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REVISTA
Edição digital #75
Júri de Veneza 2026 mostra que é preciso dar limites
Na Fundação Prada Arthur Jafa e Richard Prince no “Helter Skelter”
Imaginar alguma voz que você nunca ouviu
Quando menos é mais
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A Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba anuncia o título, o conceito curatorial e a identidade visual de sua 16ª edição, que acontece em diversos locais da
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A Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba anuncia o título, o conceito curatorial e a identidade visual de sua 16ª edição, que acontece em diversos locais da cidade e do estado do Paraná, dentre eles o Museu Oscar Niemeyer, o maior museu de arte da América Latina.
Vivemos um momento de transformação, em que as fronteiras entre o humano e suas tecnologias, o natural e o artificial, tornam-se cada vez mais fluidas. Diante desse cenário, a edição deste ano apresenta o título LIMIARES, propondo um espaço de passagem e reflexão sobre as mudanças que atravessam o presente e apontam para novos modos de existir e de criar. A edição será conduzida pelas curadoras Adriana Almada e Tereza de Arruda, bem como por uma equipe multicultural de curadores convidados.
O conceito curatorial entende este momento limiar em que vivemos também como um espaço fértil no qual a arte atua como mediadora entre mundos. Habitar essa fronteira e criar a partir da incerteza orientam uma proposta que se assume como um espaço de troca entre diferentes áreas do conhecimento e culturas. Para as curadoras Adriana Almada e Tereza de Arruda, “mais do que um conceito, LIMIARES é uma atitude curatorial: habitar a fronteira, permanecer no entre, criar a partir da incerteza, gerando novos caminhos”.
A 16ª Bienal Internacional de Curitiba promove o diálogo entre artistas, pesquisadores, cientistas e estudantes, convidando o público a refletir sobre como estar presente em um mundo em fluxo acelerado e a imaginar novas formas de coexistência. Acesse o statement curatorial aqui.
Marcando o aguardado retorno ao formato presencial após a edição totalmente online de 2021, a 16ª Bienal Internacional de Curitiba apresentará exposições de grandes artistas de diferentes origens e que atuam em múltiplos suportes, do material ao virtual. É um retorno necessário ao circuito mundial da arte, que reforça o posicionamento da América Latina como uma potência cultural. Na sua última edição presencial, em 2019, a Bienal Internacional de Curitiba atraiu mais de um milhão de visitantes.
Serviço
Exposição | 16ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba
De 14 de junho a 15 de novembro
Locais
Museu Oscar Niemeyer, Museu Paranaense, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, Museu da Imagem e do Som, Museu Alfredo Andersen, Museu da Fotografia, Museu da Gravura/Memorial de Curitiba, Museu Municipal de Arte, terminais de ônibus e outros espaços de Curitiba.
Período
Local
16ª Bienal Internacional de Curitiba - Sede Principal
Rua Marechal Hermes, 999 — Centro Cívico, Curitiba - PR
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A exposição propõe um encontro inédito entre obras do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo e obras do acervo do Sesc Bom Retiro, a partir do deslocamento
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A exposição propõe um encontro inédito entre obras do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo e obras do acervo do Sesc Bom Retiro, a partir do deslocamento das obras do MAM São Paulo para visitarem um edifício inteiramente ocupado por um acervo que se apresenta de múltiplas maneiras. Ao levar as obras do MAM São Paulo para esse contexto, a curadoria evidencia diferentes formas de mostrar, organizar e tornar públicos os acervos, colocando em relação práticas institucionais, regimes de visibilidade e modos de mediação.
A proposta se estrutura em torno de duas perguntas centrais: o que acontece quando se decide guardar, cuidar e tornar público um conjunto de obras? E o que há para perceber e conhecer em uma obra de arte? Essas questões orientam o percurso expositivo e atravessam as decisões espaciais, narrativas e educativas do projeto. O acervo é compreendido como uma construção histórica e social, cuja existência se realiza plenamente no encontro com o público, quando as obras circulam, são recontextualizadas e ativam novas leituras.
Ao colocar acervos em diálogo, a exposição propõe uma reflexão sobre a função social das instituições culturais e sobre a fruição estética como experiência em relação. A materialidade das obras, os contextos de produção e os dispositivos de mediação e acessibilidade ampliam as possibilidades de percepção e conhecimento. Mire Veja convida o público a experimentar os acervos como um campo vivo, em constante atualização, a partir de seu corpo, de sua linguagem e de suas próprias experiências de vida.
Artistas
Alberto da Veiga Guignard
Alfredo Ceschiatti
Amelia Toledo
Antonio Henrique Amaral
Artur Barrio
Brígida Baltar
Cao Guimarães
Carlos Zilio
Cássio Vasconcellos
Claudio Tozzi
Cleber Machado
Eduardo Coimbra
Emanoel Araujo
Franz Weissmann
German Lorca
Giuliana Giorgi
Heitor dos Prazeres
Iran do Espírito Santo Labö & Rafaela Kennedy
Laura Vinci
Lenora de Barros
Lothar Charoux
Motta & Lima
Nelson Leirner
Paulo Bruscky
Paulo Nenflidio
Pedro Motta
Rodrigo Andrade
Rodrigo Braga
Rosângela Rennó
Rubens Gerchman
Sara Ramo
Xadalu Tupã Jekupé
Zimar
Mirela Estelles é mediadora cultural e investiga os desdobramentos da narração de histórias na educação em museus e exposições de arte. Estudou Comunicação das Artes do Corpo na PUC-SP e especializou-se em Linguagens da Arte no Centro Universitário MariAntonia, onde iniciou as pesquisas e atividades do projeto Histórias para Ver e Ouvir (2011–). Com experiência em arte contemporânea, educação, livro e leitura, culturas da infância, patrimônio imaterial e públicos de museus, realiza a curadoria de exposições e projetos educativos em escolas, livrarias, bibliotecas, museus e outras instituições culturais, com atenção aos aspectos de acessibilidade e diversidade na gestão cultural de equipes multidisciplinares. Atualmente, coordena a área de educação do Museu de Arte Moderna de São Paulo, onde atua desde 2009.
Valquíria Prates investiga a mediação cultural das artes visuais e da literatura em diálogo com pesquisa, escrita, curadoria e educação. É graduada em Letras e Pedagogia, mestre em Políticas Públicas de Acessibilidade pela USP e doutora em Artes pela Unesp, com a tese Como Fazer Junto: a Arte e a Educação na Mediação Cultural. Seu trabalho articula saberes acadêmicos e práticas colaborativas em diferentes territórios e contextos sociais. Atualmente, desenvolve projetos com o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Instituto Moreira Salles, a Fundação Roberto Marinho, Inhotim, o Museu de Arte Contemporânea do Ceará e o Instituto de Arte Contemporânea de Ouro Preto.
O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM São Paulo) é uma instituição dedicada à arte moderna e contemporânea. Fundado em 1948, mantém um acervo voltado à produção brasileira dos séculos XX e XXI. Além de exposições, atua em pesquisa, conservação e ações educativas.
Serviço
Exposição | Mire e Veja – MAM São Paulo Visita o Sesc Bom Retiro
De 01 de julho a 27 de setembro
Terça a sexta, das 9h às 20h sábado, das 10h às 20h, domingo e feriados, das 10h às 18h
Período
Local
Sesc Bom Retiro
Alameda Nothmann, 185 – Bom Retiro – São Paulo - SP
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O Museu do Ipiranga apresenta a exposição inédita Liberdade: bairro plural. A mostra propõe um novo olhar sobre um dos bairros mais conhecidos de São Paulo e convida o público
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O Museu do Ipiranga apresenta a exposição inédita Liberdade: bairro plural. A mostra propõe um novo olhar sobre um dos bairros mais conhecidos de São Paulo e convida o público a refletir sobre O que é um bairro? O que é um bairro étnico? E o que torna um bairro plural?
Ao longo de mais de dois séculos, a região foi ocupada e transformada por diferentes grupos sociais e étnicos, tornando-se um território marcado por encontros, trocas culturais, permanências, deslocamentos e disputas de memória.
Com curadoria dos historiadores Paulo Garcez Marins, Mônica Raisa Schpun, Aline Montenegro Magalhães, Francisco Andrade e David Ribeiro, a exposição está organizada em três módulos e apresenta a Liberdade como um território em constante transformação.
Durante a visita mediada, o público é convidado a percorrer a exposição com educadores do Museu, aprofundando temas, contextos históricos e questões apresentadas pela mostra.
Serviço
Exposição | Liberdade: bairro plural
De 7 de julho a 31 de janeiro
Terça a domingo, das 10h às 17h
Duração: 1 hora
Período
Local
Museu do Ipiranga
R. dos Patriotas, 100 - IpirangaSão Paulo - SP
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A exposição Com Amor, Alcione celebra a trajetória extraordinária de uma das maiores artistas da música brasileira. Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Alcione consolidou uma obra
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A exposição Com Amor, Alcione celebra a trajetória extraordinária de uma das maiores artistas da música brasileira. Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Alcione consolidou uma obra grandiosa que atravessa gerações e ocupa um lugar singular na cultura do país.
Idealizada e produzida pelo Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), a exposição chega ao Museu das Favelas em sua primeira itinerância, reunindo mais de 650 itens do acervo pessoal de Alcione — entre fotografias raras, vídeos, prêmios, figurinos e objetos marcantes. Com Amor, Alcione convida o público a percorrer momentos da trajetória artística e biográfica da cantora, percorrendo temas como família, fé, carnaval, migração e identidades negra e nordestina, evidenciando como a trajetória de Alcione dialoga com experiências coletivas e processos históricos que constituem a cultura brasileira.
Serviço
Exposição | Com Amor, Alcione
De 10 de julho a 06 de dezembro
Terça a domingo, das 10h às 17h, com permanência até as 18h
Período
Local
Museu das Favelas
Largo Páteo do Colégio, 148 - Centro Histórico de São Paulo, São Paulo - SP
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Tarsila do Amaral é uma figura central do modernismo brasileiro e um dos maiores ícones das artes visuais do país. Prestes a completar 140 anos de nascimento, a artista terá
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Tarsila do Amaral é uma figura central do modernismo brasileiro e um dos maiores ícones das artes visuais do país. Prestes a completar 140 anos de nascimento, a artista terá uma exposição à altura de sua trajetória: ‘O Brasil de Tarsila’ inaugura, em agosto, um novo espaço expositivo em São Paulo, o Nubank Arte Lab, o maior e mais moderno local de exposições e experiências imersivas do Brasil, com uma estrutura altamente tecnológica, sensorial e interativa.
Localizado no Conjunto Nacional, o empreendimento foi concebido pela Aventura — sob a liderança dos co-CEOs Aniela Jordan, Luiz Calainho e Giulia Jordan — e pela Deeplab Project, de Felipe Reif, com o Nubank, que assume o naming rights do espaço, com inauguração prevista para 15 de agosto.
Já ‘O Brasil de Tarsila‘ é apresentado pelo Ministério da Cultura, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio master da EMS, apoio da Alelo, IRB(Re) e BNY. O projeto é uma realização da Tarsila S.A., liderada por Paola do Amaral Montenegro, e a Live Idea, de João Giani, em coprodução com a Deeplab e a Aventura.
Sobre a exposição
Ao longo de mais de dez salas, o universo visual de Tarsila será revisitado por meio de projeções monumentais de 360 graus, cenografia imersiva, trilha sonora e dispositivos interativos com direito a efeitos especiais e até aromas que vão guiar o visitante em uma jornada sensorial de grande escala por cerca de 40 obras da artista, entre pinturas icônicas, desenhos, esboços e ilustrações.
Mais do que contemplar suas obras, o público será convidado a interagir, explorar e mergulhar em ambientes que revelam suas referências, sua trajetória e o contexto artístico que marcou sua produção.
A proposta dialoga com uma linguagem contemporânea já consagrada internacionalmente por exposições imersivas dedicadas a artistas como Monet e Van Gogh, que transformaram a interação entre o público e as artes visuais. Agora, é a vez de uma artista brasileira ocupar esse espaço.
Todo o conteúdo audiovisual da mostra foi desenvolvido por artistas visuais e não por inteligência artificial, garantindo consistência estética e respeito às obras originais. A proposta é utilizar a tecnologia como meio de ampliação da experiência artística, e não como substituição da criação.
‘O Brasil de Tarsila’ busca aproximar novos públicos da arte e formar futuros visitantes de museus e apreciadores das artes visuais. A exposição foi concebida para receber famílias, despertar a curiosidade de crianças e jovens e abrir portas para pessoas que talvez nunca tenham tido contato direto com a obra de Tarsila.
A curadoria é assinada por Paola do Amaral Montenegro e Juliana Miraldi. Paola, gestora da Tarsila do Amaral S.A., atuou diretamente na construção dos enquadramentos narrativos da exposição, assegurando fidelidade à trajetória e ao legado da artista. Já Juliana Miraldi, pesquisadora e curadora de exposições imersivas, estrutura a dimensão conceitual da mostra ao integrar pesquisa acadêmica em artes visuais com as linguagens contemporâneas da arte digital.
A mostra reunirá releituras imersivas de trabalhos emblemáticos como Abaporu, Antropofagia, A Cuca, Operários e O Sono, além de outras obras importantes como São Paulo, Religiões Brasileiras, Figura só e Autorretrato (Le Manteau Rouge). Também integram o percurso desenhos e registros de viagens realizados pela artista, revelando paisagens e referências que marcaram profundamente sua produção.
‘O Brasil de Tarsila’ realizará um grande mergulho no imaginário da artista, recheado por cores vibrantes, paisagens e personagens brasileiros, convidando o público a atravessar suas formas dentro de uma experiência sensorial que conecta Arte e Tecnologia.
Serviço
Exposição | O Brasil de Tarsila
De 15 de agosto a 15 de fevereiro
Quarta a segunda e feriados, das 10h às 22h
Ingressos
De sexta a domingo e feriados – Inteira: R$ 100,00 | Meia-entrada: R$ 50,00
Segundas, quarta e quintas – Inteira: R$ 80,00 | Meia-entrada: R$ 40,00
Período
Local
Nubank Arte Lab
Conjunto Nacional, Avenida Paulista 2.073 – São Paulo, SP
Destaques
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