paulo - SP
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Por que gostamos tanto de apreciar uma cidade de um lugar mais alto, como em um mirante? Toda cidade possui, entre os lugares que valem a visita, pontos de observação privilegiados. Aqui
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Por que gostamos tanto de apreciar uma cidade de um lugar mais alto, como em um mirante?
Toda cidade possui, entre os lugares que valem a visita, pontos de observação privilegiados.
Aqui no Rio de Janeiro, há exemplos já incorporados ao imaginário da cidade: Corcovado, Pão de Açúcar, Vista Chinesa, Pedra Bonita, entre tantos outros. Pela frequência com que são vistos, muitas vezes passam despercebidos.
Ao alcançar esses lugares, a cidade parece se reorganizar diante dos olhos. Do alto, ela se revela mais bela, mais harmônica, quase silenciosa. Surge então uma sensação discreta de perfeição, como se, por um instante, a vida urbana pudesse existir em absoluto equilíbrio.
Essa experiência se repete em diferentes cidades do mundo.
Em Viena, a antiga roda-gigante, com suas cabines de madeira, oferece uma visão suspensa da cidade. Em Madri, o mirante do Palácio de Cibeles revela o desenho diagonal das avenidas, como um traço geométrico cuidadosamente pensado.
Em Nova York, os rooftops se transformaram em atrações próprias. O skyline, visto do alto, muda conforme o ângulo.
Lisboa talvez seja uma das cidades que melhor traduzem essa relação entre paisagem e contemplação. Seus miradouros, espalhados pelas colinas, aproximam o observador da cidade. No Miradouro da Graça, por exemplo, o Tejo parece emoldurar as construções.
Há também visões em movimento: a vista da janela de um avião se aproximando de São Paulo, quando as torres residenciais surgem “depois” do Ibirapuera.
A paz proporcionada por essas imagens, porém, não corresponde inteiramente à realidade urbana. As cidades são feitas também de velocidade, excesso, conflitos e imperfeições, mas, à distância, os ruídos diminuem. O olhar seleciona o essencial e transforma o caos em composição.
Talvez seja justamente isso que buscamos quando observamos uma cidade do alto: uma sensação de ordem, calma e permanência. Uma espécie de utopia silenciosa.
Esse conjunto de trabalhos expostos na galeria pretende resgatar, dentro de uma linguagem e vocabulário geométrico, a sensação de perfeição, calma e segurança.
Manoel Novello
Exposição | Olhando de longe
De 01 de junho a 10 de julho
Visitas sob agendamento
Período
Local
Gaby Indio da Costa – Arte Contemporânea
Estrada da Gávea, 712, São Conrado, Rio de Janeiro - RJ
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No Japão, existe uma cultura cromática única – conhecida como Nihon no dentōshoku (“cores tradicionais do Japão”, em tradução livre) – e dentre essas cores, o branco envolve a sensibilidade
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No Japão, existe uma cultura cromática única – conhecida como Nihon no dentōshoku (“cores tradicionais do Japão”, em tradução livre) – e dentre essas cores, o branco envolve a sensibilidade dos japoneses, refletindo diversas percepções evocadas no imaginário como paz, purificação, leveza, silêncio e até precisão. É esta cor que assume o papel de fio condutor da exposição “Shiro: uma escala de nuances” (shiro significa “branco”, em tradução do japonês), que estreia no dia 2 de junho na Japan House São Paulo (JHSP). A mostra inédita segue em cartaz no andar térreo da instituição até 25 de outubro, com entrada gratuita.
Com curadoria da diretora cultural da instituição, Natasha Barzaghi Geenen, a mostra introduz diversas tonalidades da cor branca no Japão, passando por quatro elementos: papel, seda, neve e sal, revelando as suas relações com a cultura japonesa. A inspiração para o recorte veio da leitura da obra “O País das Neves” (1948), de Yasunari Kawabata, durante o Clube de Leitura JHSP + Quatro Cinco Um em junho do ano passado, que descreve as vastas paisagens brancas do norte do país e o processo de alvejamento de um tecido na neve. “Shiro não é fruto de um conceito específico, tem uma inspiração poética e abstrata. O branco, enquanto junção de todas as demais cores, serve aqui como ponto de partida simbólico para pensar como o Japão carrega tantas nuances e sutilezas, como é um país de muitas gamas, que podem passar despercebidas, mas não para o povo japonês, cujo olhar é apurado até para essas mínimas diferenças do branco”, afirma Natasha.
Dividida em quatro grandes núcleos temáticos correspondentes a cada elemento, a expografia convida os visitantes a um mergulho pelas nuances simbólicas da cor. Logo na entrada, uma tabela cromática com uma seleção de 19 tons de branco catalogados no Japão representa as diversas nuances que uma única cor pode ter, a partir das centenas de cores tradicionais do Japão.
No núcleo de Papel, a instalação “Poem of life”, da artista Ayumi Shibata, é feita de inúmeras folhas de papel cortadas como na técnica de kiri-ê e amarradas entre si, simbolizando o desejo da artista pela paz e harmonia do mundo. A obra de aproximadamente três metros de altura também trabalha a relação do papel com luz e sombra a partir de um espelho em sua base. Neste núcleo, o público também poderá conhecer o processo de produção do Kurotani Washi (papel japonês tradicional feito à mão), desde a colheita dos ramos de Kōzo (amoreira) – base para a fabricação deste elemento – até sua finalização. Amostras de três tipos de fibras que dão origem ao washi: Kōzo, Mitsumata e Gampi também estarão em exibição.
Para o núcleo de Seda, a artista Kaoru Hirano apresenta uma obra produzida especialmente para a exposição. Conhecida por desconstruir peças de roupa em suas criações, Hirano escolheu trabalhar com um juban branco de seda (peça de vestuário tradicional japonesa usada por baixo do quimono), de sua avó paterna, falecida em 2018, para criar uma espécie de teia suspensa na instalação “untitled-grandmother”. A delicada obra site-specific de quase 4 metros de diâmetro reflete sobre memória afetiva e os laços construídos (e desconstruídos) dentro dessa relação familiar. Amostras de casulos do bicho-da-seda, fios e tecido da província japonesa de Gunma, referência na produção de seda, também serão apresentados neste núcleo, acompanhados por uma breve introdução em vídeo dessa confecção no Japão.
Já o núcleo Neve, aborda as paisagens do Norte do Japão, com seus invernos rigorosos, que evocam uma sensação de branco infinito, como descrito no livro de Kawabata. Para representar essa vastidão, foram selecionadas três fotografias de Land Art (intervenções feitas diretamente na paisagem natural), do artista Tomohiro Kajiyama, além de um vídeo demonstrando o processo de criação. Nesses trabalhos, é possível ver como o artista compreende a paisagem tomada pela neve como uma tela em branco, para ir caminhando instintivamente sobre ela com um par de pequenos esquis, guiado apenas pelas imagens em sua mente sem o uso de ferramentas de medição. Desse processo, resultam quilômetros de linhas que formam desenhos complexos, possíveis de serem contemplados em sua magnitude apenas do alto. Efêmeras, as “Snow Art” de Kajiyama costumam ocupar áreas de aproximadamente 100m² cada. “Suas criações ocorrem desde antes do amanhecer, no silêncio congelante, enquanto o céu começa a mudar de cor e continuam pela tarde, às vezes estendendo-se por vários dias. Segundo o artista, cada passo que ele dá para compactar a neve representa sua filosofia de esculpir a própria vida com uma mentalidade positiva, mesmo diante das adversidades”, explica a curadora.
A neve é um elemento tão presente no dia a dia do Japão, que os japoneses até desenvolveram um glossário dedicado a descrever suas diversas formas – seja a neve fina que parece pó, seja a neve macia que se assemelha a um mochi (bolinho de arroz glutinoso).
Assim como a neve, o sal também é especial no dia a dia dos japoneses. Embora o Japão seja um país cercado por mar, o seu ambiente não é propício à produção de sal. Por isso, desde tempos antigos, a produção de sal é feita por um método que consiste em duas etapas: a concentração da água do mar em salinas, e o processo de evaporação por meio da fervura. Esse método permanece em prática até hoje, mesmo que a produção seja feita majoritariamente de forma industrializada. Além de ser utilizado como tempero e conservante, o sal também é um objeto ritualístico na tradição xintoísta. A prática popular de criar pequenos montes de sal e deixá-los perto das entradas das casas, estabelecimentos ou santuários, como forma de atrair boa sorte e afastar os maus espíritos é chamada de morishio ou morijio. Dentre as inúmeras variações de sais encontradas no mundo, a mostra apresenta cinco tipos, originários de diversas regiões do Japão, evidenciando suas diferentes características e granulações.
A exposição também integra o programa JHSP Acessível, oferecendo WebApp com conteúdos acessíveis e textos traduzidos em inglês, espanhol e japonês, bem como recursos táteis, audiodescrição e vídeos em Libras para proporcionar acessibilidade a todos os visitantes.
Exposição | Shiro: uma escala de nuances
De 02 de junho a 25 de outubro
Terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h
Período
Local
Japan House São Paulo
Avenida Paulista, 52 – Bela Vista, São Paulo - SP
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O Espaço PORTO de São Paulo (SP) inaugura a exposição Fotoperformance Popular, do artista visual Alex Oliveira. Como parte da programação, Oliveira também realiza um workshop de seis dias que
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O Espaço PORTO de São Paulo (SP) inaugura a exposição Fotoperformance Popular, do artista visual Alex Oliveira. Como parte da programação, Oliveira também realiza um workshop de seis dias que culminará em uma intervenção urbana na favela Monte Azul. Informações no Instagram @portodecultura.
A mostra apresenta um recorte da série desenvolvida pelo artista desde 2019 em diferentes cidades brasileiras. Na obra, transeuntes, ambulantes, trabalhadores autônomos, amigos e o próprio retratista ocupam estúdios improvisados montados em ruas, feiras livres e praças para performar identidades móveis diante da câmera. Natural de Jequié (BA), Alex Oliveira atua como fotógrafo, artista visual e filmmaker, desenvolvendo pesquisas que articulam fotografia, cultura popular e performatividade.
Alex Oliveira constrói retratos frontalizados que dialogam tanto com a fotografia de estúdio quanto com a espontaneidade da rua. A tensão central da série surge justamente do contraste entre a precariedade do dispositivo fotográfico e a formalização rigorosa da imagem, deslocando o estatuto social do retrato produzido no espaço urbano.
O projeto também propõe uma circulação expandida das imagens. Após cada sessão fotográfica, os participantes recebem cópias impressas de seus retratos em formato de postal, enquanto parte das imagens retorna ao território em forma de lambe-lambes instalados nas próprias ruas onde foram realizadas.
Desde 2025, imagens da série Fotoperformance Popular integram a coleção Fonds Brésilien de Photographies Contemporaines, da Bibliothèque nationale de France. E, atualmente, parte das obras podem ser vistas na Sorbonne Art Gallery, em Paris.
Como desdobramento da exposição, Alex Oliveira ministra o workshop Fotoperformance: Corpo, Cidade e Ação, com duração de seis dias e carga horária total de 24 horas. Ao final das atividades, os participantes irão instalar os lambe-lambes produzidos durante as aulas na favela Monte Azul, em uma ação realizada em parceria com a Galeria Sérgio Silva. O valor das inscrições é de R$ 980.
Exposição | Fotoperformance Popular
De 6 de junho a 8 de agosto
Quarta à sexta das 14h às 18h e finais de semana mediante agendamento
Período
Local
Espaço PORTO
Rua Harmonia, 925 - SumarezinhoSão Paulo - SP
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O Ministério da Cultura, o Nubank e o Instituto Tomie Ohtake apresentam Viva Viva Escola Viva, exposição dedicada ao movimento indígena das Escolas Vivas. Com curadoria da filósofa e educadora
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O Ministério da Cultura, o Nubank e o Instituto Tomie Ohtake apresentam Viva Viva Escola Viva, exposição dedicada ao movimento indígena das Escolas Vivas. Com curadoria da filósofa e educadora Cristine Takuá, em colaboração com os coordenadores das Escolas Vivas, a mostra é uma correalização do Instituto Tomie Ohtake com a Associação Selvagem, uma organização não governamental que envolve o movimento indígena das Escolas Vivas e uma rede colaborativa voltada a aprendizagens e traduções entre mundos. Desde 2024, a direção artística do Instituto Tomie Ohtake acompanha e atua junto ao desenvolvimento do projeto. Viva Viva Escola Viva acontece paralelamente às mostras Quando o museu é rio, realizada em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi, e Estrelas escolhidas, individual do artista carioca Luiz Zerbini.
Coordenado por Cristine Takuá, curadora da exposição, o movimento das Escolas Vivas articula cinco núcleos de transmissão de saberes indígenas: Shubu Hiwea, do povo Huni Kuĩ, no Acre; Apne Ixkot Hãmhipak, a Aldeia Escola Floresta do povo Maxakali, no Vale do Mucuri, em Minas Gerais; Arandu Porã, do povo Guarani Mbya, na Terra Indígena Rio Silveira, em São Paulo; Bahserikowi, Centro de Medicina Indígena, localizado em Manaus (AM), ligada aos povos Tukano, Desana e Tuyuka, todos do Alto Rio Negro, no Amazonas; e Madzerokai, Casa dos Conhecimentos Ancestrais, também no Alto Rio Negro, no Amazonas, ligada ao povo Baniwa, e propõe uma prática de aprendizagem que integra saberes indígenas, científicos e artísticos a partir dos territórios, e das relações entre gerações.
Para a curadora, “as Escolas Vivas se afirmam como um coletivo que busca transformar a relação do ensinar-aprender, a relação do que é realmente útil e necessário na troca constante de saberes que são ancestrais, mas que, por uma arrogância colonial e epistemológica, foram desfigurados numa escola clássica e quadrada”.
Antes de chegar ao Instituto Tomie Ohtake, a primeira exposição das Escolas Vivas foi apresentada na Casa França Brasil, no Rio de Janeiro, entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024. As obras presentes na exposição atual foram produzidas no âmbito de oficinas nos territórios das Escolas Vivas e também na residência Casa Escola Viva, realizada em outubro de 2025 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, reunindo dez artistas indígenas em um processo de criação e troca de saberes.
Para a abertura, são esperados 25 artistas indígenas, que irão realizar uma grande pintura no espaço expositivo, concebida como pano de fundo para boa parte da mostra e integrada a outros trabalhos apresentados no percurso. A exposição reúne ainda cinco bandeiras com grafismos dos povos que compõem as Escolas Vivas. Somados, esses conjuntos totalizam cerca de 300 metros quadrados de pinturas realizadas no Instituto Tomie Ohtake. Além disso, cada uma das Escolas Vivas apresenta um trabalho coletivo de referência.
Do povo Baniwa vem a instalação O umbigo do mundo, com trançados de fibra de tucum produzidos pelas mãos de mulheres Baniwa. Já os Huni Kuĩ apresentam um pano professor com kenes, grafismos tradicionais que orientam o aprendizado e a transmissão de conhecimentos ligados à sua cosmologia. Entre os Maxakali, a instalação coletiva se organiza a partir de mastros — os mīmãnãns — que, segundo sua cosmologia, orientam e tornam possível a presença dos espíritos nos rituais. A instalação Pytü, o Escuro, dos Guarani Mbya, é uma representação do escuro intenso, de onde pode surgir o primeiro suspiro, o primeiro ser, a primeira vida. Completa o conjunto uma farmácia amazônica, com plantas medicinais, elixires e bálsamos trazidos pelos povos Tukano, Desana e Tuyuka.
A exposição reúne ainda um núcleo dedicado aos “avós”, entendidos como referências fundamentais na preservação e transmissão dos conhecimentos indígenas. São eles que sustentam, por meio de histórias, cantos e práticas cotidianas, uma memória que atravessa o tempo e conecta diferentes planos de existência. Ao trazer essas presenças para o espaço expositivo, a mostra propõe uma aproximação com modos de saber baseados na escuta, na experiência e na continuidade entre gerações. Integram esse conjunto Ailton Krenak, Ehuana Yanomami, Tõrãmu Kẽhíri (Luiz Lana) e Moisés Piyãko.
No dia 9 de junho, data da pré-abertura da exposição, o Instituto Tomie Ohtake recebe também o lançamento do livro Tekoypy rã – A origem de nós, do mestre Guarani Carlos Papá, publicado pela Dantes Editora. O livro reúne reflexões sobre a composição do mundo Guarani, narradas a partir da oralidade e acompanhadas por desenhos produzidos ao longo desse processo coletivo de transmissão de saberes.
Como parte do programa público, o Instituto oferece quatro oficinas conduzidas por Veronica Pinheiro, pesquisadora, artista de rua e integrante da Associação Selvagem, propondo experiências de escuta, memória e criação a partir da exposição. No dia 26 de junho de 2026, a atividade Umbigo, memórias que nos ligam ao mundo será realizada para alunos de uma escola pública. No dia 27 de junho, sábado, acontece a formação para professores Tudo na memória. Já no dia 11 de julho, sábado, a oficina Tudo na memória será aberta ao público espontâneo. Encerrando a programação, no dia 8 de agosto, a oficina O sonho do guerreiro, com jovens indígenas Guarani do Jaraguá, marca o fechamento da exposição. Inspiradas nas aprendizagens das Escolas Vivas, as atividades partem da escuta, da presença e das marcas que a experiência deixa no corpo, articulando visita sensível e práticas coletivas. A participação é gratuita, com vagas limitadas, e as inscrições serão feitas no site do Instituto Tomie Ohtake.
Viva Viva Escola Viva é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, e do Instituto Tomie Ohtake, em parceria com a Associação Selvagem. A mostra conta com o apoio do mantenedor institucional Nubank e com o patrocínio do Aché Laboratórios Farmacêuticos, na cota Prata.
Exposição | Viva Viva Escola Viva
De 10 de junho a 09 de agosto
Terça a domingo, das 11h às 19h, última entrada até 18h
Período
Local
Instituto Tomie Ohtake
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201, Pinheiros, São Paulo – SP
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Nascida em Curitiba e radicada em Florianópolis, a artista multimídia Ruchita inaugura, no Museu da Imagem e do Som, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São
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Nascida em Curitiba e radicada em Florianópolis, a artista multimídia Ruchita inaugura, no Museu da Imagem e do Som, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, a exposição Território de passagem – sua primeira individual na capital paulista. Com visitação gratuita até 24 de agosto, a mostra, que inclui o lançamento do livro Todo momento de achar é um perder-se a si própria e uma série de ativações, foi concebida especialmente para o MIS e apresenta oito obras produzidas entre 2017 e 2025. São videoartes e séries fotográficas que investigam as relações entre corpo, tempo e memória.
Com curadoria de Brunno Almeida Maia e direção de arte e expografia de Leandro Leão, a individual reafirma a proposta de levar ao público a linguagem da videoarte, articulando elementos performáticos, audiovisuais e fotográficos em uma proposta imersiva e não linear. A exposição inédita estabelece, ainda, um diálogo direto com o acervo de videoarte do MIS, referência nacional e na América Latina, com mais de 5 mil títulos produzidos e catalogados desde os anos 1970. Ao inserir a produção de Ruchita nesse contexto histórico, Território de passagem aproxima a pesquisa e a produção da artista a uma tradição experimental marcada por nomes como Walter Zanini, Letícia Parente, Hélio Oiticica, Lygia Pape e Arthur Omar.
“Existe ainda uma centralização forte na produção do eixo Rio-São Paulo, e artistas do Sul, do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste encontram barreiras de visibilidade. Fazer minha estreia em São Paulo justamente no MIS tem um significado importante para mim – e divido esse sentimento com outros artistas que são sub-representados – sobretudo porque meu trabalho multimídia tem foco no audiovisual”, comemora Ruchita. “O vídeo ainda enfrenta resistência institucional em comparação a outros suportes, como a pintura ou a escultura, mas não há como negar que a tecnologia tem atravessado cada vez mais a produção artística contemporânea. Nesse sentido, o MIS sempre teve um papel relevante de projeção e reconhecimento.”
Partindo de experiências pessoais traduzidas em performances para a câmera, Ruchita coloca seu próprio corpo como campo de experimentação artística e desenvolve trabalhos em fotografia, instalação e vídeo que evidenciam a transitoriedade entre retrato e autorretrato. Em Território de passagem, suas investigações são atravessadas por questões existenciais, psicológicas e simbólicas, articulando aspectos íntimos e coletivos da experiência humana.
Estruturada a partir de dois eixos curatoriais – O Corpo Inacabado e O Corpo é Tempo –, a exposição reúne obras que abordam temas como vulnerabilidade, transcendência, repetição, impermanência e dissolução. No primeiro eixo, a série Não sou finito (2018) documenta a ação performática de uma videoinstalação em duas telas que flagra o corpo da artista amarrado a uma árvore – representando amarras sociais e mentais – e a tentativa de alcançar o infinito puxando uma corda suspensa, gesto repetitivo que aproxima o corpo do intangível.
Já a série inédita Alternar-se (2025/2026) mergulha na experiência de convívio diário da artista com o diabetes. Utilizando mel e sangue como metáforas, Ruchita compõe um ensaio visual e sonoro que explora os altos e baixos de seu cotidiano. Em Limiares, a artista escreve com sangue sobre espelho um gráfico de oscilações de taxas de glicemia; em Compasso, um lenço vermelho traduz essa inconstância; em Abismo, o reflexo em uma poça de mel evoca uma dor corporalizada; em Um corpo que me rodeia, o mel escorre pelo corpo de Ruchita, evidenciando movimentos que escapam de nosso controle e nos atravessam.
“Alternar-se nasce de algo que atravessa meu corpo, minhas emoções e minha rotina. Senti que era importante falar sobre esse tema porque os números seguem crescendo. Hoje, mais de 16 milhões de pessoas convivem com diabetes no Brasil e quase 600 milhões de pessoas no mundo. Então, essa obra funciona também como um convite para a observação do corpo e do cuidado cotidiano”, propõe Ruchita.
As 23 fotografias de Des-continuum – registros de sangue e mel sobre papel, expostas sem moldura – rompem limites físicos e simbólicos. A obra Um estado claro de ambiguidade (2017-2018) completa o primeiro eixo da exposição. Nela, 12 pessoas têm a visão obliterada por um espelho que reflete os olhos da artista. Ao lado da tela de exibição do vídeo, um autoretrato impresso de Ruchita é fixado diretamente sobre a parede, contendo o mesmo pedaço de espelho colado que sobrepõe seu olhar. Assim, os olhos do espectador estarão refletidos no lugar dos olhos da artista – uma reflexão sobre retrato, autorretrato, alteridade e um convite a se conectar à experiência do outro.
No segundo eixo, O Corpo é Tempo, a série Face à impermanência investiga duração e efemeridade em diálogo com a cultura japonesa do Wabi-Sabi (que defende que nada é acabado, permanente ou perfeito). O tríptico é composto de duas obras audiovisuais e uma instalação fotográfica. Em Esse movimento perpétuo (2018), uma videoinstalação registrada na praia de Naoshima e projetada sobre areia real depositada no chão exibe a imagem da artista, que surge e desaparece em sintonia com algas que se decompõem, simbolizando a fusão do indivíduo na natureza e o ciclo eterno de decomposição e reintegração. Já em Estar sem estar (2018), Ruchita permanece imóvel por horas no cruzamento de Shibuya, em Tóquio, enquanto a multidão passa em ritmo frenético – projetado em loop, o vídeo, de 8’09” e dimensões variáveis, foi filmado em câmera lenta para acentuar o paradoxo entre contemplação zen e velocidade urbana, um choque que também ecoa no cotidiano da metrópole paulistana.
“A performance sempre foi a base do meu trabalho. Meu processo criativo parte de experiências internas, de questões que eu tento externalizar por meio da imagem”, explica Ruchita. “Tudo surge dessa investigação pessoal, dessa busca existencial que me acompanha desde muito nova. O corpo acaba se tornando um lugar de percepção, experimentação e transformação. É a partir dele que tento criar conexões com o outro”, conclui a artista.
Serviço
Exposição | Território de passagem
De 11 de julho a 24 de agosto
Terças a sextas, 10h às 19h; sábados, 10h às 20h; domingos e feriados, 10h às 18h
Período
Local
Museu da Imagem e do Som - MIS
Av. Europa, 158, Jd. Europa São Paulo - SP
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Entretempos, individual de Carolina Martinez estreia na Galeria Marilia Razuk. Com obras inéditas, a artista apresenta pinturas, esculturas e uma instalação de grande formato. Com aproximadamente 2,40 metros de altura,
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Entretempos, individual de Carolina Martinez estreia na Galeria Marilia Razuk. Com obras inéditas, a artista apresenta pinturas, esculturas e uma instalação de grande formato. Com aproximadamente 2,40 metros de altura, “Sete Planos em Companhia” é uma obra tridimensional feita em madeira, a peça recebe camadas de tinta acrílica e verniz e é um convite imersivo “à percepção sobre os espaços em que habitamos”, nas palavras de Catarina Duncan, em seu texto crítico.
“A pesquisa de Carolina parte de estruturas físicas e materiais que, por meio da cor, podem nos fazer perceber que estamos constantemente atravessados por onde habitamos. A arquitetura atua como dispositivo de ampliação da percepção e a cor como uma linguagem estrutural. Os campos cromáticos funcionam como matéria de transformação. Assim, a obra de Carolina explicita que somos constantemente afetados por onde estamos, pelas sensações que não são nomeadas, que são invisíveis e ainda nos escapam”, relata Catarina.
Para essa mostra, o uso de cerâmica em suas criações é outro diferencial. Ao ocupar o lugar das telas, a matéria-prima reforça sua pesquisa por diferentes materialidades. Não é a primeira vez que a cerâmica se transforma em arte pelas mãos de Carolina, mas percebe-se agora um amadurecimento. Com diferentes dimensões e formatos, há que se destacar, ainda, a assimetria, tanto nas obras, quanto na expografia. Não há em Entretempos uma estética linear: as obras estão dispostas de forma alternada entre uma e outra, criando uma espacialidade dinâmica, rompendo com o padrão das exibições tradicionais.
Vale citar, ainda, a série “Perímetros”. Iniciada a partir de 2015 a artista incorpora ripas de madeira que acompanham os limites dos campos de cor, mas extrapolam o plano do suporte. Borrando os limites entre objeto e pintura, as obras da série adentram a superfície da parede através da projeção das sombras, “como se estivesse trazendo a pintura para fora do espaço do quadro”, explica a artista. Em “Pequenos Portais”, por sua vez, Carolina apresenta três obras nas quais óleo e acrílica sobre cerâmica e acrílica sobre compensado fazem jus às suas pesquisas e experimentações artísticas.
Exposição | Entretempos
De 11 de junho a 23 de julho
Segunda a sexta, das 10h30 às 19h; sábado, das 11h às 16h
Período
Local
Galeria Marilia Razuk
Rua Jerônimo da Veiga, 62 – Itaim Bibi, São Paulo - SP
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A NND|AZECO estreia sua nova exposição: Terra e Tempo, que reúne obras de Eleonore Koch (1926–2018) e Evandro César (1987) sob curadoria de Rodrigo Andrade e texto crítico de Bianca
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A NND|AZECO estreia sua nova exposição: Terra e Tempo, que reúne obras de Eleonore Koch (1926–2018) e Evandro César (1987) sob curadoria de Rodrigo Andrade e texto crítico de Bianca Dias. A mostra ocupa o espaço da galeria em São Paulo e propõe um encontro inédito entre duas trajetórias separadas por gerações, contextos históricos e experiências de vida, mas aproximadas por uma mesma atenção à construção silenciosa da imagem, à observação dos espaços cotidianos e à permanência do tempo na pintura.
Radicada no Brasil desde 1936 após deixar a Alemanha em meio à ascensão do facismo, Eleonore, reconhecida como a única aluna de Alfredo Volpi, desenvolveu, ao longo de mais de sessenta anos, uma produção singular marcada por naturezas-mortas, interiores e paisagens. Seus trabalhos revelam ambientes aparentemente simples, organizados por uma geometria precisa, onde objetos, móveis e paisagens tornam-se dispositivos de memória, deslocamento e reflexão sobre a condição humana.
Evandro César, artista visual, pixador e produtor cultural nascido e criado em Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo, combina referências da história da pintura, da cultura popular e das experiências vividas nos territórios periféricos da cidade.
Utilizando pigmentos minerais e tintas produzidas a partir de terras coletadas em diferentes regiões, Evandro desenvolve composições de tonalidades terrosas e atmosferas suspensas, nas quais fachadas, interiores, mobiliários e naturezas-mortas emergem como vestígios de memória e pertencimento.
Para o curador Rodrigo Andrade a exposição evidencia como a pintura é capaz de estabelecer diálogos que atravessam gerações e contextos sociais distintos. Em Terra e Tempo, as obras de Eleonore Koch e Evandro César revelam aproximações inesperadas na maneira como ambos transformam espaços cotidianos em experiências de contemplação, construindo narrativas silenciosas sobre permanência, deslocamento e afetos.
Os desenhos, estudos e trabalhos em papel de Eleonore ao lado de pinturas recentes de Evandro realizadas com pigmentos de terra criam um campo de aproximação entre diferentes temporalidades da arte brasileira. Enquanto Koch investiga a relação entre interioridade, observação e síntese formal, César atualiza questões ligadas à paisagem, à memória e à experiência urbana contemporânea, reafirmando a potência da pintura como espaço de encontro entre tempos, histórias e territórios.
Serviço
Exposição | Terra e Tempo: Eleonore Koch e Evandro César
De 11 de junho a 22 de agosto
Terça a Sexta: 11 às 18hs, sábado: 11 às 15hs
Período
Local
NONADA SP
Praça da Bandeira,53 – Centro, São Paulo - SP
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A fotógrafa carioca Isabel Becker inaugura a exposição Rejuntes Afetivos, no Museu de Arte de Brasília (MAB). Com curadoria de Cecília Fortes, a mostra reúne trabalhos que partem da memória para construir um
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A fotógrafa carioca Isabel Becker inaugura a exposição Rejuntes Afetivos, no Museu de Arte de Brasília (MAB). Com curadoria de Cecília Fortes, a mostra reúne trabalhos que partem da memória para construir um olhar para a estética cultural brasileira.
O projeto nasce das primeiras memórias afetivas da artista. As primeiras referências vêm das estampas de azulejos presentes em cozinhas e banheiros, espaços do cotidiano marcados pela simplicidade e pela repetição de padrões gráficos muito característicos no Brasil entre as décadas de 1950 e 1970. São imagens ligadas à memórias passadas, que permanecem como referência no novo trabalho da artista.
Ao revisitar seu próprio acervo, Isabel percebe a presença recorrente desses azulejos em suas fotografias. A partir dessa constatação, inicia uma pesquisa que parte do íntimo e avança para uma investigação mais ampla sobre a permanência dessa estética no tempo. A artista passa a buscar esses vestígios em casas e ambientes que ainda preservam esses padrões, conectando memória pessoal e história coletiva.
Esse percurso leva ao encontro com a arquitetura modernista no Brasil. Durante a construção de Brasília, arte e arquitetura passam a se integrar de forma mais direta, incorporando azulejos como parte dos projetos. Referências como Le Corbusier e Lúcio Costa ajudam a consolidar esse pensamento, que ganha expressão nas fachadas, nos pilotis e nos espaços públicos da cidade.
Nas obras, a artista se aproxima de painéis e desenhos ligados a nomes como Athos Bulcão, Marcílio Mendes e Marcelo Campelo. Esses elementos aparecem reorganizados em fotografias que misturam observação e construção de cena. As imagens são apresentadas em dípticos e trípticos de 42 x 50 cm, reforçando a repetição e o ritmo presentes na azulejaria.
Em Rejuntes Afetivos, Isabel Becker retoma esses elementos por meio da fotografia. As obras exploram repetição, cor e composição, criando imagens que transitam entre registro e construção. “Cada imagem conta algum tipo de história, família, afetos e patrimônio”, afirma a artista. Em outro momento, reforça: “Na repetição das imagens, convido à reflexão sobre a preservação da nossa história, e a sustentabilidade, que não é mais uma escolha, é um único caminho.”
A montagem da exposição acompanha esse pensamento e se inspira na lógica dos painéis, propondo uma ocupação do espaço que dialoga com a arquitetura. “Rejuntes Afetivos dialoga com a arquitetura e nos conduz a espaços imaginários, um olhar para dentro”, resume.
Por meio da fotografia, o projeto propõe uma leitura contemporânea dessa herança, não apenas documentando, mas reativando visualmente esses azulejos como memória viva de um ideal estético e cultural que permanece no cotidiano urbano.
Com uma trajetória consolidada na fotografia, incluindo trabalhos para O Globo e revistas da Editora Abril, Isabel Becker desenvolve desde 2011 uma pesquisa autoral marcada pelo uso da cor e pela construção de imagens que transitam entre o real e o imaginário. Ao longo de sua carreira, realizou exposições individuais e participou de importantes mostras no Brasil e no exterior, com destaque para apresentações no Grand Palais, em Paris, além de edições da ArtRio. Em 2023, levou a exposição Luz na Sombra ao Espaço Cultural do Ministério Público, em Brasília, reforçando sua relação com a cidade. Em 2024, participou de mostras coletivas em São Paulo e voltou a apresentar a série em instituições no Rio de Janeiro e em Brasília.
A exposição tem o apoio da Fundação Athos Bulcão e Casa Museu Ema Klabin.
Serviço
Exposição | Rejuntes Afetivos
De 13 de junho a 30 de agosto
Todos os dias, exceto terça-feira, das 10h às 19h
Período
Local
Museu de Arte de Brasília
HTN, trecho 1, Projeto Orla, pólo 3, lote 5 / Brasília – DF
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O Ministério da Cultura, o Nubank e o Instituto Tomie Ohtake apresentam a exposição Quando o museu é rio, mostra coletiva realizada em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi.
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O Ministério da Cultura, o Nubank e o Instituto Tomie Ohtake apresentam a exposição Quando o museu é rio, mostra coletiva realizada em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi. Com curadoria de Ana Roman, Sabrina Fontenele e Vânia Leal, e curadoria científica de Nelson Sanjad, Sâmia Batista e Sue Costa, a mostra parte das reflexões desenvolvidas no projeto Um rio não existe sozinho, realizado em 2025 no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, em Belém, e propõe uma investigação sobre o papel contemporâneo das instituições dedicadas à memória, à ciência e à produção de conhecimento sobre a Amazônia. Quando o museu é rio acontece paralelamente às mostras Viva Viva Escola Viva, sobre o movimento indígena das Escolas Vivas, e Estrelas escolhidas, individual do artista Luiz Zerbini.
A exposição reúne artistas convidados e acervos científicos, arqueológicos, etnográficos e biológicos do Museu Goeldi em uma proposta que articula arte contemporânea, ciência e saberes ancestrais. Participam da mostra Déba Tacana, Elaine Arruda, Estúdio Flume, Francelino Mesquita, Gustavo Caboco, Mari Nagem, Noara Quintana, Paula Giordano, PV Dias, Rafael Segatto Barboza da Silva e Sallisa Rosa.
Assim como em Um rio não existe sozinho, com curadoria de Sabrina Fontenele e Vânia Leal, para as curadoras da exposição, que somam-se a Ana Roman, a imagem do rio também atravessa esta nova mostra como metáfora para pensar deslocamentos, encontros e transformações. “Ao conectar territórios distintos, atravessar fronteiras e reorganizar continuamente a paisagem, o rio produz zonas de encontro, deslocamento e transformação”, afirmam. Sob essa perspectiva, a exposição propõe repensar o museu “não como instituição estável, mas como campo contínuo de relações entre território, ciência, espiritualidade e vida cotidiana”, em que os acervos deixam de operar como registros fixos do passado e passam a ser compreendidos como “matéria viva a partir da qual é possível imaginar e construir outros futuros”.
Entre os conjuntos apresentados, estão materiais ligados ao Acervo Didático Emília Snethlage, utilizado em ações educativas do museu; pesquisas arqueológicas sobre pinturas rupestres amazônicas; o projeto Replicando o Passado, desenvolvido com ceramistas do Pará e do Amapá; estudos sobre a descoberta de fósseis de preguiças-gigantes na Amazônia; além de projetos científicos e ambientais como o Esecaflor, dedicado à investigação dos efeitos das mudanças climáticas sobre a Floresta Amazônica. A mostra também destaca a atuação histórica do Museu Goeldi junto a povos indígenas amazônicos e as discussões contemporâneas em torno da classificação e reorganização de acervos etnográficos e biológicos.
Para Nelson Sanjad, Sue Costa e Sâmia Batista, curadores científicos da exposição, a mostra trata de “conexões entre pessoas; entre campos do conhecimento; entre humanos e não humanos; entre diferentes territórios; entre passado, presente e futuro. Um museu permite, promove e alimenta essas conexões, tal como as raízes de um imenso manguezal, que respiram, amparam, nutrem, protegem e abrigam a vida que flui no entorno, a lama ancestral que nos torna um e tudo. Apenas o museu é capaz de transformar o particular no coletivo, expandir o indivíduo para o todo social, dar um sentido e o horizonte que pode nos unir”.
Paralelamente à abertura da mostra, o Instituto Tomie Ohtake realiza, nos dias 25 e 26 de junho, o seminário Quando o museu é: acervos e futuros, organizado em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi e o Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo. O encontro reúne pesquisadoras(es), artistas, curadoras(es), gestoras(es) e profissionais de museus para discutir os modos como os acervos participam da construção das instituições museológicas contemporâneas. A programação articula debates sobre patrimônio, coleções etnográficas, arqueológicas e científicas, práticas curatoriais, circulação de acervos e processos de criação artística, aproximando experiências desenvolvidas no contexto amazônico e em outras instituições culturais e universitárias do país. A abertura da exposição integra a programação do seminário, que propõe reflexões sobre as relações entre museus, territórios, pesquisa, comunidades e produção de conhecimento. Mais informações em Instituto Tomie Ohtake.
Quando o museu é rio é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de
Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e do Instituto Tomie Ohtake, em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi. A mostra conta com o patrocínio do Nubank, mantenedor institucional do Instituto Tomie Ohtake; da AkzoNobel, na cota Ouro; do Aché Laboratórios Farmacêuticos, na cota Prata; e com apoio da Coral.
Serviço
Exposição | Quando o museu é rio
De 20 de junho a 16 de agosto
terça a domingo, das 11h às 19h (última entrada até 18h)
Período
Local
Instituto Tomie Ohtake
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201, Pinheiros, São Paulo – SP
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A Galeria Leme apresenta “Geologia da Forma: obras dos anos 90“, exposição dedicada a um conjunto de pinturas e desenhos de Germana Monte-Mór realizados ao longo da década de 1990,
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A Galeria Leme apresenta “Geologia da Forma: obras dos anos 90“, exposição dedicada a um conjunto de pinturas e desenhos de Germana Monte-Mór realizados ao longo da década de 1990, reunindo 21 pinturas sobre tecido e 15 desenhos sobre papel. Produzidas com asfalto sobre suportes diversos, como lona de algodão, papel-manteiga, papel de arroz e papel de seda, as obras revelam um momento decisivo da trajetória da artista, em que a investigação da matéria, da forma e das relações entre figura e fundo ganha uma formulação singular.
O conjunto, até então inédito, já motivou reflexões de importantes críticos brasileiros, entre eles Lorenzo Mammì, Rodrigo Naves, Paulo Sérgio Duarte, e Nuno Ramos, e agora é revisitado com um texto crítico de Diego Matos. Os trabalhos refletem um capítulo fundamental da pesquisa de Monte-Mór, abordando questões que permanecem presentes em sua produção recente. A exposição destaca a matéria como agente ativo da construção das imagens; em muitas das obras, ocorre uma inversão das funções tradicionalmente atribuídas aos elementos da pintura — em vez do suporte sustentar a matéria, é a massa densa do asfalto que parece sustentar o papel ou o tecido.
Durante os anos 1990, Germana Monte-Mór experimentou com as possibilidades plásticas do asfalto, explorando as tensões entre peso e leveza, opacidade e transparência, permanência e transformação. Aplicado sobre superfícies delicadas e porosas, o material adquire comportamentos inesperados: dilui-se, infiltra-se, acumula-se e solidifica-se, produzindo formas que parecem emergir organicamente dos suportes. Nas pinturas, a densidade mineral contrasta com a trama têxtil, criando oscilações entre presença e desaparecimento. As formas evocam relevos, linhas de horizonte, cadeias montanhosas ou territórios em lenta transformação, como se estivessem submetidas a processos geológicos de decomposição e recomposição contínuas. Suas telas recusam qualquer referência estável, permanecendo suspensas entre abstração e sugestão figurativa.
Os desenhos sobre papel aprofundam essa investigação — a matéria se espalha por superfícies frágeis, revelando tanto sua potência expansiva quanto a capilaridade dos suportes. As formas parecem nascer de dentro para fora, como registros de um movimento anterior à representação. Em alguns trabalhos, aproximam-se de corpos ou silhuetas; em outros, dissolvem-se em manchas e limites imprecisos, examinando as condições de surgimento da própria forma.
A mostra constrói um vocabulário visual marcado por oposições constantes: preto e branco, cheio e vazio, proximidade e distância, densidade e transparência. Para além de um recorte histórico, o conjunto revela a permanência da questão que segue estruturando a obra de Germana Monte-Mór: a relação entre forma e matéria.
Serviço
Exposição | Geologia da Forma: obras dos anos 90
De 25 de junho a 21 de agosto
Segunda a sexta, das 9h às 18h
Período
Local
Galeria Leme
Av. Valdemar Ferreira, 130 - São Paulo - SP
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O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, com gestão da Associação Museu Afro Brasil – Organização Social
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O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, com gestão da Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura (AMAB), inaugura a exposição “Afríquia: o artista como colecionador”, com curadoria de Gabrielle Nascimento. A mostra convida o público a conhecer a coleção de arte africana do Museu a partir do olhar de seu fundador, Emanoel Araujo, revelando como suas escolhas artísticas, intelectuais e curatoriais contribuíram para a formação de um dos mais importantes acervos dedicados às culturas africanas no Brasil.
“Esta exposição parte da compreensão de que toda coleção é também uma narrativa. Ao reunir obras, documentos, fotografias e registros da trajetória de Emanoel Araujo, buscamos mostrar como seu olhar ajudou a construir não apenas uma coleção de arte africana, mas uma forma de pensar as relações entre África, diáspora e identidade afro-brasileira“, destaca a curadora Gabrielle Nascimento.
Reunindo mais de 200 obras, a exposição apresenta esculturas, pinturas, máscaras, documentos, fotografias, livros, discos, tecidos e objetos tridimensionais que ajudam a compreender não apenas a construção da coleção africana do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, mas também a trajetória de Emanoel Araujo como artista, colecionador, curador e museólogo.
Composta majoritariamente por peças do próprio acervo do Museu, a mostra reúne obras tradicionais e contemporâneas, com destaque para produções da Nigéria e do Benim. O percurso expositivo evidencia as relações estabelecidas por Emanoel Araujo entre África e Brasil, revelando como referências culturais, religiosas e estéticas presentes no continente africano influenciaram sua produção artística e seu projeto museológico.
O título da exposição faz referência à série de xilogravuras Suíte Afríquia I, II e III, produzida por Emanoel Araujo em 1977 após sua participação no II Festival Mundial de Arte e Cultura Negra e Africana (FESTAC 77), realizado na Nigéria. A experiência marcou sua primeira viagem ao continente africano e teve impacto significativo tanto em sua produção artística quanto na formação inicial de sua coleção.
Mais do que apresentar objetos, a exposição propõe refletir sobre o colecionismo como uma forma de construção de narrativas. Ao acompanhar documentos, registros de aquisição, fotografias e obras reunidas ao longo de décadas, o público tem acesso a aspectos pouco conhecidos da atuação de Emanoel Araujo e às formas como ele construiu conexões entre memória, arte e diáspora africana.
A mostra também aproxima arte africana tradicional e contemporânea, reunindo desde máscaras Gelede e Egungun e esculturas de matriz iorubana até produções de artistas contemporâneos africanos incorporadas ao acervo em diferentes momentos da trajetória do Museu. A proposta evidencia a diversidade e a complexidade das produções culturais africanas, afastando leituras estereotipadas e destacando seus diálogos com a modernidade e os circuitos globais da arte.
Serviço
Exposição | Afríquia: o artista como colecionador
De 26 de junho a 13 de setembro
Terça a domingo, das 10h às 17h (permanência até às 18h)
Período
Local
Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Portão 10 – Parque Ibirapuera São Paulo - SP
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A exposição propõe um encontro inédito entre obras do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo e obras do acervo do Sesc Bom Retiro, a partir do deslocamento
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A exposição propõe um encontro inédito entre obras do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo e obras do acervo do Sesc Bom Retiro, a partir do deslocamento das obras do MAM São Paulo para visitarem um edifício inteiramente ocupado por um acervo que se apresenta de múltiplas maneiras. Ao levar as obras do MAM São Paulo para esse contexto, a curadoria evidencia diferentes formas de mostrar, organizar e tornar públicos os acervos, colocando em relação práticas institucionais, regimes de visibilidade e modos de mediação.
A proposta se estrutura em torno de duas perguntas centrais: o que acontece quando se decide guardar, cuidar e tornar público um conjunto de obras? E o que há para perceber e conhecer em uma obra de arte? Essas questões orientam o percurso expositivo e atravessam as decisões espaciais, narrativas e educativas do projeto. O acervo é compreendido como uma construção histórica e social, cuja existência se realiza plenamente no encontro com o público, quando as obras circulam, são recontextualizadas e ativam novas leituras.
Ao colocar acervos em diálogo, a exposição propõe uma reflexão sobre a função social das instituições culturais e sobre a fruição estética como experiência em relação. A materialidade das obras, os contextos de produção e os dispositivos de mediação e acessibilidade ampliam as possibilidades de percepção e conhecimento. Mire Veja convida o público a experimentar os acervos como um campo vivo, em constante atualização, a partir de seu corpo, de sua linguagem e de suas próprias experiências de vida.
Artistas
Alberto da Veiga Guignard
Alfredo Ceschiatti
Amelia Toledo
Antonio Henrique Amaral
Artur Barrio
Brígida Baltar
Cao Guimarães
Carlos Zilio
Cássio Vasconcellos
Claudio Tozzi
Cleber Machado
Eduardo Coimbra
Emanoel Araujo
Franz Weissmann
German Lorca
Giuliana Giorgi
Heitor dos Prazeres
Iran do Espírito Santo Labö & Rafaela Kennedy
Laura Vinci
Lenora de Barros
Lothar Charoux
Motta & Lima
Nelson Leirner
Paulo Bruscky
Paulo Nenflidio
Pedro Motta
Rodrigo Andrade
Rodrigo Braga
Rosângela Rennó
Rubens Gerchman
Sara Ramo
Xadalu Tupã Jekupé
Zimar
Mirela Estelles é mediadora cultural e investiga os desdobramentos da narração de histórias na educação em museus e exposições de arte. Estudou Comunicação das Artes do Corpo na PUC-SP e especializou-se em Linguagens da Arte no Centro Universitário MariAntonia, onde iniciou as pesquisas e atividades do projeto Histórias para Ver e Ouvir (2011–). Com experiência em arte contemporânea, educação, livro e leitura, culturas da infância, patrimônio imaterial e públicos de museus, realiza a curadoria de exposições e projetos educativos em escolas, livrarias, bibliotecas, museus e outras instituições culturais, com atenção aos aspectos de acessibilidade e diversidade na gestão cultural de equipes multidisciplinares. Atualmente, coordena a área de educação do Museu de Arte Moderna de São Paulo, onde atua desde 2009.
Valquíria Prates investiga a mediação cultural das artes visuais e da literatura em diálogo com pesquisa, escrita, curadoria e educação. É graduada em Letras e Pedagogia, mestre em Políticas Públicas de Acessibilidade pela USP e doutora em Artes pela Unesp, com a tese Como Fazer Junto: a Arte e a Educação na Mediação Cultural. Seu trabalho articula saberes acadêmicos e práticas colaborativas em diferentes territórios e contextos sociais. Atualmente, desenvolve projetos com o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Instituto Moreira Salles, a Fundação Roberto Marinho, Inhotim, o Museu de Arte Contemporânea do Ceará e o Instituto de Arte Contemporânea de Ouro Preto.
O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM São Paulo) é uma instituição dedicada à arte moderna e contemporânea. Fundado em 1948, mantém um acervo voltado à produção brasileira dos séculos XX e XXI. Além de exposições, atua em pesquisa, conservação e ações educativas.
Serviço
Exposição | Mire e Veja – MAM São Paulo Visita o Sesc Bom Retiro
De 01 de julho a 27 de setembro
Terça a sexta, das 9h às 20h sábado, das 10h às 20h, domingo e feriados, das 10h às 18h
Período
Local
Sesc Bom Retiro
Alameda Nothmann, 185 – Bom Retiro – São Paulo - SP
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A Galeria 18 abre a edição 2026 da NOT SAMO, a exposição coletiva que reúne cerca de 60 obras de 29 artistas, selecionados por meio do edital anual promovido pela
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A Galeria 18 abre a edição 2026 da NOT SAMO, a exposição coletiva que reúne cerca de 60 obras de 29 artistas, selecionados por meio do edital anual promovido pela galeria.
O título da exposição faz referência à expressão SAMO (“same old shit”), assinatura criada por Jean-Michel Basquiat e Al Diaz, que se popularizou ao ser espalhada pelas ruas de Nova Iorque para criticar o status quo da época. Ao adicionar o termo NOT à frase original, o projeto propõe um deslocamento de sentido, atravessando diferentes linguagens, técnicas e modos de fazer para buscar novas perspectivas.
Cada edição da NOT SAMO funciona como uma oportunidade de observar parte da produção artística que vem sendo desenvolvida fora da bolha dos circuitos mais conhecidos. O projeto reúne artistas de diferentes origens, formações e momentos de carreira, criando um panorama marcado pela diversidade de linguagens, conceitos e modos de produção. Em vez de buscar uma temática comum, a mostra busca a singularidade de pesquisas que apontam para caminhos próprios e potenciais desdobramentos futuros.
A partir de uma seleção realizada entre mais de 530 inscrições, vindas de 9 países, o conjunto de obras traz técnicas como pintura, desenho, escultura e entre outros. Participam desta edição os artistas: Ariane Ventos, Bernardo Alves, Breno de Sant’ana, Cabeza, Cadumen, Cris Marcos, Dhyogo Oliveira, Erly Almanza, Fernando Simões, Gabriela Toral, Guilherme de Carli, Gunga Guerra, Isabel Manini, Isabela Doná Rodrigues, João Paulo, Lina Ferreira, Lucas Mourão, Luiz Breseghello, Luiz Sisinno, Marina Pelli, Murillo Monteolli, Murilo Romeu, Nina Miyamoto, Renato Medeiros, Robson Marques, Sandra Becker, Sofia Ramos, Sonia Gouveia e Vitor Mazon.
Ao longo de suas edições, a NOT SAMO consolidou-se como um espaço dedicado à descoberta e à visibilidade de novas pesquisas artísticas. Em 2026, o projeto reafirma esse compromisso, convidando o público a conhecer trabalhos que ampliam o olhar sobre a produção contemporânea.
Serviço
Exposição | NOT SAMO
De 01 de julho a 01 de agosto
Terça a Sexta, das 10h às 19h. Sábado, das 10h às 18h
Período
Local
Galeria 18
Rua Simpatia 23, Vila Madalena – São Paulo - SP
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O Museu do Amanhã – equipamento cultural da Prefeitura do Rio de Janeiro sob gestão do idg – Instituto de Desenvolvimento e Gestão – recebe a exposição itinerante “Síntese – Arte e Tecnologia na Coleção Itaú“, realizada pelo Itaú Cultural. Exclusivamente para o público carioca, a exposição, que tem curadoria de Leno Veras, tem o acréscimo de três trabalhos de grande impacto: FALA, de Rejane Cantoni; Robotarium, de Leonel Moura; e Odisseia, de Regina Silveira.
A mostra é uma oportunidade para ver de perto como reinventar a ideia de futuro sob a perspectiva de artistas que investigam as relações entre seres humanos, tecnologia e meio ambiente, propondo experiências que atravessam arte, ciência e inovação. Ao todo, o recorte é composto por 12 obras de criadores da Áustria, Austrália, Bélgica, Brasil, Espanha, França e México.
Ao longo do percurso, o público é convidado a interagir com instalações que pedem a presença, a interação e a troca de dados para revelar suas verdadeiras poéticas. Entre os destaques estão Alba, de Eduardo Kac, que apresenta a imagem de uma coelha portadora de proteína fluorescente através de procedimentos de biologia molecular, Eden, de Jon McCormack, um ecossistema virtual onde criaturas evoluem e aprendem comportamentos não previstos por meio de um algoritmo genético, e Life Writer, de Christa Sommerer e Laurent Mignonneau, que transforma letras digitadas em uma antiga máquina de escrever em espécies artificiais.
Novidades no recorte que chega ao Rio, FALA é uma instalação em que um um microfone capta os sons do ambiente e um “coro” de 40 celulares reproduz e desdobra as palavras identificadas, e conversam entre si em diferentes idiomas; “Robotarium” é uma espécie de zoológico para espécimes robóticas movidas por iluminação ou energia solar; e “Odisseia” é um labirinto digital dentro de um grande cubo, que impede a volta por caminhos já percorridos.
Através destas interações lúdicas e científicas, Síntese é um convite a explorar novas formas de pensar a criatividade, a convivência e a nossa relação com sistemas cada vez mais complexos. Os visitantes são desafiados a refletir sobre os desafios do presente e os futuros que desejam construir coletivamente.
“Embora inédita, a parceria entre o Museu do Amanhã e a Fundação Itaú é algo que já vínhamos desejando e construindo há bastante tempo. Compartilhamos uma mesma causa: relacionar a cultura e a tecnologia como estruturas que nos ajudam a compreender os desafios do nosso tempo e imaginar os futuros que queremos construir”, afirma Cristiano Vasconcelos, diretor executivo do Museu do Amanhã, que ressalta: “É importante destacar que a tecnologia jamais deve ser entendida como um fim em si mesma, mas como um meio para ampliar conhecimento, conexões e possibilidades de transformação social, com pensamento crítico. Por isso, é uma grande alegria ver esse projeto finalmente se concretizar”.
O Rio de Janeiro é a décima cidade a receber um recorte da Coleção de Arte e Tecnologia do Itaú. Sua trajetória de difusão de acervos eletrônicos inclui uma passagem em 2024 por Fortaleza, no Ceará, além de um importante marco internacional com a exibição no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa (MAAT), em Portugal, em 2022.
“Celebramos com grande alegria a abertura da exposição Síntese: Arte e Tecnologia na Coleção Itaú, em parceria com o Museu do Amanhã, reforçando o nosso compromisso de expandir o acesso à arte e à cultura por meio do Acervo Itaú”, comenta Jader Rosa, superintendente do Itaú Cultural. “A convergência entre arte e tecnologia é tema constante no Itaú Cultural, seja em exposições no nosso espaço, em São Paulo, seja em espaços parceiros Brasil afora. As obras presentes nessa mostra exploram diversos níveis de diálogo entre seres humanos, natureza e tecnologia, a fim de revelar outras possibilidades poéticas”, completa.
Serviço
Exposição | Síntese – Arte e Tecnologia
De 02 de julho a 31 de agosto
Quinta a terça, das 10h às 18h (última entrada às 17h)
Período
Local
Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Sâo Paulo - SP
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Regina José Galindo (Cidade da Guatemala, 1974) é uma artista e poeta que utiliza seu próprio corpo para expor as violências impostas pelas estruturas de poder nas sociedades contemporâneas. Nascida
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Regina José Galindo (Cidade da Guatemala, 1974) é uma artista e poeta que utiliza seu próprio corpo para expor as violências impostas pelas estruturas de poder nas sociedades contemporâneas. Nascida durante a guerra civil na Guatemala (1954-96), conflito que dizimou e causou o desaparecimento de milhares de guatemaltecos, a artista tem sua produção atravessada por preocupações políticas e éticas derivadas desse contexto histórico. Uma pioneira da performance na América Latina, seus trabalhos tensionam os limites físicos de seu corpo e do público para denunciar abusos aos direitos humanos e desigualdades de gênero.
No vídeo Deportada (Todo lo que perdí) [Tudo o que perdi] (2024), Galindo fica de pé, imóvel, em meio aos objetos pessoais de Cristina Cazales Pacheco, mexicana deportada de Nova York para seu país. Vestida com múltiplas camadas de roupas que pertenceram a Cristina, a artista tem essas peças retiradas gradualmente de seu corpo pelo público, em um procedimento que evidencia o apagamento de sua existência por uma sociedade que normaliza as consequências dos deslocamentos forçados, ou mesmo participa dessa destituição física e simbólica. Em um segundo canal, Cristina narra sua história e a angústia causada pela imposição de uma fronteira entre ela, sua família e seus desejos. Galindo já havia tratado da imigração latino-americana para os Estados Unidos em obras anteriores e, neste trabalho recente, evidencia a persistência e a atualidade das violências que permeiam a questão, reforçando a importância de assegurar rosto, voz e presença às suas vítimas.
Sala de Vídeo: Regina José Galindo é curada por Bruna Fernanda, assistente curatorial, MASP.
A exposição integra o ano dedicado às Histórias latino-americanas, que também inclui mostras individuais de Carolina Caycedo, Claudia Alarcón & Silät, Colectivo Acciones de Arte, Damián Ortega, Jesús Soto, La Chola Poblete, Manuel Herreros de Lemos e Mateo Manaure Arilla, Pablo Delano, Rosa Elena Curruchich, Sandra Gamarra Heshiki, Santiago Yahuarcani e Sol Calero, além da coletiva Histórias latino-americanas, bem como mostras na Sala de Vídeo de Clara Ianni, Claudia Martínez Garay, Edgar Calel e Oscar Muñoz.
Serviço
Exposição | Sala de Vídeo: Regina José Galindo
De 03 de julho a 23 de agosto
Terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.
Período
Local
MASP
Avenida Paulista, 1578, São Paulo
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A Almeida & Dale inaugura Omẽ Mahsã – Seres invisíveis, nova exposição individual de Daiara Tukano. A mostra apresenta cerca de vinte pinturas inéditas — incluindo uma obra com mais
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A Almeida & Dale inaugura Omẽ Mahsã – Seres invisíveis, nova exposição individual de Daiara Tukano. A mostra apresenta cerca de vinte pinturas inéditas — incluindo uma obra com mais de três metros de comprimento — e um conjunto de trabalhos em nanquim sobre papel que tomam a cosmologia do povo Yepá Mahsã como eixo de investigação, reunindo representações de animais, seres e entidades ligados ao ar.
As obras mostram representações de padrões ritmados, chamados Hori, além de representações de ventos e aves, relacionados a importantes narrativas do povo Yepá Mahsã, também chamado de Tukano. Nelas, Daiara articula um estudo sobre a cultura de seu povo e experimentações com as formas e a luz, buscando compreender a densidade de suas vibrações.
A exposição dá continuidade à pesquisa da artista pelas relações entre imagem, transformação e ancestralidade. Em suas pinturas, formas geométricas, ritmos visuais e campos luminosos tornam visíveis conhecimentos transmitidos entre gerações, ao mesmo tempo em que investigam a densidade e a vibração das imagens. Entre referências às pinturas corporais, cestarias, cerâmicas e outros objetos tradicionais, a artista constrói composições que evocam a história de transformação que estrutura a cosmologia Tukano.
O retorno de Daiara Tukano a São Paulo acontece em um momento de intensa circulação de sua produção artística e curatorial. Nos últimos anos, a artista realizou projetos em cidades como Brasília, Rio de Janeiro, Roma e Paris, consolidando uma atuação que articula arte, pesquisa e ativismo em defesa dos direitos dos povos indígenas.
Recentemente, Daiara recebeu a Medalha Rui Barbosa de 2025, honraria concedida a personalidades e instituições que se destacam pela contribuição à cultura brasileira. Em 2026, realizou um mural em homenagem a Ailton Krenak no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, apresentado durante a Virada da Sustentabilidade. Entre seus projetos mais recentes está a concepção da exposição Ohpeko Dihtara – Travessias da Guanabara, em cartaz no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, reunindo obras de artistas indígenas de diferentes povos originários do Brasil.
Pertencente ao clã Erëmiri Hãusiro Parameri do povo Yepá Mahsã, Daiara Tukano é artista, comunicadora, ativista dos direitos indígenas e pesquisadora em direitos humanos. Vencedora do Prêmio PIPA Online em 2021 e do Prêmio Prince Claus em 2022, participou de exposições em instituições como MASP, Pinacoteca de São Paulo, Museu de Arte do Rio, El Museo del Barrio, em Nova York, Hayward Gallery, em Londres, e Centre de Cultura Contemporània de Barcelona. Suas obras integram coleções como Harvard Art Museums, MASP, Pinacoteca de São Paulo, El Museo del Barrio e Museo delle Civiltà.
Serviço
Exposição | Omẽ Mahsã – Seres invisíveis
De 04 de julho a 01 de agosto
Segunda a sexta-feira, das 10h às 19h Sábado, das 11h às 16h
Período
Local
Almeida & Dale Fradique
Rua Fradique Coutinho 1360 | 1430, São Paulo - SP
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A Almeida & Dale apresenta Miss Ceilingfan — ad nauseam, primeira exposição no Brasil da artista Joeun Kim Aatchim. Nascida em Seul, na Coreia do Sul, e radicada no Brooklyn,
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A Almeida & Dale apresenta Miss Ceilingfan — ad nauseam, primeira exposição no Brasil da artista Joeun Kim Aatchim. Nascida em Seul, na Coreia do Sul, e radicada no Brooklyn, EUA, a artista reúne 21 obras, entre elas 15 pinturas inéditas em seda, além de esculturas e objetos. Produzidas durante uma estadia prolongada na casa de seus pais, em Seul, as pinturas da série Miss Ceilingfan partem de observações cotidianas, memórias e estados emocionais vividos pela artista longe de seu ateliê em Nova York.
A personagem que dá nome à exposição acompanha a produção de Aatchim desde 2022. De cabelos azul-lápis-lazúli e olhos dourados, Miss Ceilingfan reaparece ao longo da mostra em sucessivas variações. Seu rosto parece sempre próximo de se revelar, mas nunca completamente definido. A cada nova pintura, a personagem muda ligeiramente de feição, como se a artista perseguisse uma imagem que insiste em escapar.
“Com o tempo, a repetição foi ficando semelhante a uma reza. Até agora, Miss Ceilingfan não era um rosto específico nem uma figura fixa, mas sim uma ideia de mulher, ou, mais precisamente, uma infinidade de mulheres. […] Ela é alguém que jamais conheci, mas de algum modo já conheço. Não me lembro dela, mas de algum modo reconheço seu rosto. Ela é eu e você, e alguma mulher que conhecemos”, afirma a artista.
Mais do que conduzir a uma imagem definitiva, a repetição produz pequenas diferenças. Familiar e desconhecida ao mesmo tempo, Miss Ceilingfan deixa de operar como uma personagem específica para assumir contornos mais abertos, reunindo lembranças, experiências e projeções que se acumulam ao longo da série.
“Impedida, a princípio, de produzir novas imagens, Aatchim passou a repetir obsessivamente o mesmo rosto até que a repetição se tornasse, ela própria, o tema e o método da exposição. O subtítulo ad nauseam alude tanto a essa estrutura visual quanto a um estado psicológico e corporal. Conectadas por correntes suspensas e pequenos crucifixos, as pinturas deixam de operar como retratos individuais para constituir uma única estrutura afetiva, atravessada por ideias de devoção, resistência e sobrevivência”, escreve Lucas Goulart no texto da exposição.
Em sua prática, Aatchim dedica-se a registrar sensações, pensamentos e estados emocionais que frequentemente escapam aos ritmos acelerados da vida contemporânea. Fantasias, observações cotidianas e experiências íntimas tornam-se matéria para obras que não procuram representar acontecimentos específicos, mas preservar algo daquilo que está prestes a desaparecer.
Suas obras não se apresentam como registros imediatos ou representações de um evento atual. Pelo contrário, preservam o silêncio de um olhar interior maduro e reflexivo, assim como a velocidade necessária para captar estados passageiros. Surgindo já conjugadas no passado, essas imagens se fixam como memórias à beira do esquecimento.
Serviço
Exposição | Miss Ceilingfan — ad nauseam
De 04 de julho a 01 de agosto
Segunda a sexta-feira: 10h às 19h, sábado: 11h às 16h
Período
Local
Almeida & Dale Fradique
Rua Fradique Coutinho 1360 | 1430, São Paulo - SP
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Integrando a programação da 16ª Bienal Internacional de Curitiba – LIMIARES, a exposição “Outras Paisagens“, com curadoria de Juliana Crispe e produção executiva de Corina Ishikura, reúne 35 artistas de
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Integrando a programação da 16ª Bienal Internacional de Curitiba – LIMIARES, a exposição “Outras Paisagens“, com curadoria de Juliana Crispe e produção executiva de Corina Ishikura, reúne 35 artistas de diferentes gerações e territórios para refletir sobre as transformações urgentes do presente por meio da arte contemporânea. A mostra terá abertura no dia 1º de julho, às 19h, no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), no Centro Integrado de Cultura (CIC), e seguirá com visitação gratuita até o dia 4 de outubro de 2026.
A mostra propõe uma ampliação da ideia tradicional de paisagem. Mais do que representação do mundo natural, a paisagem é apresentada como experiência, memória, corpo, território e imaginação. As obras colocam em diálogo questões relacionadas às cosmologias ancestrais, aos arquivos, às expedições científicas, aos corpos dissidentes e aos imaginários especulativos, revelando tensões entre o humano e o tecnológico, o ancestral e o contemporâneo, o natural e o artificial.
Em sintonia com o tema LIMIARES, concebido pelas curadoras da Bienal Adriana Almada e Tereza de Arruda, a exposição habita espaços de transição e deslocamento, convidando o público a perceber o mundo como um campo em permanente transformação. Inspirada na noção de tempo espiralar, desenvolvida por Leda Maria Martins, a mostra compreende o passado, o presente e o futuro como temporalidades que se entrelaçam, abrindo caminhos para outras formas de existência, pertencimento e cuidado.
Ao reunir artistas na cena contemporânea, “Outras Paisagens” convida o visitante a deslocar o olhar e imaginar novas cartografias afetivas, políticas e sensíveis para o nosso tempo.
Participam da exposição os artistas: Aline Mararú, Aline Moreno, Amanda Melo da Mota, Ana Nitzan, Antonio Pulquério, Auá Mendes, bruCa teiXeira, Carlos Asp, Cássio Markowski, Corina Ishikura, Dani Shirozono, Desirée Feldmann, Elias Muradi, Fayga Ostrower, Franzoi, Jaider Esbell, Linda Poll, Lorena Galeri, Lucimar Bello, Marcella Moraes, Marcia Gadioli, Marina Uieara, Mauricio Igor, Milla Jung, Moara Tupinambá, Nilton Campos, Nita Monteiro, Rafaela Jemmene, Renata Felinto, Sandra Correia Favero, Sérgio Adriano H, Sheyla Ayo, Silvana Macêdo, Thatiana Cardoso e Tuca Chicalé.
Serviço
Exposição | Outras Paisagens
De 01 de julho a 04 de outubro
Terça-feira a domingo, das 10h às 21h
Período
Local
Museu de Arte de Santa Catarina (MASC)
Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600, Agronômica – Florianópolis, SC
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Gratuito! Casa de Cultura da América Latina (CAL) recebe galeria nacional de videoartes, pelas lentes de 10 artistas brasileiros; veja os nomes Em cartaz de 9 a 31 de julho,
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Gratuito! Casa de Cultura da América Latina (CAL) recebe galeria nacional de videoartes, pelas lentes de 10 artistas brasileiros; veja os nomes
Em cartaz de 9 a 31 de julho, a galeria da ‘Mostra de Imagem em Movimento – MAPA’ ocupa simultaneamente os dois andares da CAL, de segunda a sábado, entre 10h e 19h. A entrada é gratuita.
Brasilienses e turistas são aguardados na ‘Casa de Cultura da América Latina’ (CAL), a partir do dia 9 de julho, às 18h, para uma homenagem especial à videoarte contemporânea produzida no país. Artistas de diferentes regiões do Brasil, convidados especiais, cineastas, djs e curadores se juntam ao público para celebrar a história da videoarte, durante a 1ª Mostra de Imagem em Movimento – MAPA.
Próximo à Praça dos Três Poderes, a Casa de Cultura da América Latina (Asa Sul de Brasília) sedia a nova temporada do MAPA, entre os dias 9 e 31 de julho, de segunda a sábado, das 10h às 19h, com entrada gratuita. Promovendo diálogos curatoriais e trocas com artistas do Maranhão, Pará e Rio de Janeiro, a exposição itinerante chega ao Distrito Federal em formato inédito, dando às boas-vindas a Galeria de Videoarte do MAPA.
A programação ocupa simultaneamente os dois andares da CAL. Para exposição, a Galeria Urucum apresenta dez videoartes em formato de curtas-documentários, enquanto a Galeria de Bolso reúne entrevistas, comentários e os bastidores da produção. Já a Galeria CAL recebe as videoinstalações que marcaram as passagens por São Luís (MA) e Belém (PA), ampliando o diálogo entre artistas, territórios e diferentes linguagens da imagem em movimento.
Em um espetáculo de ‘imagens em movimento’, o público acompanha a exibição de dez curtas: Tudo é correnteza, de Rafa Cardozo; Um Horizonte em Movimento, de Bárbara Savannah; Travessia, de Ícaro Matos; Todo trajeto, também é um rio, de Juruna; Alvorada e Fuga, de Leonardo Venturieri; Uma Casinha no Trilho, de Acaique; História da Terra, de Dinho Araújo, Frágil Dureza, de Inke; Temp(l)o do Rosa Fixado, de Ramusyo Brasil e Sol de Meio Dia, por Silvana Mendes.
Diante de importantes marcos, a exibição chega durante as celebrações de meio século da videoarte no Brasil. Nesse sentido, o MAPA leva a paixão pela videoarte para além das primeiras pesquisas sobre tecnologias e corpos nos anos 90, e refina o olhar artístico com a inclusão de colagens e fotografias, além de pinturas digitais na produção artística.
Mostrando a força da videoarte e do videomapping pelo Brasil, o MAPA comemora a chegada em Brasília após colorir as fachadas históricas no eixo Norte e Nordeste. A exposição pelas cidades já assina 8 horas de programação e mais de 3,2 mil metros quadrados de arte exibidas, envolvendo a participação direta de 230 colaboradores e 40 organizações.
O legado histórico dá origem à identidade da galeria, que encerra um ciclo itinerante dedicado à preservação da memória ferroviária por meio da arte. De acordo com o coordenador-geral do MAPA, João Pacca, a coleção criada traz questões do presente, passado e futuro, por meio de uma linguagem acessível.
“Nós oferecemos à infraestrutura da Estrada de Ferro Carajás uma coleção de arte contemporânea que aponta para os principais representantes de sua memória e potência, formada por artistas entre o Maranhão (MA) e o Pará (PA), cada qual com sua equipe e comunidade. Eu acredito que esta edição do MAPA foi extremamente brilhante. Entender a memória ferroviária não é uma tarefa para a literalidade. A Estrada de Ferro Carajás é gigante, tanto em importância quanto em complexidade. E os artistas que convidamos ao projeto nos trouxeram retóricas absolutamente distintas que nos permite criar uma observação muito rica dessa relíquia cultural que é a ferrovia”, conclui João Pacca.
A 1ª edição do MAPA – Mostra de Imagem em Movimento é realizada pela OPACCA Produção de Imagem, com articulação e parceria da Vale, por meio de Recursos para Preservação da Memória Ferroviária (RPMF), e é uma iniciativa da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
Confira abaixo os documentários e os artistas participantes:
* Tudo é Correnteza, de Rafa Cardozo;
* Um Horizonte em Movimento, de Bárbara Savannah;
* Travessia, de Ícaro Matos;
* Todo trajeto, também é um rio, de Juruna;
* Alvorada e Fuga, de Leonardo Venturieri;
* Uma Casinha no Trilho, de Acaique;
* História da Terra, de Dinho Araújo;
* Frágil Dureza, de Inke;
* Temp(l)o do Rosa Fixado, de Ramusyo Brasil;
* Sol de Meio Dia, por Silvana Mendes;
[Vernissage do MAPA em Brasília]
Quando: 9 de julho, quinta-feira;
Horários: a partir das 18h;
Onde: Casa de Cultura da América Latina (CAL) – SCS Q. 4 SCS BL A Lote 170 – Asa Sul, Brasília – DF;
Gratuito
Serviço
Exposição | 1ª Mostra de Imagem em Movimento – MAPA
De 9 a 31 de julho
Segunda a sábado, das 10h às 19h
Período
Local
Casa de Cultura da América Latina (CAL)
SCS Q. 4 SCS BL A Lote 170 - Asa Sul, Brasília - DF
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cOnTrA pLaNo ocupa a Casa da América Latina com videoarte produzida em Brasília
A Casa da América Latina (CAL/UnB) recebe cOnTrA pLaNo, ocupação organizada pelo projeto de extensão videoarteclube vis | UnB. A exposição reúne 74 artistas de diferentes gerações, compondo um panorama inédito da produção em videoarte realizada em Brasília e no Distrito Federal. A abertura acontece na quinta-feira, 9 de julho, às 19h, com entrada gratuita.
Com curadoria e produção compartilhada entre a professora Bia Morgado e estudantes extensionistas do videoarteclube, a ocupação reúne obras de artistas convidados, trabalhos selecionados por convocatória pública e vídeos emprestados do Acervo da Casa da América Latina. O conjunto estabelece diálogos entre produções históricas e contemporâneas de nomes como Milton Marques, Ana Vaz, Dalton Paula, Márcio H. Mota, Gu da Cei, Christus Nóbrega, Guerreiro do Divino Amor, João Angelini e João Castilho, entre muitos outros.
A mostra estimula o encontro entre artistas que, mesmo habitando a mesma cidade, talvez não conheçam os trabalhos uns dos outros. Segundo a curadora Bia Morgado, “Ao propor o vídeo como vínculo entre artistas de diferentes gerações e trajetórias, cOnTrA pLaNo produz comunidade enquanto acontece”.
Ao longo da ocupação, a CAL transforma-se em um espaço de circulação contínua de imagens, reunindo obras que transitam entre cinema, artes visuais, performance, poesia, cartografia e instalação. Além de dez instalações em formatos expandidos do vídeo, a programação inclui trabalhos organizados em sete programas curatoriais: recomeço e remeço e arremesso; Brasília é a imagem da minha insônia; O que lembro, tenho; Repetir, repetir — até ficar diferente; Se eu pudesse explicar não seria um sonho; A beleza de Brasília são suas estátuas invisíveis; e Cartas à Nam June Paik.
Artistas participantes:
Acocoré • Alexandre Rangel • Allopraxis • Ana Vaz • Antonio da Mata • Ares • Azul Castro Risieri • Bia Medeiros • Bia Morgado • bruCa Teixeira • Carla Rocha • Cecília Mori • Cerradynho • Christus Nóbrega • Cia Atravessa a Porta • Clarissa Tossin • Corpos Informáticos • Dalton Paula • Dirceu Maués • duplaPLUS (Ary Coelho e Luisa Günther) • Elyeser Szturm • Filipe Medeiros • Filipe Rossetti • Fred Sidou • Giovanna Palatucci • Grupo Mesa de Luz • Gu da Cei • Guerreiro do Divino Amor • Henrique Farage • Irmãos Formiga • Jheniffer de Oliveira • João Angelini • João Castilho • Julia Maass • Juliane Peixoto • Karina Dias • Krishna Passos • Lenora de Barros • Leopoldo Wolf • Lind Vieira • Luar Mafra • Luiz Olivieri • Luna Colazante • Manu Dib • Marcela Borela • Marcelo Coelho • Márcio H. Mota • Marcus Vinícius Castro de Souza • Maria Maia • Mariah Martins • Marianne Nassuno • Mario Calliaux • Maurício Chades • Mayra Miranda • Milton Marques • Moacir Macedo • Neurialan de Paula Araújo • Olívia Cardoso • Oziel Araújo • Paulo Scolari Leitão • Peter de Brito • Raquel Nava • Robson Castro • Rodrigo Paglieri • Rodrigo Roal • Sol Casal • Solymar Cunha • Suzete Venturelli • Thiago Granai • Tiago Sant’Ana • Vitor Vaz • Vitórya Ferraz Pereira • Wilnês Henrique • Xavier Braun
cOnTrA pLaNo é uma iniciativa do videoarteclube vis | UnB – projeto de extensão do Departamento de Artes Visuais (vis) da Universidade de Brasília dedicado à difusão, formação de público e incentivo à produção em videoarte. Coordenado pela professora Bia Morgado, o projeto promove mensalmente mostras de videoarte seguidas de debates, e desenvolve um acervo de videoarte universitária, disponibilizado em um canal público no YouTube.
Serviço
Exposição | cOnTrA pLaNo
De 9 a 31 de julho
Segunda a Sexta, das 8h às 19h (exceto feriados); Sábado, das 8h às 12h
Período
Local
Casa da América Latina (CAL/UnB)
SCS Quadra 4, Bloco A, Lote 170 - Asa Sul, Brasília - DF
Detalhes
A exposição Com Amor, Alcione celebra a trajetória extraordinária de uma das maiores artistas da música brasileira. Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Alcione consolidou uma obra
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A exposição Com Amor, Alcione celebra a trajetória extraordinária de uma das maiores artistas da música brasileira. Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Alcione consolidou uma obra grandiosa que atravessa gerações e ocupa um lugar singular na cultura do país.
Idealizada e produzida pelo Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), a exposição chega ao Museu das Favelas em sua primeira itinerância, reunindo mais de 650 itens do acervo pessoal de Alcione — entre fotografias raras, vídeos, prêmios, figurinos e objetos marcantes. Com Amor, Alcione convida o público a percorrer momentos da trajetória artística e biográfica da cantora, percorrendo temas como família, fé, carnaval, migração e identidades negra e nordestina, evidenciando como a trajetória de Alcione dialoga com experiências coletivas e processos históricos que constituem a cultura brasileira.
Serviço
Exposição | Com Amor, Alcione
De 10 de julho a 06 de dezembro
Terça a domingo, das 10h às 17h, com permanência até as 18h
Período
Local
Museu das Favelas
Largo Páteo do Colégio, 148 - Centro Histórico de São Paulo, São Paulo - SP





















