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REVISTA
Edição digital #75
Quando menos é mais
Limiares: a Bienal de Curitiba transforma fronteiras em territórios de encontro
Na Fundação Prada Arthur Jafa e Richard Prince no “Helter Skelter”
Imaginar alguma voz que você nunca ouviu
Destaques
Surrealismos: arte para além da razão
O Formigueiro Humano do Pau da Bandeira
Nice Avanza retorna ao Museu de Arte do Espírito Santo em exposição que revisita sua trajetória
Curadoras interpretam os “LIMIARES” da 16ª Bienal de Curitiba
Coletivos de artistas refletem espírito do tempo
No Paraná, Parque Geminiano Momesso fortalece descentralização do circuito nacional de arte
Benítez faz poesia na extensão do Beaubourg
Casa Brasil é inaugurada com obras decoloniais e feministas
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A Pinakotheke inaugura sua nova sede em Higienópolis, em São Paulo, com a exposição “Surrealismos: arte para além da razão”. Com curadoria de Max Perlingeiro e Tadeu Chiarelli,
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A Pinakotheke inaugura sua nova sede em Higienópolis, em São Paulo, com a exposição “Surrealismos: arte para além da razão”. Com curadoria de Max Perlingeiro e Tadeu Chiarelli, a mostra reúne cerca de 100 obras de 60 artistas de diferentes partes do mundo, propondo um amplo panorama do Surrealismo e de seus desdobramentos na arte moderna e contemporânea. A entrada é gratuita.
Instalada em uma ampla casa na Rua Minas Gerais, esquina com a Praça Marechal Cordeiro de Farias, a nova sede da Pinakotheke conta com 700 m² de terreno, sendo 180 m² dedicados às áreas expositivas e 370 m² de espaço externo. O novo endereço marca uma importante reorganização institucional da Pinakotheke, fundada no Rio de Janeiro em 1979 por Max Perlingeiro, além de consolidar uma nova identidade visual e um projeto de expansão nacional e internacional.
A exposição é organizada em núcleos dedicados a artistas europeus, latino-americanos, norte-americanos e caribenhos, reunindo nomes históricos como Salvador Dalí, René Magritte, Pablo Picasso, Giorgio de Chirico, Joan Miró, Louise Bourgeois, Marcel Duchamp, Leonora Carrington, Roberto Matta e Diego Rivera. Entre os brasileiros, destacam-se obras de Tarsila do Amaral, Maria Martins, Flávio de Carvalho, Cícero Dias, Farnese de Andrade, Tunga e Erika Verzutti.
Além das pinturas, esculturas, gravuras e fotografias, a mostra contará com salas especiais dedicadas a Maria Martins e Louise Bourgeois, além da exibição de vídeos de artistas contemporâneas como Letícia Parente, Lenora de Barros, Kátia Maciel e Lia Chaia. O percurso inclui ainda trechos de filmes clássicos ligados ao imaginário surrealista, como “Un chien andalou”, de Luis Buñuel e Salvador Dalí, e “Le Sang d’un poète”, de Jean Cocteau.
Ao longo da exposição, será lançado o livro bilíngue “Surrealismos: arte para além da razão”, publicado pela Pinakotheke Editora, com mais de 300 páginas e textos de pesquisadores e críticos convidados. A Pinakotheke São Paulo fica na Rua Minas Gerais, 246, em Higienópolis, com funcionamento de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados e feriados, das 10h às 16h.
Serviço
Exposição | Surrealismos: arte para além da razão
De 18 de maio a 15 de agosto
Segunda a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados e feriados, das 10h às 16h
Período
Local
Pinakotheke São Paulo Higienópolis
Rua Minas Gerais, 246, Higienópolis, São Paulo - SP
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No Japão, existe uma cultura cromática única – conhecida como Nihon no dentōshoku (“cores tradicionais do Japão”, em tradução livre) – e dentre essas cores, o branco envolve a sensibilidade
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No Japão, existe uma cultura cromática única – conhecida como Nihon no dentōshoku (“cores tradicionais do Japão”, em tradução livre) – e dentre essas cores, o branco envolve a sensibilidade dos japoneses, refletindo diversas percepções evocadas no imaginário como paz, purificação, leveza, silêncio e até precisão. É esta cor que assume o papel de fio condutor da exposição “Shiro: uma escala de nuances” (shiro significa “branco”, em tradução do japonês), que estreia no dia 2 de junho na Japan House São Paulo (JHSP). A mostra inédita segue em cartaz no andar térreo da instituição até 25 de outubro, com entrada gratuita.
Com curadoria da diretora cultural da instituição, Natasha Barzaghi Geenen, a mostra introduz diversas tonalidades da cor branca no Japão, passando por quatro elementos: papel, seda, neve e sal, revelando as suas relações com a cultura japonesa. A inspiração para o recorte veio da leitura da obra “O País das Neves” (1948), de Yasunari Kawabata, durante o Clube de Leitura JHSP + Quatro Cinco Um em junho do ano passado, que descreve as vastas paisagens brancas do norte do país e o processo de alvejamento de um tecido na neve. “Shiro não é fruto de um conceito específico, tem uma inspiração poética e abstrata. O branco, enquanto junção de todas as demais cores, serve aqui como ponto de partida simbólico para pensar como o Japão carrega tantas nuances e sutilezas, como é um país de muitas gamas, que podem passar despercebidas, mas não para o povo japonês, cujo olhar é apurado até para essas mínimas diferenças do branco”, afirma Natasha.
Dividida em quatro grandes núcleos temáticos correspondentes a cada elemento, a expografia convida os visitantes a um mergulho pelas nuances simbólicas da cor. Logo na entrada, uma tabela cromática com uma seleção de 19 tons de branco catalogados no Japão representa as diversas nuances que uma única cor pode ter, a partir das centenas de cores tradicionais do Japão.
No núcleo de Papel, a instalação “Poem of life”, da artista Ayumi Shibata, é feita de inúmeras folhas de papel cortadas como na técnica de kiri-ê e amarradas entre si, simbolizando o desejo da artista pela paz e harmonia do mundo. A obra de aproximadamente três metros de altura também trabalha a relação do papel com luz e sombra a partir de um espelho em sua base. Neste núcleo, o público também poderá conhecer o processo de produção do Kurotani Washi (papel japonês tradicional feito à mão), desde a colheita dos ramos de Kōzo (amoreira) – base para a fabricação deste elemento – até sua finalização. Amostras de três tipos de fibras que dão origem ao washi: Kōzo, Mitsumata e Gampi também estarão em exibição.
Para o núcleo de Seda, a artista Kaoru Hirano apresenta uma obra produzida especialmente para a exposição. Conhecida por desconstruir peças de roupa em suas criações, Hirano escolheu trabalhar com um juban branco de seda (peça de vestuário tradicional japonesa usada por baixo do quimono), de sua avó paterna, falecida em 2018, para criar uma espécie de teia suspensa na instalação “untitled-grandmother”. A delicada obra site-specific de quase 4 metros de diâmetro reflete sobre memória afetiva e os laços construídos (e desconstruídos) dentro dessa relação familiar. Amostras de casulos do bicho-da-seda, fios e tecido da província japonesa de Gunma, referência na produção de seda, também serão apresentados neste núcleo, acompanhados por uma breve introdução em vídeo dessa confecção no Japão.
Já o núcleo Neve, aborda as paisagens do Norte do Japão, com seus invernos rigorosos, que evocam uma sensação de branco infinito, como descrito no livro de Kawabata. Para representar essa vastidão, foram selecionadas três fotografias de Land Art (intervenções feitas diretamente na paisagem natural), do artista Tomohiro Kajiyama, além de um vídeo demonstrando o processo de criação. Nesses trabalhos, é possível ver como o artista compreende a paisagem tomada pela neve como uma tela em branco, para ir caminhando instintivamente sobre ela com um par de pequenos esquis, guiado apenas pelas imagens em sua mente sem o uso de ferramentas de medição. Desse processo, resultam quilômetros de linhas que formam desenhos complexos, possíveis de serem contemplados em sua magnitude apenas do alto. Efêmeras, as “Snow Art” de Kajiyama costumam ocupar áreas de aproximadamente 100m² cada. “Suas criações ocorrem desde antes do amanhecer, no silêncio congelante, enquanto o céu começa a mudar de cor e continuam pela tarde, às vezes estendendo-se por vários dias. Segundo o artista, cada passo que ele dá para compactar a neve representa sua filosofia de esculpir a própria vida com uma mentalidade positiva, mesmo diante das adversidades”, explica a curadora.
A neve é um elemento tão presente no dia a dia do Japão, que os japoneses até desenvolveram um glossário dedicado a descrever suas diversas formas – seja a neve fina que parece pó, seja a neve macia que se assemelha a um mochi (bolinho de arroz glutinoso).
Assim como a neve, o sal também é especial no dia a dia dos japoneses. Embora o Japão seja um país cercado por mar, o seu ambiente não é propício à produção de sal. Por isso, desde tempos antigos, a produção de sal é feita por um método que consiste em duas etapas: a concentração da água do mar em salinas, e o processo de evaporação por meio da fervura. Esse método permanece em prática até hoje, mesmo que a produção seja feita majoritariamente de forma industrializada. Além de ser utilizado como tempero e conservante, o sal também é um objeto ritualístico na tradição xintoísta. A prática popular de criar pequenos montes de sal e deixá-los perto das entradas das casas, estabelecimentos ou santuários, como forma de atrair boa sorte e afastar os maus espíritos é chamada de morishio ou morijio. Dentre as inúmeras variações de sais encontradas no mundo, a mostra apresenta cinco tipos, originários de diversas regiões do Japão, evidenciando suas diferentes características e granulações.
A exposição também integra o programa JHSP Acessível, oferecendo WebApp com conteúdos acessíveis e textos traduzidos em inglês, espanhol e japonês, bem como recursos táteis, audiodescrição e vídeos em Libras para proporcionar acessibilidade a todos os visitantes.
Exposição | Shiro: uma escala de nuances
De 02 de junho a 25 de outubro
Terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h
Período
Local
Japan House São Paulo
Avenida Paulista, 52 – Bela Vista, São Paulo - SP
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A exposição propõe um encontro inédito entre obras do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo e obras do acervo do Sesc Bom Retiro, a partir do deslocamento
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A exposição propõe um encontro inédito entre obras do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo e obras do acervo do Sesc Bom Retiro, a partir do deslocamento das obras do MAM São Paulo para visitarem um edifício inteiramente ocupado por um acervo que se apresenta de múltiplas maneiras. Ao levar as obras do MAM São Paulo para esse contexto, a curadoria evidencia diferentes formas de mostrar, organizar e tornar públicos os acervos, colocando em relação práticas institucionais, regimes de visibilidade e modos de mediação.
A proposta se estrutura em torno de duas perguntas centrais: o que acontece quando se decide guardar, cuidar e tornar público um conjunto de obras? E o que há para perceber e conhecer em uma obra de arte? Essas questões orientam o percurso expositivo e atravessam as decisões espaciais, narrativas e educativas do projeto. O acervo é compreendido como uma construção histórica e social, cuja existência se realiza plenamente no encontro com o público, quando as obras circulam, são recontextualizadas e ativam novas leituras.
Ao colocar acervos em diálogo, a exposição propõe uma reflexão sobre a função social das instituições culturais e sobre a fruição estética como experiência em relação. A materialidade das obras, os contextos de produção e os dispositivos de mediação e acessibilidade ampliam as possibilidades de percepção e conhecimento. Mire Veja convida o público a experimentar os acervos como um campo vivo, em constante atualização, a partir de seu corpo, de sua linguagem e de suas próprias experiências de vida.
Artistas
Alberto da Veiga Guignard
Alfredo Ceschiatti
Amelia Toledo
Antonio Henrique Amaral
Artur Barrio
Brígida Baltar
Cao Guimarães
Carlos Zilio
Cássio Vasconcellos
Claudio Tozzi
Cleber Machado
Eduardo Coimbra
Emanoel Araujo
Franz Weissmann
German Lorca
Giuliana Giorgi
Heitor dos Prazeres
Iran do Espírito Santo Labö & Rafaela Kennedy
Laura Vinci
Lenora de Barros
Lothar Charoux
Motta & Lima
Nelson Leirner
Paulo Bruscky
Paulo Nenflidio
Pedro Motta
Rodrigo Andrade
Rodrigo Braga
Rosângela Rennó
Rubens Gerchman
Sara Ramo
Xadalu Tupã Jekupé
Zimar
Mirela Estelles é mediadora cultural e investiga os desdobramentos da narração de histórias na educação em museus e exposições de arte. Estudou Comunicação das Artes do Corpo na PUC-SP e especializou-se em Linguagens da Arte no Centro Universitário MariAntonia, onde iniciou as pesquisas e atividades do projeto Histórias para Ver e Ouvir (2011–). Com experiência em arte contemporânea, educação, livro e leitura, culturas da infância, patrimônio imaterial e públicos de museus, realiza a curadoria de exposições e projetos educativos em escolas, livrarias, bibliotecas, museus e outras instituições culturais, com atenção aos aspectos de acessibilidade e diversidade na gestão cultural de equipes multidisciplinares. Atualmente, coordena a área de educação do Museu de Arte Moderna de São Paulo, onde atua desde 2009.
Valquíria Prates investiga a mediação cultural das artes visuais e da literatura em diálogo com pesquisa, escrita, curadoria e educação. É graduada em Letras e Pedagogia, mestre em Políticas Públicas de Acessibilidade pela USP e doutora em Artes pela Unesp, com a tese Como Fazer Junto: a Arte e a Educação na Mediação Cultural. Seu trabalho articula saberes acadêmicos e práticas colaborativas em diferentes territórios e contextos sociais. Atualmente, desenvolve projetos com o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Instituto Moreira Salles, a Fundação Roberto Marinho, Inhotim, o Museu de Arte Contemporânea do Ceará e o Instituto de Arte Contemporânea de Ouro Preto.
O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM São Paulo) é uma instituição dedicada à arte moderna e contemporânea. Fundado em 1948, mantém um acervo voltado à produção brasileira dos séculos XX e XXI. Além de exposições, atua em pesquisa, conservação e ações educativas.
Serviço
Exposição | Mire e Veja – MAM São Paulo Visita o Sesc Bom Retiro
De 01 de julho a 27 de setembro
Terça a sexta, das 9h às 20h sábado, das 10h às 20h, domingo e feriados, das 10h às 18h
Período
Local
Sesc Bom Retiro
Alameda Nothmann, 185 – Bom Retiro – São Paulo - SP
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O Museu do Amanhã – equipamento cultural da Prefeitura do Rio de Janeiro sob gestão do idg – Instituto de Desenvolvimento e Gestão – recebe a exposição itinerante “Síntese – Arte e Tecnologia na Coleção Itaú“, realizada pelo Itaú Cultural. Exclusivamente para o público carioca, a exposição, que tem curadoria de Leno Veras, tem o acréscimo de três trabalhos de grande impacto: FALA, de Rejane Cantoni; Robotarium, de Leonel Moura; e Odisseia, de Regina Silveira.
A mostra é uma oportunidade para ver de perto como reinventar a ideia de futuro sob a perspectiva de artistas que investigam as relações entre seres humanos, tecnologia e meio ambiente, propondo experiências que atravessam arte, ciência e inovação. Ao todo, o recorte é composto por 12 obras de criadores da Áustria, Austrália, Bélgica, Brasil, Espanha, França e México.
Ao longo do percurso, o público é convidado a interagir com instalações que pedem a presença, a interação e a troca de dados para revelar suas verdadeiras poéticas. Entre os destaques estão Alba, de Eduardo Kac, que apresenta a imagem de uma coelha portadora de proteína fluorescente através de procedimentos de biologia molecular, Eden, de Jon McCormack, um ecossistema virtual onde criaturas evoluem e aprendem comportamentos não previstos por meio de um algoritmo genético, e Life Writer, de Christa Sommerer e Laurent Mignonneau, que transforma letras digitadas em uma antiga máquina de escrever em espécies artificiais.
Novidades no recorte que chega ao Rio, FALA é uma instalação em que um um microfone capta os sons do ambiente e um “coro” de 40 celulares reproduz e desdobra as palavras identificadas, e conversam entre si em diferentes idiomas; “Robotarium” é uma espécie de zoológico para espécimes robóticas movidas por iluminação ou energia solar; e “Odisseia” é um labirinto digital dentro de um grande cubo, que impede a volta por caminhos já percorridos.
Através destas interações lúdicas e científicas, Síntese é um convite a explorar novas formas de pensar a criatividade, a convivência e a nossa relação com sistemas cada vez mais complexos. Os visitantes são desafiados a refletir sobre os desafios do presente e os futuros que desejam construir coletivamente.
“Embora inédita, a parceria entre o Museu do Amanhã e a Fundação Itaú é algo que já vínhamos desejando e construindo há bastante tempo. Compartilhamos uma mesma causa: relacionar a cultura e a tecnologia como estruturas que nos ajudam a compreender os desafios do nosso tempo e imaginar os futuros que queremos construir”, afirma Cristiano Vasconcelos, diretor executivo do Museu do Amanhã, que ressalta: “É importante destacar que a tecnologia jamais deve ser entendida como um fim em si mesma, mas como um meio para ampliar conhecimento, conexões e possibilidades de transformação social, com pensamento crítico. Por isso, é uma grande alegria ver esse projeto finalmente se concretizar”.
O Rio de Janeiro é a décima cidade a receber um recorte da Coleção de Arte e Tecnologia do Itaú. Sua trajetória de difusão de acervos eletrônicos inclui uma passagem em 2024 por Fortaleza, no Ceará, além de um importante marco internacional com a exibição no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa (MAAT), em Portugal, em 2022.
“Celebramos com grande alegria a abertura da exposição Síntese: Arte e Tecnologia na Coleção Itaú, em parceria com o Museu do Amanhã, reforçando o nosso compromisso de expandir o acesso à arte e à cultura por meio do Acervo Itaú”, comenta Jader Rosa, superintendente do Itaú Cultural. “A convergência entre arte e tecnologia é tema constante no Itaú Cultural, seja em exposições no nosso espaço, em São Paulo, seja em espaços parceiros Brasil afora. As obras presentes nessa mostra exploram diversos níveis de diálogo entre seres humanos, natureza e tecnologia, a fim de revelar outras possibilidades poéticas”, completa.
Serviço
Exposição | Síntese – Arte e Tecnologia
De 02 de julho a 31 de agosto
Quinta a terça, das 10h às 18h (última entrada às 17h)
Período
Local
Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Sâo Paulo - SP
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A Almeida & Dale inaugura Omẽ Mahsã – Seres invisíveis, nova exposição individual de Daiara Tukano. A mostra apresenta cerca de vinte pinturas inéditas — incluindo uma obra com mais
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A Almeida & Dale inaugura Omẽ Mahsã – Seres invisíveis, nova exposição individual de Daiara Tukano. A mostra apresenta cerca de vinte pinturas inéditas — incluindo uma obra com mais de três metros de comprimento — e um conjunto de trabalhos em nanquim sobre papel que tomam a cosmologia do povo Yepá Mahsã como eixo de investigação, reunindo representações de animais, seres e entidades ligados ao ar.
As obras mostram representações de padrões ritmados, chamados Hori, além de representações de ventos e aves, relacionados a importantes narrativas do povo Yepá Mahsã, também chamado de Tukano. Nelas, Daiara articula um estudo sobre a cultura de seu povo e experimentações com as formas e a luz, buscando compreender a densidade de suas vibrações.
A exposição dá continuidade à pesquisa da artista pelas relações entre imagem, transformação e ancestralidade. Em suas pinturas, formas geométricas, ritmos visuais e campos luminosos tornam visíveis conhecimentos transmitidos entre gerações, ao mesmo tempo em que investigam a densidade e a vibração das imagens. Entre referências às pinturas corporais, cestarias, cerâmicas e outros objetos tradicionais, a artista constrói composições que evocam a história de transformação que estrutura a cosmologia Tukano.
O retorno de Daiara Tukano a São Paulo acontece em um momento de intensa circulação de sua produção artística e curatorial. Nos últimos anos, a artista realizou projetos em cidades como Brasília, Rio de Janeiro, Roma e Paris, consolidando uma atuação que articula arte, pesquisa e ativismo em defesa dos direitos dos povos indígenas.
Recentemente, Daiara recebeu a Medalha Rui Barbosa de 2025, honraria concedida a personalidades e instituições que se destacam pela contribuição à cultura brasileira. Em 2026, realizou um mural em homenagem a Ailton Krenak no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, apresentado durante a Virada da Sustentabilidade. Entre seus projetos mais recentes está a concepção da exposição Ohpeko Dihtara – Travessias da Guanabara, em cartaz no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, reunindo obras de artistas indígenas de diferentes povos originários do Brasil.
Pertencente ao clã Erëmiri Hãusiro Parameri do povo Yepá Mahsã, Daiara Tukano é artista, comunicadora, ativista dos direitos indígenas e pesquisadora em direitos humanos. Vencedora do Prêmio PIPA Online em 2021 e do Prêmio Prince Claus em 2022, participou de exposições em instituições como MASP, Pinacoteca de São Paulo, Museu de Arte do Rio, El Museo del Barrio, em Nova York, Hayward Gallery, em Londres, e Centre de Cultura Contemporània de Barcelona. Suas obras integram coleções como Harvard Art Museums, MASP, Pinacoteca de São Paulo, El Museo del Barrio e Museo delle Civiltà.
Serviço
Exposição | Omẽ Mahsã – Seres invisíveis
De 04 de julho a 01 de agosto
Segunda a sexta-feira, das 10h às 19h Sábado, das 11h às 16h
Período
Local
Almeida & Dale Fradique
Rua Fradique Coutinho 1360 | 1430, São Paulo - SP
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A exposição Com Amor, Alcione celebra a trajetória extraordinária de uma das maiores artistas da música brasileira. Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Alcione consolidou uma obra
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A exposição Com Amor, Alcione celebra a trajetória extraordinária de uma das maiores artistas da música brasileira. Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Alcione consolidou uma obra grandiosa que atravessa gerações e ocupa um lugar singular na cultura do país.
Idealizada e produzida pelo Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), a exposição chega ao Museu das Favelas em sua primeira itinerância, reunindo mais de 650 itens do acervo pessoal de Alcione — entre fotografias raras, vídeos, prêmios, figurinos e objetos marcantes. Com Amor, Alcione convida o público a percorrer momentos da trajetória artística e biográfica da cantora, percorrendo temas como família, fé, carnaval, migração e identidades negra e nordestina, evidenciando como a trajetória de Alcione dialoga com experiências coletivas e processos históricos que constituem a cultura brasileira.
Serviço
Exposição | Com Amor, Alcione
De 10 de julho a 06 de dezembro
Terça a domingo, das 10h às 17h, com permanência até as 18h
Período
Local
Museu das Favelas
Largo Páteo do Colégio, 148 - Centro Histórico de São Paulo, São Paulo - SP




















