Modernidades emancipadas Danielian Galeria , Rua Major Rubens Vaz, 414, Gávea, Rio de Janeiro, CEP 22470-070
Reunindo mais de 80 obras de 38 artistas, a mostra traça um panorama histórico e expandido do que se convencionou a chamar de "modernidade". Um século após a Semana de Arte Moderna de 1922, os curadores Marcus de Lontra Costa e Rafael Fortes Peixoto propõem um olhar ampliado, a partir da ideia do modernismo como um "movimento amplo de transformação política, social, cultural e econômica, e observando como esses vetores influenciam na produção artística brasileira para além do que apresenta a história da arte brasileira tradicional".

Funcionamento normal: segunda a sexta-feira, de 11 às 19h
Início da mostra: 7 de julho, das 18h às 20h
Fim da mostra: 13 de agosto
Reunindo cerca de 50 obras pouco vistas ou nunca antes expostas de Candido Portinari (1903-1962), um dos mais importantes artistas brasileiros de todos os tempos, a mostra apresenta a enorme diversidade da obra deste grande artista múltiplo, que explorou diversas linguagens, revelando uma faceta pouco conhecida de um dos nossos mais reconhecidos artistas.

Funcionamento normal: segunda, quarta e sábado, das 9h às 21h; domingo, das 9h às 20h
Início da mostra: 29 de junho
Fim da mostra: 12 de setembro
Equivalentes – Valeska Soares Fortes D’Aloia & Gabriel , R. Fradique Coutinho, 1500 - Vila Madalena, São Paulo - SP, 05416-001
Ao longo do processo desse corpo de trabalho inédito, Valeska Soares comprou mais de uma centena de pinturas anônimas de naturezas-mortas ao redor do mundo, apropriando-se delas e propondo um novo significado ao apagar as imagens de frutas com tinta branca, deixando aparente apenas suas respectivas silhuetas. As obras, pintadas a óleo sobre superfícies distintas (tela, madeira, papel), têm tamanhos diversos e compõem uma instalação "estilo salon" sobre um fundo cor de rosa. O trabalho evoca temas de desejo e memória, assim como desdobra a pesquisa da artista sobre gêneros do cânone da História da Arte. 

Início da mostra: 25 de junho, das 15h às 18h
Fim da mostra: 6 de agosto
Funcionamento normal: terça a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 18h
I’ve seen one of these – Anderson Borba Fortes D’Aloia & Gabriel , R. Fradique Coutinho, 1500 - Vila Madalena, São Paulo - SP, 05416-001
Em sua primeira exposição no Brasil, Anderson Borba (Santos, 1972), exibe um conjunto de cerca de vinte obras. Brasileiro radicado em Londres há duas décadas, o artista mudou-se temporariamente para São Paulo onde dedicou-se à produção de esculturas e relevos de parede que evidenciam sua singular abordagem do uso da madeira como matéria-prima de sua prática. Suas peças passam por lapidações, queimas e perfurações conduzidas manualmente pelo artista com o uso de serrotes, goivas e maçarico. Uma camada pictórica encobre parcialmente as superfícies em um processo peculiar de pintura e colagem que emprega recortes de imagens diversas, da cultura queer à etnografia, da mídia mainstream à arquivos pessoais. 

Funcionamento normal: terça a sexta-feira, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 18h
Início da mostra: 25 de junho, das 15h às 18h
Fim da mostra: 6 de agosto
Gira – Jarbas Lopes Museu de Arte do Rio , Praça Mauá, 5, Centro - Rio de Janeiro
Mostra individual promove uma visão utópica do mundo e busca instigar um questionamento a respeito do destino final dos objetos que descartamos. Na exposição, o artista com trinta anos de trajetória na arte contemporânea brasileira, lida diretamente com o espectador, convidando o público a estar no museu e a interagir com as obras criando uma participação ativa com algumas das peças. O processo criativo de Jarbas permeia uma reconfiguração dos objetos e das experiências estéticas, dando um novo significado e movimento, sempre permeados por um tom crítico. O artista usa objetos que foram descartados nas ruas, como jornais, revistas, faixas de divulgação de shows e até propaganda política, que ganham novos significados. Ele cria ambientes que trazem histórias chaves para ampliar as arestas da arte e usa materiais do cotidiano como carros, bicicletas, tintas e elásticos. 

Funcionamento normal: quinta a domingo, das 11h às 18h
Início da mostra: 16 de junho
Fim da mostra: 16 de outubro
Niobe Xandó & Ernesto Neto Casa Flávio de Carvalho | Gomide & Co. , Alameda Ministro Rocha Azevedo 1502, Jardins, São Paulo (SP)
Na exposição, as pinturas de flores de Niobe Xandó (1915-2010) dialogam com as obras de crochê e materiais orgânicos de Ernesto Neto (1964). O encontro inédito oferece ao público uma leitura singular de ambos os artistas. As telas de Xandó desenvolvidas entre a década de 1950 e 1990 e os trabalhos de caráter sensorial de Neto dialogam não somente entre si, mas também com a casa modernista de Flávio de Carvalho. Esse recorte de obras evidencia uma espiritualidade e um encantamento que os artistas estabeleceram em suas práticas, cada um em sua particularidade. Encontra-se a todo momento um espelhamento da ordem da natureza que revela a vontade acentuada de metamorfosear o mundo.

Funcionamento normal: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 15h
Início da mostra: 9 de junho, às 16h
Fim da mostra: 30 de julho
Mulheres artistas: nos salões e em toda parte Galeria Arte132 , Av. Juriti 132 - Moema, São Paulo (SP)
Com curadoria de Ana Paula Cavalcanti Simioni, mostra reúne obras de pintoras do século 20 que tiveram graus diferentes de sucesso em vida, mas hoje são, no geral, desconhecidas. A mostra apresenta 30 obras, dentre elas as de Aurélia Rubião, Bellá Paes Leme, Dorothy Bastos, Georgina de Albuquerque, Haydéa Lopes Santiago, Helena Pereira da Silva Ohashi, Laurinda Pacheco de Carvalho Ribeiro, Lucília Fraga, Miriam Chiaverini, Lucci Citty Ferreira, Regina Liberalli Laemmert, Salma Mogames, Sinhá d’Amora, Yvone Visconti Cavalleiro e também de Anita Malfatti, que enfrentou questões de gênero e polêmicas envolvendo o escritor Monteiro Lobato.

Funcionamento normal: segunda a sexta, das 14h às 19h; sábados, das 11h às 17h
Início da mostra: 4 de junho
Fim da mostra: 30 de julho
Memórias do Futuro Memorial da Resistência de São Paulo , Largo General Osório, 66 - Santa Ifigênia, São Paulo – SP
Exposição apresenta ao público do Memorial da Resistência um panorama histórico de mais de um século de lutas por direitos da população negra no estado de São Paulo, abrangendo o período de 1888 até os dias de hoje. Reunindo 450 materiais, a exposição traz fotos, cartazes, documentos e a participação de artistas como Bruno Baptistelli, Geraldo Filme, João Pinheiro, Moisés Patrício, No Martins, Renata Felinto, Sidney Amaral, Wagner Celestino e Soberana Ziza.

Funcionamento normal: quarta a segunda, das 10h às 18h
Início da mostra: 4 de junho de 2022
Fim da mostra: 8 de maio de 2023
Reviravolta Galeria Millan , R. Fradique Coutinho, 1360 - Pinheiros, São Paulo
Composta apenas por trabalhos inéditos, a individual de Tatiana Blass reúne pinturas, instalações e as "esculturas em ação" da artista. Há um movimento dúbio de apagamento e revelação, de construção e desconstrução, de intervalo e continuidade na atual produção de Blass, que leva o espectador a duvidar do que realmente se passa diante de si mesmo. 

Funcionamento normal: segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 11h às 15h
Início da mostra: 11 de junho
Fim da mostra: 8 de julho
Hal Wildson – Re-Utopya Galeria Movimento , Rua dos Oitis, 15, Gávea - Rio de Janeiro (RJ)
Conhecido principalmente por seu trabalho com imagens criadas a partir de uma datilografia extrema, o artista e poeta investiga a história do Brasil, onde memória, esquecimento, identidade e a palavra são suas ferramentas para pensar em um futuro possível para o país, e para o povo brasileiro, “ainda em formação”. Esta primeira grande individual do artista nascido em 1991 no Vale do Araguaia, região de fronteira entre Goiás e Mato Grosso, e atualmente morando em São Paulo, reunirá sua produção inédita e recente, em vários suportes. Símbolos nacionais, máquina de escrever, digitais, primeiros registros históricos do povo brasileiro são usados neste processo crítico que compõe sua poética.

Funcionamento normal: terça a sexta, das 11h às 19h; sábado, das 13h às 18h
Início da mostra: 9 de junho, das 18h às 21h
Fim da mostra: 30 de julho
Têxteis Galeria Marilia Razuk , R. Jerônimo da Veiga, 131 - Itaim Bibi, São Paulo - SP, 04536-000
Autora de uma produção simultaneamente delicada e contundente, Johanna Calle encontrou no grafismo uma forma especial de referenciar problemas e incoerências que permeiam a sociedade latino-americana. Para compor suas imagens a artista toma diversas formas de escritura como ponto de partida, se apropriando de manuscritos, cartas, partituras musicais, matrizes matemáticas ou técnicas de taquigrafia, em uma espécie de jogo permanente entre linhas, palavras e sinais. A nova individual da artista apresenta um conjunto de 80 trabalhos realizados entre 2019 e 2022, todos inéditos. São fotografias, textos, desenhos, trabalhos em tecidos e elaborados por Calle a partir de procedimentos novos em sua criação. 

Funcionamento normal: segunda a sexta, das 10h30 às 19h; sábado, das 11h às 16h
Início da mostra: 31 de maio
Fim da mostra: 23 de julho
DESENHOS. geometria imperfeita / cavidades dilatadas MAC Dragão - Museu de Arte Contemporânea do Ceará , Rua Dragão do Mar, 81 - Praia de Iracema - Fortaleza (CE)
Com curadoria de Jacqueline Medeiros, a mostra individual do fortalezense Eduardo Frota reúne desenhos e elaborações de grandes dimensões no plano das paredes do museu. Partindo da premissa de que, num museu de arte contemporânea, a obra não deve ser mediada por nenhum suporte, o artista desbrava a superfície da materialidade concreta do museu para criar nova fisicalidade. Com uma intervenção artística ampla e direta na arquitetura do próprio museu, Frota lança questões sobre arte, arquitetura, fluxo, espaço e tempo, tais como o que significa ser um museu de arte contemporânea do ponto de vista da arquitetura, circuitos de arte no Brasil ou ainda até que ponto a obra de um artista contemporâneo está submetida a arquitetura do espaço expositivo.

Funcionamento normal: terça a sexta, das 9h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h
Início da mostra: 2 de junho
Fim da mostra: 4 de setembro
Segundo Ato de Abdias Nascimento e o Museu de Arte Negra Inhotim , Rua B, 20, Inhotim - Brumadinho (MG)
Em curadoria conjunta com o IPEAFRO, o Inhotim sedia o Segundo Ato do Museu de Arte Negra, intitulado "Dramas para negros e prólogo para brancos", abarca um período marcado pelo teatro na formação artística e política de Abdias Nascimento, e na concepção inicial da coleção do Museu de Arte Negra, de 1941 até 1968 - ano em que Abdias iniciou o exílio nos Estados Unidos e na Nigéria. A exposição traz ao público documentos sobre a trajetória do Teatro Experimental do Negro, pinturas de Abdias e trabalhos de artistas como Anna Bella Geiger, Heitor dos Prazeres, Iara Rosa, José Heitor da Silva, Sebastião Januário, Octávio Araújo e Yêdamaria.

Funcionamento normal: quarta a sexta, das 9h30 às 16h30; sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30 
Início da mostra: 28 de maio 
Acervo em Movimento | Arjan Martins e Laura Belém Inhotim , Rua B, 20, Inhotim - Brumadinho (MG)
Em 2022, o projeto Acervo em Movimento traz Arjan Martins e Laura Belém em foco. No lago entre as Galerias Mata e True Rouge, o visitante vai se deparar com dois barcos a remo equipados com holofotes que se iluminam, frente a frente, na água. As luzes de um dos barcos se acendem, enquanto as do outro permanecem apagadas; após 20 segundos, eles invertem. Trata-se de "Enamorados", de Laura Belém. Já Arjan Martins, expõe aparelhos destinados a indicar a direção dos ventos, que se fundem às bandeiras marítimas e seus códigos internacionais para transmitir mensagens entre embarcações e portos. “Na fusão desses dois elementos, birutas e bandeiras náuticas, Arjan trata do trânsito de corpos através dos oceanos, do tráfico de pessoas escravizadas e das diásporas causadas pelos movimentos coloniais”, explica Douglas de Freitas, curador do Inhotim.

Funcionamento normal: quarta a sexta, das 9h30 às 16h30; sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30 
Início da mostra: 28 de maio 
Isaac Julien Inhotim , Rua B, 20, Inhotim - Brumadinho (MG)
Em um trabalho que une poesia e imagem, Isaac Julien parte de uma exploração lírica sobre o mundo privado do poeta, ativista social, romancista, dramaturgo e colunista afro-americano Langston Hughes (1902 - 1967) e seus colegas artistas e escritores negros que formaram o Renascimento do Harlem – movimento cultural baseado nas expressões culturais afro-americanas que ocorreu ao longo da década de 1920.

Funcionamento normal: quarta a sexta, das 9h30 às 16h30; sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30 
Início da mostra: 28 de maio 
Antonio Malta Campos: Longevida Galeria Simões de Assis | Curitiba , Al. Carlos de Carvalho, 2173 A - Curitiba (PR)
Antonio Malta Campos é um artista que produz sistematicamente desde a década de 1980, explorando os limites do conforto visual, especialmente quando se trata das distinções entre o abstrato e o figurativo. O desenho atravessa toda a sua produção, estabelecendo diálogo com a colagem e a gravura em suas pesquisas. Todos os trabalhos da exposição são inéditos, produzidos entre os anos de 2021 e 2022.

Funcionamento normal: segunda a sexta, 10h às 19h; sábado, 10h às 15h
Início da mostra: 01 de junho 
Fim da mostra: 30 de julho
Entre a estrela e a serpente Galeria Leme , Av. Valdemar Ferreira, 130 - Butantã, São Paulo - SP, 05501-000
Com curadoria de Galciani Neves, a exposição apresenta trabalhos de mais de vinte artistas brasileiros de diferentes gerações que se relacionam com o gênero "natureza-morta". A mostra nutre-se de distintas reflexões sobre o tempo e de obras contemporâneas que apresentam símbolos visuais associados a este gênero pictórico. A estrela e a serpente são, para Neves, agentes de contextualização temporal, que possibilitam aproximações entre os trabalhos expostos, enquanto simultaneamente os diferenciam em suas provocações.

Funcionamento normal: terça a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 17h
Início da mostra: 21 de maio
Fim da mostra: 16 de julho
Acervo Flutuante Galeria São Paulo Flutuante , Rua Brigadeiro Galvão, 130 - Barra Funda, São Paulo (SP)
Reunindo 39 trabalhos, a galeria propõe uma exposição histórica que traz uma parte significativa da produção de artes plásticas principalmente das décadas de 80/90, quando o circuito e o mercado eram distintos do cenário atual.  “As peças guardam histórias, daí meu interesse em preservá-las por tanto tempo”, diz a galerista Regina Boni. Fazem ainda parte da mostra, obras de Hélio Oiticica, Evandro Carlos Jardim, Wesley Duke Lee, Carlos Fajardo, Amelia Toledo, Anna Bella Geiger, Artur Barrio, Boi, Dudi Maia Rosa, Gregório Gruber, Ivaldo Granato, Marco Giannotti, Marcos Coelho Benjamim, Mestre Didi, Hilton Berredo, Yuasa Megumi, Lívio Abramo, Marcelo Nitsche e Maciej Antoni Babinski.

Funcionamento normal: terça a sábado, das 11h às 19h
Início da mostra: 14 de maio
Fim da mostra: 9 de julho
Rodrigo Torres | Livro de Quartzo A Gentil Carioca , Rua Gonçalves Lédo, 17 - Centro, Rio de Janeiro - RJ, 20060-020
Intitulada "Livro de Quartzo", em referência à obra homônima realizada por Rodrigo Torres no ano passado, a mostra nos convida a ver de perto a mais recente produção do artista. Assim, busca revelar ao público um artista em estado convulsivo e catártico de criação. Nos últimos anos, Torres empenhou-se em expandir as múltiplas possibilidades de sua prática em cerâmica, experimentando diferentes processos de queima, modulação e pigmentação das peças reunidas na exposição. 

Funcionamento normal: terça a sexta, 12h às 18h; sábado, 12h às 16h
Início da mostra: 30 de abril
Fim da mostra: 30 de julho
Antes que se apague: territórios flutuantes Fundação Iberê Camargo , Av. Padre Cacique, 2000 - Porto Alegre, RS
Com curadoria de Cauê Alves, a individual de Xadalu Tupã Jekupé reúne 19 obras - sendo 14 produzidas especialmente para a exposição - e aborda a questão do apagamento da cultura indígena na região oeste do Rio Grande do Sul, onde diversas etnias foram dizimadas. “O trabalho de Xadalu nos abre uma perspectiva da história a partir da visão dos que perderam as batalhas. Não apenas a Guerra Guaranítica, mas também as pequenas batalhas cotidianas, aquelas que silenciosamente vão sendo travadas e talvez nem sejam percebidas como uma batalha por quem venceu. Contribui para que outro modo de vida ganhe visibilidade e possa se tornar possível”, destaca Cauê.

Funcionamento normal: quinta a domingo, das 14h às 18h
Início da mostra: 14 de maio
Fim da mostra: 31 de julho 
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