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REVISTA
Edição digital #74
Tem coisa melhor do que isso? Só dois disso
Céu-eclipse: uma convocação poética em aberto
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O MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand exibe Claudia Alarcón & Silät: viver tecendo. A mostra reúne 25 trabalhos que contemplam a produção artística de Claudia
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O MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand exibe Claudia Alarcón & Silät: viver tecendo. A mostra reúne 25 trabalhos que contemplam a produção artística de Claudia Alarcón (La Puntana, Argentina, 1989) & Silät, coletivo formado por mais de cem tecedeiras do povo Wichí. Com curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Laura Cosendey, curadora assistente, MASP, a exposição marca a estreia da artista e do grupo em um museu brasileiro.
As obras são produzidas com fios de chaguar, uma bromélia de fibras resilientes nativa do clima semiárido do Gran Chaco, maior bioma da América Latina depois da Amazônia, que ocupa as regiões norte e nordeste da Argentina, chegando até o Paraguai. A preparação do chaguar e a técnica de entrelaçar os fios com as mãos, sem o uso de um tear, provêm da confecção das bolsas yicas, objeto central para a cultura wichí. Tradicionalmente, a yica tem formato quadrado, com padrões geométricos que representam a flora e a fauna de seu território, remetendo a temas como orelhas de tatu, olhos de coruja e cascos de tartaruga. Embora seja o ponto de partida do trabalho de Alarcón & Silät, suas obras transcendem esse repertório tradicional. A partir de oficinas que propunham pensar novos formatos para as bolsas yicas, o coletivo Silät se organizou em 2023, passando a produzir tecidos dentro do contexto artístico.
Historicamente, os têxteis produzidos pelos Wichí tinham tons terrosos, avermelhados e azuis acinzentados, mas as artistas passaram a adicionar cores mais intensas com anilinas no processo de preparação dos fios, chegando a matizes exuberantes de tons laranja e fúcsia, por exemplo. Outra importante inovação do trabalho de Alarcón & Silät está no próprio processo de produção dos tecidos: enquanto tradicionalmente as mulheres sempre teceram individualmente, as integrantes do Silät desenvolveram métodos para que várias integrantes pudessem trabalhar simultaneamente em uma mesma peça ou dar continuidade ao trabalho de outra tecedeira.
A mitologia do povo Wichí também compõe os trabalhos de Alarcón & Silät. Em Kates tsinhay — Mujeres estrellas [Mulheres-estrelas], 2023, Claudia Alarcón evoca o mito das mulheres-estrelas. A crença narra que as mulheres eram estrelas no céu e desciam à Terra todas as noites por fios de chaguar que elas mesmas haviam tecido. Vinham se alimentar, roubando os peixes que os homens pescavam. Quando os homens descobriram, cortaram esses fios e as mulheres ficaram na Terra. Essa obra e outras inspiradas por esse enredo simbólico mesclam as geometrias ancestrais com elementos figurativos para delinear estrelas, luas, astros e céus estrelados.
“Recupero lendas e histórias do nosso povo, sinto que tem muito trabalho a ser revivido. Penso em como recuperar isso, porque é algo que talvez não possa ser dito oralmente, não podemos gritar isso. Mas o tecido também fala. Há quem possa entender ou sentir isso no tecido. Eu me dei conta de que, embora teçamos em silêncio, tudo está dito no tecido”, comenta Alarcón.
Os wichís chamam seu território de tayhi e o consideram parte fundamental da identidade, tendo uma dimensão espiritual e simbólica. Em espanhol, o nome para a região é monte. Porém, ainda que o nome remeta a montanhas, o relevo local é majoritariamente plano. A experiência cotidiana, o vento, o dia, o entardecer, a noite, as constelações e muitos outros elementos da vivência no monte estão presentes nas cores, formas orgânicas e geométricas dos trabalhos de Alarcón & Silät. O olhar sensível das tecedeiras para os ciclos naturais retrata na abstração Kyelhkyup — El otoño [Outono], 2023, da coleção do MASP, as mudanças de tons, texturas e luz durante a passagem das estações no monte.
Tecer em conjunto, somado às inovações implementadas, possibilitou a elaboração de composições têxteis que trazem uma multiplicidade de vozes e cores, articulando padrões tradicionais com um repertório visual e poético contemporâneo. “Os tecidos tornaram-se bandeiras de luta, estandartes que portam mensagens, histórias, e dão vozes às mulheres da comunidade”, afirma Laura Cosendey.
Tanto a singularidade das artistas quanto a dimensão do coletivo são demonstradas na instalação Hilulis ta llhaiematwek — Un coro de yicas [Um coro de yicas] (2024-25), que reúne mais de cem bolsas, cada uma delas produzida por uma integrante do grupo. As escolhas pessoais de cor e padrão são destacadas quando os trabalhos são exibidos lado a lado, enquanto a apresentação em conjunto reforça o caráter político da articulação do coletivo, que possibilitou criticar questões como a desvalorização do saber ancestral e a precarização do trabalho das tecedeiras.
Na exposição, as obras são apresentadas em molduras ou em estruturas verticais de madeira, que remetem à maneira como esses tecidos são produzidos e, ocasionalmente, apresentados na comunidade onde vivem as tecedeiras. O conjunto N’äyhay wet layikis — Caminos y cicatrizes [Caminhos e cicatrizes] é um dos trabalhos exibidos nesse suporte expográfico proposto pelo MASP. A composição têxtil foi pensada pelo coletivo, em 2025, para o Nove de Julho, dia em que se comemora a independência da Argentina. A criação artística foi tecida pelas mulheres para denunciar a repressão violenta cometida ao longo do tempo pelo Estado argentino contra populações indígenas.
Claudia Alarcón & Silät: viver tecendo integra a programação anual do MASP dedicada às Histórias latino-americanas. A agenda do ano também inclui mostras de La Chola Poblete, Sandra Gamarra Heshiki, Santiago Yahuarcani, Colectivo Acciones de Arte, Damián Ortega, Sol Calero, Carolina Caycedo, Pablo Delano, Rosa Elena Curruchich, Manuel Herreros e Mateo Manaure, Jesús Soto e uma exposição coletiva internacional.
Serviço
Exposição | Claudia Alarcón & Silät: viver tecendo
De 06 de março a 02 de agosto
Terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h); quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h (entrada gratuita das 18h às 20h30); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada até as 17h); fechado às segundas.
Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos
Período
Local
MASP
Avenida Paulista, 1578, São Paulo
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Com curadoria de Ayrson Heráclito e Rodrigo Moura, a exposição Mestre Didi – invenção e ancestralidade na arte afro-brasileira, no Itaú Cultural, engloba todo o percurso do sacerdote-artista, evidenciando sua importância tanto
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Com curadoria de Ayrson Heráclito e Rodrigo Moura, a exposição Mestre Didi – invenção e ancestralidade na arte afro-brasileira, no Itaú Cultural, engloba todo o percurso do sacerdote-artista, evidenciando sua importância tanto para o alargamento dos horizontes do mundo das artes quanto para a evolução da luta contra o racismo.
Em sua trajetória, o baiano Mestre Didi (1917-2013) percorreu e distendeu os domínios das artes e da religiosidade. As muitas habilidades artísticas e artesanais de Didi lhe conferiram o lugar de mestre, assim como sua vocação e sua atuação religiosa o colocaram em cargos de destaque nos cultos. E é esse itinerário que ganha o Itaú Cultural (IC) no período de 8 de abril a 5 de julho de 2026.
Além das criações de Didi no campo das artes visuais, a individual aborda sua produção textual/literária e sua participação no desenvolvimento de relevantes organizações e eventos, no Brasil e em outros países, voltados para a pesquisa e a promoção das culturas africanas e afrodiaspóricas. O espaço expositivo também explora as conexões entre Didi e outros criadores, como o seu contemporâneo Abdias Nascimento – tema de mostra do projeto Ocupação Itaú Cultural em 2016.
No dia 7 de abril, às 19h, acontece a abertura de Mestre Didi – invenção e ancestralidade na arte afro-brasileira. Para celebrar esse momento, o terreiro Ilê Asipá apresenta Oro Ojés, cerimônia tradicional realizada em todas as festividades do espaço fundado pelo próprio Didi, em Salvador.
Serviço
Exposição | Mestre Didi – invenção e ancestralidade na arte afro-brasileira
De 8 de abril a 5 de julho
Terça a sábado, das 11h às 20h, domingos e feriados, das 11h às 19h
Pisos 1, -1 e -2
Período
Local
Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Sâo Paulo - SP
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A iGaleria, no Iguatemi Alphaville, apresenta a exposição “Poética Fractal”, da artista plástica Elza Aidar, com curadoria de Claudia Paronetti. A mostra reúne obras que exploram a arte têxtil como
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A iGaleria, no Iguatemi Alphaville, apresenta a exposição “Poética Fractal”, da artista plástica Elza Aidar, com curadoria de Claudia Paronetti. A mostra reúne obras que exploram a arte têxtil como linguagem contemporânea, alinhada a uma tendência global que reposiciona o uso do tecido no campo conceitual.
Na produção de Elza, o patchwork é elevado a um nível de complexidade pouco usual. Fragmentos minuciosos de tecidos são organizados como unidades cromáticas, funcionando como pinceladas que constroem imagens com forte carga sensorial e poética.
O processo exige precisão técnica e um tempo de execução prolongado, refletindo uma prática quase meditativa. A artista utiliza tecidos selecionados ao longo de anos de pesquisa, incluindo materiais adquiridos em viagens internacionais, o que amplia a diversidade de texturas e narrativas presentes nas obras.
Segundo a curadora Claudia Paronetti, a arte têxtil contemporânea “deixa de ser apenas técnica ou decorativa e passa a ocupar um lugar conceitual, em que materiais, tramas e processos revelam narrativas ligadas à memória e à identidade”.
“Apreciar a exposição ‘Poética Fractal’ é descobrir, em cada detalhe, novas possibilidades de olhar e sentir. Queremos convidar o público a reservar um momento do seu passeio para se aproximar da arte por meio de uma experiência sensível e envolvente. A iGaleria segue como um espaço que amplia repertórios e transforma a visita ao Iguatemi Alphaville em uma vivência cultural acolhedora, inspiradora e cheia de significado”, comenta Verônica Marandini, gerente de marketing do Iguatemi Alphaville.
As obras dialogam com referências impressionistas na construção de cor e atmosfera, mas se afastam dessa tradição ao fragmentar a imagem e propor uma leitura mais atual e sensorial. O tecido assume protagonismo não apenas como suporte, mas como elemento estruturante da obra.
Outro aspecto relevante nas criações da artista é o uso de materiais diversos, incluindo fios e tecidos reciclados, o que aproxima o trabalho de discussões sobre sustentabilidade e ressignificação de materiais.
Serviço
Exposição | Poética Fractal
De 28 de abril a 27 de junho
Segunda a sexta, das 9h30 às 18h30; sábados, das 10h às 15h
Período
Local
IGaleria
Iguatemi Alphaville (3º andar). Alameda Araguaia, 681 – Alphaville Industrial, Barueri, SP
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A Galeria Marilia Razuk apresenta a exposição corpo assentado, cabeça voando, com curadoria de Camila Bechelany e Leo Felipe. A mostra reúne um conjunto de obras do acervo da galeria
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A Galeria Marilia Razuk apresenta a exposição corpo assentado, cabeça voando, com curadoria de Camila Bechelany e Leo Felipe. A mostra reúne um conjunto de obras do acervo da galeria que têm no desenho não apenas uma técnica, mas uma prática expandida, um campo de pensamento, gesto e inscrição no mundo.
A linguagem surge como um impulso espontâneo, quase coreográfico, próximo à dança. Embora muitas vezes percebido como uma habilidade inata, ele se constrói no tempo, no exercício contínuo de situar o corpo e experimentar o espaço. Tem a ver com querer se inscrever no mundo, assentar-se, situar-se. Ao mesmo tempo, o desenho é uma prática para se perder, para deixar-se levar com ou sem rumo, alternando o ritmo sobre as superfícies à volta.
A exposição propõe pensar a linha em sua natureza ambígua, entre imagem e escrita, entre registro e invenção. Trata-se de uma linguagem elementar e, ao mesmo tempo, ilimitada em suas possibilidades.
corpo assentado, cabeça voando convida o público a percorrer essas diferentes formas de desenhar, entendendo o traço não como ponto de partida ou etapa preparatória, mas como expressão autônoma, capaz de sustentar, por si só, a complexidade do fazer artístico.
Reunindo artistas de diferentes gerações e abordagens, a mostra evidencia o desenho como um território de experimentação contínua, no qual pensamento e matéria se encontram.
Participam da exposição: Amilcar de Castro, Ana Dias Batista, Ana Matheus Abbade, André Dahmer, Cabelo, Claudio Cretti, Débora, Bolzsoni, Flora Rebollo e Flavushh, Jaider Esbell, João Loureiro, Johanna Calle, José Leonilson, Luiza Sigulem, Manuel Brandazza, Maria Laet, Mariana Serri, Marilá Dardot, Paulo Nazareth, Renata Haar, Thiago Barbalho e Waldomiro Mugrelise.
Serviço
Exposição | corpo assentado, cabeça voando
De 09 de maio a 06 de junho
Segunda a sexta, das 10h30 às 19h; sábado, das 11h às 16h
Período
Local
Anexo Galeria Marília Razuk
Rua Jerônimo da Veiga, 131 – Itaim Bibi, São Paulo - SP
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A Pinakotheke inaugura sua nova sede em Higienópolis, em São Paulo, com a exposição “Surrealismos: arte para além da razão”. Com curadoria de Max Perlingeiro e Tadeu Chiarelli,
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A Pinakotheke inaugura sua nova sede em Higienópolis, em São Paulo, com a exposição “Surrealismos: arte para além da razão”. Com curadoria de Max Perlingeiro e Tadeu Chiarelli, a mostra reúne cerca de 100 obras de 60 artistas de diferentes partes do mundo, propondo um amplo panorama do Surrealismo e de seus desdobramentos na arte moderna e contemporânea. A entrada é gratuita.
Instalada em uma ampla casa na Rua Minas Gerais, esquina com a Praça Marechal Cordeiro de Farias, a nova sede da Pinakotheke conta com 700 m² de terreno, sendo 180 m² dedicados às áreas expositivas e 370 m² de espaço externo. O novo endereço marca uma importante reorganização institucional da Pinakotheke, fundada no Rio de Janeiro em 1979 por Max Perlingeiro, além de consolidar uma nova identidade visual e um projeto de expansão nacional e internacional.
A exposição é organizada em núcleos dedicados a artistas europeus, latino-americanos, norte-americanos e caribenhos, reunindo nomes históricos como Salvador Dalí, René Magritte, Pablo Picasso, Giorgio de Chirico, Joan Miró, Louise Bourgeois, Marcel Duchamp, Leonora Carrington, Roberto Matta e Diego Rivera. Entre os brasileiros, destacam-se obras de Tarsila do Amaral, Maria Martins, Flávio de Carvalho, Cícero Dias, Farnese de Andrade, Tunga e Erika Verzutti.
Além das pinturas, esculturas, gravuras e fotografias, a mostra contará com salas especiais dedicadas a Maria Martins e Louise Bourgeois, além da exibição de vídeos de artistas contemporâneas como Letícia Parente, Lenora de Barros, Kátia Maciel e Lia Chaia. O percurso inclui ainda trechos de filmes clássicos ligados ao imaginário surrealista, como “Un chien andalou”, de Luis Buñuel e Salvador Dalí, e “Le Sang d’un poète”, de Jean Cocteau.
Ao longo da exposição, será lançado o livro bilíngue “Surrealismos: arte para além da razão”, publicado pela Pinakotheke Editora, com mais de 300 páginas e textos de pesquisadores e críticos convidados. A Pinakotheke São Paulo fica na Rua Minas Gerais, 246, em Higienópolis, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados e feriados, das 10h às 16h.
Serviço
Exposição | Surrealismos: arte para além da razão
De 18 de maio a 15 de agosto
Segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados e feriados, das 10h às 16h
Período
Local
Pinakotheke São Paulo Higienópolis
Rua Minas Gerais, 246, Higienópolis, São Paulo - SP
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A Galeria Carmo Johnson, em São Paulo, recebe a 3ª Mostra Etnomídia Indígena. Sob o tema “Festival de Impressos Indígenas”, o evento adota o formato de feira-festival consolidando-se como um
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A Galeria Carmo Johnson, em São Paulo, recebe a 3ª Mostra Etnomídia Indígena. Sob o tema “Festival de Impressos Indígenas”, o evento adota o formato de feira-festival consolidando-se como um espaço importante para a expansão da criatividade, da memória e da resiliência de diversos territórios brasileiros.
O evento funciona como uma feira-exposição de artes e, atuando como uma plataforma para que a produção intelectual e artística de diversos povos ocupe o centro do debate cultural em São Paulo. Por isso a ideia de impressos e impressões são o foco desta Edição, que reúne a materialidade da cultura indígena manifestada em múltiplas formas, como a literatura, a moda, impressos e as artes visuais.
Ao transitar por esses diferentes campos, a mostra busca expandir o conceito de criatividade e fortalecer a memória dos povos originários, permitindo que o público compreenda a arte a partir da perspectiva de cada participante. Dois núcleos, fortalecem esse diálogo: um que traz obras de artes visuais expostas como em exposições, e outro, com os diversos impressos a disposição do público, como nas feiras independentes de impressos.
A coordenação geral do Projeto, Naine Terena reforça que esta terceira edição, ‘brinca’ com a ideia das exposições de arte em diálogo com as feiras independentes de impressos, para que se tenha a dimensão das produções indígenas. Para ela, este é também um campo de expansão da atuação indígena, já que a Mostra conta com a presença forte de profissionais oriundos de diversos povos. Naine ressalta a consolidação do projeto ao lembrar que esta é a terceira etapa de um caminho de investigação sobre a mídia indígena e seus desdobramentos. Enquanto as duas edições anteriores tiveram como temas o audiovisual e as “entidades virtualizadas” no século XXI, o atual foca na tangibilidade da impressão e da escrita.
Gustavo Caboco, curador do festival, explica que o conceito de “impresso” na mostra é deslocado de sua definição técnica ocidental para uma dimensão territorial e corpórea. Ele detalha que “no mundo das artes, ‘impresso’ se relaciona às técnicas de gravura. Mas, num festival de impressos indígenas a materialidade se une à memória e o sentido da palavra impresso ganha múltiplos sentidos”.
Caboco defende que as obras apresentadas, sejam elas em tecidos, vídeos ou palha, são, na verdade, impressões dos corpos e dos territórios de povos como os Guarani Ñandeva, Boe, Patamona, Manoki, Myky, Wapixana e Terena. A arte, neste contexto, é o registro físico de uma vivência ancestral transportada para o presente.
Ao final, o curador define as impressões indígenas como “territórios férteis”. Ele pontua que, ao levar essas obras para escolas, universidades ou galerias, os artistas estão carregando a memória de seus territórios originários em suas falas e ações, transformando cada peça exposta em um documento vivo da existência e resistência indígena.
Um dos grandes destaques desta edição é a expografia. Naine Terena explica que é um desejo antigo, também fazer com que o espaço de uma exposição pudesse se assemelhar com a organização espacial e social de alguns povos e aldeias indígenas, trazendo a possibilidade de apresentar como tais representações se dão no dia a dia desses povos.
Pensando nisso, os estudos assinados por Libério Uiagumeareu, do Povo Boe Bororo Naine Terena e Gustavo Caboco, analisaram a planta da Galeria Carmo Johnson em relação a uma aldeia Boe Bororo, fazendo nascer uma organização do espaço não meramente estético, mas que replica a complexa organização social e geográfica de uma aldeia Boe, criando uma tradução física da cosmologia indígena, nominada como ‘PA MUGA’, por Libério.
“Conhecendo cada artista, depois a obra e mensagem da peça, nós em cima disso trabalhamos essa aldeia e esse espaço. E denominamos Ce Muga e Pa Muga. Ce Muga no caso, seria o nosso espaço de exposição, no caso o nosso espaço indígena, e Pa Muga seria o nosso espaço como um todo desse diálogo do não indígena com o indígena, o nosso espaço macro”, explica ele.
Participantes
Entre os nomes confirmados está o Coletivo REMBYAPÓ, formado por Ara Guarani, Sônia Guarani e Claudiomiro Guarani, que vivem no Espírito Santo, que trazem um conjunto de pinturas e objetos instalativos, que fazem referência a cultura e vida do seu povo. Edson Benites (Gerpa filho), letrista profissional com quatro décadas de atuação em pintura manual, e a artista Miguela Moura, são de Mato Grosso do Sul e produzem uma grande painel, o’ Jegua marangatu – grafismo sagrado’.
Somando-se a eles, o artista plástico Isaías Miliano, das etnias Macuxi e Patamona e o Coletivo Ijã Mytyli de Cinema Manoki e Myky. Formado por jovens realizadores de Mato Grosso. O grupo carrega no nome a síntese de sua missão: Ijã (história/caminho) e Mytyli (novo). Para os integrantes, o uso do cinema é uma ferramenta para narrar trajetórias ancestrais sob uma perspectiva jovem, guiada pela premissa de que toda história atravessa um caminho que deve ser percorrido com atenção para que ninguém se perca.
A 3ª Mostra Etnomídia Indígena é uma realização da Oraculo Comunicação, com patrocínio do Ministério da Cultura, Petrobras Cultural e Lei Rouanet.
Serviço
Exposição | Festival de Impressos Indígenas
De 30 de maio a 20 de junho
Terça a Sexta, 11h às 17h, sábados sob agendamento
Período
Local
Galeria Carmo Johnson Projects
Rua Anunze, 249 - Boaçava, Alto de Pinheiros, São Paulo - SP
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A artista multidisciplinar Dolores Esos inaugura a exposição “Rejunte”, no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro (CCCRJ). A mostra apresenta sua mais recente série de pinturas, desenvolvida a partir de
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A artista multidisciplinar Dolores Esos inaugura a exposição “Rejunte”, no Centro Cultural Correios Rio de Janeiro (CCCRJ). A mostra apresenta sua mais recente série de pinturas, desenvolvida a partir de uma observação sensível do cotidiano e das memórias visuais que atravessam o tempo. Dolores propõe um mergulho em fragmentos aparentemente discretos, como azulejos, cerâmicas, fachadas, grades e objetos domésticos, que, reunidos, constroem uma narrativa poética sobre memória afetiva e identidade coletiva. A visitação pode ser feita de 14/5 a 27/6, de terça a sábado, das 12h às 19h. O CCCRJ está localizado na Rua Visconde de Itaboraí, 20, no Centro do Rio. A entrada é gratuita e a classificação é livre.
Com curadoria de Ana Carla Soler e apoio institucional do Instituto Artistas Latinas, em “Rejunte”, Dolores transforma esses elementos do cotidiano em composições que evocam diferentes temporalidades. Suas obras sugerem a coexistência de múltiplos passados no presente, convidando o público a acessar lembranças pessoais e compartilhadas. Em um contexto marcado pela produção massiva de imagens digitais e pela ação de inteligências artificiais, a artista propõe um movimento inverso: o resgate da experiência sensorial e das memórias construídas a partir do contato direto com o mundo.
“A exposição é um convite para que cada visitante reconheça, nas imagens apresentadas, fragmentos de suas próprias vivências, completando os trabalhos com seus repertórios afetivos”, propõe a artista.
Dolores Esos – Com trajetória consolidada nas artes visuais, design, cenografia e muralismo, Dolores Esos iniciou sua formação na Escola de Belas Artes da UFRJ e graduou-se em Cenografia pela UNIRIO. Ao longo de sua carreira, participou de projetos de destaque no Brasil e no exterior, incluindo exposições na Itália e em Nova Iorque, onde foi indicada ao Cash Prize da Latin American Contemporary Fine Art Competition, promovida pela Agora Gallery.
Sua atuação também se estende ao muralismo e à arte urbana, com trabalhos realizados no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de colaborações com marcas como Adidas, Vogue, Globo, Warner Bros., Granado e Coca-Cola. Em 2025, teve uma obra incorporada ao acervo permanente do STRAAT Museum, em Amsterdã, consolidando sua presença no cenário internacional da arte urbana. A exposição no Centro Cultural Correios marca mais um momento significativo em sua trajetória, reafirmando sua pesquisa artística centrada na memória, na materialidade e na construção coletiva de sentidos.
Exposição | O Tempo e o Pedro
De 30 de maio a 24 de julho
Terça a sexta, das 11h às 18h; aos sábados das 11h às 16h.
Período
Local
Mario Cohen
Rua Capitão Francisco Padilha, 69 - Jardim Europa, São Paulo - SP
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Com 147 artistas de 22 países, o Festival Vórtice chega à sua 5ª edição consolidando-se como uma das principais iniciativas dedicadas às relações entre arte contemporânea, corpo e sexualidade na
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Com 147 artistas de 22 países, o Festival Vórtice chega à sua 5ª edição consolidando-se como uma das principais iniciativas dedicadas às relações entre arte contemporânea, corpo e sexualidade na América Latina. O festival ocupa novamente o Espaço República na Av. São Luís, 86, na República, em sua maior edição até agora.
Criado em 2022 pelos artistas e curadores Leonardo Maciel e Paulo Cibella, o festival nasceu a partir da vontade de aproximar artistas que investigam desejo, afeto e erotismo em diferentes linguagens visuais. Ao longo de cinco edições, o projeto ampliou significativamente sua dimensão, tornando-se um espaço de circulação e encontro entre artistas emergentes, nomes históricos, colecionadores, pesquisadores e público interessado na produção contemporânea ligada à sexualidade.
Nesta edição, o festival recebeu 323 inscrições em chamada aberta — um crescimento de 47,5% em relação ao ano anterior — e apresenta trabalhos em pintura, fotografia, escultura, bordado, instalação, publicação, cinema, videoarte e performance. Entre os participantes de destaque desta edição estão Bruce LaBruce (Canadá), Alex Flemming (SP), Lisa Wang (Estados Unidos), Łukasz Leja (Polônia), Bubby Costa (SP), Issa Tall (Senegal), Cole Fawcett (Canadá), Jorge Bortoli (RS), Maria La Sangre (Chile), George Striftaris (Grécia) e Vlad Zorin (Rússia).
Parte da ampliação internacional desta edição é resultado das viagens de pesquisa realizadas pelo Vórtice nos últimos meses, com passagens por Alemanha, França, México e Estados Unidos, incluindo visitas a galerias, feiras, instituições e ateliês. Aproximadamente 30% dos artistas participantes são internacionais, refletindo um movimento crescente de intercâmbio e aproximação entre diferentes cenas da arte contemporânea.
Sem partir de uma única linha curatorial ou abordagem estética, o festival reúne trabalhos que atravessam questões ligadas ao fetiche, intimidade, fantasia, memória e representação do corpo. Em vez de estabelecer um discurso homogêneo, a mostra propõe um panorama amplo da produção contemporânea relacionada à sexualidade, aproximando diferentes gerações, linguagens e contextos culturais.
As obras apresentadas no festival poderão ser adquiridas presencialmente ou por meio da Galeria Vórtice, disponível em vorticecultural.com/galeria. Além da exposição, o festival contará com uma programação paralela de performances, conversas, sessões de cinema e feira de publicações ao longo do período expositivo.
Sobre o Vórtice Cultural
O Vórtice Cultural é uma iniciativa artística independente, com plena autonomia curatorial, dedicada à formação, ao desenvolvimento profissional, à institucionalização e à internacionalização de artistas. Fundado em 2022 e liderado por Leonardo Maciel e Paulo Cibella, o Vórtice fomenta a cultura por diversas frentes e já trabalhou com mais de 520 artistas de cerca de 30 países, consolidando-se como um polo de lançamentos, circulação, pesquisa e experimentação.
Serviço
Exposição | 5ª edição do Festival Vórtice
De 30 de maio e 27 de junho
Terça a sábado, das 13h às 19h
Período
Local
Espaço República
Avenida São Luís 86, República – São Paulo - SP
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Por que gostamos tanto de apreciar uma cidade de um lugar mais alto, como em um mirante? Toda cidade possui, entre os lugares que valem a visita, pontos de observação privilegiados. Aqui
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Por que gostamos tanto de apreciar uma cidade de um lugar mais alto, como em um mirante?
Toda cidade possui, entre os lugares que valem a visita, pontos de observação privilegiados.
Aqui no Rio de Janeiro, há exemplos já incorporados ao imaginário da cidade: Corcovado, Pão de Açúcar, Vista Chinesa, Pedra Bonita, entre tantos outros. Pela frequência com que são vistos, muitas vezes passam despercebidos.
Ao alcançar esses lugares, a cidade parece se reorganizar diante dos olhos. Do alto, ela se revela mais bela, mais harmônica, quase silenciosa. Surge então uma sensação discreta de perfeição, como se, por um instante, a vida urbana pudesse existir em absoluto equilíbrio.
Essa experiência se repete em diferentes cidades do mundo.
Em Viena, a antiga roda-gigante, com suas cabines de madeira, oferece uma visão suspensa da cidade. Em Madri, o mirante do Palácio de Cibeles revela o desenho diagonal das avenidas, como um traço geométrico cuidadosamente pensado.
Em Nova York, os rooftops se transformaram em atrações próprias. O skyline, visto do alto, muda conforme o ângulo.
Lisboa talvez seja uma das cidades que melhor traduzem essa relação entre paisagem e contemplação. Seus miradouros, espalhados pelas colinas, aproximam o observador da cidade. No Miradouro da Graça, por exemplo, o Tejo parece emoldurar as construções.
Há também visões em movimento: a vista da janela de um avião se aproximando de São Paulo, quando as torres residenciais surgem “depois” do Ibirapuera.
A paz proporcionada por essas imagens, porém, não corresponde inteiramente à realidade urbana. As cidades são feitas também de velocidade, excesso, conflitos e imperfeições, mas, à distância, os ruídos diminuem. O olhar seleciona o essencial e transforma o caos em composição.
Talvez seja justamente isso que buscamos quando observamos uma cidade do alto: uma sensação de ordem, calma e permanência. Uma espécie de utopia silenciosa.
Esse conjunto de trabalhos expostos na galeria pretende resgatar, dentro de uma linguagem e vocabulário geométrico, a sensação de perfeição, calma e segurança.
Manoel Novello
Exposição | Olhando de longe
De 01 de junho a 10 de julho
Visitas sob agendamento
Período
Local
Gaby Indio da Costa – Arte Contemporânea
Estrada da Gávea, 712, São Conrado, Rio de Janeiro - RJ
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No dia 01º de junho, é celebrado o centenário da atriz e cantora Marilyn Monroe. De símbolo de beleza a ícone incontornável da cultura pop do século 20, Marilyn entrou
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No dia 01º de junho, é celebrado o centenário da atriz e cantora Marilyn Monroe. De símbolo de beleza a ícone incontornável da cultura pop do século 20, Marilyn entrou para a história mundial de forma definitiva. Para registrar seus cem anos de nascimento e abrir diálogo com a sociedade sobre seu papel de atriz, o MIS, que inaugurou, em maio, a exposição “Marilyn: a última entrevista”, pelo projeto Maio Fotografia no MIS 2026, realiza, no mês de junho, uma mostra de filmes e oferece um curso sobre a artista. Além disso, no fim do mês, o Museu ainda realiza uma edição especial do Doc.MIS com a exibição do documentário “Marilyn Monroe: o fim dos dias”.
Mostra “Marilyn Monroe 100 anos” | 02 a 07 de junho | R$ 6 (inteira)
A curadoria do cineasta André Sturm selecionou doze títulos com participações menos ou mais proeminentes de Marilyn, mas com destaque especial para seus trabalhos menos reverenciados, de caráter mais intimista ou sóbrio. “Queria dar destaque para uma Marilyn Monroe séria na tela, ou ainda tímida no início de sua carreira no cinema”, conta o curador. “Seus filmes mais celebrados, sobretudo os dirigidos por Billy Wilder, são excelentes e já estão na memória dos espectadores. A ideia aqui era tentar revelar essa Marilyn menos pop, menos óbvia, menos objeto de desejo, por isso seus filmes mais ‘lado B’, por assim dizer. A gente vai poder ver uma Marilyn pré-magnetismo total.”
A lista de filmes inclui raridades, entre os quais “Idade perigosa”, que marca o primeiro papel com fala de Marilyn Monroe; “Mentira salvadora”, que traz sua primeira protagonista; “Só a mulher peca”, um drama noir do lendário diretor Fritz Lang; “O rio das almas perdidas”, um western musical de Otto Preminger que mereceu ter seu pôster na sala da casa da atriz em Los Angeles; e dois filmes dirigidos por John Huston, incluindo “Os desajustados”, o último trabalho de Marilyn no cinema.
Exposição | Shiro: uma escala de nuances
De 02 de junho a 25 de outubro
Terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h
Período
Local
Japan House São Paulo
Avenida Paulista, 52 – Bela Vista, São Paulo - SP
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No dia 01º de junho, é celebrado o centenário da atriz e cantora Marilyn Monroe. De símbolo de beleza a ícone incontornável da cultura pop do século 20, Marilyn entrou
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No dia 01º de junho, é celebrado o centenário da atriz e cantora Marilyn Monroe. De símbolo de beleza a ícone incontornável da cultura pop do século 20, Marilyn entrou para a história mundial de forma definitiva. Para registrar seus cem anos de nascimento e abrir diálogo com a sociedade sobre seu papel de atriz, o MIS, que inaugurou, em maio, a exposição “Marilyn: a última entrevista”, pelo projeto Maio Fotografia no MIS 2026, realiza, no mês de junho, uma mostra de filmes e oferece um curso sobre a artista. Além disso, no fim do mês, o Museu ainda realiza uma edição especial do Doc.MIS com a exibição do documentário “Marilyn Monroe: o fim dos dias”.
Mostra “Marilyn Monroe 100 anos” | 02 a 07 de junho | R$ 6 (inteira)
A curadoria do cineasta André Sturm selecionou doze títulos com participações menos ou mais proeminentes de Marilyn, mas com destaque especial para seus trabalhos menos reverenciados, de caráter mais intimista ou sóbrio. “Queria dar destaque para uma Marilyn Monroe séria na tela, ou ainda tímida no início de sua carreira no cinema”, conta o curador. “Seus filmes mais celebrados, sobretudo os dirigidos por Billy Wilder, são excelentes e já estão na memória dos espectadores. A ideia aqui era tentar revelar essa Marilyn menos pop, menos óbvia, menos objeto de desejo, por isso seus filmes mais ‘lado B’, por assim dizer. A gente vai poder ver uma Marilyn pré-magnetismo total.”
A lista de filmes inclui raridades, entre os quais “Idade perigosa”, que marca o primeiro papel com fala de Marilyn Monroe; “Mentira salvadora”, que traz sua primeira protagonista; “Só a mulher peca”, um drama noir do lendário diretor Fritz Lang; “O rio das almas perdidas”, um western musical de Otto Preminger que mereceu ter seu pôster na sala da casa da atriz em Los Angeles; e dois filmes dirigidos por John Huston, incluindo “Os desajustados”, o último trabalho de Marilyn no cinema.
Exposição | Marilyn Monroe 100 anos
De 02 a 07 de junho
Terça a sexta, das 11h às 19h; sábados, das 11h às 17h
Período
Local
Museu da Imagem e do Som - MIS
Av. Europa, 158, Jd. Europa São Paulo - SP
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A Casa de Cultura do Parque apresenta “Mundo Perdido – Pequeno Sítio Arqueológico“, de Zá Szpigel. Com curadoria de Claudio Cretti, diretor criativo da instituição, o projeto especial propõe uma
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A Casa de Cultura do Parque apresenta “Mundo Perdido – Pequeno Sítio Arqueológico“, de Zá Szpigel. Com curadoria de Claudio Cretti, diretor criativo da instituição, o projeto especial propõe uma área interativa de investigação voltada especialmente às crianças, convidadas a experimentar procedimentos de escavação, observação e formulação de hipóteses sobre os objetos encontrados.
A obra foi desenvolvida durante a residência de Zá Szpigel (São Paulo, 1967) no Sítio Camaleonte, em Piracaia (SP), como parte do programa Arte e Brincar – O Pequeno Colecionador, realizado entre maio e julho de 2023. Ao longo do processo, a artista investigou os gestos e ritmos envolvidos na escavação manual, transformando essa experiência em um brinquedo-obra ativado pela participação do público.
“Durante as escavações, o movimento contínuo e ritmado, as diferentes camadas de superfície, os fragmentos cerâmicos e os pequenos objetos encontrados revelaram a ideia do brinquedo. O trabalho pode ser ativado em qualquer chão onde crianças possam brincar de escavar e descobrir artefatos — terra, areia ou mato baixo”, explica Szpigel. Os elementos que compõem o sítio arqueológico — incluindo ferramentas de escavação e artefatos — foram produzidos artesanalmente a partir de materiais naturais, como terra, madeira, tecidos, fios de algodão, sementes e metais.
“Esse projeto ocupa um lugar muito importante na nossa programação por aproximar a produção artística contemporânea das práticas educativas. São obras que fortalecem a relação entre arte e público por meio da interação direta, e que dependem da participação das pessoas para se mostrarem em sua totalidade”, afirma Claudio Cretti.
“Mundo Perdido – Pequeno Sítio Arqueológico” poderá ser ativada em dois momentos distintos: nas visitas escolares agendadas pelo Núcleo Educativo da Casa de Cultura do Parque, bem como na visitação espontânea do público. Nesse segundo caso, os horários de ativação serão aos sábados (14h30, 15h30 e 16h30) e domingos (11h30, 12h30 e 17h).
O projeto é uma idealização do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo) e foi realizado com recursos da Lei Rouanet, Ministério da Cultura, com patrocínio do banco BV, Laranjinha e Banco Itaú.
Serviço
Exposição | Mundo Perdido – Pequeno Sítio Arqueológico
De 6 a 28 de junho
Quarta a domingo, das 11h às 18h
Período
Local
Casa de Cultura do Parque
Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 - Alto de Pinheiros, São Paulo - SP, 05461-010
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O Espaço PORTO de São Paulo (SP) inaugura a exposição Fotoperformance Popular, do artista visual Alex Oliveira. Como parte da programação, Oliveira também realiza um workshop de seis dias que
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O Espaço PORTO de São Paulo (SP) inaugura a exposição Fotoperformance Popular, do artista visual Alex Oliveira. Como parte da programação, Oliveira também realiza um workshop de seis dias que culminará em uma intervenção urbana na favela Monte Azul. Informações no Instagram @portodecultura.
A mostra apresenta um recorte da série desenvolvida pelo artista desde 2019 em diferentes cidades brasileiras. Na obra, transeuntes, ambulantes, trabalhadores autônomos, amigos e o próprio retratista ocupam estúdios improvisados montados em ruas, feiras livres e praças para performar identidades móveis diante da câmera. Natural de Jequié (BA), Alex Oliveira atua como fotógrafo, artista visual e filmmaker, desenvolvendo pesquisas que articulam fotografia, cultura popular e performatividade.
Alex Oliveira constrói retratos frontalizados que dialogam tanto com a fotografia de estúdio quanto com a espontaneidade da rua. A tensão central da série surge justamente do contraste entre a precariedade do dispositivo fotográfico e a formalização rigorosa da imagem, deslocando o estatuto social do retrato produzido no espaço urbano.
O projeto também propõe uma circulação expandida das imagens. Após cada sessão fotográfica, os participantes recebem cópias impressas de seus retratos em formato de postal, enquanto parte das imagens retorna ao território em forma de lambe-lambes instalados nas próprias ruas onde foram realizadas.
Desde 2025, imagens da série Fotoperformance Popular integram a coleção Fonds Brésilien de Photographies Contemporaines, da Bibliothèque nationale de France. E, atualmente, parte das obras podem ser vistas na Sorbonne Art Gallery, em Paris.
Como desdobramento da exposição, Alex Oliveira ministra o workshop Fotoperformance: Corpo, Cidade e Ação, com duração de seis dias e carga horária total de 24 horas. Ao final das atividades, os participantes irão instalar os lambe-lambes produzidos durante as aulas na favela Monte Azul, em uma ação realizada em parceria com a Galeria Sérgio Silva. O valor das inscrições é de R$ 980.
Exposição | Fotoperformance Popular
De 6 de junho a 8 de agosto
Quarta à sexta das 14h às 18h e finais de semana mediante agendamento
Período
Local
Espaço PORTO
Rua Harmonia, 925 - SumarezinhoSão Paulo - SP
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O Ministério da Cultura, o Nubank e o Instituto Tomie Ohtake apresentam Viva Viva Escola Viva, exposição dedicada ao movimento indígena das Escolas Vivas. Com curadoria da filósofa e educadora
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O Ministério da Cultura, o Nubank e o Instituto Tomie Ohtake apresentam Viva Viva Escola Viva, exposição dedicada ao movimento indígena das Escolas Vivas. Com curadoria da filósofa e educadora Cristine Takuá, em colaboração com os coordenadores das Escolas Vivas, a mostra é uma correalização do Instituto Tomie Ohtake com a Associação Selvagem, uma organização não governamental que envolve o movimento indígena das Escolas Vivas e uma rede colaborativa voltada a aprendizagens e traduções entre mundos. Desde 2024, a direção artística do Instituto Tomie Ohtake acompanha e atua junto ao desenvolvimento do projeto. Viva Viva Escola Viva acontece paralelamente às mostras Quando o museu é rio, realizada em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi, e Estrelas escolhidas, individual do artista carioca Luiz Zerbini.
Coordenado por Cristine Takuá, curadora da exposição, o movimento das Escolas Vivas articula cinco núcleos de transmissão de saberes indígenas: Shubu Hiwea, do povo Huni Kuĩ, no Acre; Apne Ixkot Hãmhipak, a Aldeia Escola Floresta do povo Maxakali, no Vale do Mucuri, em Minas Gerais; Arandu Porã, do povo Guarani Mbya, na Terra Indígena Rio Silveira, em São Paulo; Bahserikowi, Centro de Medicina Indígena, localizado em Manaus (AM), ligada aos povos Tukano, Desana e Tuyuka, todos do Alto Rio Negro, no Amazonas; e Madzerokai, Casa dos Conhecimentos Ancestrais, também no Alto Rio Negro, no Amazonas, ligada ao povo Baniwa, e propõe uma prática de aprendizagem que integra saberes indígenas, científicos e artísticos a partir dos territórios, e das relações entre gerações.
Para a curadora, “as Escolas Vivas se afirmam como um coletivo que busca transformar a relação do ensinar-aprender, a relação do que é realmente útil e necessário na troca constante de saberes que são ancestrais, mas que, por uma arrogância colonial e epistemológica, foram desfigurados numa escola clássica e quadrada”.
Antes de chegar ao Instituto Tomie Ohtake, a primeira exposição das Escolas Vivas foi apresentada na Casa França Brasil, no Rio de Janeiro, entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024. As obras presentes na exposição atual foram produzidas no âmbito de oficinas nos territórios das Escolas Vivas e também na residência Casa Escola Viva, realizada em outubro de 2025 no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, reunindo dez artistas indígenas em um processo de criação e troca de saberes.
Para a abertura, são esperados 25 artistas indígenas, que irão realizar uma grande pintura no espaço expositivo, concebida como pano de fundo para boa parte da mostra e integrada a outros trabalhos apresentados no percurso. A exposição reúne ainda cinco bandeiras com grafismos dos povos que compõem as Escolas Vivas. Somados, esses conjuntos totalizam cerca de 300 metros quadrados de pinturas realizadas no Instituto Tomie Ohtake. Além disso, cada uma das Escolas Vivas apresenta um trabalho coletivo de referência.
Do povo Baniwa vem a instalação O umbigo do mundo, com trançados de fibra de tucum produzidos pelas mãos de mulheres Baniwa. Já os Huni Kuĩ apresentam um pano professor com kenes, grafismos tradicionais que orientam o aprendizado e a transmissão de conhecimentos ligados à sua cosmologia. Entre os Maxakali, a instalação coletiva se organiza a partir de mastros — os mīmãnãns — que, segundo sua cosmologia, orientam e tornam possível a presença dos espíritos nos rituais. A instalação Pytü, o Escuro, dos Guarani Mbya, é uma representação do escuro intenso, de onde pode surgir o primeiro suspiro, o primeiro ser, a primeira vida. Completa o conjunto uma farmácia amazônica, com plantas medicinais, elixires e bálsamos trazidos pelos povos Tukano, Desana e Tuyuka.
A exposição reúne ainda um núcleo dedicado aos “avós”, entendidos como referências fundamentais na preservação e transmissão dos conhecimentos indígenas. São eles que sustentam, por meio de histórias, cantos e práticas cotidianas, uma memória que atravessa o tempo e conecta diferentes planos de existência. Ao trazer essas presenças para o espaço expositivo, a mostra propõe uma aproximação com modos de saber baseados na escuta, na experiência e na continuidade entre gerações. Integram esse conjunto Ailton Krenak, Ehuana Yanomami, Tõrãmu Kẽhíri (Luiz Lana) e Moisés Piyãko.
No dia 9 de junho, data da pré-abertura da exposição, o Instituto Tomie Ohtake recebe também o lançamento do livro Tekoypy rã – A origem de nós, do mestre Guarani Carlos Papá, publicado pela Dantes Editora. O livro reúne reflexões sobre a composição do mundo Guarani, narradas a partir da oralidade e acompanhadas por desenhos produzidos ao longo desse processo coletivo de transmissão de saberes.
Como parte do programa público, o Instituto oferece quatro oficinas conduzidas por Veronica Pinheiro, pesquisadora, artista de rua e integrante da Associação Selvagem, propondo experiências de escuta, memória e criação a partir da exposição. No dia 26 de junho de 2026, a atividade Umbigo, memórias que nos ligam ao mundo será realizada para alunos de uma escola pública. No dia 27 de junho, sábado, acontece a formação para professores Tudo na memória. Já no dia 11 de julho, sábado, a oficina Tudo na memória será aberta ao público espontâneo. Encerrando a programação, no dia 8 de agosto, a oficina O sonho do guerreiro, com jovens indígenas Guarani do Jaraguá, marca o fechamento da exposição. Inspiradas nas aprendizagens das Escolas Vivas, as atividades partem da escuta, da presença e das marcas que a experiência deixa no corpo, articulando visita sensível e práticas coletivas. A participação é gratuita, com vagas limitadas, e as inscrições serão feitas no site do Instituto Tomie Ohtake.
Viva Viva Escola Viva é uma realização do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, e do Instituto Tomie Ohtake, em parceria com a Associação Selvagem. A mostra conta com o apoio do mantenedor institucional Nubank e com o patrocínio do Aché Laboratórios Farmacêuticos, na cota Prata.
Exposição | Viva Viva Escola Viva
De 10 de junho a 09 de agosto
Terça a domingo, das 11h às 19h, última entrada até 18h
Período
Local
Instituto Tomie Ohtake
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201, Pinheiros, São Paulo – SP
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A fotógrafa carioca Isabel Becker inaugura a exposição Rejuntes Afetivos, no Museu de Arte de Brasília (MAB). Com curadoria de Cecília Fortes, a mostra reúne trabalhos que partem da memória para construir um
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A fotógrafa carioca Isabel Becker inaugura a exposição Rejuntes Afetivos, no Museu de Arte de Brasília (MAB). Com curadoria de Cecília Fortes, a mostra reúne trabalhos que partem da memória para construir um olhar para a estética cultural brasileira.
O projeto nasce das primeiras memórias afetivas da artista. As primeiras referências vêm das estampas de azulejos presentes em cozinhas e banheiros, espaços do cotidiano marcados pela simplicidade e pela repetição de padrões gráficos muito característicos no Brasil entre as décadas de 1950 e 1970. São imagens ligadas à memórias passadas, que permanecem como referência no novo trabalho da artista.
Ao revisitar seu próprio acervo, Isabel percebe a presença recorrente desses azulejos em suas fotografias. A partir dessa constatação, inicia uma pesquisa que parte do íntimo e avança para uma investigação mais ampla sobre a permanência dessa estética no tempo. A artista passa a buscar esses vestígios em casas e ambientes que ainda preservam esses padrões, conectando memória pessoal e história coletiva.
Esse percurso leva ao encontro com a arquitetura modernista no Brasil. Durante a construção de Brasília, arte e arquitetura passam a se integrar de forma mais direta, incorporando azulejos como parte dos projetos. Referências como Le Corbusier e Lúcio Costa ajudam a consolidar esse pensamento, que ganha expressão nas fachadas, nos pilotis e nos espaços públicos da cidade.
Nas obras, a artista se aproxima de painéis e desenhos ligados a nomes como Athos Bulcão, Marcílio Mendes e Marcelo Campelo. Esses elementos aparecem reorganizados em fotografias que misturam observação e construção de cena. As imagens são apresentadas em dípticos e trípticos de 42 x 50 cm, reforçando a repetição e o ritmo presentes na azulejaria.
Em Rejuntes Afetivos, Isabel Becker retoma esses elementos por meio da fotografia. As obras exploram repetição, cor e composição, criando imagens que transitam entre registro e construção. “Cada imagem conta algum tipo de história, família, afetos e patrimônio”, afirma a artista. Em outro momento, reforça: “Na repetição das imagens, convido à reflexão sobre a preservação da nossa história, e a sustentabilidade, que não é mais uma escolha, é um único caminho.”
A montagem da exposição acompanha esse pensamento e se inspira na lógica dos painéis, propondo uma ocupação do espaço que dialoga com a arquitetura. “Rejuntes Afetivos dialoga com a arquitetura e nos conduz a espaços imaginários, um olhar para dentro”, resume.
Por meio da fotografia, o projeto propõe uma leitura contemporânea dessa herança, não apenas documentando, mas reativando visualmente esses azulejos como memória viva de um ideal estético e cultural que permanece no cotidiano urbano.
Com uma trajetória consolidada na fotografia, incluindo trabalhos para O Globo e revistas da Editora Abril, Isabel Becker desenvolve desde 2011 uma pesquisa autoral marcada pelo uso da cor e pela construção de imagens que transitam entre o real e o imaginário. Ao longo de sua carreira, realizou exposições individuais e participou de importantes mostras no Brasil e no exterior, com destaque para apresentações no Grand Palais, em Paris, além de edições da ArtRio. Em 2023, levou a exposição Luz na Sombra ao Espaço Cultural do Ministério Público, em Brasília, reforçando sua relação com a cidade. Em 2024, participou de mostras coletivas em São Paulo e voltou a apresentar a série em instituições no Rio de Janeiro e em Brasília.
A exposição tem o apoio da Fundação Athos Bulcão e Casa Museu Ema Klabin.
Serviço
Exposição | Rejuntes Afetivos
De 13 de junho a 30 de agosto
Todos os dias, exceto terça-feira, das 10h às 19h
Período
Local
Museu de Arte de Brasília
HTN, trecho 1, Projeto Orla, pólo 3, lote 5 / Brasília – DF























