Agenda de arte contemporânea da ARTE!Brasileiros reúne exposições, eventos culturais, mostras, feiras, cursos e atividades em museus, galerias e centros culturais de todo o Brasil.
Agenda de Arte, Exposições e Eventos Culturais
agosto
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A exposição propõe um encontro inédito entre obras do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo e obras do acervo do Sesc Bom Retiro, a partir do deslocamento
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A exposição propõe um encontro inédito entre obras do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo e obras do acervo do Sesc Bom Retiro, a partir do deslocamento das obras do MAM São Paulo para visitarem um edifício inteiramente ocupado por um acervo que se apresenta de múltiplas maneiras. Ao levar as obras do MAM São Paulo para esse contexto, a curadoria evidencia diferentes formas de mostrar, organizar e tornar públicos os acervos, colocando em relação práticas institucionais, regimes de visibilidade e modos de mediação.
A proposta se estrutura em torno de duas perguntas centrais: o que acontece quando se decide guardar, cuidar e tornar público um conjunto de obras? E o que há para perceber e conhecer em uma obra de arte? Essas questões orientam o percurso expositivo e atravessam as decisões espaciais, narrativas e educativas do projeto. O acervo é compreendido como uma construção histórica e social, cuja existência se realiza plenamente no encontro com o público, quando as obras circulam, são recontextualizadas e ativam novas leituras.
Ao colocar acervos em diálogo, a exposição propõe uma reflexão sobre a função social das instituições culturais e sobre a fruição estética como experiência em relação. A materialidade das obras, os contextos de produção e os dispositivos de mediação e acessibilidade ampliam as possibilidades de percepção e conhecimento. Mire Veja convida o público a experimentar os acervos como um campo vivo, em constante atualização, a partir de seu corpo, de sua linguagem e de suas próprias experiências de vida.
Artistas
Alberto da Veiga Guignard
Alfredo Ceschiatti
Amelia Toledo
Antonio Henrique Amaral
Artur Barrio
Brígida Baltar
Cao Guimarães
Carlos Zilio
Cássio Vasconcellos
Claudio Tozzi
Cleber Machado
Eduardo Coimbra
Emanoel Araujo
Franz Weissmann
German Lorca
Giuliana Giorgi
Heitor dos Prazeres
Iran do Espírito Santo Labö & Rafaela Kennedy
Laura Vinci
Lenora de Barros
Lothar Charoux
Motta & Lima
Nelson Leirner
Paulo Bruscky
Paulo Nenflidio
Pedro Motta
Rodrigo Andrade
Rodrigo Braga
Rosângela Rennó
Rubens Gerchman
Sara Ramo
Xadalu Tupã Jekupé
Zimar
Mirela Estelles é mediadora cultural e investiga os desdobramentos da narração de histórias na educação em museus e exposições de arte. Estudou Comunicação das Artes do Corpo na PUC-SP e especializou-se em Linguagens da Arte no Centro Universitário MariAntonia, onde iniciou as pesquisas e atividades do projeto Histórias para Ver e Ouvir (2011–). Com experiência em arte contemporânea, educação, livro e leitura, culturas da infância, patrimônio imaterial e públicos de museus, realiza a curadoria de exposições e projetos educativos em escolas, livrarias, bibliotecas, museus e outras instituições culturais, com atenção aos aspectos de acessibilidade e diversidade na gestão cultural de equipes multidisciplinares. Atualmente, coordena a área de educação do Museu de Arte Moderna de São Paulo, onde atua desde 2009.
Valquíria Prates investiga a mediação cultural das artes visuais e da literatura em diálogo com pesquisa, escrita, curadoria e educação. É graduada em Letras e Pedagogia, mestre em Políticas Públicas de Acessibilidade pela USP e doutora em Artes pela Unesp, com a tese Como Fazer Junto: a Arte e a Educação na Mediação Cultural. Seu trabalho articula saberes acadêmicos e práticas colaborativas em diferentes territórios e contextos sociais. Atualmente, desenvolve projetos com o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Instituto Moreira Salles, a Fundação Roberto Marinho, Inhotim, o Museu de Arte Contemporânea do Ceará e o Instituto de Arte Contemporânea de Ouro Preto.
O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM São Paulo) é uma instituição dedicada à arte moderna e contemporânea. Fundado em 1948, mantém um acervo voltado à produção brasileira dos séculos XX e XXI. Além de exposições, atua em pesquisa, conservação e ações educativas.
Serviço
Exposição | Mire e Veja – MAM São Paulo Visita o Sesc Bom Retiro
De 01 de julho a 27 de setembro
Terça a sexta, das 9h às 20h sábado, das 10h às 20h, domingo e feriados, das 10h às 18h
Período
Local
Sesc Bom Retiro
Alameda Nothmann, 185 – Bom Retiro – São Paulo - SP
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O Museu do Ipiranga apresenta a exposição inédita Liberdade: bairro plural. A mostra propõe um novo olhar sobre um dos bairros mais conhecidos de São Paulo e convida o público
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O Museu do Ipiranga apresenta a exposição inédita Liberdade: bairro plural. A mostra propõe um novo olhar sobre um dos bairros mais conhecidos de São Paulo e convida o público a refletir sobre O que é um bairro? O que é um bairro étnico? E o que torna um bairro plural?
Ao longo de mais de dois séculos, a região foi ocupada e transformada por diferentes grupos sociais e étnicos, tornando-se um território marcado por encontros, trocas culturais, permanências, deslocamentos e disputas de memória.
Com curadoria dos historiadores Paulo Garcez Marins, Mônica Raisa Schpun, Aline Montenegro Magalhães, Francisco Andrade e David Ribeiro, a exposição está organizada em três módulos e apresenta a Liberdade como um território em constante transformação.
Durante a visita mediada, o público é convidado a percorrer a exposição com educadores do Museu, aprofundando temas, contextos históricos e questões apresentadas pela mostra.
Serviço
Exposição | Liberdade: bairro plural
De 7 de julho a 31 de janeiro
Terça a domingo, das 10h às 17h
Duração: 1 hora
Período
Local
Museu do Ipiranga
R. dos Patriotas, 100 - IpirangaSão Paulo - SP
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A exposição Com Amor, Alcione celebra a trajetória extraordinária de uma das maiores artistas da música brasileira. Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Alcione consolidou uma obra
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A exposição Com Amor, Alcione celebra a trajetória extraordinária de uma das maiores artistas da música brasileira. Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Alcione consolidou uma obra grandiosa que atravessa gerações e ocupa um lugar singular na cultura do país.
Idealizada e produzida pelo Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), a exposição chega ao Museu das Favelas em sua primeira itinerância, reunindo mais de 650 itens do acervo pessoal de Alcione — entre fotografias raras, vídeos, prêmios, figurinos e objetos marcantes. Com Amor, Alcione convida o público a percorrer momentos da trajetória artística e biográfica da cantora, percorrendo temas como família, fé, carnaval, migração e identidades negra e nordestina, evidenciando como a trajetória de Alcione dialoga com experiências coletivas e processos históricos que constituem a cultura brasileira.
Serviço
Exposição | Com Amor, Alcione
De 10 de julho a 06 de dezembro
Terça a domingo, das 10h às 17h, com permanência até as 18h
Período
Local
Museu das Favelas
Largo Páteo do Colégio, 148 - Centro Histórico de São Paulo, São Paulo - SP
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A exposição “Alex Flemming Apocalipse” marca o retorno do artista ao Brasil após 34 anos vivendo em Berlim. Com curadoria de Fábio Magalhães, a mostra reúne 30 obras no Palacetes
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A exposição “Alex Flemming Apocalipse” marca o retorno do artista ao Brasil após 34 anos vivendo em Berlim. Com curadoria de Fábio Magalhães, a mostra reúne 30 obras no Palacetes da Sé, no centro de São Paulo.
Instalada nas ruínas de um edifício histórico projetado por Ramos de Azevedo e inaugurado em 1919, a exposição propõe um diálogo entre arte, arquitetura e passagem do tempo. As marcas de deterioração do prédio, a luz natural e a ausência de iluminação elétrica em alguns ambientes fazem parte da experiência concebida pelo artista.
Dividida entre as séries “Apocalipse” e “Retratos Invisíveis”, a mostra aborda temas como fragilidade da existência, transformação, desaparecimento e impermanência. Para Flemming, o espaço funciona como contraponto ao tradicional “cubo branco” das galerias, reforçando a ideia de que tudo é transitório e, um dia, pode se tornar ruína.
Segundo o curador Fábio Magalhães, a exposição reúne trabalhos recentes e inéditos, nos quais a figura humana aparece em tensão com atmosferas de destruição e instabilidade. Em “Retratos Invisíveis”, o apagamento do corpo amplia a reflexão sobre os limites entre presença e ausência.
A mostra inaugura a programação de artes visuais dos Palacetes da Sé, novo espaço multidisciplinar que integra um projeto de revitalização do edifício e pretende se consolidar como polo cultural na região central da capital paulista.
Serviço
Exposição | Alex Flemming Apocalipse
De 9 a 30 de agosto
Todos os dias das 11 às 16 hs
Período
Local
Palacetes da Sé
Rua Roberto Simonsen, 97, Centro, São Paulo - SP
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Tarsila do Amaral é uma figura central do modernismo brasileiro e um dos maiores ícones das artes visuais do país. Prestes a completar 140 anos de nascimento, a artista terá
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Tarsila do Amaral é uma figura central do modernismo brasileiro e um dos maiores ícones das artes visuais do país. Prestes a completar 140 anos de nascimento, a artista terá uma exposição à altura de sua trajetória: ‘O Brasil de Tarsila’ inaugura, em agosto, um novo espaço expositivo em São Paulo, o Nubank Arte Lab, o maior e mais moderno local de exposições e experiências imersivas do Brasil, com uma estrutura altamente tecnológica, sensorial e interativa.
Localizado no Conjunto Nacional, o empreendimento foi concebido pela Aventura — sob a liderança dos co-CEOs Aniela Jordan, Luiz Calainho e Giulia Jordan — e pela Deeplab Project, de Felipe Reif, com o Nubank, que assume o naming rights do espaço, com inauguração prevista para 15 de agosto.
Já ‘O Brasil de Tarsila‘ é apresentado pelo Ministério da Cultura, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio master da EMS, apoio da Alelo, IRB(Re) e BNY. O projeto é uma realização da Tarsila S.A., liderada por Paola do Amaral Montenegro, e a Live Idea, de João Giani, em coprodução com a Deeplab e a Aventura.
Sobre a exposição
Ao longo de mais de dez salas, o universo visual de Tarsila será revisitado por meio de projeções monumentais de 360 graus, cenografia imersiva, trilha sonora e dispositivos interativos com direito a efeitos especiais e até aromas que vão guiar o visitante em uma jornada sensorial de grande escala por cerca de 40 obras da artista, entre pinturas icônicas, desenhos, esboços e ilustrações.
Mais do que contemplar suas obras, o público será convidado a interagir, explorar e mergulhar em ambientes que revelam suas referências, sua trajetória e o contexto artístico que marcou sua produção.
A proposta dialoga com uma linguagem contemporânea já consagrada internacionalmente por exposições imersivas dedicadas a artistas como Monet e Van Gogh, que transformaram a interação entre o público e as artes visuais. Agora, é a vez de uma artista brasileira ocupar esse espaço.
Todo o conteúdo audiovisual da mostra foi desenvolvido por artistas visuais e não por inteligência artificial, garantindo consistência estética e respeito às obras originais. A proposta é utilizar a tecnologia como meio de ampliação da experiência artística, e não como substituição da criação.
‘O Brasil de Tarsila’ busca aproximar novos públicos da arte e formar futuros visitantes de museus e apreciadores das artes visuais. A exposição foi concebida para receber famílias, despertar a curiosidade de crianças e jovens e abrir portas para pessoas que talvez nunca tenham tido contato direto com a obra de Tarsila.
A curadoria é assinada por Paola do Amaral Montenegro e Juliana Miraldi. Paola, gestora da Tarsila do Amaral S.A., atuou diretamente na construção dos enquadramentos narrativos da exposição, assegurando fidelidade à trajetória e ao legado da artista. Já Juliana Miraldi, pesquisadora e curadora de exposições imersivas, estrutura a dimensão conceitual da mostra ao integrar pesquisa acadêmica em artes visuais com as linguagens contemporâneas da arte digital.
A mostra reunirá releituras imersivas de trabalhos emblemáticos como Abaporu, Antropofagia, A Cuca, Operários e O Sono, além de outras obras importantes como São Paulo, Religiões Brasileiras, Figura só e Autorretrato (Le Manteau Rouge). Também integram o percurso desenhos e registros de viagens realizados pela artista, revelando paisagens e referências que marcaram profundamente sua produção.
‘O Brasil de Tarsila’ realizará um grande mergulho no imaginário da artista, recheado por cores vibrantes, paisagens e personagens brasileiros, convidando o público a atravessar suas formas dentro de uma experiência sensorial que conecta Arte e Tecnologia.
Serviço
Exposição | O Brasil de Tarsila
De 15 de agosto a 15 de fevereiro
Quarta a segunda e feriados, das 10h às 22h
Ingressos
De sexta a domingo e feriados – Inteira: R$ 100,00 | Meia-entrada: R$ 50,00
Segundas, quarta e quintas – Inteira: R$ 80,00 | Meia-entrada: R$ 40,00
Período
Local
Nubank Arte Lab
Conjunto Nacional, Avenida Paulista 2.073 – São Paulo, SP
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O MAC USP (Museu de Arte Contemporânea da USP) possui um importante conjunto de 561 desenhos de Emiliano Di Cavalcanti (1897-1976). Reunidos pelo próprio artista, abarcando sua produção de 1920
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O MAC USP (Museu de Arte Contemporânea da USP) possui um importante conjunto de 561 desenhos de Emiliano Di Cavalcanti (1897-1976). Reunidos pelo próprio artista, abarcando sua produção de 1920 a 1950. A exposição Di Cavalcanti: militante, boêmio, brasileiro, que o Museu apresenta a partir de 8 de novembro, traz 115 desenhos desse conjunto.
A curadoria de Helouise Costa e Marcelo Bortoloti observa que, embora mais conhecido como pintor “, Di Cavalcanti iniciou-se na arte por meio do desenho e fez dele um espaço de liberdade temática e estilística, de diálogo com outros artistas e rica experimentação”.
Em uma projeção audiovisual, todos os 561 desenhos serão apresentados ao público. Além dos desenhos pertencentes ao MAC USP serão apresentadas obras vindas do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB USP), Museu de Arte Brasileira (FAAP), Biblioteca Mário de Andrade, Pinacoteca de São Paulo e coleções particulares.
Serviço
Exposição | DI CAVALCANTI: militante, boêmio, brasileiro
De 08 de novembro a 18 de outubro
Terça a domingo das 10 às 21 horas
Período
Local
MAC USP
Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 – Ibirapuera - São Paulo - SP
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Da contemporaneidade que abriga a criatividade e maestria de Nuno Ramos em consonância com o interesse em produzir obras que ressignificam materiais de Marcos Amaro, nasce a mostra A Força
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Da contemporaneidade que abriga a criatividade e maestria de Nuno Ramos em consonância com o interesse em produzir obras que ressignificam materiais de Marcos Amaro, nasce a mostra A Força do Diálogo: Nuno Ramos e Marcos Amaro, no Museu FAMA, em Itu, São Paulo. Donos de um estética ousada e estilos inconfundíveis, os artistas dialogam nessa mostra com obras que permeiam suas histórias, reveladas na Sala Almeida Jr., no Setor 5.
Trata-se de um diálogo entre criações de diferentes períodos de Nuno e outras que são parte da construção da trajetória de Amaro, “trajetória essa que atravessa e ecoa a dele em muitos aspectos”, nas palavras de Marcos. Nuno Ramos é artista plástico, compositor, dramaturgo, escritor e ensaísta, e há mais de 30 anos trabalha com sobreposição de materiais, que vão de vaselina à cera de abelha, até pigmentos, tinta a óleo, tecidos, plásticos e metais. “O que mais me toca é a pintura, a organização dos materiais e a forma como eles se apresentam ao mundo”, revela Amaro. “Nuno é, para mim, um dos grandes artistas da contemporaneidade. Embora eu pertença a uma geração posterior à sua — como costuma acontecer — foi justamente seu trabalho que abriu caminhos e possibilidades de expansão de linguagem para a minha geração e para a minha própria prática artística”, completa Marcos.
E com base nessa admiração a mostra traz dezenas de obras de ambos os artistas, inclusive, em relação aos trabalhos de Nuno, algumas são parte do acervo pessoal de Amaro que além de empresário e fundador do Museu FAMA, é colecionador. Enquanto artista plástico, Marcos Amaro é conhecido por um estilo peculiar que mistura estética industrial com toques de afeto e nas quais revela seu profundo interesse pela matéria, conferindo-lhes novos sentidos e narrativas.
“A Força do Diálogo: Nuno Ramos e Marcos Amaro” apresenta obras de grandes dimensões, tridimensionais e que se destacam por sua espacialidade e volumetria. Para além da complexidade de execução e plasticidade que as envolvem, as obras que compõem a mostra se conectam diretamente com a generosa escala dos galpões do Museu e ficam em cartaz até 1 de novembro de 2027.
Serviço
Exposição | Leva tempo, mas vai dar tempo
De 14 de março a 01 de novembro
Quartas-feiras, e de sexta a domingo, das 11h às 17h
Período
Local
FAMA Museu
Rua Padre Bartolomeu Tadei, 9 – Centro – CEP 13300-190 – Itu – SP
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A primeira exposição institucional de Paulo Pedro Leal (1894 – 1968), pintor brasileiro autodidata, apresenta a obra deste artista que se dedicou à representação de cenas de guerras e conflitos
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A primeira exposição institucional de Paulo Pedro Leal (1894 – 1968), pintor brasileiro autodidata, apresenta a obra deste artista que se dedicou à representação de cenas de guerras e conflitos sociais, de ritos da umbanda e paisagens rurais, e cuja vida reflete diversos aspectos da modernidade no país.
A mostra Paulo Pedro Leal: trágico subúrbio reúne mais de 50 pinturas realizadas entre as décadas de 1950 e 1960, em conjunto de trabalhos que demonstram o interesse de Leal pelas contradições que estruturaram o processo de modernização do Rio de Janeiro.
Paulo Pedro Leal passou anos vendendo suas obras no Passeio Público, no centro do Rio de Janeiro. O artista se identificava como “pintor espiritual” e viveu às margens do circuito institucional da arte brasileira do século 20, até que em 1953 o marchand e galerista Jean Boghici passou a comercializar seus trabalhos. Sua produção artística inclui pintura histórica, paisagem, natureza-morta, cenas de macumba e a vida urbana no Rio de Janeiro, realizada a partir da observação do mundo ao redor e do contato com reproduções em livros e periódicos.
A exposição começa com obras que evidenciam o interesse de PPL pelos gêneros da pintura ocidental, Afogamento de mendigos (1965) Naufrágio (1953) ainda que o artista os tenha aprendido fora dos circuitos institucionais. Na galeria, há trabalhos sobre naufrágios – grande interesse do artista, que foi estivador – e batalhas navais inspiradas em eventos da Primeira Grande Guerra.
Podem ser vistas ainda naturezas-mortas e uma série de paisagens, fruto da observação do avanço do subúrbio sobre o campo. Podem ser vistas obras como Batalha Naval/Bombardeio de um porto (1966), A casa do Capitão (1950) e Casal com frutas (sem data).
Em seguida, cenários de conflitos no Rio de Janeiro estão representados nas cenas de brigas de bar e assassinatos, que exploram o contraste de classe e questões raciais. Em destaque estão as obras Cirurgia moderna (1953), Crime no hotel (1965) – obra doada ao acervo do museu – e Afogamento dos mendigos (1965), que faz de Leal o único artista a retratar o maior escândalo público de violência de Estado pré-ditadura militar. Em 1963, sob o truculento governo de Carlos Lacerda, Jornais cariocas expuseram fotografias do Serviço de Repressão à Mendicância atirando pessoas em situação de rua no rio Guandu, em um episódio que ficou conhecido como “Operação Mata-Mendigos”.
Na terceira e última sala, estão presentes obras de cunho erótico, produto da observação de PPL da atividade dos bordéis da cidade. Além disso, podem ser vistas representações de festas profanas e religiosas, imagens sincréticas e macumbas, onde aparece seu notável esforço descritivo no intuito de explicar todos os componentes desse rito do qual foi sacerdote, como nas obras Candomblé (sem data) e Alegorias religiosas (sem data).
Serviço
Exposição | Paulo Pedro Leal: trágico subúrbio
De 11 de abril a 08 de novembro
Quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h)
Período
Local
Pina Luz
Praça da Luz, 2, Bom Retiro, São Paulo — SP
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Um amplo mapeamento da produção visual brasileira contemporânea, que articula diferentes linguagens e traz cerca de 130 artistas de todas as regiões do país, ganha forma na exposição Delírio Tropical
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Um amplo mapeamento da produção visual brasileira contemporânea, que articula diferentes linguagens e traz cerca de 130 artistas de todas as regiões do país, ganha forma na exposição Delírio Tropical – Recanto no Sesc Pinheiros, com curadoria de Orlando Maneschy e curadoria adjunta de Keyla Sobral. Com cerca de 280 obras, a mostra propõe uma imersão no imaginário de um Brasil plural, múltiplo e em constante reinvenção, compondo um mosaico que vai de imagens históricas a produções contemporâneas e que se voltam às experiências singulares em territórios distintos e entendimentos de mundo.
Delírio Tropical – Recanto constrói uma narrativa que articula diferentes manifestações visuais artísticas — da fotografia ao vídeo, passando por cartazes, lambes, revistas, esculturas, pinturas e objetos. A mostra propõe uma reflexão sobre o papel das imagens na construção do entendimento do país e de suas múltiplas identidades, a partir de uma curadoria que reúne artistas comprometidos com suas experiências, territórios e modos de existência, incluindo perspectivas culturais das várias regiões do país, ao lado de uma diversidade de vozes contemporâneas.
O conjunto expositivo inclui obras de artistas como Anna Maria Maiolino, Ayrson Heráclito, Cildo Meireles, Claudia Andujar, Dalton Paula, Denilson Baniwa, Hal Wildson, Índigo Braga, Rosângela Rennó e Karim Aïnouz.
“Buscamos reunir artistas que olham para o Brasil a partir de seus territórios, que usam a imagem como elemento decisivo na construção de discursos, ressaltando uma ideia de país diverso”, afirma o curador Orlando Maneschy. “A exposição é um convite a romper com olhares estereotipados e a se abrir para experiências que nos deslocam e nos transformam”, completa Maneschy.
Originalmente apresentada na Pinacoteca do Ceará como parte do Fotofestival Solar, a exposição chega ao Sesc Pinheiros como itinerância, ampliando o acesso a um conjunto de obras que tensionam estereótipos e revelam um Brasil marcado por disputas simbólicas, afetos, violências, resistências e desejos. Na capital paulista, a mostra conta com uma obra inédita de Keyla Sobral e expografia pensada para as especificidades do Sesc Pinheiros.
Um caminho visual por múltiplos Brasis
A mostra parte da ideia de que a imagem, em suas múltiplas formas de circulação — do das capas de discos ao GIF, da fotografia ao impresso que atravessa o cotidiano — é um elemento central na construção do imaginário brasileiro. Com artistas de diferentes contextos, a seleção de obras apresenta um país em construção e diverso, atravessado por tensões entre memória e atualidade, sem buscar um discurso fechado, mas aberto à reflexão. Nesse percurso, imagens históricas e contemporâneas se aproximam para retomar questões que seguem latentes, sugerindo continuidades entre passado e presente.
Mais do que um recorte autoral, Delírio Tropical – Recanto sugere um campo de escuta em que os trabalhos dialogam entre si e constroem, coletivamente, uma leitura possível do Brasil, entre tantas outras plausíveis, que não quer ser totalizante e, inclusive, assume ausências e lacunas. A curadoria se organiza como uma articulação desses olhares, e o resultado é um caminho por um Brasil em que diferentes corpos, identidades e narrativas emergem não como representação, mas como presença, ativando outras formas de ver, imaginar e se relacionar com o país.
A expografia conduz o visitante por um fluxo imersivo que começa em um ambiente de caráter quase ritualístico, evocando a ruptura com visões cristalizadas, e avança por núcleos que abordam temas como identidade, memória, mídia, território e poder. Ao longo do trajeto, obras de distintas épocas e contextos entram em diálogo, criando conexões inesperadas e ativando novas leituras sobre o Brasil.
A relação entre imagem e circulação também está em destaque na montagem, incorporando elementos da cultura visual cotidiana, como capas de revistas, de discos e registros documentais, que ajudam a construir o imaginário coletivo brasileiro. Nesse sentido, Delírio Tropical – Recanto propõe não apenas observar imagens, mas refletir sobre como elas moldam percepções, narrativas e sentidos.
A realização da mostra integra o compromisso institucional do Sesc São Paulo de ampliar o acesso à produção artística contemporânea e promover o encontro entre diferentes públicos e repertórios culturais. É um convite ao público para reimaginar o Brasil a partir de sua diversidade, de seus contrastes e de sua riqueza simbólica. A programação inclui ainda ações educativas, visitas mediadas e atividades formativas, ampliando as possibilidades de diálogo com os públicos.
Serviço
Exposição | Delírio Tropical – Recanto
De 6 de maio a 13 de outubro
Terça a sábado, das 10h30 às 21h, domingos e feriados, das 10h30 às 18h
Período
Local
Sesc Pinheiros
Rua Paes Leme, 195, Pinheiros, São Paulo - SP
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A mostra O espaço e o lugar, na DAN Galeria Interior, reúne 75 obras e propõe uma leitura sobre a maneira como o espaço se transforma em lugar quando passa
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A mostra O espaço e o lugar, na DAN Galeria Interior, reúne 75 obras e propõe uma leitura sobre a maneira como o espaço se transforma em lugar quando passa pelo corpo e pela memória, com curadoria de Fábio Magalhães e expografia do Fernando Poles Arquitetos. A cadeira, presente em diferentes trabalhos, conduz essa investigação: objeto cotidiano, medida humana, ponto de repouso, marca de intimidade e também abertura para uma dimensão mais ampla, ligada ao tempo e ao espaço.
A partir desse eixo, Fábio Magalhães aproxima obras de Adolfo Estrada, Almir Mavignier, Dionísio Del Santo, Ferreira Gullar, Gonçalo Ivo, José Roberto Aguilar, José Spaniol, Sergio Fingermann e Valentino Fialdini. O percurso articula pinturas, objetos, obras geométricas e abstratas em torno de uma pergunta central: como uma situação privada pode conter uma ideia de mundo?
Serviço
Exposição | O espaço e o lugar
De 09 de maio a 10 de outubro
Segunda a sexta, das 10h às 18h; sábados, das 10h às 13h
Período
Local
DAN Galeria Interior
Av. Ireno da Silva Venâncio, 199 - Protestantes, Votorantim - SP
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Beatriz Milhazes, grande nome da arte brasileira, é conhecida por seu trabalho que alia rigor geométrico a uma atmosfera sempre festiva, fruto de sua paleta exuberante. Arte têxtil, chita, bordado,
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Beatriz Milhazes, grande nome da arte brasileira, é conhecida por seu trabalho que alia rigor geométrico a uma atmosfera sempre festiva, fruto de sua paleta exuberante. Arte têxtil, chita, bordado, tecelagem tipicamente brasileira e grafismos indígenas são referências das quais ela se alimenta, transformando tudo isso em uma linguagem própria.
“Gravuras do acervo da Pinacoteca de São Paulo” reúne pela primeira vez um conjunto de 27 gravuras produzidas entre 1996 e 2019, resultado da colaboração de Beatriz com Jean-Paul Rusell, fundador da Durham Press — estúdio de edição de gravuras, livros de artista e obras únicas sediado na Pensilvânia, Estados Unidos.
A Pinacoteca é o único museu do mundo que possui esse conjunto de trabalhos.
Complexidade e beleza
Visitantes poderão apreciar obras de múltiplas cores, estampas florais formando portais, guirlandas e ramos frondosos; as gravuras de Beatriz desenvolvidas ao lado de Jean-Paul Rusell.
A produção da artista é marcada por uma linguagem de complexidade e beleza, e pela coerência no modo como consegue transitar entre diferentes técnicas, partindo sempre da pintura até chegar nas gravuras.
Em suas obras aparecem também formas sinuosas, discos, mandalas e colares de contas, incrementando a tradição geométrica brasileira. Na exposição é possível também perceber o modo como Milhazes monta e remonta as formas, as cores e os espaços aparentemente vazios, como os que aparecem em O pato (1996) e Noite de verão (2006).
Serviço
Exposição | Gravuras do acervo da Pinacoteca de São Paulo
De 16 de maio a 14 de março de 2027
Quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h), sábados e segundos domingos do mês gratuitos
Período
Local
Pina Estação
Lg. General Osório, 66, São Paulo - SP
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O Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS-SP), instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, administrado pela Organização Social de
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O Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS-SP), instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, administrado pela Organização Social de Cultura SAMAS, apresenta a exposição “Elementares”, da artista Denise Milan, que apresenta um conjunto de obras que articulam arte, ciência e pensamento contemporâneo a partir da investigação da matéria. A mostra, com curadoria de Naomi Moniz, destaca a produção recente da artista em diálogo com sua trajetória consolidada, marcada pelo uso de geodos e cristais como elementos centrais de sua pesquisa.
Reunindo um conjunto significativo de obras, a exposição investiga os sistemas dinâmicos da matéria em nível molecular, articulando conceitos como caos, criatividade, sobrevivência, adaptação e transformação. No centro desse percurso está o que a artista define como o “drama da matéria” — uma narrativa que compreende a Terra como organismo vivo, portador de memória e energia.
Ao tratar a pedra como um banco de dados, Denise Milan propõe uma leitura da matéria como arquivo de processos que atravessam o tempo profundo do planeta, revelando histórias formadas ao longo de milhões de anos. Os trabalhos apresentados evidenciam os ciclos de criação e destruição que estruturam a vida na Terra e apontam para uma mudança de perspectiva: antigas metanarrativas cedem espaço a uma fabulação especulativa que inclui toda a natureza como agente ativo.
Nesse contexto, animais, florestas, microrganismos e minerais assumem protagonismo, ressaltando a interdependência entre os diferentes sistemas de vida e a delicada sintonia que sustenta o universo. Combinando rigor conceitual e força visual, a exposição aproxima arte e ciência para refletir sobre o papel da matéria como potência criativa e narrativa.
Com “Elementares”, Denise Milan convida o público a repensar as relações entre humanidade e natureza, em um momento em que compreender os ciclos e a energia do planeta se torna cada vez mais urgente. A mostra reafirma a relevância de sua trajetória no cenário contemporâneo e propõe uma experiência que conecta estética, conhecimento e imaginação sobre os futuros possíveis da Terra.
A exposição se organiza em cinco núcleos que funcionam como uma travessia entre matéria, origem, transformação e percepção. Cada conjunto ocupa uma etapa desse percurso e ajuda a orientar o visitante dentro da pesquisa de Denise Milan sobre arte, ciência, natureza e espiritualidade.
Elementares I reúne imagens derivadas de geodos e cristais em que surgem figuras humanas, organismos e formas híbridas inscritas na própria matéria mineral. As obras partem da observação de basaltos e quartzos cristalizados ao longo de milhões de anos. Denise Milan trata essas formações como “enunciações de vidas eternas” e associa o núcleo às origens da matéria e aos processos de coexistência entre diferentes estruturas minerais.
Elementares II amplia essa investigação e desloca as figuras minerais para uma dimensão mais corporal e escultórica. O núcleo apresenta peças em alumínio fundido derivadas das formas observadas nos cristais, transformando desenhos minerais em presenças físicas. Aqui, a exposição aproxima geologia, corpo e memória, propondo uma leitura da matéria como organismo em transformação contínua.
Imaginários da Terra articula pedra, metal e quartzito em obras que aproximam ciência, imaginação e paisagem. Denise Milan trata a natureza como linguagem e constrói composições em que minerais, superfícies e vazios funcionam como mapas simbólicos da formação terrestre. O núcleo dialoga diretamente com a ideia de escutar a natureza “em sua própria linguagem”, citada no catálogo a partir do físico Frank Wilczek.
Explosões concentra trabalhos ligados à expansão, ruptura e energia interna dos cristais. As obras partem de estruturas geométricas e simétricas encontradas na natureza para discutir instabilidade, transformação e imprevisibilidade. O catálogo relaciona esse núcleo à complexidade do universo e às formas de organização da matéria.
Origens funciona como eixo conceitual da mostra e conecta todos os núcleos anteriores. A ideia de origem aparece tanto no sentido geológico quanto espiritual: origem da matéria, da vida, da consciência e das imagens. Ao longo do percurso, a exposição aproxima ciência, mineralogia e imaginação para construir uma narrativa em que o ser humano deixa de ocupar o centro e passa a ser entendido como parte de um processo cósmico, biológico e terrestre mais amplo.
“Denise tece fábulas como metáfora para sugerir uma revolução nos padrões de comportamento humano e uma nova conduta, centrada na conexão, cooperação e cura, em vez de polarização, cobiça e rivalidade. Elementares não apenas expande os limites artísticos que Milan vem explorando ao longo de toda a sua carreira, mas também nos incita a questionar não apenas a maneira como nós, humanos, pensamos que devemos interagir e nos comportar uns com os outros, mas nos vermos como parte da Natureza e da rede da vida. É um convite para uma jornada além de nós mesmos: um “transumanar” como diria Dante Alighieri, adquirir mais conhecimentos para evoluir e acompanhar a “Estrela Guia” às cavernas escuras e profundas do ventre da terra. Nelas, as figuras estranhamente familiares despertam lembranças perdidas de estados inconscientes da memória ao nos reconhecermos– seres flutuando em lugares do “antes “ e “depois”, suspensos na simetria do tempo e do espaço que revela o centro, lugar de origem e do futuro.”
Naomi Moniz, curadora
Serviço
Exposição | Elementares
De 29 de maio a 27 de setembro
Terça a domingo, das 09h às 17h (entrada até às 16h30)
Período
Local
Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS / SP
Avenida Tiradentes, 676 Luz - São Paulo - SP
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A iniciativa, concebida pela Haus der Kunst (Munique, Alemanha) e realizada em colaboração com a Pinacoteca, visa colocar a infância no centro da experiência artística. Mais do que uma exposição,
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A iniciativa, concebida pela Haus der Kunst (Munique, Alemanha) e realizada em colaboração com a Pinacoteca, visa colocar a infância no centro da experiência artística. Mais do que uma exposição, trata-se de uma rede de trocas culturais que convida crianças a pensarem, viverem e intervirem no mundo por meio da arte.
“Para crianças: experiências com a arte desde 1968” é focada no público infantil, embora se estenda a visitantes de todas as idades. Inaugurada na Haus der Kunst, em Munique, na Alemanha, em 2025. Agora na Pinacoteca, ela reúne trabalhos de onze artistas de vários países, todos, a seu modo, atravessados por materiais, brincadeiras, perguntas, pesquisas e histórias tão característicos do universo das crianças.
A obra mais antiga é de 1968 e essa não é uma data qualquer. Nesse período histórico, os movimentos de contracultura questionaram as estruturas sociais e saíram em defesa de liberdade de pensamento e expressão para todas as pessoas.
Desde então, ficou evidente que a infância inspira uma sensibilidade e um conjunto de atitudes imprescindíveis para as mudanças individuais e coletivas. A vida em sociedade, a arte e o museu não são os mesmos na presença de uma criança.
Curadoria de Ana Maria Maia e Lorraine Mendes.
A exposição tem patrocínio de Mattos Filho, Acrilex, Ateliê Quero Quero. Apoio institucional: Unicef, para cada criança. Realização: Haus der Kuns, APAC, Pinacoteca de São Paulo, CULTSP, Secretaria da Cultura, Economia e Industria Criativas, Ministério da cultura Governo do Brasil do lado do povo brasileiro
Uma exposição de Haus der Kuns e da Pinacoteca de São Paulo.
Serviço
Exposição | Para crianças: experiências com a arte desde 1968
De 30 de maio a 18 de outubro
Quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h)
Período
Local
Pinacoteca Contemporânea
Av. Tiradentes, 273, Luz, São Paulo - SP
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O MAC USP apresenta a exposição Beijo de Língua, individual do artista Nelson Felix (Rio de janeiro, 1954), trazendo dezenas de obras, entre esculturas (algumas de grande porte), desenhos, fotografias
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O MAC USP apresenta a exposição Beijo de Língua, individual do artista Nelson Felix (Rio de janeiro, 1954), trazendo dezenas de obras, entre esculturas (algumas de grande porte), desenhos, fotografias e um vídeo. A curadoria é de Fernanda Pitta, docente do MAC USP. A ideia da exposição nasceu em 1978, quando Nelson Felix, visitando a região andina, percebeu uma coincidência entre as línguas Aimara (falada na região) e o Aramaico (da tradição semítica, do oriente médio): escritas em espanhol elas se tornam palíndromos (Aemara e Aramea). Felix passou a carregar esse pensamento por décadas, até encontrar em Beijo de Língua, a forma para materializá-la como uma das maiores exposições já realizadas pelo artista. “É uma exposição de esculturas, principalmente”, diz Nelson.
No núcleo central da mostra, Felix apresenta três esculturas criadas a partir de chapas de mármore. Escultura para Homero, Escultura para Santa Teresa e Escultura para Bertrand articulam três campos centrais em seu trabalho: sacrifício, tolerância e amor. O artista escolheu textos de três autores – Bertrand Russel, Homero e Santa Teresa D’Ávila, e alguns trechos são escritos nas línguas Aimara e Aramaico nas chapas de mármore, criando uma superfície rendada na pedra. Beijo de Língua tem três esculturas, formadas por duas chapas de mármore cada uma. As duas chapas, coladas, têm o mesmo texto, em duas versões: de um lado em Aimara e do outro, em Aramaico.
– Colo estas duas chapas com os textos, aliás, é a primeira vez que uso cola em meu trabalho. Aqui a cola é material tão importante como o próprio mármore, ou o bronze ou mesmo os elementos vegetais que uso. Assim, nos caracteres, surgem vazamentos mútuos, as línguas se tocam, é para mim, um beijo – afirma o artista.
“As superfícies se tocam, mas mantêm intervalos onde os idiomas não coincidem. A cola evidencia a operação que sustenta a união sem eliminar a diferença. O texto passa a atuar como matéria, inscrita e articulada na estrutura da obra”, observa a curadora Fernanda Pitta.
Já Carta de amor, trabalho apresentado em 2022 em forma contínua, como um projeto, agora ganha duas novas versões, escultóricas: Pétala e Caule. As obras apresentam diversos materiais: mármore, bronze, ferro, cabo de aço, cacto e fio de seda. As séries de desenhos revelam diferentes facetas do trabalho de Felix, com referências de obras anteriores, e estudos do trabalho atual. Na série 7 noites vazias e 21 dias como 21 anos (2024) podemos ver um mesmo gesto, feito com bastão de óleo, que nunca é igual a si mesmo. A obra gráfica Tartaruga de Homero (2024), série com três trabalhos, traz referências do verso de Homero (Hino Homérico a Hermes), em que Hermes mata uma tartaruga e cria a primeira cítara. Para Felix, na criação deste instrumento, acontece o nascimento da música.
Para a curadora da exposição, “a partir do movimento de retomada e rearticulação contínua de ideias, materiais e procedimentos, as obras de Nelson Felix deixam de operar de forma isolada e passam a constituir um conjunto de relações, formando um conjunto aberto, em que as obras se relacionam por aproximações e distâncias, entre línguas e sistemas de pensamento, como o Aramaico e o Aimara, eixo central da exposição.”
Exposição | Beijo de Língua
De 30 de maio a 20 de novembro
Terça a domingo das 10 às 21 horas
Período
Local
MAC USP
Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 – Ibirapuera - São Paulo - SP
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A Casa Museu Ema Klabin apresenta a exposição Habitar São Paulo: relatos femininos, com idealização do curador da casa museu, Paulo de Freitas Costa, e curadoria do núcleo educativo. A
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A Casa Museu Ema Klabin apresenta a exposição Habitar São Paulo: relatos femininos, com idealização do curador da casa museu, Paulo de Freitas Costa, e curadoria do núcleo educativo. A mostra convida o público a percorrer a cidade a partir de narrativas de dez escritoras, reunindo trechos de suas obras que atravessam o cotidiano, a memória e o espaço de suas casas em São Paulo. Ao transitar entre o íntimo e o coletivo, os relatos revelam diferentes formas de viver e perceber a cidade. Os trechos selecionados estarão expostos ao lado de fotografias raras dos ambientes de suas casas, que remetem aos contextos descritos pelas autoras.
A exposição busca apresentar a cidade a partir de narrativas femininas que atravessam diferentes épocas, contextos sociais e territórios. Gilda de Mello e Souza, Zélia Gattai, Rita Lee, Giovana Madalosso, Paula Fábrio, Adriele Oliveira, Helena Silvestre, Lilia Guerra, Luísa Marilac e Prudence Kalambay partem da memória íntima, familiar e coletiva para construir retratos de diferentes formas de habitar a cidade.
“São Paulo guarda muitas memórias, muitas histórias. A exposição Habitar São Paulo: relatos femininos toma emprestado o olhar e a perspectiva dessas escritoras que descreveram realidades e histórias tão particulares quanto universais, nos trazendo relatos sensíveis, trágicos, íntimos ou até engraçados. A mostra busca, assim, ampliar o olhar para uma pluralidade de vivências em uma cidade marcada por intensos contrastes”, explica Cristiane Alves, coordenadora do educativo e uma das curadoras da exposição.
Esses relatos serão apresentados a partir de cinco eixos narrativos: família, trabalho e convívio; memória de objetos e espaços; da janela para fora; percepções sensoriais; e a cidade sonhada. Organizada a partir desses percursos, a exposição se distribui pelos ambientes da casa museu e propõe um diálogo entre literatura e memória. O público também terá acesso a gravações em áudio com vozes femininas que narram os textos selecionados e a um espaço de leitura com livros das escritoras participantes, possibilitando uma maior aproximação com as obras e narrativas presentes na mostra.
“Quando realizamos a exposição Tempos de uma casa no ano passado, percebemos a importância dos relatos de Ema Klabin e de suas amigas e funcionárias na construção de uma memória mais abrangente, com uma sensibilidade especial. Para esta exposição, pensamos em expandir a experiência, trazendo histórias potentes que nos permitem enxergar toda a cidade de outra forma”, afirma Paulo Costa, curador da casa museu e idealizador da mostra.
Exposição | Habitar São Paulo: relatos femininos
De 30 de maio a 27 de setembro
Quarta a domingo, das 11h às 17h, com permanência até as 18h; visitas mediadas de quarta a sexta, às 11h, 14h, 15h e 16h; sábado, domingo e feriado, às 14h
Período
Local
Casa Museu Ema Klabin
Rua Portugal, 43 Jardim Europa São Paulo, SP
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No Japão, existe uma cultura cromática única – conhecida como Nihon no dentōshoku (“cores tradicionais do Japão”, em tradução livre) – e dentre essas cores, o branco envolve a sensibilidade
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No Japão, existe uma cultura cromática única – conhecida como Nihon no dentōshoku (“cores tradicionais do Japão”, em tradução livre) – e dentre essas cores, o branco envolve a sensibilidade dos japoneses, refletindo diversas percepções evocadas no imaginário como paz, purificação, leveza, silêncio e até precisão. É esta cor que assume o papel de fio condutor da exposição “Shiro: uma escala de nuances” (shiro significa “branco”, em tradução do japonês), que estreia no dia 2 de junho na Japan House São Paulo (JHSP). A mostra inédita segue em cartaz no andar térreo da instituição até 25 de outubro, com entrada gratuita.
Com curadoria da diretora cultural da instituição, Natasha Barzaghi Geenen, a mostra introduz diversas tonalidades da cor branca no Japão, passando por quatro elementos: papel, seda, neve e sal, revelando as suas relações com a cultura japonesa. A inspiração para o recorte veio da leitura da obra “O País das Neves” (1948), de Yasunari Kawabata, durante o Clube de Leitura JHSP + Quatro Cinco Um em junho do ano passado, que descreve as vastas paisagens brancas do norte do país e o processo de alvejamento de um tecido na neve. “Shiro não é fruto de um conceito específico, tem uma inspiração poética e abstrata. O branco, enquanto junção de todas as demais cores, serve aqui como ponto de partida simbólico para pensar como o Japão carrega tantas nuances e sutilezas, como é um país de muitas gamas, que podem passar despercebidas, mas não para o povo japonês, cujo olhar é apurado até para essas mínimas diferenças do branco”, afirma Natasha.
Dividida em quatro grandes núcleos temáticos correspondentes a cada elemento, a expografia convida os visitantes a um mergulho pelas nuances simbólicas da cor. Logo na entrada, uma tabela cromática com uma seleção de 19 tons de branco catalogados no Japão representa as diversas nuances que uma única cor pode ter, a partir das centenas de cores tradicionais do Japão.
No núcleo de Papel, a instalação “Poem of life”, da artista Ayumi Shibata, é feita de inúmeras folhas de papel cortadas como na técnica de kiri-ê e amarradas entre si, simbolizando o desejo da artista pela paz e harmonia do mundo. A obra de aproximadamente três metros de altura também trabalha a relação do papel com luz e sombra a partir de um espelho em sua base. Neste núcleo, o público também poderá conhecer o processo de produção do Kurotani Washi (papel japonês tradicional feito à mão), desde a colheita dos ramos de Kōzo (amoreira) – base para a fabricação deste elemento – até sua finalização. Amostras de três tipos de fibras que dão origem ao washi: Kōzo, Mitsumata e Gampi também estarão em exibição.
Para o núcleo de Seda, a artista Kaoru Hirano apresenta uma obra produzida especialmente para a exposição. Conhecida por desconstruir peças de roupa em suas criações, Hirano escolheu trabalhar com um juban branco de seda (peça de vestuário tradicional japonesa usada por baixo do quimono), de sua avó paterna, falecida em 2018, para criar uma espécie de teia suspensa na instalação “untitled-grandmother”. A delicada obra site-specific de quase 4 metros de diâmetro reflete sobre memória afetiva e os laços construídos (e desconstruídos) dentro dessa relação familiar. Amostras de casulos do bicho-da-seda, fios e tecido da província japonesa de Gunma, referência na produção de seda, também serão apresentados neste núcleo, acompanhados por uma breve introdução em vídeo dessa confecção no Japão.
Já o núcleo Neve, aborda as paisagens do Norte do Japão, com seus invernos rigorosos, que evocam uma sensação de branco infinito, como descrito no livro de Kawabata. Para representar essa vastidão, foram selecionadas três fotografias de Land Art (intervenções feitas diretamente na paisagem natural), do artista Tomohiro Kajiyama, além de um vídeo demonstrando o processo de criação. Nesses trabalhos, é possível ver como o artista compreende a paisagem tomada pela neve como uma tela em branco, para ir caminhando instintivamente sobre ela com um par de pequenos esquis, guiado apenas pelas imagens em sua mente sem o uso de ferramentas de medição. Desse processo, resultam quilômetros de linhas que formam desenhos complexos, possíveis de serem contemplados em sua magnitude apenas do alto. Efêmeras, as “Snow Art” de Kajiyama costumam ocupar áreas de aproximadamente 100m² cada. “Suas criações ocorrem desde antes do amanhecer, no silêncio congelante, enquanto o céu começa a mudar de cor e continuam pela tarde, às vezes estendendo-se por vários dias. Segundo o artista, cada passo que ele dá para compactar a neve representa sua filosofia de esculpir a própria vida com uma mentalidade positiva, mesmo diante das adversidades”, explica a curadora.
A neve é um elemento tão presente no dia a dia do Japão, que os japoneses até desenvolveram um glossário dedicado a descrever suas diversas formas – seja a neve fina que parece pó, seja a neve macia que se assemelha a um mochi (bolinho de arroz glutinoso).
Assim como a neve, o sal também é especial no dia a dia dos japoneses. Embora o Japão seja um país cercado por mar, o seu ambiente não é propício à produção de sal. Por isso, desde tempos antigos, a produção de sal é feita por um método que consiste em duas etapas: a concentração da água do mar em salinas, e o processo de evaporação por meio da fervura. Esse método permanece em prática até hoje, mesmo que a produção seja feita majoritariamente de forma industrializada. Além de ser utilizado como tempero e conservante, o sal também é um objeto ritualístico na tradição xintoísta. A prática popular de criar pequenos montes de sal e deixá-los perto das entradas das casas, estabelecimentos ou santuários, como forma de atrair boa sorte e afastar os maus espíritos é chamada de morishio ou morijio. Dentre as inúmeras variações de sais encontradas no mundo, a mostra apresenta cinco tipos, originários de diversas regiões do Japão, evidenciando suas diferentes características e granulações.
A exposição também integra o programa JHSP Acessível, oferecendo WebApp com conteúdos acessíveis e textos traduzidos em inglês, espanhol e japonês, bem como recursos táteis, audiodescrição e vídeos em Libras para proporcionar acessibilidade a todos os visitantes.
Exposição | Shiro: uma escala de nuances
De 02 de junho a 25 de outubro
Terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h
Período
Local
Japan House São Paulo
Avenida Paulista, 52 – Bela Vista, São Paulo - SP
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O Centro Cultural FIESP (CCF) recebe, pela primeira vez, a exposição “Victor Brecheret: a imagem indígena como símbolo de brasilidade”. A mostra propõe um novo olhar sobre a
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O Centro Cultural FIESP (CCF) recebe, pela primeira vez, a exposição “Victor Brecheret: a imagem indígena como símbolo de brasilidade”. A mostra propõe um novo olhar sobre a trajetória de um dos principais nomes do modernismo brasileiro, reunindo obras, fotografias e documentos que ajudam a compreender como Brecheret desenvolveu uma linguagem artística própria e como a figura indígena atravessou diferentes momentos de sua produção,?até se tornar um dos principais símbolos de sua fase final.
A exposição aborda a construção da linguagem escultórica do artista, um dos grandes nomes do Modernismo Brasileiro ligado à Semana de Arte Moderna de 1922. Ela destaca a última fase de sua produção, marcada pela influência das culturas indígenas. O percurso reúne esculturas, desenhos, fotografias e documentos que ajudam a contextualizar esse momento de sua trajetória.
Entre os destaques está a escultura “Acalanto de Bartira”, também conhecida como “Mulher Deitada na Rede”, considerada uma das obras mais emblemáticas de Brecheret e uma síntese de sua trajetória artística. A peça reúne elementos centrais de sua produção, especialmente a busca por uma representação mais sensível e humanizada da brasilidade.
“Essa exposição convida o público a revisitar Victor Brecheret a partir de um olhar mais humano e contemporâneo, entendendo como a imagem indígena atravessou sua obra e sua visão sobre a construção da identidade brasileira”, afirma Fernando Brecheret, diretor do Instituto Victor Brecheret.
‘’Para Tais Lara, diretora do Centro Cultural FIESP, a exposição convida o público a revisitar a obra de Victor Brecheret por um olhar contemporâneo e sensível, ressaltando sua contribuição fundamental para o Modernismo Brasileiro e para a construção da identidade cultural do país. Com a mostra, o SESI-SP reafirma seu compromisso com a valorização da arte e a democratização do acesso à cultura para públicos diversos.”
Há obras de Brecheret em coleções públicas e privadas no Brasil e no exterior, além de forte presença de seu trabalho em praças e monumentos da cidade de São Paulo. A proposta da exposição é ampliar o olhar sobre o artista para além de suas esculturas monumentais, e revelar diferentes camadas de sua trajetória.
A curadoria é assinada por Maria Izabel Branco Ribeiro, em parceria com o Instituto Victor Brecheret (IVB), presidido por Victor Brecheret Filho.
Exposição | Victor Brecheret: a imagem indígena como símbolo de brasilidade
De 11 de junho a 30 de agosto
Terça a domingo, 10h às 20h – Entrada gratuita: não é necessário fazer reserva.
Período
Local
Centro Cultural Fiesp
Avenida Paulista, 1313 - São Paulo - SP
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O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, com gestão da Associação Museu Afro Brasil – Organização Social
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O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, com gestão da Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura (AMAB), inaugura a exposição “Afríquia: o artista como colecionador”, com curadoria de Gabrielle Nascimento. A mostra convida o público a conhecer a coleção de arte africana do Museu a partir do olhar de seu fundador, Emanoel Araujo, revelando como suas escolhas artísticas, intelectuais e curatoriais contribuíram para a formação de um dos mais importantes acervos dedicados às culturas africanas no Brasil.
“Esta exposição parte da compreensão de que toda coleção é também uma narrativa. Ao reunir obras, documentos, fotografias e registros da trajetória de Emanoel Araujo, buscamos mostrar como seu olhar ajudou a construir não apenas uma coleção de arte africana, mas uma forma de pensar as relações entre África, diáspora e identidade afro-brasileira“, destaca a curadora Gabrielle Nascimento.
Reunindo mais de 200 obras, a exposição apresenta esculturas, pinturas, máscaras, documentos, fotografias, livros, discos, tecidos e objetos tridimensionais que ajudam a compreender não apenas a construção da coleção africana do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, mas também a trajetória de Emanoel Araujo como artista, colecionador, curador e museólogo.
Composta majoritariamente por peças do próprio acervo do Museu, a mostra reúne obras tradicionais e contemporâneas, com destaque para produções da Nigéria e do Benim. O percurso expositivo evidencia as relações estabelecidas por Emanoel Araujo entre África e Brasil, revelando como referências culturais, religiosas e estéticas presentes no continente africano influenciaram sua produção artística e seu projeto museológico.
O título da exposição faz referência à série de xilogravuras Suíte Afríquia I, II e III, produzida por Emanoel Araujo em 1977 após sua participação no II Festival Mundial de Arte e Cultura Negra e Africana (FESTAC 77), realizado na Nigéria. A experiência marcou sua primeira viagem ao continente africano e teve impacto significativo tanto em sua produção artística quanto na formação inicial de sua coleção.
Mais do que apresentar objetos, a exposição propõe refletir sobre o colecionismo como uma forma de construção de narrativas. Ao acompanhar documentos, registros de aquisição, fotografias e obras reunidas ao longo de décadas, o público tem acesso a aspectos pouco conhecidos da atuação de Emanoel Araujo e às formas como ele construiu conexões entre memória, arte e diáspora africana.
A mostra também aproxima arte africana tradicional e contemporânea, reunindo desde máscaras Gelede e Egungun e esculturas de matriz iorubana até produções de artistas contemporâneos africanos incorporadas ao acervo em diferentes momentos da trajetória do Museu. A proposta evidencia a diversidade e a complexidade das produções culturais africanas, afastando leituras estereotipadas e destacando seus diálogos com a modernidade e os circuitos globais da arte.
Serviço
Exposição | Afríquia: o artista como colecionador
De 26 de junho a 13 de setembro
Terça a domingo, das 10h às 17h (permanência até às 18h)
Período
Local
Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Portão 10 – Parque Ibirapuera São Paulo - SP
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Com trabalhos que incluem fotografia, instalação, vídeo, performance e desenho, a produção de Carolina Caycedo (colombiana nascida em Londres, Reino Unido,1978) se constitui como um ponto de encontro entre saberes
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Com trabalhos que incluem fotografia, instalação, vídeo, performance e desenho, a produção de Carolina Caycedo (colombiana nascida em Londres, Reino Unido,1978) se constitui como um ponto de encontro entre saberes e práticas que vão da arte contemporânea aos saberes ancestrais ribeirinhos e às estratégias de resistência de movimentos sociais latino-americanos.
A trajetória de Caycedo foi marcada por múltiplos processos migratórios que informam sua prática, refletindo as relações simbólicas e culturais que estabelecemos com o mundo. Trabalhando frequentemente de forma colaborativa, a artista busca reconstruir uma memória comunitária dos bens comuns, que englobam desde o espaço público urbano até rios e montanhas.
Com curadoria de Isabella Rjeille, a exposição confluências apresenta um panorama abrangente de sua obra e conta com criações recentes desenvolvidas no contexto brasileiro em diálogo com outros contextos latino-americanos e suas diásporas. O título se refere tanto à convergência de cursos de água quanto ao encontro de pessoas, ideias e culturas.
As paredes da exposição Carolina Caycedo: confluências foram pintadas com a cor Porcelana da Tintas Coral, uma marca da AkzoNobel.
Serviço
Exposição | confluências
De 03 de julho a 04 de outubro
Terças e sextas das 10h às 22h; quartas, sábados e domingos das 10h às 18h
Período
Local
Edifício Pietro Maria Bardi - MASP
Av. Paulista, 1500 - Bela Vista, São Paulo - SP
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O Museu da Imigração inaugura a exposição temporária “Assim bordei meus sonhos: Margarida L. Kanciukaitis Pandolfo”, que integra a programação comemorativa do centenário da imigração lituana no Brasil e a 7ª edição do Festival Labas, realizado pelo Consulado-Geral da República da Lituânia em São Paulo e dedicado à divulgação da cultura lituana.
Com curadoria de OSGEMEOS (Otavio e Gustavo Pandolfo), Adriana P. Alves e Arnaldo Pandolfo, a mostra apresenta a trajetória e a produção artística de Margarida Pandolfo, reunindo bordados, crochês, pinturas e trabalhos confeccionados a partir de retalhos de tecido. A exposição propõe reflexões sobre os sonhos que acompanham as experiências migratórias e sobre os legados culturais transmitidos entre gerações, estabelecendo diálogos entre a história da artista e as múltiplas origens que compõem a formação da sociedade brasileira.
Nascida em São Paulo, Margarida desenvolveu sua prática artística a partir da combinação entre a formação em educação artística e os saberes aprendidos no ambiente familiar. Sua obra evidencia influências ligadas às suas origens lituanas, às memórias familiares e ao contexto brasileiro em que viveu, revelando um percurso marcado por afetos, criatividade e transmissão de conhecimentos.
Ao reunir memórias, processos criativos e referências culturais diversas, “Assim bordei meus sonhos” convida o público a refletir sobre as relações entre arte, identidade e migração, destacando como histórias individuais podem dialogar com experiências coletivas de deslocamento, pertencimento e construção de novos caminhos.
Serviço
Exposição | Assim Bordei Meus Sonhos: Margarida L. Kanciukaitis Pandolfo
De 10 de julho a 6 de outubro
Terça a sábado, das 9h às 18h, e domingo, das 10h às 18h (fechamento da bilheteria às 17h)
Período
Local
Museu da Imigração do Estado de São Paulo
R. Visc. de Parnaíba, 1316 - Mooca, São Paulo - SP
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É com júbilo que a Galeria de Arte André sedia a nova individual de Philip Hallawell, artista tão ligado à história do espaço. A mostra pode servir de festejo pelos
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É com júbilo que a Galeria de Arte André sedia a nova individual de Philip Hallawell, artista tão ligado à história do espaço. A mostra pode servir de festejo pelos 50 anos da primeira individual do artista, na própria André, no final dos anos 1970. No entanto, o evento pode marcar as razões pelas quais Hallawell inscreve sua importância na arte brasileira.
Desenvolvendo sua teoria de image ID e lançando um livro sobre o assunto, isso revela o forte caráter didático que a carreira do artista abriga. Já se tornou um clássico o seu programa na TV Cultura. Mesmo com o avanço enorme da tecnologia, Hallawell sabe bem o valor do grafite sobre o papel.
Outra faceta relevante de Hallawell é a contribuição para a documentação das exposições de artes visuais. Para a primeira individual, o artista concebeu e veiculou um pequeno folder, em cores, que servia de registro das telas presentes e 5 textos críticos, inclusive um de Pietro Maria Bardi (1900-1999). Não era usual tal espécie de catálogo e o sucesso da empreitada fez com que a galeria continuasse tal expediente, também feito em outros espaços e fundamental para o patrimônio visual da arte brasileira
E talvez o aspecto mais importante da mostra de agora é a relevante produção ligada ao onírico, simbólico e imaginário de Hallawell na arte nacional. Ao virmos os óleos de escala avantajada, por exemplo, exibidos hoje percebemos a qualidade tanto visual quanto conceitual de Hallawell, também presente nos desenhos e pasteis do artista.
Serviço
Exposição | Individual de Philip Hallawell
De 14 de julho a 10 de outubro
Segunda a sexta das 9h às 19h, sábado das 10h às 14h
Período
Local
Galeria de Arte André
Rua Estados Unidos, 2.280 Jardim Paulistano – São Paulo – SP
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“Nazareth Pacheco: Jogos de Contaminação” reúne trabalhos realizados pela artista desde o fim dos anos 1980, acompanhando sua produção e suas pesquisas ao longo de quatro décadas, além de incluir duas obras na área externa feitas para esta exposição.
Na fortuna crítica sobre a produção da artista, é recorrente a menção à influência inicial do pós-minimalismo, à serialização como procedimento operacional e ao interesse pela experimentação de materiais e pelo confronto com suas propriedades e usos. Destaca-se, igualmente, o modo como sua obra se vincula à sua biografia, à investigação do próprio corpo e do feminino, desde sua dimensão íntima à política.
Sua produção é também frequentemente associada a relações de contraste e reflexo entre beleza e violência, sedução e repulsa, prazer e dor, proteção e aprisionamento, controle e vulnerabilidade, intimidade e exposição, fragilidade e resistência.
Para Nazareth Pacheco, esses binômios não operam como opostos. Eles evidenciam o caráter simultâneo e indissociável de seus dois polos, dando a ver a tensão e as inversões que mantêm a partida em movimento e o corpo-jogador no páreo. Como no Ping-Pong, a atenção é capturada pela dinâmica do bater e rebater, que aqui se instaura entre artista, matéria, assunto, espaço e público. Em interação, fazem suas apostas, instauram suas regras e, volta e meia, as transgridem.
Nesse sentido, o jogo, para a artista, funciona como procedimento crítico: operação capaz de converter signos culturalmente estabilizados em experiências ambíguas e perturbadoras, revelando as violências sutis inscritas nos dispositivos de normalização e captura do corpo e do desejo.
O que se compreende, com a partida já em curso, é que tornar o corpo mulher talvez seja a jogada mais arriscada: a grande aposta. Em um território marcado pela intimidade, esse corpo, fragmentado e sempre em formação, é constantemente atravessado por mecanismos de normatização, captura e resistência. Já ao redor do Quarto, impenetrável, aquilo que antes parecia restrito ao espaço privado nos lembra que os jogos de poder contaminam-se e proliferam na esfera social e coletiva.
Essas tensões são visíveis também nos materiais que a artista mobiliza e na maneira como subverte seus usos habituais: da borracha, do bronze e do latão à cera, ao acrílico, às miçangas, às agulhas, lâminas e outros objetos cortantes, cirúrgicos, além do próprio sangue. Suas superfícies sedutoras e reluzentes devolvem ao espectador uma imagem invertida e instável de si mesmo e do entorno. Materiais, corpos, sentidos e posições transformam-se mutuamente ao longo da partida. Entre parceiros e adversários, atração e confronto, cada aproximação revela que a experiência com a obra é sempre também uma experiência de contaminação.
Amanda Tavares, curadora
Serviço
Exposição | Jogos de Contaminação
De 18 de julho a 31 de outubro
Terça a domingo, das 11h às 17h
Período
Local
Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia - MuBE
Rua Alemanha, 221 - Jardim Europa, São Paulo - SP
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A Casa de Cultura do Parque apresenta a exposição coletiva “Rajada encarnada”, como parte de seu II Ciclo Expositivo do ano. Com curadoria de Claudio Cretti, diretor artístico da Casa, a coletiva reúne trabalhos
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A Casa de Cultura do Parque apresenta a exposição coletiva “Rajada encarnada”, como parte de seu II Ciclo Expositivo do ano. Com curadoria de Claudio Cretti, diretor artístico da Casa, a coletiva reúne trabalhos de Ana Prata, Anderson Borba, Maria Andrade, Pedro França e Rodrigo Andrade.
A mostra propõe uma reflexão sobre procedimentos e operações que constituem a prática artística e a obra de arte, destacando diferentes linguagens, modos de construção e materialidades que reverberam intensidades. No texto crítico, Thais Rivitti aponta que não cabe formular uma ideia geral ou um endereçamento conceitual capaz de dar conta do conjunto apresentado, uma vez que a exposição convida o público a observar de perto como os artistas trabalham e constroem sua pesquisa ao longo do tempo.
“Deixar um pouco de lado as referências circunstanciais que cada trabalho inevitavelmente guarda e atentar para seus modos de construção. Acompanhar o olhar, deslizando entre as obras, percorrendo superfícies, enroscando em emaranhados nodosos, dando de cara com materialidades mais duras e opacas, oscilando junto às vibrações mais frenéticas. Assim, é possível ver os trabalhos conversando entre si”, descreve a crítica de arte e curadora.
A exposição conta com dois grandes trabalhos de Pedro França (Rio de Janeiro, 1984) que partem de um suporte fragmentado, composto pela colagem de pedaços menores de papel. Sua estratégia de construção é a do acúmulo, na qual os desenhos do artista, transferidos para a tela por meio da técnica da monotipia, vão se sobrepondo, criando densidade e peso pela insistência e abundância das linhas e marcas importantes do labor do artista: áreas rasgadas, sobreposições, colagens.
Nos trabalhos de Anderson Borba (Santos, 1972), em oposição ao acúmulo, a ação muitas vezes começa com a subtração de matéria, por meio do desbaste da madeira, o gesto de entalhar, perfurar e escavar. Suas esculturas também evidenciam uma atenção especial às superfícies, aproximando-se de questões da própria pintura: além do volume e peso, sua obra investiga as formas de percepção da matéria.
No campo da pintura — embora os artistas entrelaçem linguagens a todo momento — as pinturas leves e atmosféricas de Maria Andrade (São Paulo, 1967) são conduzidas pela cor. Na série escolhida para a exposição, ela instala pequenas asas de metal nos trabalhos, criando um território em suspensão que oscila entre a ideia de tornar os objetos flutuantes e presos no espaço.
Já Ana Prata (Sete Lagoas, 1980) aproxima-se do mundo cotidiano — com fragmentos da arquitetura, revestimentos, móveis e objetos domésticos — para deslocar suas condições habituais e ampliar não somente sua presença no campo visual, mas também a condição de isolamento dos objetos no vazio. Também utilizando o mundo como um repertório plástico, Rodrigo Andrade (São Paulo, 1962) dá atenção à tinta como matéria. Em sua longa trajetória no campo da pintura, a tinta se torna um material quase escultórico, com densidade e peso, criando superfícies ásperas ou lisas, que se apresentam de formas diferentes ao espectador.
Além da coletiva, o II Ciclo Expositivo inclui as individuais “Política da superfície”, de Ana Raylander Mártis dos Anjos (Gabinete) e “Mitologias do mistério”, de Omep (Projeto 280X1020). Para o curador Claudio Cretti, “este ciclo propõe tensionar as dimensões constitutivas da prática artística contemporânea, ampliando as possibilidades de leitura do mundo e evidenciando, nessas fricções, a potência da oposição”.
Ainda no dia 25 de julho, o programa de Performances da Casa apresenta “O amor é floresta”, uma performance instalativa de Rodrigo Munhoz a.k.a. Amor Experimental em que plantas urbanas, conectadas a captadores, convertem o toque em som.
O II Ciclo Expositivo é uma idealização do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo) e foi realizado com recursos da Lei Rouanet, Ministério da Cultura, com patrocínio do banco BV, Laranjinha e Banco Itaú, apoio de Casal Garcia e Interfood e apoio de mídia de Catraca Livre.
Serviço
Exposição | Rajada encarnada
De 25 de julho a 25 de outubro
Quarta a domingo, das 11h às 18h
Período
Local
Casa de Cultura do Parque
Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 - Alto de Pinheiros, São Paulo - SP, 05461-010
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Em colaboração com Cristina Tolovi e Luana Fortes, a Galeria Marília Razuk apresenta Quarto, mostra coletiva que dá continuidade a uma investigação curatorial que articula espaços domésticos e suas
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Em colaboração com Cristina Tolovi e Luana Fortes, a Galeria Marília Razuk apresenta Quarto, mostra coletiva que dá continuidade a uma investigação curatorial que articula espaços domésticos e suas dimensões simbólicas e afetivas A exposição será realizada no Anexo Galeria Marilia Razuk, número 62 da Rua Jerônimo da Veiga, um espaço destinado a projetos especiais.
Partindo da ideia deste quarto como um ambiente íntimo e privado, a exposição propõe uma aproximação sensível com esse território onde o indivíduo se encontra consigo mesmo e, ocasionalmente, com o outro. As obras reunidas refletem sobre estados de solidão, relações de companhia amorosa e/ou sexual, além de explorar o universo onírico, os devaneios e as construções subjetivas que emergem nesse espaço.
Cristina Tolovi pontua: “Quarto parte de um espaço que todos conhecemos, mas que raramente pensamos: o lugar onde a subjetividade se forma. A exposição reúne obras que abordam esse território íntimo como refúgio, mas também como um campo ativo de construção, onde desejos, memórias e tensões ganham forma.”
A mostra desdobra questões já abordadas na coletiva Sala de Jantar, também realizada no Anexo Galeria Marilia Razuk, em maio de 2025, e que teve como ponto de partida o emblemático trabalho Hôtel du Pavot, Chambre 202, de Dorothea Tanning, estabelecendo conexões entre o surrealismo e suas investigações sobre o inconsciente e o espaço doméstico.
Reunindo artistas como Alan Chu, Ana Dias Batista, Ana Sant´Anna, A Transälien, Bruno Faria, Carolina Colichio, Débora Bolzsoni, Estúdio Rain, Juliana Sedó, Karola Braga, Lyz Parayzo, Marcus Deusdedit, Maria Tereza Bomfim, Mónica Heller, Patricia Faragone, Regina Vater, Rodrigo Bueno, Rose Afefé, Seba Calfuqueo e Thiago Honório, a coletiva propõe um percurso imersivo por diferentes abordagens contemporâneas que investigam a intimidade, o corpo, o desejo e os espaços de recolhimento.
“Passada a sala de jantar, uma caminhada por um corredor escuro leva até o quarto. Se, antes, procuramos dar o primeiro passo dentro da intimidade associada ao espaço doméstico, agora, damos os outros. Chegamos ao espaço que mais pode revelar sobre seu dono ou dona. Na sala de jantar, havia pequenas revelações, mas elas eram controladas, e se misturavam frequentemente a estratégias exibicionistas relativas a como alguém gostaria de ser visto”, conta Luana Fortes. Ainda segundo Luana, no quarto, há pouco espaço para estratégia. Por isso, esta exposição se aproxima sobre aspectos mais sutis do momento em que as pessoas se recolhem nos quartos onde dormem.
Quarto convida o público a atravessar um território sensível onde o privado se torna compartilhável e onde o quarto, mais do que um espaço físico, se revela como um campo de projeção subjetiva, memória e imaginação.
Serviço
Exposição | Quarto
De 09 de Maio a 08 de Agosto
Segunda a sexta, das 10h30 às 19h; sábado, das 11h às 16h
Período
Local
Anexo Galeria Marília Razuk
Rua Jerônimo da Veiga, 131 – Itaim Bibi, São Paulo - SP
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A Casa de Cultura do Parque apresenta a exposição “Política da superfície”, de Ana Raylander Mártis dos Anjos, como parte do II Ciclo Expositivo da Casa. Instalada no Gabinete, a mostra tem curadoria de Claudio
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A Casa de Cultura do Parque apresenta a exposição “Política da superfície”, de Ana Raylander Mártis dos Anjos, como parte do II Ciclo Expositivo da Casa. Instalada no Gabinete, a mostra tem curadoria de Claudio Cretti, diretor artístico da Casa, e investiga a influência do maestro Heitor Villa-Lobos na implementação do ensino musical escolar no Brasil.
A artista visual Ana Raylander Mártis dos Anjos (Minas Gerais, 1995) desenvolve projetos a longo prazo com foco em pesquisa. Ela procura estabelecer um diálogo entre a história coletiva e sua biografia, recorrendo com frequência aos saberes da educação e escrita. Após participar da 36ª Bienal de São Paulo e do 59th Carnegie International, na Pensilvânia, EUA, a artista apresenta na Casa de Cultura do Parque um novo desdobramento de sua investigação sobre os cantos orfeônicos, prática coral amplamente difundida no Brasil ao longo do século 20.
Ao tomar como ponto de partida a atuação de Heitor Villa-Lobos na implementação do ensino musical escolar durante a Era Vargas, a exposição recupera um momento em que a música foi incorporada como ferramenta de promoção da ideologia nacionalista do regime vigente. Os cantos orfeônicos — realizados em escolas, praças e estádios — reuniam grandes grupos sob regência unificada, compondo uma massa sonora que participava da construção simbólica de uma identidade nacional.
“Neste período, a ideia de Brasil emergia como um mito de unidade, sustentado pela promessa de uma voz coletiva que, ao mesmo tempo em que incluía grupos, também acabava por suprimir aquilo que desviava”, reflete a artista. Em “Política da superfície”, ela utiliza o rodapé do Gabinete como um operador semelhante, em diálogo com a localização da instituição, às margens do Parque Villa-Lobos. Situado entre a parede e o chão, esse elemento arquitetônico ocupa uma região limiar: embora associado ao acabamento do espaço doméstico, também atua como uma tecnologia discreta de normalização, capaz de mascarar irregularidades e produzir continuidade onde há fraturas — um tipo de verniz social, como aponta Raylander.
Em “Política da Superfície”, a artista retoma o seu interesse pelos cantos orfeônicos e corais amadores, iniciado com o projeto Coral de Choros [Choratório] em 2018, para aprofundar a pesquisa sobre as contradições que atravessam a educação musical brasileira, a construção da ideia de povo e as narrativas de brasilidade cristalizadas no imaginário da nação. “Procuro observar com precisão aquilo que permanece junto ao chão, aquilo que se acumula nas bordas, as evidências que a história empurra para a porção mais rasteira do estrato social. Talvez seja justamente nessa região inferior, vizinha ao rodapé, onde as promessas de unidade começam a mostrar suas fissuras”, completa Raylander. Neste contexto, o silêncio assume um papel central para a artista no projeto, onde deixa de ser ausência de som e opera como um campo político.
Além da individual de Raylander, o II Ciclo Expositivo inclui a mostra coletiva “Rajada encarnada” (Galeria do Parque) e a individual “Mitologias do mistério”, de Omep (Projeto 280X1020). Para o curador Claudio Cretti, “este ciclo propõe tensionar as dimensões constitutivas da prática artística contemporânea, ampliando as possibilidades de leitura do mundo e evidenciando, nessas fricções, a potência da oposição”.
Ainda no dia 25 de julho, o programa de Performances da Casa apresenta “O amor é floresta”, uma performance instalativa de Rodrigo Munhoz a.k.a. Amor Experimental em que plantas urbanas, conectadas a captadores, convertem o toque em som.
O II Ciclo Expositivo é uma idealização do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo) e foi realizado com recursos da Lei Rouanet, Ministério da Cultura, com patrocínio do banco BV, Laranjinha e Banco Itaú, apoio de Casal Garcia e Interfood e apoio de mídia de Catraca Livre.
Serviço
Exposição | Política da superfície
De 25 de julho a 25 de outubro
Quarta a domingo, das 11h às 18h
Período
Local
Casa de Cultura do Parque
Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 - Alto de Pinheiros, São Paulo - SP, 05461-010
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A Galeria Marcelo Guarnieri apresenta a exposição individual de Yamamoto Masao (Gamagori – Japão, 1957). A mostra se organiza ao redor da ideia de Ma (間), um conceito estético e filosófico japonês que descreve a pausa e o intervalo significativo entre espaços, objetos, sons, movimentos e acontecimentos e que entende o vazio como um elemento ativo que dá forma, ritmo e significado a experiência. A expografia conta com o apoio da arquiteta e paisagista Sakae Ishii.
A exposição reúne fotografias, fotolivros e caixas-poemas produzidos ao longo de mais de três décadas de trajetória de Yamamoto Masao, contemplando trabalhos das séries A Box of Ku, Nakazora, Kawa=Flow, Shizuka=Cleanse e Bonsai – Microcosms Macrocosms, desenvolvidas entre o início da década de 1990 e os anos recentes. É a partir da poética de Yamamoto que Sakae Ishii concebe sua colaboração, trazendo ao espaço da galeria bancos de pedra e placas de granito rosa, remetendo o espectador a um espaço de descanso. “O silêncio, o intervalo e o vazio servem também para criar distâncias entre as coisas, tornando-as mais nítidas ao olhar”, afirma Ishii.
Em Shizuka = Cleanse (2012), Yamamoto se afasta da ideia de fotografar paisagens e passa a concentrar seu olhar em pequenos elementos encontrados durante suas caminhadas pela floresta. Pedras, raízes, galhos e outros fragmentos da natureza são fotografados isoladamente sobre um fundo negro profundo, transformando-se em presenças quase escultóricas.
Em Bonsai – Microcosms Macrocosms, iniciada em 2018 a partir dos registros dos bonsais cultivados por Minoru Akiyama, o mais jovem mestre da arte do bonsai a receber o Prêmio do Primeiro-Ministro do Japão, Yamamoto busca compreender o simbolismo dessa prática secular, concebida como uma colaboração entre a ação humana e a vegetal. Em suas imagens, os bonsais deixam de ser plantas em miniatura para se tornarem paisagens condensadas, capazes de transformar a atmosfera do espaço ao seu redor e despertar uma experiência contemplativa.
Além das fotografias, a exposição apresenta diferentes formatos editoriais desenvolvidos pelo artista ao longo de sua carreira, como os livros em sanfona e as caixas-poemas da série Ryokan. Cada uma dessas caixas abriga cerca de seis pequenas fotografias acompanhadas por um haiku do poeta e monge zen-budista Ryōkan (1758–1831). Dispostas em vitrines, elas revelam um diálogo íntimo entre palavra e imagem, propondo ao visitante uma leitura pausada e fragmentária. Os livros, por sua vez, são apresentados abertos, permitindo que todas as fotografias sejam vistas simultaneamente.
Para Yamamoto, esses suportes constituem também espaços expositivos, nos quais a experiência da fotografia envolve não apenas a imagem, mas sua materialidade: as bordas desgastadas do papel, as marcas do tempo, a textura da impressão e a escala reduzida reforçam o caráter íntimo de sua produção. Muitas fotografias são manipuladas manualmente, tingidas, desgastadas ou marcadas pelas mãos do artista, adquirindo uma aparência próxima à de pequenos relicários. Yamamoto enfatiza o envelhecimento e a impermanência como qualidades inerentes tanto às imagens quanto à própria experiência da vida.
Ao aproximar as fotografias de Yamamoto da intervenção concebida por Ishii, a exposição evidencia o Ma (間) como um princípio que organiza tanto a composição visual quanto a experiência espacial do visitante, fazendo com que os intervalos, as pausas e os vazios assumam um papel estruturante na percepção da obra.
A Galeria Marcelo Guarnieri agradece a colaboração de Sakae Ishii, cuja generosidade transcende esta exposição e se insere em uma relação de amizade, diálogo e troca cultivada ao longo de anos.
Serviço
Exposição | Yamamoto Masao
De 01 de agosto a 19 de setembro
Segunda a sexta, das 10h às 19hs, sábado, das 10h às 17hs
Período
Local
Galeria Marcelo Guarnieri
Alameda Franca, 1054 São Paulo – SP
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A Marli Matsumoto Arte Contemporânea inaugura primeira exposição Irracional, individual de Frederico Filippi na galeria. Com curadoria de Germano Dushá, a mostra reúne diferentes grupos de trabalhos inéditos nos quais
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A Marli Matsumoto Arte Contemporânea inaugura primeira exposição Irracional, individual de Frederico Filippi na galeria. Com curadoria de Germano Dushá, a mostra reúne diferentes grupos de trabalhos inéditos nos quais o acaso, o descontrole e o gesto errático surgem como motores de criação.
Em Irracional, Filippi articula procedimentos digitais, materiais orgânicos e objetos encontrados para investigar os limites da racionalidade e do controle. Entre o fabricado e o apropriado, a vitalidade e a destruição, suas obras tomam o caos não como ausência de ordem, mas como uma força capaz de produzir formas, imagens e significados.
Na série Uma cabeça dentro da outra, objetos de madeira são esculpidos a partir de modelos digitais gerados por processos aleatórios de extrusão. Suspensas no espaço, as formas indefinidas funcionam também como apiários reais: durante o período da exposição, abrigam abelhas vivas, incorporando-as ao ecossistema da galeria.
As obras colocam em contato duas lógicas distintas. Do lado de fora, a aleatoriedade e a imprecisão das formas artificiais; no interior, os códigos organizados e inteligíveis do enxame. A convivência entre o processo digital, a matéria esculpida e a atividade das abelhas torna a transformação parte constitutiva do trabalho.
Já nas pinturas da série Notas perecíveis, colagens produzidas com imagens extraídas do vocabulário científico são sobrepostas a camadas de cera de abelha e manchas de piche. A combinação de materiais faz emergir composições densas e instáveis, nas quais a desordem natural parece solapar a tentativa humana de compreender e organizar o mundo por meio de sistemas racionais.
Completa a exposição um conjunto de ready-mades formado por fragmentos de tratores incinerados pela Polícia Federal durante operações contra garimpos ilegais. Retiradas de seu contexto original, essas peças assumem uma presença espectral: são, ao mesmo tempo, figuras disformes produzidas pela ação imprevisível do fogo e vestígios concretos da exploração e da destruição ambiental.
Em todos os trabalhos, prevalece a recusa do cálculo e da racionalidade científica em favor de uma ininteligibilidade produtiva. “Há um aspecto de descontrole, algo que dispara uma forma quase autônoma. No lugar de uma organização rígida, há sempre uma viscosidade: que está nos materiais empregados e no tempo em que os trabalhos são feitos, mas que também dá forma à especulação mental e aparece como linguagem”, afirma Filippi.
Ao aproximar o orgânico e o digital, a criação e a aniquilação, Irracional apresenta cada obra como a consequência visível de um pensamento que persegue o caos como princípio definidor do mundo.
Serviço
Exposição | Irracional
De 01 de agosto a 10 de outubro
Terça a sexta das 11h às 19h, sábado das 12h às 17h
Período
Local
Marli Matsumoto Arte Contemporânea
Rua João Alberto Moreira, 128, Vila Madalena, São Paulo - SP
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A Simões de Assis inaugura, em São Paulo, a exposição individual Ojú-Inú, de Ayrson Heráclito, com texto crítico de Hélio Menezes. Em cartaz até , a mostra reúne cerca de 30 obras entre esculturas,
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A Simões de Assis inaugura, em São Paulo, a exposição individual Ojú-Inú, de Ayrson Heráclito, com texto crítico de Hélio Menezes. Em cartaz até , a mostra reúne cerca de 30 obras entre esculturas, aquarelas, fotografias e vídeos, com trabalhos inéditos. O artista também participa da 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, “In Minor Keys”, até o dia 22 de novembro de 2026.
Em iorubá, Ojú-Inú significa “olho interno”, expressão empregada pelo historiador da arte Rowland Abiodun para descrever o tipo de percepção estética e espiritual que orienta os artistas iorubás na criação de suas obras, permitindo captar a essência, o caráter e os axés de cada tema. É a partir dessa chave, compartilhada pelo próprio Ayrson Heráclito, que a exposição organiza um conjunto de trabalhos atravessados pela cosmologia afro-brasileira e pelas referências rituais que estruturam toda a sua produção.
A mostra reúne 30 obras em um panorama amplo da produção recente do artista, entre esculturas, aquarelas, fotografias e vídeos, são elas: “Juntó” – série de esculturas e aquarelas –, “Inventário”, “Black Atlantic”, “Espada de Ogum”, “Marcas de identificação em caixas de açúcar da Frota de 1702” e “Oríkìs de Instrução” – série apresentada em fotografia e vídeo –, com sala de vídeo dedicada exclusivamente ao trabalho.
O corpo, os elementos rituais do candomblé e as conexões entre o continente africano e as diásporas negras nas Américas seguem como eixos centrais da pesquisa de Heráclito, que atravessa a mostra tanto nos novos trabalhos quanto nas séries que já integram sua trajetória.
Serviço
Exposição | Ojú-Inú
De 8 de agosto a 12 de setembro
Segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 15h
Período
Local
Simões de Assis (Lorena)
Alameda Lorena, nº 2050 - Jardim Paulista
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A Ouvindo Passos Cia. de Dança apresenta o espetáculo “Xirê de Erê” no Sesc Consolação. Voltada para crianças e suas
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A Ouvindo Passos Cia. de Dança apresenta o espetáculo “Xirê de Erê” no Sesc Consolação. Voltada para crianças e suas famílias, a montagem convida o público a mergulhar em um universo de dança, brincadeiras, ancestralidade e celebração da cultura negra, tendo o riso como fio condutor dessa experiência. Nesta montagem, o “Xirê” também é acessível às crianças com deficiência visual, com a audiodescrição integrada à cena como um recurso que convida e faz a imaginação dançar. As apresentações acontecem aos sábados, às 11h, nos dias 8, 15, 22 e 29 de agosto, e 5, 12 e 19 de setembro.
Com duração de 45 minutos o espetáculo pode ser assistido por diversos sentidos e parte da pergunta: “Se um sorriso negro traz felicidade, agora imagine muitos?”. Inspirada no livro “Flutuantes”, da escritora Rosana Rios, a obra investiga as corporalidades das crianças negras, transformando o riso em linguagem coreográfica.
Em cena, as artistas Paula Salles e Jô Pereira conduzem uma experiência em que rir também é dançar. O espetáculo propõe reflexões sobre a importância de garantir às crianças negras o direito à alegria, ao brincar e à existência plena, em um contexto social ainda marcado pelo racismo e pela violência contra crianças e adolescentes negros.
A Ouvindo Passos Cia de Dança desenvolve uma pesquisa artística denominada “Poéticas de Interferência”, na qual a dança se constrói a partir da criação de vínculos entre artistas e público. A companhia busca compreender de que maneira esses vínculos promovem o acesso à ancestralidade negra, bem como refletir sobre os recortes raciais que atravessam as experiências e relações na sociedade. Seus trabalhos adentram o universo da gestualidade como possibilidade de transformar o corpo em um território de conexões e sentidos, coreografando gestos a partir de falas, escutas, crenças e risos das pessoas.
Serviço
Espetáculo | Xirê de Erê
Dias 8, 15, 22 e 29 de agosto, e 5, 12 e 19 de setembro
Aos sábados, das 11h às 12h
Ingresso: R$ 40,00 (inteira) | R$ 20,00 (meia-entrada) | R$ 12,00 (credencial plena) . Gratuidade para crianças até 12 anos.
Período
Local
Sesc Consolação
R. Dr. Vila Nova, 245 - Vila Buarque, São Paulo - SP
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O artista chileno Alfredo Jaar, um dos grandes nomes da atual Bienal de Veneza, da qual participa pela quinta vez, volta a expor no Brasil após cinco anos. A galeria Luisa Strina abre e exposição O lado escuro da lua com 48 obras criadas nas décadas de 1970 e 1980, durante o período da ditadura de Augusto Pinochet, no Chile. No título, o artista faz referência ao emblemático álbum Dark side of the moon, da banda inglesa de rock progressivo Pink Floyd, lançado meses antes do Golpe de Estado, em 1973, e que virou sua obsessão musical até deixar o país.
A exposição ocupa a Sala 1 da Luisa Strina e reúne obras que têm como ponto de partida o impacto da ditadura chilena na trajetória de Jaar. Mais do que registrar a violência do período, os trabalhos investigam as transformações políticas, sociais, econômicas e culturais provocadas pelo regime militar, temas que atravessam sua produção até hoje.
Entre as obras apresentadas estão a série September 11, 1973, que enfatiza a data e o horário do bombardeio ao Palácio de La Moneda, e Buscando a Kissinger, composta por intervenções sobre fotografias e documentos desclassificados que confrontam o ex-secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger por seu papel na articulação do golpe.
A exposição também apresenta trabalhos da série Studies on Happiness, na qual Jaar reflete sobre a ilusão de prosperidade prometida pelo modelo neoliberal imposto durante a ditadura, incluindo suas intervenções urbanas com a pergunta “¿Es usted feliz?”.
“Por meio da linguagem austera da arte conceitual e de seus usos da informação, dos dados e da apropriação, a produção inicial de Alfredo Jaar é uma resposta sensível e enraizada em seu contexto ao cataclismo provocado pelo Golpe Militar de 1973”, afirma Edward A. Vazquez, que assina o texto crítico da mostra e é autor do livro Alfredo Jaar: Studies on Happiness (Afterall/MIT Press, 2023). “Essa produção permanece essencial para compreender a prática do artista como um todo, ao mesmo tempo que oferece uma janela para um momento histórico fundamental, cuja ressonância permanece cada vez mais presente.”
Serviço
Exposição | O lado escuro da lua
De 08 de agosto a 19 de setembro
Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 17h
Período
Local
Galeria Luisa Strina
ua Padre João Manuel 755, Cerqueira César, São Paulo
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A Casa Triângulo tem o enorme prazer de apresentar Sem Palavras, nova exposição individual de Vânia Mignone, celebrando 30 anos de parceria entre a artista e a galeria. Vânia Mignone constrói
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A Casa Triângulo tem o enorme prazer de apresentar Sem Palavras, nova exposição individual de Vânia Mignone, celebrando 30 anos de parceria entre a artista e a galeria.
Vânia Mignone constrói imagens que parecem surgir de um lugar ao mesmo tempo íntimo e impessoal, como se viessem de uma memória que não pertence inteiramente a ninguém e, justamente por isso, pudesse pertencer a todos. Em sua obra, o mundo é feito de fragmentos: árvores, estradas, pássaros, figuras humanas, postes, torres, horizontes e palavras. Nada se oferece como narrativa fechada. Cada pintura é antes um foco de tensão, onde o banal, o onírico, o afetivo e o inquietante passam a coexistir com uma naturalidade perturbadora.
Há algo de profundamente singular na maneira como Mignone transforma a pintura em acontecimento psíquico. Suas cenas têm a nitidez de um flagrante e, ao mesmo tempo, a instabilidade de uma lembrança em formação. São imagens que parecem ter sido arrancadas do fluxo da vida, mas que, ao serem pintadas, deixam de registrar o mundo para revelar sua zona mais ambígua: aquela em que o familiar se torna estranho, em que a ternura convive com a ameaça, em que o humor e o desconforto ocupam o mesmo espaço. Sua obra não descreve o real; ela o desloca, abrindo fendas por onde escapam desejo, medo, vertigem, silêncio e vigília.
As palavras não funcionam como legenda, mas como matéria emocional da imagem: “NOITE”, “SOLIDÃO”, “UM PERIGO SEMPRE”, “NA CURVA DA ESTRADA”, “PAIS DO FUTURO”, “O ABISMO”, “ESPERAMOS”, “NUVEM” e “ACONTECIMENTOS”. Elas não explicam o que vemos; elas contaminam o que vemos. Ao mesmo tempo, árvores, estradas, pássaros, torres e figuras humanas aparecem como emblemas de estados interiores, quase como se cada elemento tivesse sido depurado até se tornar signo de uma experiência mental ou afetiva. Há nessa operação uma rara precisão: Vânia não ilustra sentimentos, ela inventa para eles uma forma.
Também é muito forte o modo como esses trabalhos afirmam sua presença. O uso do MDF e da colagem faz com que cada pintura possua uma materialidade muito própria, reforçando a sensação de que estamos diante de imagens densas, compactas, quase encapsuladas, como se cada uma guardasse um pequeno teatro interior. Vê-las é menos decifrá-las do que entrar em sua atmosfera. E talvez seja justamente aí que esteja a força da obra de Vânia Mignone: na capacidade de fazer da pintura um lugar onde o visível nunca se esgota no que mostra, porque está sempre vibrando com aquilo que mal consegue dizer.
Serviço
Exposição | Sem Palavras
De 11 de agosto a 19 de setembro
Terça a sexta das 10h às 19h, sábado das 10h às 17h
Período
Local
Casa Triângulo
Rua Estados Unidos, 1324, São Paulo - SP
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A artista visual Ana Leal apresenta no Museu da Imagem e do Som (MIS), instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do
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A artista visual Ana Leal apresenta no Museu da Imagem e do Som (MIS), instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, a exposição “Chão de Histórias”, com abertura em 11 de agosto e visitação até 20 de setembro. A mostra – que integra o Programa Nova Fotografia do MIS – marca sua primeira exposição individual em uma instituição museológica brasileira, reunindo um conjunto majoritariamente inédito de obras e apresentando, pela primeira vez, o projeto “Chão de Histórias” em sua forma integral.
Concebida especificamente para o espaço do MIS, a exposição reúne 21 obras entre fotografias, colagens, videoprojeção e intervenção espacial. Organizada como um percurso expositivo, apresenta as séries “Dobra do Tempo”, “Encontro” e “Álbum de Família”, além da videoprojeção “Aquilo que fica” e da intervenção textual “O Chão também tem pele“. A concepção artística e expográfica é de Ana Leal, desenvolvida em diálogo com a artista Sylvia Sanchez, responsável pelo acompanhamento artístico da pesquisa, com texto crítico de Éder Chiodetto.
Resultado de uma investigação iniciada em 2022, “Chão de Histórias” nasceu da primeira viagem da artista ao sertão pernambucano, região de origem de sua família paterna. A partir desse encontro com o território, Ana Leal desenvolveu uma pesquisa sobre memória, paisagem e ancestralidade que amplia a linguagem fotográfica por meio da colagem, do vídeo, da renda renascença, da argila e de arquivos familiares.
“Receber a notícia de que Chão de Histórias havia sido selecionado para o Programa Nova Fotografia foi motivo de alegria e uma enorme honra. Acompanho o programa há muitos anos e sempre admirei a qualidade dos artistas e das pesquisas apresentadas pelo MIS. Depois de diferentes candidaturas ao programa e de uma primeira submissão de Chão de Histórias, ainda em uma etapa inicial de desenvolvimento, poder apresentar agora a versão integral dessa pesquisa no MIS tem um significado muito especial. Vejo essa seleção como o reconhecimento de um percurso construído com estudo, experimentação, amadurecimento e continuidade. Sinto-me profundamente honrada por integrar o Programa Nova Fotografia do MIS e por compartilhar esse projeto com o público”, afirma Ana Leal.
Serviço
Exposição | Chão de Histórias
De 11 de agosto a 20 de setembro
Terças a sextas, das 10h às 19h, sábados, das 10h às 20h e domingos e feriados, das 10h às 18h
*Permanência até 1h após o último horário
Período
Local
Museu da Imagem e do Som - MIS
Av. Europa, 158, Jd. Europa São Paulo - SP
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A Galeria Gravura Brasileira abre a exposição Gravura Quimérica, individual de Natali Tubenchlak, com curadoria de Ana Carla Soler e Talita Trizoli. Com obras produzidas entre 2011 e
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A Galeria Gravura Brasileira abre a exposição Gravura Quimérica, individual de Natali Tubenchlak, com curadoria de Ana Carla Soler e Talita Trizoli. Com obras produzidas entre 2011 e 2026, a mostra traça um panorama de quinze anos da trajetória da artista na gravura e marca a primeira vez que uma seleção desta amplitude da produção gráfica da artista é apresentada em São Paulo. A exposição fica em cartaz até 26 de setembro, com entrada gratuita.
Com uma produção híbrida por natureza, a prática artística de Natali Tubenchlak, em uma perspectiva feminista, evidencia que o corpo feminino nunca é apenas um corpo, supostamente neutro, mas sim um espaço de tensionamentos de linguagens e desejos, e que muitas vezes sequer chega a ser humano. São imagens em que mulheres se tornam plantas, animais e mesmo órgãos paralelos à sua corporeidade, e que materializam possibilidades outras de vivenciar a existência feminina no mundo.”É um desejo talvez de fazer mais parte da natureza do que das questões humanas”, conta a artista em entrevista no livro “Natali Tubenchlak: Ecofeminismo e pornopolítica”.
Não à toa, é pela gravura, técnica pela qual a artista demonstra plena familiaridade e domínio, que é possível compreender a operação compositiva e lógica que rege a formação desses híbridos, essas quimeras contemporâneas em que o corpo feminino é matriz, eixo central, mas também terreno de mutações, desdobramentos e subversões. A justaposição necessária de diferentes matrizes para a obtenção de uma imagem, ou quando não as diversas camadas de intervenção em uma única matriz de gravura, permitem uma correlação com a interpolação de partes animais, vegetais e humanas na construção dessas entidades quase monstruosas nas gravuras da artista.
A exposição percorre diferentes técnicas da gravura em metal. Da água-tinta e da água-forte, ponto de partida quando Natali retorna à Oficina de Gravura do Museu do Ingá, em Niterói, onde havia tido seus primeiros contatos com a linguagem ainda nos anos 1990, passando pela ponta seca e pela cologravura, técnica à qual tem se dedicado com mais afinco recentemente.
Donna Haraway retoma e aprofunda a pergunta espinosana sobre os corpos a partir de um lugar mais situado, em “Ficar com o Problema – Fazer Parentes no Chthuluceno”, a autora desenvolve a noção de devir-com, que prolonga o devir-animal de Deleuze e Guattari ao levar a sério não apenas a potência abstrata da transformação, mas as relações singulares e específicas entre espécies reais e seus encontros, suas histórias, suas interdependências cotidianas. Ela propõe que o individualismo delimitado, a ideia de um ser humano autossuficiente e separado do mundo natural, se tornou verdadeiramente impensável.
O que Haraway chama de simpoiese (fazer-com), em oposição à autopoiese (fazer-sozinho), descreve a condição fundamental de todos os seres vivos, na qual nada existe nem se constitui isoladamente. Os corpos, em Haraway, são sempre resultado de encontros, emaranhamentos e contágios entre espécies. Nesse vocabulário, as figuras de Natali Tubenchlak se tornam reconhecíveis. As mulheres na obra da artista crescem para fora de si mesmas e se infundem com o que não são, construindo parentescos com o vegetal e o animal.
Entre as séries apresentadas estão, Dá-se assim desde menina, que aprofunda esse território, somando ao corpo a memória acumulada do que o mundo impõe às mulheres desde a infância. Já a série Montaria coloca em cena a longa história de representações do corpo feminino oscilando entre objeto e sujeito, em obras que transitam entre o erótico e o político, registradas com olho clínico e sarcástico. Nos trabalhos mais recentes, como as cologravuras das séries Desvairada e Mata Atlântica Dramática, a artista radicaliza a síntese entre corpo e mundo natural. As figuras se tornam mais densas e entregues à fusão. O dilema de onde termina o humano e onde começa o vegetal deixa de ser formulado, pois os corpos encontraram finalmente sua forma.
Identificar-se com o animal, com a planta, com aquilo que excede a forma humana dita hegemônica é uma forma de escapar e de tornar visível as normatizações de poder impostas aos corpos – e os corpos híbridos de Natali Tubenchlak não são meras metáforas de um pensamento sobre a natureza, mas sim um pensamento propriamente matérico, encarnado e impresso. A curadoria de Ana Carla Soler e Talita Trizoli apresenta um percurso histórico e temático sobre a produção da artista, ampliando a pergunta que move o seu corpo de obra: o que é e pode ser um corpo?
Ana Carla Soler e Talita Trizoli
julho 2026
Serviço
Exposição | Gravura Quimérica
De 15 de agosto a 29 de setembro
Terça a sexta das 14h às 18h, sábado das 11h às 13h
Período
Local
Galeria Gravura Brasileira
Rua Asia, 219, Cerqueira César São Paulo - SP
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A galeria ORA tem o prazer de apresentar a exposição individual “Nina Horikawa: as horas de trégua”, com obras inéditas sobre voil translúcido e desdobramentos da série de pequenas pinturas
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A galeria ORA tem o prazer de apresentar a exposição individual “Nina Horikawa: as horas de trégua”, com obras inéditas sobre voil translúcido e desdobramentos da série de pequenas pinturas iniciada em 2022. Na exposição, a artista investiga as relações do corpo e dos encontros como um campo complexo, contraditório e psicologicamente carregado.
Segundo a curadora Mariana Leme, “nas horas de trégua — em que estão suspensas as tarefas cotidianas, semiautomáticas — pode haver espaço ao estranhamento. A artista nos convida a dar um passo atrás e a desconfiar de tudo o que se apresenta em sua completude, seja uma cena, uma pintura, um enunciado”.
“A transparência do voil”, nas palavras da curadora, “faz com que uma pintura seja contaminada por aquilo que a cerca: o concreto da parede ao fundo, os pilares da sala, o piso, as outras pinturas; sobretudo o corpo das pessoas que caminham, sobrepondo-se às imagens”. Ao implicar o espectador em suas obras, Horikawa entrelaça os estados de pausa e contemplação, comuns a quem vê uma pintura, com a sensação de alerta; iminência de um acontecimento transformador.
Serviço
Exposição | Nina Horikawa: as horas de trégua
De 15 de agosto a 30 de setembro
Terça à Sábado, das 11h às 18h
Período
Local
ORA
Rua Bento Freitas 306 - subsolo, República, São Paulo - SP
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A artista portuguesa Dalila Gonçalves inaugura a exposição Pata quebrada com gesso liso, no Marli Matsumoto Arte Contemporânea Anexo, na Travessa Dona Paula, em São Paulo.
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A artista portuguesa Dalila Gonçalves inaugura a exposição Pata quebrada com gesso liso, no Marli Matsumoto Arte Contemporânea Anexo, na Travessa Dona Paula, em São Paulo. Com curadoria de Sérgio Fazenda Rodrigues, a mostra é composta por um site-specific que ocupa todas as paredes do espaço com impressões em gesso produzidas a partir de moedas de diferentes partes do mundo.
Em vez de exibidas como objetos, as moedas aparecem como marcas discretas, enterradas sob uma camada branca, frágil e provisória. As imagens gravadas em suas superfícies — animais que habitam diferentes geografias — são parcialmente veladas pelo gesso e revelam-se por meio das texturas, profundidades e sombras.
As figuras seguem uma organização vertical a partir dos habitas de cada animal: seres marinhos ficam junto ao chão; os que habitam a terra estão na altura do corpo do visitante; e aqueles que voam ocupam a parte superior das paredes. A sala converte-se, assim, em uma espécie de paisagem simbólica, na qual mar, terra e céu se constroem a partir da aproximação entre espécies e territórios distintos.
Ao transpor as moedas para um material quebradiço, Dalila Gonçalves desloca também os sentidos tradicionalmente associados a esses objetos. Antes submetidas à circulação cotidiana e à lógica do valor financeiro, elas assumem uma presença quase fantasmática. A troca monetária dá lugar à descoberta, à composição e à experiência sensível.
No campo contínuo de marcas, a parede deixa de funcionar apenas como suporte e passa a constituir um território em formação. “Na totalidade dessa nova camada de gesso, na descoberta das figuras que aí se acolhem, a obra ensaia um novo território. Um território de sobreposições, composto por seres de diferentes geografias, que não surge como coisa fixa, mas antes como algo em construção. Algo que, delicadamente, ensaia um exercício de contiguidade, abertura e descoberta”, escreve Sérgio Fazenda Rodrigues no texto que acompanha a exposição.
Pata quebrada com gesso liso tem o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, DGArtes e República Portuguesa – Cultura. A exposição fica em cartaz até 8 de outubro.
Serviço
Exposição | Pata quebrada com gesso liso
De 15 de Agosto a 15 de Outubro
Terça à sexta, das 11h às 19h; sábados, das 12h às 17h
Período
Local
Marli Matsumoto Arte Contemporânea
Rua João Alberto Moreira, 128, Vila Madalena, São Paulo - SP
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A Casa Seva inaugura, em parceria com a Janaina Torres Galeria, a exposição individual Invenção da Paisagem-Memória, da artista visual mineira Jeane Terra
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A Casa Seva inaugura, em parceria com a Janaina Torres Galeria, a exposição individual Invenção da Paisagem-Memória, da artista visual mineira Jeane Terra. Em cartaz até 26 de setembro, a mostra apresenta pela primeira vez a pesquisa inédita “Memória da Ecologia”, dedicada à investigação dos mecanismos de resiliência da natureza diante da devastação provocada pela ação humana.
Reunindo cerca de 12 obras entre pinturas, esculturas em vidro soprado, videoinstalação e uma instalação inédita, a exposição tem curadoria assinada por Heloísa Amaral Peixoto e marca o início desse novo ciclo de investigação da artista.
A pesquisa dá continuidade ao percurso que Jeane desenvolve em torno da memória e do apagamento de territórios. Após dedicar seus trabalhos recentes a cidades destruídas ou submersas, como em “Escombros, Peles e Resíduos” (2021), sobre Atafona, e “Territórios, Rupturas e suas Memórias” (2022), inspirada pelas cidades baianas inundadas pela construção da barragem de Sobradinho, a artista passa a investigar a própria natureza e as estratégias que plantas e paisagens desenvolvem para sobreviver e se regenerar diante da degradação ambiental.
“É a regeneração da natureza através da memória da destruição”, resume Jeane Terra sobre a nova pesquisa, que parte da observação de espécies que rebrotam após queimadas ou colonizam em áreas alagadas, carregando em si uma memória de sobrevivência.
Na Casa Seva, espaço dedicado à sustentabilidade, à arte e à cultura, Jeane apresenta pinturas em “pele de tinta”, esculturas em vidro soprado manualmente e uma videoinstalação. Desenvolvida e patenteada pela artista, a técnica “pele de tinta” combina tinta acrílica, aglutinante e pó de mármore. Após a secagem, as superfícies recebem bordados em ponto cruz, técnica aprendida com sua avó e incorporada à sua prática artística.
Entre os trabalhos inéditos estão três grandes pinturas pixeladas em “pele de tinta”, dedicadas ao aguapé e ao mangue, espécies que se fortalecem e se multiplicam em condições extremas de alagamento. Completa esse núcleo a instalação “Floresta de peles”, composta por moldes em látex retirados diretamente da casca de árvores. As peças preservam as texturas da vegetação como uma espécie de impressão digital da paisagem, propondo uma reflexão sobre memória, permanência e transformação.
A exposição também reúne obras de pesquisas anteriores, evidenciando a continuidade entre os diferentes momentos da produção da artista. Entre eles está uma pintura em grande formato dedicada a uma igreja do século XVIII, submersa após a construção da barragem de Sobradinho, além de duas obras inspiradas nas ruínas de Atafona.
Outro destaque é a série de esculturas em vidro soprado “Cápsulas de Memória”. Duas delas, uma de parede e uma de pedestal, recebem monotipias aplicadas sobre o vidro. Outras duas encapsulam moldes de cerâmica produzidos a partir de escombros recolhidos pela artista nas cidades de Remanso e Sento Sé, na Bahia.
“O vidro nasce da areia do rio aquecida. Os materiais que utilizo também contam histórias: há uma circularidade neles, nada está ali por acaso”, explica Jeane Terra. Algumas esculturas incorporam água do Rio São Francisco, levada pela artista do sertão baiano para seu ateliê. Uma videoinstalação complementa esse conjunto. Projetada sobre uma escultura de vidro que incorpora água do Rio São Francisco, a obra apresenta imagens registradas pela artista no interior de uma caixa d’água em ruínas na antiga cidade de Remanso, local normalmente submerso e visível apenas durante os períodos de seca.
Sobre apresentar seu trabalho na Casa Seva, Jeane destaca a afinidade entre sua pesquisa e a proposta do espaço. “Estar na Casa Seva é muito importante porque encontro um lugar comprometido com as questões ambientais e que dialoga diretamente com o que venho investigando”.
Heloísa Amaral Peixoto, em seu texto curatorial, pontua: “Uma paisagem a salvo. No desaparecimento e no reaparecimento, nos apagamentos e nos ressurgimentos, nas aproximações e distâncias, no mistério e na claridade. O olhar ora se detém ora vaga na geometria, que por vezes, se contrapõe no carácter fluído e impreciso que a sua superfície exibe. Memória que transcorre em um ritmo de tempo ordenado quanto à forma de expressão da imagem e impregnado quanto a sua forma e conteúdo”.
Serviço
Exposição | Invenção da Paisagem-Memória
De 19 de agosto a 26 de setembro
Terça a sexta, das 11h às 18h; sábado, das 11h às 15h
Período
Local
Casa Seva
Al. Lorena, 1257 - Casa 1, Jardins, São Paulo - SP
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A Baró apresenta Playful, Stormy, Continuing, primeira exposição individual da artista japonesa Ayako Rokkaku na América Latina. Realizada no Taller Zaragoza, em formato pop-up, a mostra reúne cerca de quinze
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A Baró apresenta Playful, Stormy, Continuing, primeira exposição individual da artista japonesa Ayako Rokkaku na América Latina. Realizada no Taller Zaragoza, em formato pop-up, a mostra reúne cerca de quinze pinturas, incluindo obras produzidas durante a recente residência da artista no Brasil. O projeto marca o retorno da Baró a São Paulo, cidade onde foi fundada em 1999 por Maria Baró. Hoje comandada por Stephan Baró ao lado da fundadora — com braços também em Palma de Mallorca, Paris e Abu Dhabi —, a galeria inicia uma nova fase na capital paulista.
Reconhecida por desenvolver uma linguagem profundamente intuitiva e singular, Ayako Rokkaku cria suas pinturas diretamente com as mãos, sem recorrer a pincéis ou desenhos preparatórios. O gesto físico torna-se parte essencial da obra, permitindo que cada composição surja de um diálogo espontâneo entre corpo, cor e superfície. Cada pintura registra um momento irrepetível, em que improvisação, sensibilidade e liberdade criativa se fundem em um mesmo processo.
Seu universo visual é habitado por figuras femininas, criaturas híbridas e paisagens em constante transformação. Longe de ilustrar narrativas, suas obras constroem atmosferas poéticas onde convivem delicadeza e intensidade, memória e imaginação. “Sua pintura dialoga com a tradição do expressionismo, da abstração gestual e da cultura kawaii japonesa, sem se limitar a nenhuma delas — permanecendo, acima de tudo, absolutamente contemporânea”, afirma Maria Baró.
Uma dimensão igualmente importante de sua prática artística é a pintura como experiência compartilhada. Desde o início de sua carreira, Ayako realiza performances nas quais cria suas obras diante do público, revelando o caráter vivo e processual da pintura. Na abertura da exposição, em 20 de agosto, a artista realizará uma performance inédita no Taller Zaragoza, oferecendo ao público brasileiro a oportunidade de acompanhar de perto seu processo criativo.
“Às vezes, as pessoas dizem que assistir à minha pintura ao vivo é como uma meditação. Talvez porque não haja gestos espetaculares, mas apenas concentração e presença. Para mim, pintar é um estado meditativo, e fico feliz quando quem observa consegue sentir isso também”, afirmou Rokkaku em entrevista publicada no catálogo de sua mostra no Museu Nacional Thyssen-Bornemisza, em Madrid.
Segundo dados do Artnet, Rokkaku é hoje a pintora japonesa de sua geração com o maior volume acumulado de vendas em leilões públicos. Seu recorde individual para uma única obra em leilão atingiu 184 milhões de ienes (aproximadamente R$ 9 milhões) — uma das cotações mais altas entre artistas japoneses nascidos na década de 1980 —, o que a posiciona em sexto lugar no ranking geral de faturamento acumulado de artistas plásticos do Japão e como a mais jovem na lista de 50 mais bem classificados pela plataforma.
Serviço
Exposição | Playful, Stormy, Continuing
De 19 de agosto a 03 de setembro
terça a sábado, das 11h às 19h
Período
Local
Taller Zaragoza
Rua Amauri 62, Jardim Europa, São Paulo - SP
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Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta Vonta de vi dada dada, uma nova exposição individual de Ernesto Neto, inaugurada simultaneamente nos espaços Barra Funda e Jardins da galeria, em São Paulo. Reunindo
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Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta Vonta de vi dada dada, uma nova exposição individual de Ernesto Neto, inaugurada simultaneamente nos espaços Barra Funda e Jardins da galeria, em São Paulo.
Reunindo um novo conjunto de instalações escultóricas, trabalhos sobre papel e intervenções textuais, a mostra amplia a investigação de longa data do artista sobre a interdependência entre corpos, materiais e sistemas vivos. Distribuídas entre os dois espaços, esculturas em crochê de algodão, cordas trançadas, bambu, aço corten e argila assumem configurações orgânicas que evocam insetos, raízes, montanhas, florestas e outras formas híbridas, propondo a escultura como um campo de relações, movimento e transformação contínuos.
No centro da exposição está uma nova série de esculturas murais que Neto denomina InsePás: estruturas tensionadas e celulares que se expandem pelas paredes, tetos e cantos da arquitetura como organismos vivos ou fluxos de energia atravessando o espaço. Desenvolvidos a partir de pesquisas anteriores sobre suspensão, equilíbrio e estruturas relacionais, esses trabalhos aprofundam a compreensão do artista da escultura como algo ativado pelo encontro, e não como forma estática. Em diálogo com eles, a exposição inclui uma escultura de grande escala em aço corten cuja estrutura ramificada evoca simultaneamente uma paisagem montanhosa e um corpo vivo sustentado por relações de equilíbrio e apoio mútuo.
Em conjunto, as obras transformam a galeria em um ecossistema permeável, mais do que em um espaço expositivo neutro. Escultura, desenho, escrita e som articulam-se como manifestações de uma visão de mundo marcada pelo pensamento cosmológico, pela interdependência ecológica e pelo conhecimento incorporado. Em vez de estabelecer separações entre natureza e cultura, ou entre arquitetura e corpo, a exposição propõe um ambiente em que formas humanas e não humanas coexistem em constante intercâmbio, reafirmando a compreensão de Neto de que a vida se sustenta por meio das relações, da reciprocidade e da vitalidade compartilhada entre todos os seres.
Serviço
Exposição | Vonta de vi dada dada
De 22 de agosto a 24 de outubro
Terça a sexta das 10h às 19h, sábado das 10h às 18h
Período
Local
Fortes D’Aloia & Gabriel - Barra Funda
Rua James Holland 71 - São Paulo - SP
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A Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta O homem nu, a primeira mostra panorâmica da obra de Efrain Almeida (1964 – 2024) na galeria desde seu falecimento. Reunindo trabalhos produzidos entre
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A Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta O homem nu, a primeira mostra panorâmica da obra de Efrain Almeida (1964 – 2024) na galeria desde seu falecimento. Reunindo trabalhos produzidos entre 1995 e 2024, a exposição oferece uma vista ampla de sua trajetória e propõe uma leitura de sua produção a partir das relações entre corpo, espiritualidade e desejo. Nascido em Boa Viagem, Ceará, o artista desenvolveu uma obra profundamente marcada pelos materiais, pelos saberes e pelas tradições culturais da região do Cariri, transitando entre escultura, instalação, pintura, bordado e aquarela. Ao longo de quase três décadas, articulou diferentes geografias, crenças, identidades e tradições materiais por meio de uma linguagem visual na qual madeira, tecido, bronze e papel tornam-se suportes para experiências ao mesmo tempo íntimas e universais.
A exposição é centrada nas esculturas de Almeida, ao lado de aquarelas, pinturas a óleo e bordados. Entre os motivos recorrentes estão corpos e fragmentos do corpo, vestimentas, autorretratos e animais nativos do Nordeste brasileiro, especialmente aves. Em sua obra, referências ao imaginário católico convivem com a sensualidade do corpo nu, que adquire dimensões tanto eróticas quanto sagradas. Em O Outsider (2017), um autorretrato bordado surge sobre uma camisa de seda translúcida, cuja transparência e aparente leveza reforçam uma recorrente sensação de transitoriedade, onde o rosto aparece como um emblema num suporte esvoaçante.
Embora profundamente enraizada nas experiências, paisagens e tradições do interior do Ceará, a obra de Almeida nunca se restringe ao registro autobiográfico ou regional. Sua produção transforma referências locais em imagens capazes de evocar experiências universais, fazendo da memória, da espiritualidade, da fragilidade do corpo e do desejo questões compartilhadas. Essa passagem entre o íntimo e o coletivo, entre o local e o universal, encontra paralelo na própria escala de suas esculturas: executadas com notável precisão e frequentemente em pequenas dimensões, elas estabelecem uma relação expansiva com o espaço expositivo, reorganizando a percepção do ambiente e exigindo do espectador uma aproximação atenta. Uma atenção semelhante se estende às representações de animais, observadas com delicadeza e frequentemente apresentadas de modo deslocado na arquitetura. Entre elas, Lázaro (2005), escultura em madeira de um cão que estende a língua em direção à parede da galeria, faz referência à figura bíblica do mendigo cujas feridas eram lambidas apenas por cães, condensando em um único gesto dimensões de cuidado, abandono e ternura que atravessam toda a obra do artista.
A exposição se desdobra em uma ocupação na casa 29, espaço para projetos especiais da galeria Sardenberg
Serviço
Exposição | O homem nu
De 22 de agosto a 24 de outubro
Terça a sexta das 10h às 19h, sábado das 10h às 18h
Período
Local
Fortes D’Aloia & Gabriel - Barra Funda
Rua James Holland 71 - São Paulo - SP
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A Mendes Wood DM tem o prazer de apresentar Cantaria, primeira exposição individual de Daniel Jorge em São Paulo. Ocupando o galpão da Barra Funda, a mostra
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A Mendes Wood DM tem o prazer de apresentar Cantaria, primeira exposição individual de Daniel Jorge em São Paulo. Ocupando o galpão da Barra Funda, a mostra reúne obras inéditas entre esculturas, relevos de parede, instalação e performance, e é acompanhada por um ensaio inédito docurador e pesquisador Carlos Quijon Jr.
O título da exposição nomeia o ofício do canteiro, o saber técnico da pedra talhada, que o artista aprendeu. A palavra guarda também o canto, som de ritual e de trabalho que acompanha quem talha. É desse cruzamento entre mão e voz, precisão e improviso, que a prática de Jorge se forma. Nas obras, a matéria não chega sozinha, mas acompanhada do trabalho, das trocas e das histórias que a trouxeram até ali.
Nascido em Recreio, no interior de Minas Gerais, criado na Curumau, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e radicado em Salvador, Jorge trabalha com o que essas três geografias lhe deram. A pedra-sabão, rocha densa e macia que serviu ao Barroco mineiro, chega ao ateliê por relações de trocacom trabalhadores e pequenas comunidades de Minas Gerais. “Cada pedra carrega uma cadeia de corpos dentro da obra”, diz o artista.
Para Jorge a obra se dá em, “testar até onde a matéria pode ir, e deixá-la responder”.A resposta está, por exemplo, no processo de pigmentação que o artista desenvolveu. O carvão, produzido no ateliê a partir de madeiras coletadas na cidade e ali queimadas, é veículo e reagente ao mesmo tempo; o pigmento azul é feito de resíduo gráfico adquirido em trocas com as gráficas da cidade. Misturado ao carvão e depositado sobre a pedra-sabão, o azul torna aparentes os quartzitos que a atravessam, e a superfície ganha pontos brilhantes que nenhum gesto poderia planejar. O piche, emulsão asfáltica que pavimenta as estradas e impermeabiliza as lajes das casas da periferia, entra como camada de negro profundo que pigmenta e adiciona uma fina camada de pele sobre a pedra.
O ferro coletado pelo artista ora carrega um processo natural de oxidação, ora é oxidado com sal, água e vinagre, técnica que pessoas escravizadas em fuga usavam para escurecer as ferramentas e camuflá-las na mata durante as travessias para os quilombos. Incrustadas na pedra entalhada, aspontas de ferro se erguem como torres, lanças, pregos. Não são ornamento: guardam a memória dafuga e organizam o trabalho, naquilo que o artista chama de “vingança simbólica”, exercida no gesto.
Sobre a pedra, Jorge realiza o gesto da escarificação: talhos, incisões, arranhões. Sua pesquisa reúneos muitos sentidos desse gesto, da marca corporal que, entre povos como Mursi, Iorubá e Nuba, inscreve pertencimento na pele, à quebra da casca da semente para que ela germine, até a incisão médica que vacina e cura. Nas superfícies escultóricas, o motivo reaparece em campos de perfurações, sulcos ordenados e protuberâncias. É o que conduz o artista ao quelóide, a pele que insiste em retornar ao seu plano original: a matéria que até então era subtraída passa a seraglutinada, criando pequenos relevos antropomórficos em algumas das peças.
Na exposição, as obras pendem do teto, encostam na parede, pousam direto no chão. Em Balanced Manumission (2024), esferas de pedra e correntes de ferro não estão presas a nada: apenas se equilibram, o peso de uma segurando o da outra. Em Boiar é entregar o peso à correnteza (2026), um bloco de pedra-sabão atravessado por grandes orifícios repousa no chão, circundado por uma corrente que carrega na ponta um cavalo marinho; o título ensina o gesto: boiar não é esforço, é entrega. E em Orifício (2024), uma pedra cinza e escarificada se incrusta numa parede em U que organiza o percurso da primeira sala: é como se a obra se tornasse um hospedeiro na parede do espaço, nos confundindo em torno da equação da matéria que se perde entre adição e subtração atornando parte. O movimento se repete em diversos trabalhos da mostra: o artista borra o caminhoque nos permitiria dizer se a forma resulta de uma subtração ou de uma adição de matéria.
A mostra culmina na instalação-performanceCondição de Assentamento(2026), em que quarenta enove pedras-sabão se distribuem pelo chão, ocupando uma sala inteira da galeria. Realizada antes daabertura da exposição, a performance faz do próprio trabalho do artista um modo de ocupar oespaço: Jorge divide as pedras com cunhas, pigmenta-as com carvão, piche e resíduo gráfico azul,escarifica-as. Encerrado o gesto, o artista se retira, e as pedras permanecem como constelaçãodurante todo o período expositivo.
Para o artista, “o direito à subjetividade, ao deslocamento, à abstração, à ambiguidade, direitos sistematicamente cooptados de certos corpos no Brasil, são reivindicados aqui como infraestrutura material da obra, não como pauta”. O que se revela em Cantaria é uma prática sustentada por mais-velhos, trabalhadores e amizades, ou, nas palavras de Quijon, “uma ecologia que prospera em chão irregular”.
Serviço
Exposição | Cantaria
De 22 de agosto a 6 de novembro
Terça a sexta, das 11h às 19h; sábado, das das 10h às 17h
Período
Local
Mendes Wood DM
Rua Barra Funda, 216, São Paulo – SP
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O Espaço Porto inaugura a exposição inédita “Meio Visível“, de P.O. Almeida. Predominantemente em preto e branco, suas fotografias constroem uma leitura autoral da paisagem urbana, distante
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O Espaço Porto inaugura a exposição inédita “Meio Visível“, de P.O. Almeida. Predominantemente em preto e branco, suas fotografias constroem uma leitura autoral da paisagem urbana, distante do registro turístico.
Fragmentando cenários e reorganizando seus elementos por meio da composição, P.O. cria fotos que convidam o espectador a desacelerar o olhar e descobrir novas relações entre pessoas, objetos e espaços. O trabalho poderá ser visitado até 3 de outubro. Informações no Instagram @portodecultura.
A produção fotográfica de Paulo Octavio Pereira de Almeida, ou P.O. Almeida, como assina seus trabalhos, nasce da experiência do deslocamento. Ao longo de uma trajetória como profissional da área de marketing, percorreu dezenas de cidades em diferentes continentes, transformando o tempo entre compromissos de trabalho e viagens em família em oportunidades para caminhar, observar e fotografar. “O Meio Visível” é um dos resultados alcançados pelo artista.
“Sempre procuro criar imagens a partir do que eu vejo das imagens dos meus mestres”, explica o artista. Seu foco são o que chama de personagens urbanos: objetos, estátuas e cartazes em arranjos que se unem a sombras. “As composições refletem o olhar desses mestres e as minhas caminhadas pelo mundo, sempre com a máquina na mão, tentando fazer com que essas imagens tenham algum sentido. Lee Friedlander, André Kertész, Manuel Alvares Bravo estão entre suas referências.
O interesse de P.O. Almeida reside menos nos lugares em si do que nas relações que neles se estabelecem: sobreposições de planos, jogos de luz e sombra, reflexos, geometrias, gestos e encontros fortuitos revelam uma cidade que se reorganiza continuamente diante do olhar. É autor do livro que leva o mesmo nome da exposição, “Meio Visível” (Fotô Editorial, 2021, 74 pgs.), que dialoga com uma tradição da fotografia moderna que compreende a rua como espaço de invenção visual.
Serviço
Exposição | Meio Visível
De 22 de agosto a 3 de outubro
Quarta à sábado, 14h às 18h, mediante agendamento prévio
Período
Local
Espaço PORTO
Rua Harmonia, 925 - Sumarezinho, São Paulo - SP
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Em cartaz até 30 de agosto, na ARCA, em São Paulo, feira reúne cerca de 70 projetos, com atenção à produção de diferentes
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Em cartaz até 30 de agosto, na ARCA, em São Paulo, feira reúne cerca de 70 projetos, com atenção à produção de diferentes regiões do Brasil e maior presença de galerias latino-americanas
A SP-Arte Rotas chega à sua quinta edição reunindo cerca de 70 projetos e expositores na ARCA, na Vila Leopoldina, em São Paulo. Aberta ao público entre os dias 27 e 30 de agosto, a feira mantém a proposta de apresentar recortes curatoriais desenvolvidos especialmente para o evento, colocando em diálogo artistas de diferentes gerações, regiões e contextos.
Realizada desde 2022, a Rotas surgiu com atenção particular à produção artística brasileira e às cenas que se desenvolvem para além do eixo Rio-São Paulo. Em 2026, esse mapa se expande também em direção à América Latina. Entre os participantes internacionais estão Sur, do Uruguai; Barro, Isla Flotante e W-galería, da Argentina; Casa Zirio, da Colômbia; além da italiana Orma. A presença estrangeira dá continuidade ao movimento de aproximação com outros circuitos iniciado pela feira nas últimas edições.
Ao lado delas aparecem galerias brasileiras de trajetória consolidada, como Almeida & Dale, Casa Triângulo, DAN, Flexa, Galatea, Gomide&Co, Luciana Brito, Marilia Razuk e Vermelho, além de espaços provenientes de diferentes regiões do país. Entre eles estão a Lima, de São Luís; Cave e Leonardo Leal, do Ceará; Marco Zero, de Pernambuco; Paulo Darzé e Midlej, da Bahia; e Cerrado e Karla Osório, do Centro-Oeste.
Nesta edição, a feira recebe ainda quatro projetos convidados que ampliam a discussão sobre outras formas de organização e circulação da arte. O Sertão Negro, ateliê-escola criado pelo artista Dalton Paula em Goiânia, completa cinco anos de atuação em 2026; a Galeria Ocupá trabalha na construção de pontes entre artistas de territórios periféricos do Rio de Janeiro e outros circuitos da cidade; e a Galeria Jaider Esbell de Arte Indígena Contemporânea, de Boa Vista, concentra-se na produção de artistas indígenas. A Casa do Povo, por sua vez, apresenta trabalhos realizados por artistas maxakali da Aldeia-Escola-Floresta, projeto desenvolvido na região de Itamunheque, em Minas Gerais. Os quatro integram oficialmente a programação especial da edição deste ano.
A direção artística da SP-Arte Rotas 2026 é de Bernardo Mosqueira, curador, escritor e pesquisador brasileiro que vive em Nova York. Fundador e diretor artístico do Solar, no Rio de Janeiro, Mosqueira também passou pelo Institute for Studies on Latin American Art (ISLAA) e pelo New Museum. Ele sucede Rodrigo Moura, que esteve à frente da direção artística da feira nas duas edições anteriores.
Entre território, memória e ancestralidade
Os projetos apresentados nos estandes percorrem questões ligadas à memória, ao território, aos saberes ancestrais e às diferentes formas de compreender a paisagem. A argentina W-galería, por exemplo, aproxima as pesquisas de Mónica Millán, Chonon Bensho e Florencia Sadir, articulando práticas têxteis, conhecimentos indígenas e relações com materiais e tecnologias ancestrais.
A Leme reúne Sandra Gamarra Heshiki, Olinda Silvano Inuma e Jorge Enciso em torno de saberes indígenas latino-americanos, enquanto a Marilia Razuk coloca em diálogo trabalhos de Manuel Brandazza, Lucia Pizzani e Lucélia Maciel, atravessados por questões de natureza, memória e território. Já a carioca Portas Vilaseca propõe uma espécie de cartografia afetiva das regiões Norte e Nordeste com trabalhos de amorí, Marcone Moreira, Samara Paiva e Zé Carlos Garcia.
De Recife, a Marco Zero apresenta um projeto com curadoria de Cristiano Raimondi que parte da ideia de “encantamento” e inclui obras de Chacha Barja, Kuenan Mayu, Rayana Rayo e Tunga. A italiana Orma, em parceria com a brasileira MaPa, aproxima a produção histórica de Sérgio Lima da pesquisa contemporânea de Luciano Maia, estabelecendo relações entre surrealismo, erotismo e imaginários amazônicos.
A Mitre toma a encruzilhada como princípio para reunir nomes como Sandro Ayê, Gê Viana, Luana Vitra e Rafael RG. Já a Galeria de Artistas (GDA) apresenta a individual Canções de liberdade, de Raphael Escobar, que investiga os worksongs, cantos historicamente associados ao trabalho coletivo e utilizados para marcar ritmos, aliviar a exaustão e construir vínculos comunitários.
A edição também abre espaço para encontros entre artistas históricos e produções contemporâneas. A Almeida & Dale reúne obras de Eleonore Koch, Nelson Felix, Elena Damiani e Paulo Pasta, enquanto a Superfície apresenta nomes que atravessam diferentes momentos da arte brasileira e latino-americana, entre eles Mira Schendel, León Ferrari, Antonio Dias e José Leonilson. Na Aura, aparecem trabalhos de artistas como Uýra, Arissana Pataxó, Arivanio Kixelô e Ziel Karapotó.
Entre as apresentações individuais estão Arcangelo Ianelli, na Frente + James Lisboa; Hiram Latorre, na Martins&Montero; Antonio Poteiro, na Errol Flynn; Mariana Tassinari, na Danielian; e Vivi Rosa, na Janaína Torres.
Mirante e programação de conversas
No centro da feira, o setor Mirante, também curado por Bernardo Mosqueira, toma a ideia de paisagem expandida como ponto de partida. Em vez de tratar a paisagem apenas como gênero artístico, o projeto propõe observá-la como campo de relações entre seres humanos, territórios e outras formas de existência. Pintura, escultura e instalação aparecem lado a lado em trabalhos atravessados por memória, ecologia, espiritualidade, história, política e imaginação. A própria ARCA destaca o Mirante como um dos núcleos centrais da edição de 2026.
A programação se estende ainda ao Palco SP-Arte, com conversas de quinta-feira, 27, a sábado, 29 de agosto. Artistas, curadores, colecionadores e outros profissionais do circuito participam dos encontros, que incluem nomes como Ayrson Heráclito, Carmela Gross e Júlia Rebouças. A programação foi organizada por Tamara Perlman e pode ser acompanhada pelo aplicativo da SP-Arte.
Serviço
Feira | SP-Arte Rotas
De 26 a 30 de agosto
Dia 26 para convidados, 27 e 28 das 13h às 20h, 29 das 12h às 20h e 30 das 12h às 19h
Ingressos da SP-Arte Rotas 2026
Período
Local
ARCA
Av. Manuel Bandeira, 360 Vila Leopoldina São Paulo - SP
Detalhes
A Casa Seva estreia na SP/Arte Rotas 2026 com um projeto curatorial que aproxima a obra de Frans Krajcberg (1921–2017), um dos principais nomes
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A Casa Seva estreia na SP/Arte Rotas 2026 com um projeto curatorial que aproxima a obra de Frans Krajcberg (1921–2017), um dos principais nomes da arte ambiental brasileira, da produção contemporânea das Irmãs Gelli. Apresentada no estande D08, a seleção reúne esculturas de parede, incluindo obras inéditas produzidas especialmente para a feira, propondo um diálogo entre diferentes gerações de artistas a partir de uma investigação comum sobre materialidade, natureza e sustentabilidade.
Embora pertençam a contextos distintos, Krajcberg e as Irmãs Gelli compartilham um interesse pela matéria como elemento de transformação. A curadoria evidencia esse encontro ao reunir obras que investigam os ciclos naturais, a passagem do tempo e os impactos da ação humana sobre o meio ambiente, estabelecendo conexões entre diferentes práticas artísticas e sobre a sustentabilidade na arte contemporânea.
Reconhecido internacionalmente por sua atuação em defesa das florestas, Frans Krajcberg construiu uma produção marcada pelo uso de madeiras queimadas, raízes e outros elementos recolhidos em áreas de devastação ambiental. Ao transformar esses vestígios em esculturas, o artista ressignificou os materiais provenientes da destruição da natureza, transformando-os em linguagem plástica e denúncia. Sua obra permanece atual diante das urgentes questões ambientais do presente.
Em diálogo com esse legado, as Irmãs Gelli apresentam trabalhos recentes, entre eles obras inéditas desenvolvidas para a SP/Arte Rotas. Utilizando principalmente cera vegetal e plástico reciclado, as artistas desenvolvem uma pesquisa centrada nos processos de repetição, desgaste, acúmulo e transformação da matéria, investigando as relações entre memória, natureza sustentabilidade e permanência dos materiais.
Ao aproximar essas pesquisas, a proposta curatorial evidencia diferentes formas de compreender a matéria ao longo do tempo. Enquanto Krajcberg denuncia a degradação ambiental e os impactos da ação humana sobre o território, as obras das Irmãs Gelli apontam para possibilidades de reorganização, ressignificação e continuidade, ampliando a reflexão sobre sustentabilidade na produção artística contemporânea.
Essa perspectiva também orienta a atuação da Casa Seva, cuja programação busca promover o encontro entre arte e sustentabilidade por meio de exposições e projetos curatoriais. A participação na SP/Arte Rotas amplia o alcance da pesquisa desenvolvida pela galeria desde sua inauguração, em 2024, e reforça seu compromisso com iniciativas que articulam produção artística e questões socioambientais. Além de fomentar artistas cujas pesquisas dialogam com o meio ambiente, a galeria destina parte das vendas de suas exposições a ações de reflorestamento, reforçando que a arte pode estimular a reflexão e, ao mesmo tempo, gerar um impacto socioambiental concreto.
“Participar da SP/Arte Rotas pela primeira vez representa a oportunidade de apresentar nossa pesquisa curatorial a um público ainda mais amplo. Ao reunir Frans Krajcberg e as Irmãs Gelli, propomos um encontro entre diferentes gerações que compartilham um interesse comum pela matéria e pelas relações entre arte e natureza. É um projeto que evidencia como questões ambientais seguem mobilizando a produção artística de maneiras distintas, mas igualmente potentes”, pontua Carolina Pileggi, fundadora da Casa Seva.
Serviço
Exposição | Estreia Casa Seva na SP/Arte Rotas
De 26 a 30 de agosto
Quarta, convidados; quinta e sexta, das 13h às 20h; sábado, das 12h às 20h e; domingo, das 12h às 19h
Ingressos: R$ 100 (inteira) | R$ 50 (meia-entrada)
Período
Local
ARCA
Av. Manuel Bandeira, 360 Vila Leopoldina São Paulo - SP
setembro
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A exposição propõe um encontro inédito entre obras do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo e obras do acervo do Sesc Bom Retiro, a partir do deslocamento
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A exposição propõe um encontro inédito entre obras do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo e obras do acervo do Sesc Bom Retiro, a partir do deslocamento das obras do MAM São Paulo para visitarem um edifício inteiramente ocupado por um acervo que se apresenta de múltiplas maneiras. Ao levar as obras do MAM São Paulo para esse contexto, a curadoria evidencia diferentes formas de mostrar, organizar e tornar públicos os acervos, colocando em relação práticas institucionais, regimes de visibilidade e modos de mediação.
A proposta se estrutura em torno de duas perguntas centrais: o que acontece quando se decide guardar, cuidar e tornar público um conjunto de obras? E o que há para perceber e conhecer em uma obra de arte? Essas questões orientam o percurso expositivo e atravessam as decisões espaciais, narrativas e educativas do projeto. O acervo é compreendido como uma construção histórica e social, cuja existência se realiza plenamente no encontro com o público, quando as obras circulam, são recontextualizadas e ativam novas leituras.
Ao colocar acervos em diálogo, a exposição propõe uma reflexão sobre a função social das instituições culturais e sobre a fruição estética como experiência em relação. A materialidade das obras, os contextos de produção e os dispositivos de mediação e acessibilidade ampliam as possibilidades de percepção e conhecimento. Mire Veja convida o público a experimentar os acervos como um campo vivo, em constante atualização, a partir de seu corpo, de sua linguagem e de suas próprias experiências de vida.
Artistas
Alberto da Veiga Guignard
Alfredo Ceschiatti
Amelia Toledo
Antonio Henrique Amaral
Artur Barrio
Brígida Baltar
Cao Guimarães
Carlos Zilio
Cássio Vasconcellos
Claudio Tozzi
Cleber Machado
Eduardo Coimbra
Emanoel Araujo
Franz Weissmann
German Lorca
Giuliana Giorgi
Heitor dos Prazeres
Iran do Espírito Santo Labö & Rafaela Kennedy
Laura Vinci
Lenora de Barros
Lothar Charoux
Motta & Lima
Nelson Leirner
Paulo Bruscky
Paulo Nenflidio
Pedro Motta
Rodrigo Andrade
Rodrigo Braga
Rosângela Rennó
Rubens Gerchman
Sara Ramo
Xadalu Tupã Jekupé
Zimar
Mirela Estelles é mediadora cultural e investiga os desdobramentos da narração de histórias na educação em museus e exposições de arte. Estudou Comunicação das Artes do Corpo na PUC-SP e especializou-se em Linguagens da Arte no Centro Universitário MariAntonia, onde iniciou as pesquisas e atividades do projeto Histórias para Ver e Ouvir (2011–). Com experiência em arte contemporânea, educação, livro e leitura, culturas da infância, patrimônio imaterial e públicos de museus, realiza a curadoria de exposições e projetos educativos em escolas, livrarias, bibliotecas, museus e outras instituições culturais, com atenção aos aspectos de acessibilidade e diversidade na gestão cultural de equipes multidisciplinares. Atualmente, coordena a área de educação do Museu de Arte Moderna de São Paulo, onde atua desde 2009.
Valquíria Prates investiga a mediação cultural das artes visuais e da literatura em diálogo com pesquisa, escrita, curadoria e educação. É graduada em Letras e Pedagogia, mestre em Políticas Públicas de Acessibilidade pela USP e doutora em Artes pela Unesp, com a tese Como Fazer Junto: a Arte e a Educação na Mediação Cultural. Seu trabalho articula saberes acadêmicos e práticas colaborativas em diferentes territórios e contextos sociais. Atualmente, desenvolve projetos com o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Instituto Moreira Salles, a Fundação Roberto Marinho, Inhotim, o Museu de Arte Contemporânea do Ceará e o Instituto de Arte Contemporânea de Ouro Preto.
O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM São Paulo) é uma instituição dedicada à arte moderna e contemporânea. Fundado em 1948, mantém um acervo voltado à produção brasileira dos séculos XX e XXI. Além de exposições, atua em pesquisa, conservação e ações educativas.
Serviço
Exposição | Mire e Veja – MAM São Paulo Visita o Sesc Bom Retiro
De 01 de julho a 27 de setembro
Terça a sexta, das 9h às 20h sábado, das 10h às 20h, domingo e feriados, das 10h às 18h
Período
Local
Sesc Bom Retiro
Alameda Nothmann, 185 – Bom Retiro – São Paulo - SP
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O Museu do Ipiranga apresenta a exposição inédita Liberdade: bairro plural. A mostra propõe um novo olhar sobre um dos bairros mais conhecidos de São Paulo e convida o público
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O Museu do Ipiranga apresenta a exposição inédita Liberdade: bairro plural. A mostra propõe um novo olhar sobre um dos bairros mais conhecidos de São Paulo e convida o público a refletir sobre O que é um bairro? O que é um bairro étnico? E o que torna um bairro plural?
Ao longo de mais de dois séculos, a região foi ocupada e transformada por diferentes grupos sociais e étnicos, tornando-se um território marcado por encontros, trocas culturais, permanências, deslocamentos e disputas de memória.
Com curadoria dos historiadores Paulo Garcez Marins, Mônica Raisa Schpun, Aline Montenegro Magalhães, Francisco Andrade e David Ribeiro, a exposição está organizada em três módulos e apresenta a Liberdade como um território em constante transformação.
Durante a visita mediada, o público é convidado a percorrer a exposição com educadores do Museu, aprofundando temas, contextos históricos e questões apresentadas pela mostra.
Serviço
Exposição | Liberdade: bairro plural
De 7 de julho a 31 de janeiro
Terça a domingo, das 10h às 17h
Duração: 1 hora
Período
Local
Museu do Ipiranga
R. dos Patriotas, 100 - IpirangaSão Paulo - SP
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A exposição Com Amor, Alcione celebra a trajetória extraordinária de uma das maiores artistas da música brasileira. Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Alcione consolidou uma obra
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A exposição Com Amor, Alcione celebra a trajetória extraordinária de uma das maiores artistas da música brasileira. Ao longo de mais de cinco décadas de carreira, Alcione consolidou uma obra grandiosa que atravessa gerações e ocupa um lugar singular na cultura do país.
Idealizada e produzida pelo Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM), a exposição chega ao Museu das Favelas em sua primeira itinerância, reunindo mais de 650 itens do acervo pessoal de Alcione — entre fotografias raras, vídeos, prêmios, figurinos e objetos marcantes. Com Amor, Alcione convida o público a percorrer momentos da trajetória artística e biográfica da cantora, percorrendo temas como família, fé, carnaval, migração e identidades negra e nordestina, evidenciando como a trajetória de Alcione dialoga com experiências coletivas e processos históricos que constituem a cultura brasileira.
Serviço
Exposição | Com Amor, Alcione
De 10 de julho a 06 de dezembro
Terça a domingo, das 10h às 17h, com permanência até as 18h
Período
Local
Museu das Favelas
Largo Páteo do Colégio, 148 - Centro Histórico de São Paulo, São Paulo - SP
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Tarsila do Amaral é uma figura central do modernismo brasileiro e um dos maiores ícones das artes visuais do país. Prestes a completar 140 anos de nascimento, a artista terá
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Tarsila do Amaral é uma figura central do modernismo brasileiro e um dos maiores ícones das artes visuais do país. Prestes a completar 140 anos de nascimento, a artista terá uma exposição à altura de sua trajetória: ‘O Brasil de Tarsila’ inaugura, em agosto, um novo espaço expositivo em São Paulo, o Nubank Arte Lab, o maior e mais moderno local de exposições e experiências imersivas do Brasil, com uma estrutura altamente tecnológica, sensorial e interativa.
Localizado no Conjunto Nacional, o empreendimento foi concebido pela Aventura — sob a liderança dos co-CEOs Aniela Jordan, Luiz Calainho e Giulia Jordan — e pela Deeplab Project, de Felipe Reif, com o Nubank, que assume o naming rights do espaço, com inauguração prevista para 15 de agosto.
Já ‘O Brasil de Tarsila‘ é apresentado pelo Ministério da Cultura, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, com patrocínio master da EMS, apoio da Alelo, IRB(Re) e BNY. O projeto é uma realização da Tarsila S.A., liderada por Paola do Amaral Montenegro, e a Live Idea, de João Giani, em coprodução com a Deeplab e a Aventura.
Sobre a exposição
Ao longo de mais de dez salas, o universo visual de Tarsila será revisitado por meio de projeções monumentais de 360 graus, cenografia imersiva, trilha sonora e dispositivos interativos com direito a efeitos especiais e até aromas que vão guiar o visitante em uma jornada sensorial de grande escala por cerca de 40 obras da artista, entre pinturas icônicas, desenhos, esboços e ilustrações.
Mais do que contemplar suas obras, o público será convidado a interagir, explorar e mergulhar em ambientes que revelam suas referências, sua trajetória e o contexto artístico que marcou sua produção.
A proposta dialoga com uma linguagem contemporânea já consagrada internacionalmente por exposições imersivas dedicadas a artistas como Monet e Van Gogh, que transformaram a interação entre o público e as artes visuais. Agora, é a vez de uma artista brasileira ocupar esse espaço.
Todo o conteúdo audiovisual da mostra foi desenvolvido por artistas visuais e não por inteligência artificial, garantindo consistência estética e respeito às obras originais. A proposta é utilizar a tecnologia como meio de ampliação da experiência artística, e não como substituição da criação.
‘O Brasil de Tarsila’ busca aproximar novos públicos da arte e formar futuros visitantes de museus e apreciadores das artes visuais. A exposição foi concebida para receber famílias, despertar a curiosidade de crianças e jovens e abrir portas para pessoas que talvez nunca tenham tido contato direto com a obra de Tarsila.
A curadoria é assinada por Paola do Amaral Montenegro e Juliana Miraldi. Paola, gestora da Tarsila do Amaral S.A., atuou diretamente na construção dos enquadramentos narrativos da exposição, assegurando fidelidade à trajetória e ao legado da artista. Já Juliana Miraldi, pesquisadora e curadora de exposições imersivas, estrutura a dimensão conceitual da mostra ao integrar pesquisa acadêmica em artes visuais com as linguagens contemporâneas da arte digital.
A mostra reunirá releituras imersivas de trabalhos emblemáticos como Abaporu, Antropofagia, A Cuca, Operários e O Sono, além de outras obras importantes como São Paulo, Religiões Brasileiras, Figura só e Autorretrato (Le Manteau Rouge). Também integram o percurso desenhos e registros de viagens realizados pela artista, revelando paisagens e referências que marcaram profundamente sua produção.
‘O Brasil de Tarsila’ realizará um grande mergulho no imaginário da artista, recheado por cores vibrantes, paisagens e personagens brasileiros, convidando o público a atravessar suas formas dentro de uma experiência sensorial que conecta Arte e Tecnologia.
Serviço
Exposição | O Brasil de Tarsila
De 15 de agosto a 15 de fevereiro
Quarta a segunda e feriados, das 10h às 22h
Ingressos
De sexta a domingo e feriados – Inteira: R$ 100,00 | Meia-entrada: R$ 50,00
Segundas, quarta e quintas – Inteira: R$ 80,00 | Meia-entrada: R$ 40,00
Período
Local
Nubank Arte Lab
Conjunto Nacional, Avenida Paulista 2.073 – São Paulo, SP
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O MAC USP (Museu de Arte Contemporânea da USP) possui um importante conjunto de 561 desenhos de Emiliano Di Cavalcanti (1897-1976). Reunidos pelo próprio artista, abarcando sua produção de 1920
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O MAC USP (Museu de Arte Contemporânea da USP) possui um importante conjunto de 561 desenhos de Emiliano Di Cavalcanti (1897-1976). Reunidos pelo próprio artista, abarcando sua produção de 1920 a 1950. A exposição Di Cavalcanti: militante, boêmio, brasileiro, que o Museu apresenta a partir de 8 de novembro, traz 115 desenhos desse conjunto.
A curadoria de Helouise Costa e Marcelo Bortoloti observa que, embora mais conhecido como pintor “, Di Cavalcanti iniciou-se na arte por meio do desenho e fez dele um espaço de liberdade temática e estilística, de diálogo com outros artistas e rica experimentação”.
Em uma projeção audiovisual, todos os 561 desenhos serão apresentados ao público. Além dos desenhos pertencentes ao MAC USP serão apresentadas obras vindas do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB USP), Museu de Arte Brasileira (FAAP), Biblioteca Mário de Andrade, Pinacoteca de São Paulo e coleções particulares.
Serviço
Exposição | DI CAVALCANTI: militante, boêmio, brasileiro
De 08 de novembro a 18 de outubro
Terça a domingo das 10 às 21 horas
Período
Local
MAC USP
Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 – Ibirapuera - São Paulo - SP
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Da contemporaneidade que abriga a criatividade e maestria de Nuno Ramos em consonância com o interesse em produzir obras que ressignificam materiais de Marcos Amaro, nasce a mostra A Força
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Da contemporaneidade que abriga a criatividade e maestria de Nuno Ramos em consonância com o interesse em produzir obras que ressignificam materiais de Marcos Amaro, nasce a mostra A Força do Diálogo: Nuno Ramos e Marcos Amaro, no Museu FAMA, em Itu, São Paulo. Donos de um estética ousada e estilos inconfundíveis, os artistas dialogam nessa mostra com obras que permeiam suas histórias, reveladas na Sala Almeida Jr., no Setor 5.
Trata-se de um diálogo entre criações de diferentes períodos de Nuno e outras que são parte da construção da trajetória de Amaro, “trajetória essa que atravessa e ecoa a dele em muitos aspectos”, nas palavras de Marcos. Nuno Ramos é artista plástico, compositor, dramaturgo, escritor e ensaísta, e há mais de 30 anos trabalha com sobreposição de materiais, que vão de vaselina à cera de abelha, até pigmentos, tinta a óleo, tecidos, plásticos e metais. “O que mais me toca é a pintura, a organização dos materiais e a forma como eles se apresentam ao mundo”, revela Amaro. “Nuno é, para mim, um dos grandes artistas da contemporaneidade. Embora eu pertença a uma geração posterior à sua — como costuma acontecer — foi justamente seu trabalho que abriu caminhos e possibilidades de expansão de linguagem para a minha geração e para a minha própria prática artística”, completa Marcos.
E com base nessa admiração a mostra traz dezenas de obras de ambos os artistas, inclusive, em relação aos trabalhos de Nuno, algumas são parte do acervo pessoal de Amaro que além de empresário e fundador do Museu FAMA, é colecionador. Enquanto artista plástico, Marcos Amaro é conhecido por um estilo peculiar que mistura estética industrial com toques de afeto e nas quais revela seu profundo interesse pela matéria, conferindo-lhes novos sentidos e narrativas.
“A Força do Diálogo: Nuno Ramos e Marcos Amaro” apresenta obras de grandes dimensões, tridimensionais e que se destacam por sua espacialidade e volumetria. Para além da complexidade de execução e plasticidade que as envolvem, as obras que compõem a mostra se conectam diretamente com a generosa escala dos galpões do Museu e ficam em cartaz até 1 de novembro de 2027.
Serviço
Exposição | Leva tempo, mas vai dar tempo
De 14 de março a 01 de novembro
Quartas-feiras, e de sexta a domingo, das 11h às 17h
Período
Local
FAMA Museu
Rua Padre Bartolomeu Tadei, 9 – Centro – CEP 13300-190 – Itu – SP
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A primeira exposição institucional de Paulo Pedro Leal (1894 – 1968), pintor brasileiro autodidata, apresenta a obra deste artista que se dedicou à representação de cenas de guerras e conflitos
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A primeira exposição institucional de Paulo Pedro Leal (1894 – 1968), pintor brasileiro autodidata, apresenta a obra deste artista que se dedicou à representação de cenas de guerras e conflitos sociais, de ritos da umbanda e paisagens rurais, e cuja vida reflete diversos aspectos da modernidade no país.
A mostra Paulo Pedro Leal: trágico subúrbio reúne mais de 50 pinturas realizadas entre as décadas de 1950 e 1960, em conjunto de trabalhos que demonstram o interesse de Leal pelas contradições que estruturaram o processo de modernização do Rio de Janeiro.
Paulo Pedro Leal passou anos vendendo suas obras no Passeio Público, no centro do Rio de Janeiro. O artista se identificava como “pintor espiritual” e viveu às margens do circuito institucional da arte brasileira do século 20, até que em 1953 o marchand e galerista Jean Boghici passou a comercializar seus trabalhos. Sua produção artística inclui pintura histórica, paisagem, natureza-morta, cenas de macumba e a vida urbana no Rio de Janeiro, realizada a partir da observação do mundo ao redor e do contato com reproduções em livros e periódicos.
A exposição começa com obras que evidenciam o interesse de PPL pelos gêneros da pintura ocidental, Afogamento de mendigos (1965) Naufrágio (1953) ainda que o artista os tenha aprendido fora dos circuitos institucionais. Na galeria, há trabalhos sobre naufrágios – grande interesse do artista, que foi estivador – e batalhas navais inspiradas em eventos da Primeira Grande Guerra.
Podem ser vistas ainda naturezas-mortas e uma série de paisagens, fruto da observação do avanço do subúrbio sobre o campo. Podem ser vistas obras como Batalha Naval/Bombardeio de um porto (1966), A casa do Capitão (1950) e Casal com frutas (sem data).
Em seguida, cenários de conflitos no Rio de Janeiro estão representados nas cenas de brigas de bar e assassinatos, que exploram o contraste de classe e questões raciais. Em destaque estão as obras Cirurgia moderna (1953), Crime no hotel (1965) – obra doada ao acervo do museu – e Afogamento dos mendigos (1965), que faz de Leal o único artista a retratar o maior escândalo público de violência de Estado pré-ditadura militar. Em 1963, sob o truculento governo de Carlos Lacerda, Jornais cariocas expuseram fotografias do Serviço de Repressão à Mendicância atirando pessoas em situação de rua no rio Guandu, em um episódio que ficou conhecido como “Operação Mata-Mendigos”.
Na terceira e última sala, estão presentes obras de cunho erótico, produto da observação de PPL da atividade dos bordéis da cidade. Além disso, podem ser vistas representações de festas profanas e religiosas, imagens sincréticas e macumbas, onde aparece seu notável esforço descritivo no intuito de explicar todos os componentes desse rito do qual foi sacerdote, como nas obras Candomblé (sem data) e Alegorias religiosas (sem data).
Serviço
Exposição | Paulo Pedro Leal: trágico subúrbio
De 11 de abril a 08 de novembro
Quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h)
Período
Local
Pina Luz
Praça da Luz, 2, Bom Retiro, São Paulo — SP
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Um amplo mapeamento da produção visual brasileira contemporânea, que articula diferentes linguagens e traz cerca de 130 artistas de todas as regiões do país, ganha forma na exposição Delírio Tropical
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Um amplo mapeamento da produção visual brasileira contemporânea, que articula diferentes linguagens e traz cerca de 130 artistas de todas as regiões do país, ganha forma na exposição Delírio Tropical – Recanto no Sesc Pinheiros, com curadoria de Orlando Maneschy e curadoria adjunta de Keyla Sobral. Com cerca de 280 obras, a mostra propõe uma imersão no imaginário de um Brasil plural, múltiplo e em constante reinvenção, compondo um mosaico que vai de imagens históricas a produções contemporâneas e que se voltam às experiências singulares em territórios distintos e entendimentos de mundo.
Delírio Tropical – Recanto constrói uma narrativa que articula diferentes manifestações visuais artísticas — da fotografia ao vídeo, passando por cartazes, lambes, revistas, esculturas, pinturas e objetos. A mostra propõe uma reflexão sobre o papel das imagens na construção do entendimento do país e de suas múltiplas identidades, a partir de uma curadoria que reúne artistas comprometidos com suas experiências, territórios e modos de existência, incluindo perspectivas culturais das várias regiões do país, ao lado de uma diversidade de vozes contemporâneas.
O conjunto expositivo inclui obras de artistas como Anna Maria Maiolino, Ayrson Heráclito, Cildo Meireles, Claudia Andujar, Dalton Paula, Denilson Baniwa, Hal Wildson, Índigo Braga, Rosângela Rennó e Karim Aïnouz.
“Buscamos reunir artistas que olham para o Brasil a partir de seus territórios, que usam a imagem como elemento decisivo na construção de discursos, ressaltando uma ideia de país diverso”, afirma o curador Orlando Maneschy. “A exposição é um convite a romper com olhares estereotipados e a se abrir para experiências que nos deslocam e nos transformam”, completa Maneschy.
Originalmente apresentada na Pinacoteca do Ceará como parte do Fotofestival Solar, a exposição chega ao Sesc Pinheiros como itinerância, ampliando o acesso a um conjunto de obras que tensionam estereótipos e revelam um Brasil marcado por disputas simbólicas, afetos, violências, resistências e desejos. Na capital paulista, a mostra conta com uma obra inédita de Keyla Sobral e expografia pensada para as especificidades do Sesc Pinheiros.
Um caminho visual por múltiplos Brasis
A mostra parte da ideia de que a imagem, em suas múltiplas formas de circulação — do das capas de discos ao GIF, da fotografia ao impresso que atravessa o cotidiano — é um elemento central na construção do imaginário brasileiro. Com artistas de diferentes contextos, a seleção de obras apresenta um país em construção e diverso, atravessado por tensões entre memória e atualidade, sem buscar um discurso fechado, mas aberto à reflexão. Nesse percurso, imagens históricas e contemporâneas se aproximam para retomar questões que seguem latentes, sugerindo continuidades entre passado e presente.
Mais do que um recorte autoral, Delírio Tropical – Recanto sugere um campo de escuta em que os trabalhos dialogam entre si e constroem, coletivamente, uma leitura possível do Brasil, entre tantas outras plausíveis, que não quer ser totalizante e, inclusive, assume ausências e lacunas. A curadoria se organiza como uma articulação desses olhares, e o resultado é um caminho por um Brasil em que diferentes corpos, identidades e narrativas emergem não como representação, mas como presença, ativando outras formas de ver, imaginar e se relacionar com o país.
A expografia conduz o visitante por um fluxo imersivo que começa em um ambiente de caráter quase ritualístico, evocando a ruptura com visões cristalizadas, e avança por núcleos que abordam temas como identidade, memória, mídia, território e poder. Ao longo do trajeto, obras de distintas épocas e contextos entram em diálogo, criando conexões inesperadas e ativando novas leituras sobre o Brasil.
A relação entre imagem e circulação também está em destaque na montagem, incorporando elementos da cultura visual cotidiana, como capas de revistas, de discos e registros documentais, que ajudam a construir o imaginário coletivo brasileiro. Nesse sentido, Delírio Tropical – Recanto propõe não apenas observar imagens, mas refletir sobre como elas moldam percepções, narrativas e sentidos.
A realização da mostra integra o compromisso institucional do Sesc São Paulo de ampliar o acesso à produção artística contemporânea e promover o encontro entre diferentes públicos e repertórios culturais. É um convite ao público para reimaginar o Brasil a partir de sua diversidade, de seus contrastes e de sua riqueza simbólica. A programação inclui ainda ações educativas, visitas mediadas e atividades formativas, ampliando as possibilidades de diálogo com os públicos.
Serviço
Exposição | Delírio Tropical – Recanto
De 6 de maio a 13 de outubro
Terça a sábado, das 10h30 às 21h, domingos e feriados, das 10h30 às 18h
Período
Local
Sesc Pinheiros
Rua Paes Leme, 195, Pinheiros, São Paulo - SP
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A mostra O espaço e o lugar, na DAN Galeria Interior, reúne 75 obras e propõe uma leitura sobre a maneira como o espaço se transforma em lugar quando passa
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A mostra O espaço e o lugar, na DAN Galeria Interior, reúne 75 obras e propõe uma leitura sobre a maneira como o espaço se transforma em lugar quando passa pelo corpo e pela memória, com curadoria de Fábio Magalhães e expografia do Fernando Poles Arquitetos. A cadeira, presente em diferentes trabalhos, conduz essa investigação: objeto cotidiano, medida humana, ponto de repouso, marca de intimidade e também abertura para uma dimensão mais ampla, ligada ao tempo e ao espaço.
A partir desse eixo, Fábio Magalhães aproxima obras de Adolfo Estrada, Almir Mavignier, Dionísio Del Santo, Ferreira Gullar, Gonçalo Ivo, José Roberto Aguilar, José Spaniol, Sergio Fingermann e Valentino Fialdini. O percurso articula pinturas, objetos, obras geométricas e abstratas em torno de uma pergunta central: como uma situação privada pode conter uma ideia de mundo?
Serviço
Exposição | O espaço e o lugar
De 09 de maio a 10 de outubro
Segunda a sexta, das 10h às 18h; sábados, das 10h às 13h
Período
Local
DAN Galeria Interior
Av. Ireno da Silva Venâncio, 199 - Protestantes, Votorantim - SP
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Beatriz Milhazes, grande nome da arte brasileira, é conhecida por seu trabalho que alia rigor geométrico a uma atmosfera sempre festiva, fruto de sua paleta exuberante. Arte têxtil, chita, bordado,
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Beatriz Milhazes, grande nome da arte brasileira, é conhecida por seu trabalho que alia rigor geométrico a uma atmosfera sempre festiva, fruto de sua paleta exuberante. Arte têxtil, chita, bordado, tecelagem tipicamente brasileira e grafismos indígenas são referências das quais ela se alimenta, transformando tudo isso em uma linguagem própria.
“Gravuras do acervo da Pinacoteca de São Paulo” reúne pela primeira vez um conjunto de 27 gravuras produzidas entre 1996 e 2019, resultado da colaboração de Beatriz com Jean-Paul Rusell, fundador da Durham Press — estúdio de edição de gravuras, livros de artista e obras únicas sediado na Pensilvânia, Estados Unidos.
A Pinacoteca é o único museu do mundo que possui esse conjunto de trabalhos.
Complexidade e beleza
Visitantes poderão apreciar obras de múltiplas cores, estampas florais formando portais, guirlandas e ramos frondosos; as gravuras de Beatriz desenvolvidas ao lado de Jean-Paul Rusell.
A produção da artista é marcada por uma linguagem de complexidade e beleza, e pela coerência no modo como consegue transitar entre diferentes técnicas, partindo sempre da pintura até chegar nas gravuras.
Em suas obras aparecem também formas sinuosas, discos, mandalas e colares de contas, incrementando a tradição geométrica brasileira. Na exposição é possível também perceber o modo como Milhazes monta e remonta as formas, as cores e os espaços aparentemente vazios, como os que aparecem em O pato (1996) e Noite de verão (2006).
Serviço
Exposição | Gravuras do acervo da Pinacoteca de São Paulo
De 16 de maio a 14 de março de 2027
Quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h), sábados e segundos domingos do mês gratuitos
Período
Local
Pina Estação
Lg. General Osório, 66, São Paulo - SP
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O Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS-SP), instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, administrado pela Organização Social de
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O Museu de Arte Sacra de São Paulo (MAS-SP), instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, administrado pela Organização Social de Cultura SAMAS, apresenta a exposição “Elementares”, da artista Denise Milan, que apresenta um conjunto de obras que articulam arte, ciência e pensamento contemporâneo a partir da investigação da matéria. A mostra, com curadoria de Naomi Moniz, destaca a produção recente da artista em diálogo com sua trajetória consolidada, marcada pelo uso de geodos e cristais como elementos centrais de sua pesquisa.
Reunindo um conjunto significativo de obras, a exposição investiga os sistemas dinâmicos da matéria em nível molecular, articulando conceitos como caos, criatividade, sobrevivência, adaptação e transformação. No centro desse percurso está o que a artista define como o “drama da matéria” — uma narrativa que compreende a Terra como organismo vivo, portador de memória e energia.
Ao tratar a pedra como um banco de dados, Denise Milan propõe uma leitura da matéria como arquivo de processos que atravessam o tempo profundo do planeta, revelando histórias formadas ao longo de milhões de anos. Os trabalhos apresentados evidenciam os ciclos de criação e destruição que estruturam a vida na Terra e apontam para uma mudança de perspectiva: antigas metanarrativas cedem espaço a uma fabulação especulativa que inclui toda a natureza como agente ativo.
Nesse contexto, animais, florestas, microrganismos e minerais assumem protagonismo, ressaltando a interdependência entre os diferentes sistemas de vida e a delicada sintonia que sustenta o universo. Combinando rigor conceitual e força visual, a exposição aproxima arte e ciência para refletir sobre o papel da matéria como potência criativa e narrativa.
Com “Elementares”, Denise Milan convida o público a repensar as relações entre humanidade e natureza, em um momento em que compreender os ciclos e a energia do planeta se torna cada vez mais urgente. A mostra reafirma a relevância de sua trajetória no cenário contemporâneo e propõe uma experiência que conecta estética, conhecimento e imaginação sobre os futuros possíveis da Terra.
A exposição se organiza em cinco núcleos que funcionam como uma travessia entre matéria, origem, transformação e percepção. Cada conjunto ocupa uma etapa desse percurso e ajuda a orientar o visitante dentro da pesquisa de Denise Milan sobre arte, ciência, natureza e espiritualidade.
Elementares I reúne imagens derivadas de geodos e cristais em que surgem figuras humanas, organismos e formas híbridas inscritas na própria matéria mineral. As obras partem da observação de basaltos e quartzos cristalizados ao longo de milhões de anos. Denise Milan trata essas formações como “enunciações de vidas eternas” e associa o núcleo às origens da matéria e aos processos de coexistência entre diferentes estruturas minerais.
Elementares II amplia essa investigação e desloca as figuras minerais para uma dimensão mais corporal e escultórica. O núcleo apresenta peças em alumínio fundido derivadas das formas observadas nos cristais, transformando desenhos minerais em presenças físicas. Aqui, a exposição aproxima geologia, corpo e memória, propondo uma leitura da matéria como organismo em transformação contínua.
Imaginários da Terra articula pedra, metal e quartzito em obras que aproximam ciência, imaginação e paisagem. Denise Milan trata a natureza como linguagem e constrói composições em que minerais, superfícies e vazios funcionam como mapas simbólicos da formação terrestre. O núcleo dialoga diretamente com a ideia de escutar a natureza “em sua própria linguagem”, citada no catálogo a partir do físico Frank Wilczek.
Explosões concentra trabalhos ligados à expansão, ruptura e energia interna dos cristais. As obras partem de estruturas geométricas e simétricas encontradas na natureza para discutir instabilidade, transformação e imprevisibilidade. O catálogo relaciona esse núcleo à complexidade do universo e às formas de organização da matéria.
Origens funciona como eixo conceitual da mostra e conecta todos os núcleos anteriores. A ideia de origem aparece tanto no sentido geológico quanto espiritual: origem da matéria, da vida, da consciência e das imagens. Ao longo do percurso, a exposição aproxima ciência, mineralogia e imaginação para construir uma narrativa em que o ser humano deixa de ocupar o centro e passa a ser entendido como parte de um processo cósmico, biológico e terrestre mais amplo.
“Denise tece fábulas como metáfora para sugerir uma revolução nos padrões de comportamento humano e uma nova conduta, centrada na conexão, cooperação e cura, em vez de polarização, cobiça e rivalidade. Elementares não apenas expande os limites artísticos que Milan vem explorando ao longo de toda a sua carreira, mas também nos incita a questionar não apenas a maneira como nós, humanos, pensamos que devemos interagir e nos comportar uns com os outros, mas nos vermos como parte da Natureza e da rede da vida. É um convite para uma jornada além de nós mesmos: um “transumanar” como diria Dante Alighieri, adquirir mais conhecimentos para evoluir e acompanhar a “Estrela Guia” às cavernas escuras e profundas do ventre da terra. Nelas, as figuras estranhamente familiares despertam lembranças perdidas de estados inconscientes da memória ao nos reconhecermos– seres flutuando em lugares do “antes “ e “depois”, suspensos na simetria do tempo e do espaço que revela o centro, lugar de origem e do futuro.”
Naomi Moniz, curadora
Serviço
Exposição | Elementares
De 29 de maio a 27 de setembro
Terça a domingo, das 09h às 17h (entrada até às 16h30)
Período
Local
Museu de Arte Sacra de São Paulo – MAS / SP
Avenida Tiradentes, 676 Luz - São Paulo - SP
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A iniciativa, concebida pela Haus der Kunst (Munique, Alemanha) e realizada em colaboração com a Pinacoteca, visa colocar a infância no centro da experiência artística. Mais do que uma exposição,
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A iniciativa, concebida pela Haus der Kunst (Munique, Alemanha) e realizada em colaboração com a Pinacoteca, visa colocar a infância no centro da experiência artística. Mais do que uma exposição, trata-se de uma rede de trocas culturais que convida crianças a pensarem, viverem e intervirem no mundo por meio da arte.
“Para crianças: experiências com a arte desde 1968” é focada no público infantil, embora se estenda a visitantes de todas as idades. Inaugurada na Haus der Kunst, em Munique, na Alemanha, em 2025. Agora na Pinacoteca, ela reúne trabalhos de onze artistas de vários países, todos, a seu modo, atravessados por materiais, brincadeiras, perguntas, pesquisas e histórias tão característicos do universo das crianças.
A obra mais antiga é de 1968 e essa não é uma data qualquer. Nesse período histórico, os movimentos de contracultura questionaram as estruturas sociais e saíram em defesa de liberdade de pensamento e expressão para todas as pessoas.
Desde então, ficou evidente que a infância inspira uma sensibilidade e um conjunto de atitudes imprescindíveis para as mudanças individuais e coletivas. A vida em sociedade, a arte e o museu não são os mesmos na presença de uma criança.
Curadoria de Ana Maria Maia e Lorraine Mendes.
A exposição tem patrocínio de Mattos Filho, Acrilex, Ateliê Quero Quero. Apoio institucional: Unicef, para cada criança. Realização: Haus der Kuns, APAC, Pinacoteca de São Paulo, CULTSP, Secretaria da Cultura, Economia e Industria Criativas, Ministério da cultura Governo do Brasil do lado do povo brasileiro
Uma exposição de Haus der Kuns e da Pinacoteca de São Paulo.
Serviço
Exposição | Para crianças: experiências com a arte desde 1968
De 30 de maio a 18 de outubro
Quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h)
Período
Local
Pinacoteca Contemporânea
Av. Tiradentes, 273, Luz, São Paulo - SP
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O MAC USP apresenta a exposição Beijo de Língua, individual do artista Nelson Felix (Rio de janeiro, 1954), trazendo dezenas de obras, entre esculturas (algumas de grande porte), desenhos, fotografias
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O MAC USP apresenta a exposição Beijo de Língua, individual do artista Nelson Felix (Rio de janeiro, 1954), trazendo dezenas de obras, entre esculturas (algumas de grande porte), desenhos, fotografias e um vídeo. A curadoria é de Fernanda Pitta, docente do MAC USP. A ideia da exposição nasceu em 1978, quando Nelson Felix, visitando a região andina, percebeu uma coincidência entre as línguas Aimara (falada na região) e o Aramaico (da tradição semítica, do oriente médio): escritas em espanhol elas se tornam palíndromos (Aemara e Aramea). Felix passou a carregar esse pensamento por décadas, até encontrar em Beijo de Língua, a forma para materializá-la como uma das maiores exposições já realizadas pelo artista. “É uma exposição de esculturas, principalmente”, diz Nelson.
No núcleo central da mostra, Felix apresenta três esculturas criadas a partir de chapas de mármore. Escultura para Homero, Escultura para Santa Teresa e Escultura para Bertrand articulam três campos centrais em seu trabalho: sacrifício, tolerância e amor. O artista escolheu textos de três autores – Bertrand Russel, Homero e Santa Teresa D’Ávila, e alguns trechos são escritos nas línguas Aimara e Aramaico nas chapas de mármore, criando uma superfície rendada na pedra. Beijo de Língua tem três esculturas, formadas por duas chapas de mármore cada uma. As duas chapas, coladas, têm o mesmo texto, em duas versões: de um lado em Aimara e do outro, em Aramaico.
– Colo estas duas chapas com os textos, aliás, é a primeira vez que uso cola em meu trabalho. Aqui a cola é material tão importante como o próprio mármore, ou o bronze ou mesmo os elementos vegetais que uso. Assim, nos caracteres, surgem vazamentos mútuos, as línguas se tocam, é para mim, um beijo – afirma o artista.
“As superfícies se tocam, mas mantêm intervalos onde os idiomas não coincidem. A cola evidencia a operação que sustenta a união sem eliminar a diferença. O texto passa a atuar como matéria, inscrita e articulada na estrutura da obra”, observa a curadora Fernanda Pitta.
Já Carta de amor, trabalho apresentado em 2022 em forma contínua, como um projeto, agora ganha duas novas versões, escultóricas: Pétala e Caule. As obras apresentam diversos materiais: mármore, bronze, ferro, cabo de aço, cacto e fio de seda. As séries de desenhos revelam diferentes facetas do trabalho de Felix, com referências de obras anteriores, e estudos do trabalho atual. Na série 7 noites vazias e 21 dias como 21 anos (2024) podemos ver um mesmo gesto, feito com bastão de óleo, que nunca é igual a si mesmo. A obra gráfica Tartaruga de Homero (2024), série com três trabalhos, traz referências do verso de Homero (Hino Homérico a Hermes), em que Hermes mata uma tartaruga e cria a primeira cítara. Para Felix, na criação deste instrumento, acontece o nascimento da música.
Para a curadora da exposição, “a partir do movimento de retomada e rearticulação contínua de ideias, materiais e procedimentos, as obras de Nelson Felix deixam de operar de forma isolada e passam a constituir um conjunto de relações, formando um conjunto aberto, em que as obras se relacionam por aproximações e distâncias, entre línguas e sistemas de pensamento, como o Aramaico e o Aimara, eixo central da exposição.”
Exposição | Beijo de Língua
De 30 de maio a 20 de novembro
Terça a domingo das 10 às 21 horas
Período
Local
MAC USP
Avenida Pedro Álvares Cabral, 1301 – Ibirapuera - São Paulo - SP
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A Casa Museu Ema Klabin apresenta a exposição Habitar São Paulo: relatos femininos, com idealização do curador da casa museu, Paulo de Freitas Costa, e curadoria do núcleo educativo. A
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A Casa Museu Ema Klabin apresenta a exposição Habitar São Paulo: relatos femininos, com idealização do curador da casa museu, Paulo de Freitas Costa, e curadoria do núcleo educativo. A mostra convida o público a percorrer a cidade a partir de narrativas de dez escritoras, reunindo trechos de suas obras que atravessam o cotidiano, a memória e o espaço de suas casas em São Paulo. Ao transitar entre o íntimo e o coletivo, os relatos revelam diferentes formas de viver e perceber a cidade. Os trechos selecionados estarão expostos ao lado de fotografias raras dos ambientes de suas casas, que remetem aos contextos descritos pelas autoras.
A exposição busca apresentar a cidade a partir de narrativas femininas que atravessam diferentes épocas, contextos sociais e territórios. Gilda de Mello e Souza, Zélia Gattai, Rita Lee, Giovana Madalosso, Paula Fábrio, Adriele Oliveira, Helena Silvestre, Lilia Guerra, Luísa Marilac e Prudence Kalambay partem da memória íntima, familiar e coletiva para construir retratos de diferentes formas de habitar a cidade.
“São Paulo guarda muitas memórias, muitas histórias. A exposição Habitar São Paulo: relatos femininos toma emprestado o olhar e a perspectiva dessas escritoras que descreveram realidades e histórias tão particulares quanto universais, nos trazendo relatos sensíveis, trágicos, íntimos ou até engraçados. A mostra busca, assim, ampliar o olhar para uma pluralidade de vivências em uma cidade marcada por intensos contrastes”, explica Cristiane Alves, coordenadora do educativo e uma das curadoras da exposição.
Esses relatos serão apresentados a partir de cinco eixos narrativos: família, trabalho e convívio; memória de objetos e espaços; da janela para fora; percepções sensoriais; e a cidade sonhada. Organizada a partir desses percursos, a exposição se distribui pelos ambientes da casa museu e propõe um diálogo entre literatura e memória. O público também terá acesso a gravações em áudio com vozes femininas que narram os textos selecionados e a um espaço de leitura com livros das escritoras participantes, possibilitando uma maior aproximação com as obras e narrativas presentes na mostra.
“Quando realizamos a exposição Tempos de uma casa no ano passado, percebemos a importância dos relatos de Ema Klabin e de suas amigas e funcionárias na construção de uma memória mais abrangente, com uma sensibilidade especial. Para esta exposição, pensamos em expandir a experiência, trazendo histórias potentes que nos permitem enxergar toda a cidade de outra forma”, afirma Paulo Costa, curador da casa museu e idealizador da mostra.
Exposição | Habitar São Paulo: relatos femininos
De 30 de maio a 27 de setembro
Quarta a domingo, das 11h às 17h, com permanência até as 18h; visitas mediadas de quarta a sexta, às 11h, 14h, 15h e 16h; sábado, domingo e feriado, às 14h
Período
Local
Casa Museu Ema Klabin
Rua Portugal, 43 Jardim Europa São Paulo, SP
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No Japão, existe uma cultura cromática única – conhecida como Nihon no dentōshoku (“cores tradicionais do Japão”, em tradução livre) – e dentre essas cores, o branco envolve a sensibilidade
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No Japão, existe uma cultura cromática única – conhecida como Nihon no dentōshoku (“cores tradicionais do Japão”, em tradução livre) – e dentre essas cores, o branco envolve a sensibilidade dos japoneses, refletindo diversas percepções evocadas no imaginário como paz, purificação, leveza, silêncio e até precisão. É esta cor que assume o papel de fio condutor da exposição “Shiro: uma escala de nuances” (shiro significa “branco”, em tradução do japonês), que estreia no dia 2 de junho na Japan House São Paulo (JHSP). A mostra inédita segue em cartaz no andar térreo da instituição até 25 de outubro, com entrada gratuita.
Com curadoria da diretora cultural da instituição, Natasha Barzaghi Geenen, a mostra introduz diversas tonalidades da cor branca no Japão, passando por quatro elementos: papel, seda, neve e sal, revelando as suas relações com a cultura japonesa. A inspiração para o recorte veio da leitura da obra “O País das Neves” (1948), de Yasunari Kawabata, durante o Clube de Leitura JHSP + Quatro Cinco Um em junho do ano passado, que descreve as vastas paisagens brancas do norte do país e o processo de alvejamento de um tecido na neve. “Shiro não é fruto de um conceito específico, tem uma inspiração poética e abstrata. O branco, enquanto junção de todas as demais cores, serve aqui como ponto de partida simbólico para pensar como o Japão carrega tantas nuances e sutilezas, como é um país de muitas gamas, que podem passar despercebidas, mas não para o povo japonês, cujo olhar é apurado até para essas mínimas diferenças do branco”, afirma Natasha.
Dividida em quatro grandes núcleos temáticos correspondentes a cada elemento, a expografia convida os visitantes a um mergulho pelas nuances simbólicas da cor. Logo na entrada, uma tabela cromática com uma seleção de 19 tons de branco catalogados no Japão representa as diversas nuances que uma única cor pode ter, a partir das centenas de cores tradicionais do Japão.
No núcleo de Papel, a instalação “Poem of life”, da artista Ayumi Shibata, é feita de inúmeras folhas de papel cortadas como na técnica de kiri-ê e amarradas entre si, simbolizando o desejo da artista pela paz e harmonia do mundo. A obra de aproximadamente três metros de altura também trabalha a relação do papel com luz e sombra a partir de um espelho em sua base. Neste núcleo, o público também poderá conhecer o processo de produção do Kurotani Washi (papel japonês tradicional feito à mão), desde a colheita dos ramos de Kōzo (amoreira) – base para a fabricação deste elemento – até sua finalização. Amostras de três tipos de fibras que dão origem ao washi: Kōzo, Mitsumata e Gampi também estarão em exibição.
Para o núcleo de Seda, a artista Kaoru Hirano apresenta uma obra produzida especialmente para a exposição. Conhecida por desconstruir peças de roupa em suas criações, Hirano escolheu trabalhar com um juban branco de seda (peça de vestuário tradicional japonesa usada por baixo do quimono), de sua avó paterna, falecida em 2018, para criar uma espécie de teia suspensa na instalação “untitled-grandmother”. A delicada obra site-specific de quase 4 metros de diâmetro reflete sobre memória afetiva e os laços construídos (e desconstruídos) dentro dessa relação familiar. Amostras de casulos do bicho-da-seda, fios e tecido da província japonesa de Gunma, referência na produção de seda, também serão apresentados neste núcleo, acompanhados por uma breve introdução em vídeo dessa confecção no Japão.
Já o núcleo Neve, aborda as paisagens do Norte do Japão, com seus invernos rigorosos, que evocam uma sensação de branco infinito, como descrito no livro de Kawabata. Para representar essa vastidão, foram selecionadas três fotografias de Land Art (intervenções feitas diretamente na paisagem natural), do artista Tomohiro Kajiyama, além de um vídeo demonstrando o processo de criação. Nesses trabalhos, é possível ver como o artista compreende a paisagem tomada pela neve como uma tela em branco, para ir caminhando instintivamente sobre ela com um par de pequenos esquis, guiado apenas pelas imagens em sua mente sem o uso de ferramentas de medição. Desse processo, resultam quilômetros de linhas que formam desenhos complexos, possíveis de serem contemplados em sua magnitude apenas do alto. Efêmeras, as “Snow Art” de Kajiyama costumam ocupar áreas de aproximadamente 100m² cada. “Suas criações ocorrem desde antes do amanhecer, no silêncio congelante, enquanto o céu começa a mudar de cor e continuam pela tarde, às vezes estendendo-se por vários dias. Segundo o artista, cada passo que ele dá para compactar a neve representa sua filosofia de esculpir a própria vida com uma mentalidade positiva, mesmo diante das adversidades”, explica a curadora.
A neve é um elemento tão presente no dia a dia do Japão, que os japoneses até desenvolveram um glossário dedicado a descrever suas diversas formas – seja a neve fina que parece pó, seja a neve macia que se assemelha a um mochi (bolinho de arroz glutinoso).
Assim como a neve, o sal também é especial no dia a dia dos japoneses. Embora o Japão seja um país cercado por mar, o seu ambiente não é propício à produção de sal. Por isso, desde tempos antigos, a produção de sal é feita por um método que consiste em duas etapas: a concentração da água do mar em salinas, e o processo de evaporação por meio da fervura. Esse método permanece em prática até hoje, mesmo que a produção seja feita majoritariamente de forma industrializada. Além de ser utilizado como tempero e conservante, o sal também é um objeto ritualístico na tradição xintoísta. A prática popular de criar pequenos montes de sal e deixá-los perto das entradas das casas, estabelecimentos ou santuários, como forma de atrair boa sorte e afastar os maus espíritos é chamada de morishio ou morijio. Dentre as inúmeras variações de sais encontradas no mundo, a mostra apresenta cinco tipos, originários de diversas regiões do Japão, evidenciando suas diferentes características e granulações.
A exposição também integra o programa JHSP Acessível, oferecendo WebApp com conteúdos acessíveis e textos traduzidos em inglês, espanhol e japonês, bem como recursos táteis, audiodescrição e vídeos em Libras para proporcionar acessibilidade a todos os visitantes.
Exposição | Shiro: uma escala de nuances
De 02 de junho a 25 de outubro
Terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h
Período
Local
Japan House São Paulo
Avenida Paulista, 52 – Bela Vista, São Paulo - SP
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O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, com gestão da Associação Museu Afro Brasil – Organização Social
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O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, com gestão da Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura (AMAB), inaugura a exposição “Afríquia: o artista como colecionador”, com curadoria de Gabrielle Nascimento. A mostra convida o público a conhecer a coleção de arte africana do Museu a partir do olhar de seu fundador, Emanoel Araujo, revelando como suas escolhas artísticas, intelectuais e curatoriais contribuíram para a formação de um dos mais importantes acervos dedicados às culturas africanas no Brasil.
“Esta exposição parte da compreensão de que toda coleção é também uma narrativa. Ao reunir obras, documentos, fotografias e registros da trajetória de Emanoel Araujo, buscamos mostrar como seu olhar ajudou a construir não apenas uma coleção de arte africana, mas uma forma de pensar as relações entre África, diáspora e identidade afro-brasileira“, destaca a curadora Gabrielle Nascimento.
Reunindo mais de 200 obras, a exposição apresenta esculturas, pinturas, máscaras, documentos, fotografias, livros, discos, tecidos e objetos tridimensionais que ajudam a compreender não apenas a construção da coleção africana do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, mas também a trajetória de Emanoel Araujo como artista, colecionador, curador e museólogo.
Composta majoritariamente por peças do próprio acervo do Museu, a mostra reúne obras tradicionais e contemporâneas, com destaque para produções da Nigéria e do Benim. O percurso expositivo evidencia as relações estabelecidas por Emanoel Araujo entre África e Brasil, revelando como referências culturais, religiosas e estéticas presentes no continente africano influenciaram sua produção artística e seu projeto museológico.
O título da exposição faz referência à série de xilogravuras Suíte Afríquia I, II e III, produzida por Emanoel Araujo em 1977 após sua participação no II Festival Mundial de Arte e Cultura Negra e Africana (FESTAC 77), realizado na Nigéria. A experiência marcou sua primeira viagem ao continente africano e teve impacto significativo tanto em sua produção artística quanto na formação inicial de sua coleção.
Mais do que apresentar objetos, a exposição propõe refletir sobre o colecionismo como uma forma de construção de narrativas. Ao acompanhar documentos, registros de aquisição, fotografias e obras reunidas ao longo de décadas, o público tem acesso a aspectos pouco conhecidos da atuação de Emanoel Araujo e às formas como ele construiu conexões entre memória, arte e diáspora africana.
A mostra também aproxima arte africana tradicional e contemporânea, reunindo desde máscaras Gelede e Egungun e esculturas de matriz iorubana até produções de artistas contemporâneos africanos incorporadas ao acervo em diferentes momentos da trajetória do Museu. A proposta evidencia a diversidade e a complexidade das produções culturais africanas, afastando leituras estereotipadas e destacando seus diálogos com a modernidade e os circuitos globais da arte.
Serviço
Exposição | Afríquia: o artista como colecionador
De 26 de junho a 13 de setembro
Terça a domingo, das 10h às 17h (permanência até às 18h)
Período
Local
Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Portão 10 – Parque Ibirapuera São Paulo - SP
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Com trabalhos que incluem fotografia, instalação, vídeo, performance e desenho, a produção de Carolina Caycedo (colombiana nascida em Londres, Reino Unido,1978) se constitui como um ponto de encontro entre saberes
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Com trabalhos que incluem fotografia, instalação, vídeo, performance e desenho, a produção de Carolina Caycedo (colombiana nascida em Londres, Reino Unido,1978) se constitui como um ponto de encontro entre saberes e práticas que vão da arte contemporânea aos saberes ancestrais ribeirinhos e às estratégias de resistência de movimentos sociais latino-americanos.
A trajetória de Caycedo foi marcada por múltiplos processos migratórios que informam sua prática, refletindo as relações simbólicas e culturais que estabelecemos com o mundo. Trabalhando frequentemente de forma colaborativa, a artista busca reconstruir uma memória comunitária dos bens comuns, que englobam desde o espaço público urbano até rios e montanhas.
Com curadoria de Isabella Rjeille, a exposição confluências apresenta um panorama abrangente de sua obra e conta com criações recentes desenvolvidas no contexto brasileiro em diálogo com outros contextos latino-americanos e suas diásporas. O título se refere tanto à convergência de cursos de água quanto ao encontro de pessoas, ideias e culturas.
As paredes da exposição Carolina Caycedo: confluências foram pintadas com a cor Porcelana da Tintas Coral, uma marca da AkzoNobel.
Serviço
Exposição | confluências
De 03 de julho a 04 de outubro
Terças e sextas das 10h às 22h; quartas, sábados e domingos das 10h às 18h
Período
Local
Edifício Pietro Maria Bardi - MASP
Av. Paulista, 1500 - Bela Vista, São Paulo - SP
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O Museu da Imigração inaugura a exposição temporária “Assim bordei meus sonhos: Margarida L. Kanciukaitis Pandolfo”, que integra a programação comemorativa do centenário da imigração lituana no Brasil e a 7ª edição do Festival Labas, realizado pelo Consulado-Geral da República da Lituânia em São Paulo e dedicado à divulgação da cultura lituana.
Com curadoria de OSGEMEOS (Otavio e Gustavo Pandolfo), Adriana P. Alves e Arnaldo Pandolfo, a mostra apresenta a trajetória e a produção artística de Margarida Pandolfo, reunindo bordados, crochês, pinturas e trabalhos confeccionados a partir de retalhos de tecido. A exposição propõe reflexões sobre os sonhos que acompanham as experiências migratórias e sobre os legados culturais transmitidos entre gerações, estabelecendo diálogos entre a história da artista e as múltiplas origens que compõem a formação da sociedade brasileira.
Nascida em São Paulo, Margarida desenvolveu sua prática artística a partir da combinação entre a formação em educação artística e os saberes aprendidos no ambiente familiar. Sua obra evidencia influências ligadas às suas origens lituanas, às memórias familiares e ao contexto brasileiro em que viveu, revelando um percurso marcado por afetos, criatividade e transmissão de conhecimentos.
Ao reunir memórias, processos criativos e referências culturais diversas, “Assim bordei meus sonhos” convida o público a refletir sobre as relações entre arte, identidade e migração, destacando como histórias individuais podem dialogar com experiências coletivas de deslocamento, pertencimento e construção de novos caminhos.
Serviço
Exposição | Assim Bordei Meus Sonhos: Margarida L. Kanciukaitis Pandolfo
De 10 de julho a 6 de outubro
Terça a sábado, das 9h às 18h, e domingo, das 10h às 18h (fechamento da bilheteria às 17h)
Período
Local
Museu da Imigração do Estado de São Paulo
R. Visc. de Parnaíba, 1316 - Mooca, São Paulo - SP
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É com júbilo que a Galeria de Arte André sedia a nova individual de Philip Hallawell, artista tão ligado à história do espaço. A mostra pode servir de festejo pelos
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É com júbilo que a Galeria de Arte André sedia a nova individual de Philip Hallawell, artista tão ligado à história do espaço. A mostra pode servir de festejo pelos 50 anos da primeira individual do artista, na própria André, no final dos anos 1970. No entanto, o evento pode marcar as razões pelas quais Hallawell inscreve sua importância na arte brasileira.
Desenvolvendo sua teoria de image ID e lançando um livro sobre o assunto, isso revela o forte caráter didático que a carreira do artista abriga. Já se tornou um clássico o seu programa na TV Cultura. Mesmo com o avanço enorme da tecnologia, Hallawell sabe bem o valor do grafite sobre o papel.
Outra faceta relevante de Hallawell é a contribuição para a documentação das exposições de artes visuais. Para a primeira individual, o artista concebeu e veiculou um pequeno folder, em cores, que servia de registro das telas presentes e 5 textos críticos, inclusive um de Pietro Maria Bardi (1900-1999). Não era usual tal espécie de catálogo e o sucesso da empreitada fez com que a galeria continuasse tal expediente, também feito em outros espaços e fundamental para o patrimônio visual da arte brasileira
E talvez o aspecto mais importante da mostra de agora é a relevante produção ligada ao onírico, simbólico e imaginário de Hallawell na arte nacional. Ao virmos os óleos de escala avantajada, por exemplo, exibidos hoje percebemos a qualidade tanto visual quanto conceitual de Hallawell, também presente nos desenhos e pasteis do artista.
Serviço
Exposição | Individual de Philip Hallawell
De 14 de julho a 10 de outubro
Segunda a sexta das 9h às 19h, sábado das 10h às 14h
Período
Local
Galeria de Arte André
Rua Estados Unidos, 2.280 Jardim Paulistano – São Paulo – SP
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“Nazareth Pacheco: Jogos de Contaminação” reúne trabalhos realizados pela artista desde o fim dos anos 1980, acompanhando sua produção e suas pesquisas ao longo de quatro décadas, além de incluir duas obras na área externa feitas para esta exposição.
Na fortuna crítica sobre a produção da artista, é recorrente a menção à influência inicial do pós-minimalismo, à serialização como procedimento operacional e ao interesse pela experimentação de materiais e pelo confronto com suas propriedades e usos. Destaca-se, igualmente, o modo como sua obra se vincula à sua biografia, à investigação do próprio corpo e do feminino, desde sua dimensão íntima à política.
Sua produção é também frequentemente associada a relações de contraste e reflexo entre beleza e violência, sedução e repulsa, prazer e dor, proteção e aprisionamento, controle e vulnerabilidade, intimidade e exposição, fragilidade e resistência.
Para Nazareth Pacheco, esses binômios não operam como opostos. Eles evidenciam o caráter simultâneo e indissociável de seus dois polos, dando a ver a tensão e as inversões que mantêm a partida em movimento e o corpo-jogador no páreo. Como no Ping-Pong, a atenção é capturada pela dinâmica do bater e rebater, que aqui se instaura entre artista, matéria, assunto, espaço e público. Em interação, fazem suas apostas, instauram suas regras e, volta e meia, as transgridem.
Nesse sentido, o jogo, para a artista, funciona como procedimento crítico: operação capaz de converter signos culturalmente estabilizados em experiências ambíguas e perturbadoras, revelando as violências sutis inscritas nos dispositivos de normalização e captura do corpo e do desejo.
O que se compreende, com a partida já em curso, é que tornar o corpo mulher talvez seja a jogada mais arriscada: a grande aposta. Em um território marcado pela intimidade, esse corpo, fragmentado e sempre em formação, é constantemente atravessado por mecanismos de normatização, captura e resistência. Já ao redor do Quarto, impenetrável, aquilo que antes parecia restrito ao espaço privado nos lembra que os jogos de poder contaminam-se e proliferam na esfera social e coletiva.
Essas tensões são visíveis também nos materiais que a artista mobiliza e na maneira como subverte seus usos habituais: da borracha, do bronze e do latão à cera, ao acrílico, às miçangas, às agulhas, lâminas e outros objetos cortantes, cirúrgicos, além do próprio sangue. Suas superfícies sedutoras e reluzentes devolvem ao espectador uma imagem invertida e instável de si mesmo e do entorno. Materiais, corpos, sentidos e posições transformam-se mutuamente ao longo da partida. Entre parceiros e adversários, atração e confronto, cada aproximação revela que a experiência com a obra é sempre também uma experiência de contaminação.
Amanda Tavares, curadora
Serviço
Exposição | Jogos de Contaminação
De 18 de julho a 31 de outubro
Terça a domingo, das 11h às 17h
Período
Local
Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia - MuBE
Rua Alemanha, 221 - Jardim Europa, São Paulo - SP
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A Casa de Cultura do Parque apresenta a exposição coletiva “Rajada encarnada”, como parte de seu II Ciclo Expositivo do ano. Com curadoria de Claudio Cretti, diretor artístico da Casa, a coletiva reúne trabalhos
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A Casa de Cultura do Parque apresenta a exposição coletiva “Rajada encarnada”, como parte de seu II Ciclo Expositivo do ano. Com curadoria de Claudio Cretti, diretor artístico da Casa, a coletiva reúne trabalhos de Ana Prata, Anderson Borba, Maria Andrade, Pedro França e Rodrigo Andrade.
A mostra propõe uma reflexão sobre procedimentos e operações que constituem a prática artística e a obra de arte, destacando diferentes linguagens, modos de construção e materialidades que reverberam intensidades. No texto crítico, Thais Rivitti aponta que não cabe formular uma ideia geral ou um endereçamento conceitual capaz de dar conta do conjunto apresentado, uma vez que a exposição convida o público a observar de perto como os artistas trabalham e constroem sua pesquisa ao longo do tempo.
“Deixar um pouco de lado as referências circunstanciais que cada trabalho inevitavelmente guarda e atentar para seus modos de construção. Acompanhar o olhar, deslizando entre as obras, percorrendo superfícies, enroscando em emaranhados nodosos, dando de cara com materialidades mais duras e opacas, oscilando junto às vibrações mais frenéticas. Assim, é possível ver os trabalhos conversando entre si”, descreve a crítica de arte e curadora.
A exposição conta com dois grandes trabalhos de Pedro França (Rio de Janeiro, 1984) que partem de um suporte fragmentado, composto pela colagem de pedaços menores de papel. Sua estratégia de construção é a do acúmulo, na qual os desenhos do artista, transferidos para a tela por meio da técnica da monotipia, vão se sobrepondo, criando densidade e peso pela insistência e abundância das linhas e marcas importantes do labor do artista: áreas rasgadas, sobreposições, colagens.
Nos trabalhos de Anderson Borba (Santos, 1972), em oposição ao acúmulo, a ação muitas vezes começa com a subtração de matéria, por meio do desbaste da madeira, o gesto de entalhar, perfurar e escavar. Suas esculturas também evidenciam uma atenção especial às superfícies, aproximando-se de questões da própria pintura: além do volume e peso, sua obra investiga as formas de percepção da matéria.
No campo da pintura — embora os artistas entrelaçem linguagens a todo momento — as pinturas leves e atmosféricas de Maria Andrade (São Paulo, 1967) são conduzidas pela cor. Na série escolhida para a exposição, ela instala pequenas asas de metal nos trabalhos, criando um território em suspensão que oscila entre a ideia de tornar os objetos flutuantes e presos no espaço.
Já Ana Prata (Sete Lagoas, 1980) aproxima-se do mundo cotidiano — com fragmentos da arquitetura, revestimentos, móveis e objetos domésticos — para deslocar suas condições habituais e ampliar não somente sua presença no campo visual, mas também a condição de isolamento dos objetos no vazio. Também utilizando o mundo como um repertório plástico, Rodrigo Andrade (São Paulo, 1962) dá atenção à tinta como matéria. Em sua longa trajetória no campo da pintura, a tinta se torna um material quase escultórico, com densidade e peso, criando superfícies ásperas ou lisas, que se apresentam de formas diferentes ao espectador.
Além da coletiva, o II Ciclo Expositivo inclui as individuais “Política da superfície”, de Ana Raylander Mártis dos Anjos (Gabinete) e “Mitologias do mistério”, de Omep (Projeto 280X1020). Para o curador Claudio Cretti, “este ciclo propõe tensionar as dimensões constitutivas da prática artística contemporânea, ampliando as possibilidades de leitura do mundo e evidenciando, nessas fricções, a potência da oposição”.
Ainda no dia 25 de julho, o programa de Performances da Casa apresenta “O amor é floresta”, uma performance instalativa de Rodrigo Munhoz a.k.a. Amor Experimental em que plantas urbanas, conectadas a captadores, convertem o toque em som.
O II Ciclo Expositivo é uma idealização do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo) e foi realizado com recursos da Lei Rouanet, Ministério da Cultura, com patrocínio do banco BV, Laranjinha e Banco Itaú, apoio de Casal Garcia e Interfood e apoio de mídia de Catraca Livre.
Serviço
Exposição | Rajada encarnada
De 25 de julho a 25 de outubro
Quarta a domingo, das 11h às 18h
Período
Local
Casa de Cultura do Parque
Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 - Alto de Pinheiros, São Paulo - SP, 05461-010
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Em colaboração com Cristina Tolovi e Luana Fortes, a Galeria Marília Razuk apresenta Quarto, mostra coletiva que dá continuidade a uma investigação curatorial que articula espaços domésticos e suas
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Em colaboração com Cristina Tolovi e Luana Fortes, a Galeria Marília Razuk apresenta Quarto, mostra coletiva que dá continuidade a uma investigação curatorial que articula espaços domésticos e suas dimensões simbólicas e afetivas A exposição será realizada no Anexo Galeria Marilia Razuk, número 62 da Rua Jerônimo da Veiga, um espaço destinado a projetos especiais.
Partindo da ideia deste quarto como um ambiente íntimo e privado, a exposição propõe uma aproximação sensível com esse território onde o indivíduo se encontra consigo mesmo e, ocasionalmente, com o outro. As obras reunidas refletem sobre estados de solidão, relações de companhia amorosa e/ou sexual, além de explorar o universo onírico, os devaneios e as construções subjetivas que emergem nesse espaço.
Cristina Tolovi pontua: “Quarto parte de um espaço que todos conhecemos, mas que raramente pensamos: o lugar onde a subjetividade se forma. A exposição reúne obras que abordam esse território íntimo como refúgio, mas também como um campo ativo de construção, onde desejos, memórias e tensões ganham forma.”
A mostra desdobra questões já abordadas na coletiva Sala de Jantar, também realizada no Anexo Galeria Marilia Razuk, em maio de 2025, e que teve como ponto de partida o emblemático trabalho Hôtel du Pavot, Chambre 202, de Dorothea Tanning, estabelecendo conexões entre o surrealismo e suas investigações sobre o inconsciente e o espaço doméstico.
Reunindo artistas como Alan Chu, Ana Dias Batista, Ana Sant´Anna, A Transälien, Bruno Faria, Carolina Colichio, Débora Bolzsoni, Estúdio Rain, Juliana Sedó, Karola Braga, Lyz Parayzo, Marcus Deusdedit, Maria Tereza Bomfim, Mónica Heller, Patricia Faragone, Regina Vater, Rodrigo Bueno, Rose Afefé, Seba Calfuqueo e Thiago Honório, a coletiva propõe um percurso imersivo por diferentes abordagens contemporâneas que investigam a intimidade, o corpo, o desejo e os espaços de recolhimento.
“Passada a sala de jantar, uma caminhada por um corredor escuro leva até o quarto. Se, antes, procuramos dar o primeiro passo dentro da intimidade associada ao espaço doméstico, agora, damos os outros. Chegamos ao espaço que mais pode revelar sobre seu dono ou dona. Na sala de jantar, havia pequenas revelações, mas elas eram controladas, e se misturavam frequentemente a estratégias exibicionistas relativas a como alguém gostaria de ser visto”, conta Luana Fortes. Ainda segundo Luana, no quarto, há pouco espaço para estratégia. Por isso, esta exposição se aproxima sobre aspectos mais sutis do momento em que as pessoas se recolhem nos quartos onde dormem.
Quarto convida o público a atravessar um território sensível onde o privado se torna compartilhável e onde o quarto, mais do que um espaço físico, se revela como um campo de projeção subjetiva, memória e imaginação.
Serviço
Exposição | Quarto
De 09 de Maio a 08 de Agosto
Segunda a sexta, das 10h30 às 19h; sábado, das 11h às 16h
Período
Local
Anexo Galeria Marília Razuk
Rua Jerônimo da Veiga, 131 – Itaim Bibi, São Paulo - SP
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A Casa de Cultura do Parque apresenta a exposição “Política da superfície”, de Ana Raylander Mártis dos Anjos, como parte do II Ciclo Expositivo da Casa. Instalada no Gabinete, a mostra tem curadoria de Claudio
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A Casa de Cultura do Parque apresenta a exposição “Política da superfície”, de Ana Raylander Mártis dos Anjos, como parte do II Ciclo Expositivo da Casa. Instalada no Gabinete, a mostra tem curadoria de Claudio Cretti, diretor artístico da Casa, e investiga a influência do maestro Heitor Villa-Lobos na implementação do ensino musical escolar no Brasil.
A artista visual Ana Raylander Mártis dos Anjos (Minas Gerais, 1995) desenvolve projetos a longo prazo com foco em pesquisa. Ela procura estabelecer um diálogo entre a história coletiva e sua biografia, recorrendo com frequência aos saberes da educação e escrita. Após participar da 36ª Bienal de São Paulo e do 59th Carnegie International, na Pensilvânia, EUA, a artista apresenta na Casa de Cultura do Parque um novo desdobramento de sua investigação sobre os cantos orfeônicos, prática coral amplamente difundida no Brasil ao longo do século 20.
Ao tomar como ponto de partida a atuação de Heitor Villa-Lobos na implementação do ensino musical escolar durante a Era Vargas, a exposição recupera um momento em que a música foi incorporada como ferramenta de promoção da ideologia nacionalista do regime vigente. Os cantos orfeônicos — realizados em escolas, praças e estádios — reuniam grandes grupos sob regência unificada, compondo uma massa sonora que participava da construção simbólica de uma identidade nacional.
“Neste período, a ideia de Brasil emergia como um mito de unidade, sustentado pela promessa de uma voz coletiva que, ao mesmo tempo em que incluía grupos, também acabava por suprimir aquilo que desviava”, reflete a artista. Em “Política da superfície”, ela utiliza o rodapé do Gabinete como um operador semelhante, em diálogo com a localização da instituição, às margens do Parque Villa-Lobos. Situado entre a parede e o chão, esse elemento arquitetônico ocupa uma região limiar: embora associado ao acabamento do espaço doméstico, também atua como uma tecnologia discreta de normalização, capaz de mascarar irregularidades e produzir continuidade onde há fraturas — um tipo de verniz social, como aponta Raylander.
Em “Política da Superfície”, a artista retoma o seu interesse pelos cantos orfeônicos e corais amadores, iniciado com o projeto Coral de Choros [Choratório] em 2018, para aprofundar a pesquisa sobre as contradições que atravessam a educação musical brasileira, a construção da ideia de povo e as narrativas de brasilidade cristalizadas no imaginário da nação. “Procuro observar com precisão aquilo que permanece junto ao chão, aquilo que se acumula nas bordas, as evidências que a história empurra para a porção mais rasteira do estrato social. Talvez seja justamente nessa região inferior, vizinha ao rodapé, onde as promessas de unidade começam a mostrar suas fissuras”, completa Raylander. Neste contexto, o silêncio assume um papel central para a artista no projeto, onde deixa de ser ausência de som e opera como um campo político.
Além da individual de Raylander, o II Ciclo Expositivo inclui a mostra coletiva “Rajada encarnada” (Galeria do Parque) e a individual “Mitologias do mistério”, de Omep (Projeto 280X1020). Para o curador Claudio Cretti, “este ciclo propõe tensionar as dimensões constitutivas da prática artística contemporânea, ampliando as possibilidades de leitura do mundo e evidenciando, nessas fricções, a potência da oposição”.
Ainda no dia 25 de julho, o programa de Performances da Casa apresenta “O amor é floresta”, uma performance instalativa de Rodrigo Munhoz a.k.a. Amor Experimental em que plantas urbanas, conectadas a captadores, convertem o toque em som.
O II Ciclo Expositivo é uma idealização do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo) e foi realizado com recursos da Lei Rouanet, Ministério da Cultura, com patrocínio do banco BV, Laranjinha e Banco Itaú, apoio de Casal Garcia e Interfood e apoio de mídia de Catraca Livre.
Serviço
Exposição | Política da superfície
De 25 de julho a 25 de outubro
Quarta a domingo, das 11h às 18h
Período
Local
Casa de Cultura do Parque
Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 - Alto de Pinheiros, São Paulo - SP, 05461-010
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A Galeria Marcelo Guarnieri apresenta a exposição individual de Yamamoto Masao (Gamagori – Japão, 1957). A mostra se organiza ao redor da ideia de Ma (間), um conceito estético e filosófico japonês que descreve a pausa e o intervalo significativo entre espaços, objetos, sons, movimentos e acontecimentos e que entende o vazio como um elemento ativo que dá forma, ritmo e significado a experiência. A expografia conta com o apoio da arquiteta e paisagista Sakae Ishii.
A exposição reúne fotografias, fotolivros e caixas-poemas produzidos ao longo de mais de três décadas de trajetória de Yamamoto Masao, contemplando trabalhos das séries A Box of Ku, Nakazora, Kawa=Flow, Shizuka=Cleanse e Bonsai – Microcosms Macrocosms, desenvolvidas entre o início da década de 1990 e os anos recentes. É a partir da poética de Yamamoto que Sakae Ishii concebe sua colaboração, trazendo ao espaço da galeria bancos de pedra e placas de granito rosa, remetendo o espectador a um espaço de descanso. “O silêncio, o intervalo e o vazio servem também para criar distâncias entre as coisas, tornando-as mais nítidas ao olhar”, afirma Ishii.
Em Shizuka = Cleanse (2012), Yamamoto se afasta da ideia de fotografar paisagens e passa a concentrar seu olhar em pequenos elementos encontrados durante suas caminhadas pela floresta. Pedras, raízes, galhos e outros fragmentos da natureza são fotografados isoladamente sobre um fundo negro profundo, transformando-se em presenças quase escultóricas.
Em Bonsai – Microcosms Macrocosms, iniciada em 2018 a partir dos registros dos bonsais cultivados por Minoru Akiyama, o mais jovem mestre da arte do bonsai a receber o Prêmio do Primeiro-Ministro do Japão, Yamamoto busca compreender o simbolismo dessa prática secular, concebida como uma colaboração entre a ação humana e a vegetal. Em suas imagens, os bonsais deixam de ser plantas em miniatura para se tornarem paisagens condensadas, capazes de transformar a atmosfera do espaço ao seu redor e despertar uma experiência contemplativa.
Além das fotografias, a exposição apresenta diferentes formatos editoriais desenvolvidos pelo artista ao longo de sua carreira, como os livros em sanfona e as caixas-poemas da série Ryokan. Cada uma dessas caixas abriga cerca de seis pequenas fotografias acompanhadas por um haiku do poeta e monge zen-budista Ryōkan (1758–1831). Dispostas em vitrines, elas revelam um diálogo íntimo entre palavra e imagem, propondo ao visitante uma leitura pausada e fragmentária. Os livros, por sua vez, são apresentados abertos, permitindo que todas as fotografias sejam vistas simultaneamente.
Para Yamamoto, esses suportes constituem também espaços expositivos, nos quais a experiência da fotografia envolve não apenas a imagem, mas sua materialidade: as bordas desgastadas do papel, as marcas do tempo, a textura da impressão e a escala reduzida reforçam o caráter íntimo de sua produção. Muitas fotografias são manipuladas manualmente, tingidas, desgastadas ou marcadas pelas mãos do artista, adquirindo uma aparência próxima à de pequenos relicários. Yamamoto enfatiza o envelhecimento e a impermanência como qualidades inerentes tanto às imagens quanto à própria experiência da vida.
Ao aproximar as fotografias de Yamamoto da intervenção concebida por Ishii, a exposição evidencia o Ma (間) como um princípio que organiza tanto a composição visual quanto a experiência espacial do visitante, fazendo com que os intervalos, as pausas e os vazios assumam um papel estruturante na percepção da obra.
A Galeria Marcelo Guarnieri agradece a colaboração de Sakae Ishii, cuja generosidade transcende esta exposição e se insere em uma relação de amizade, diálogo e troca cultivada ao longo de anos.
Serviço
Exposição | Yamamoto Masao
De 01 de agosto a 19 de setembro
Segunda a sexta, das 10h às 19hs, sábado, das 10h às 17hs
Período
Local
Galeria Marcelo Guarnieri
Alameda Franca, 1054 São Paulo – SP
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A Marli Matsumoto Arte Contemporânea inaugura primeira exposição Irracional, individual de Frederico Filippi na galeria. Com curadoria de Germano Dushá, a mostra reúne diferentes grupos de trabalhos inéditos nos quais
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A Marli Matsumoto Arte Contemporânea inaugura primeira exposição Irracional, individual de Frederico Filippi na galeria. Com curadoria de Germano Dushá, a mostra reúne diferentes grupos de trabalhos inéditos nos quais o acaso, o descontrole e o gesto errático surgem como motores de criação.
Em Irracional, Filippi articula procedimentos digitais, materiais orgânicos e objetos encontrados para investigar os limites da racionalidade e do controle. Entre o fabricado e o apropriado, a vitalidade e a destruição, suas obras tomam o caos não como ausência de ordem, mas como uma força capaz de produzir formas, imagens e significados.
Na série Uma cabeça dentro da outra, objetos de madeira são esculpidos a partir de modelos digitais gerados por processos aleatórios de extrusão. Suspensas no espaço, as formas indefinidas funcionam também como apiários reais: durante o período da exposição, abrigam abelhas vivas, incorporando-as ao ecossistema da galeria.
As obras colocam em contato duas lógicas distintas. Do lado de fora, a aleatoriedade e a imprecisão das formas artificiais; no interior, os códigos organizados e inteligíveis do enxame. A convivência entre o processo digital, a matéria esculpida e a atividade das abelhas torna a transformação parte constitutiva do trabalho.
Já nas pinturas da série Notas perecíveis, colagens produzidas com imagens extraídas do vocabulário científico são sobrepostas a camadas de cera de abelha e manchas de piche. A combinação de materiais faz emergir composições densas e instáveis, nas quais a desordem natural parece solapar a tentativa humana de compreender e organizar o mundo por meio de sistemas racionais.
Completa a exposição um conjunto de ready-mades formado por fragmentos de tratores incinerados pela Polícia Federal durante operações contra garimpos ilegais. Retiradas de seu contexto original, essas peças assumem uma presença espectral: são, ao mesmo tempo, figuras disformes produzidas pela ação imprevisível do fogo e vestígios concretos da exploração e da destruição ambiental.
Em todos os trabalhos, prevalece a recusa do cálculo e da racionalidade científica em favor de uma ininteligibilidade produtiva. “Há um aspecto de descontrole, algo que dispara uma forma quase autônoma. No lugar de uma organização rígida, há sempre uma viscosidade: que está nos materiais empregados e no tempo em que os trabalhos são feitos, mas que também dá forma à especulação mental e aparece como linguagem”, afirma Filippi.
Ao aproximar o orgânico e o digital, a criação e a aniquilação, Irracional apresenta cada obra como a consequência visível de um pensamento que persegue o caos como princípio definidor do mundo.
Serviço
Exposição | Irracional
De 01 de agosto a 10 de outubro
Terça a sexta das 11h às 19h, sábado das 12h às 17h
Período
Local
Marli Matsumoto Arte Contemporânea
Rua João Alberto Moreira, 128, Vila Madalena, São Paulo - SP
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A Simões de Assis inaugura, em São Paulo, a exposição individual Ojú-Inú, de Ayrson Heráclito, com texto crítico de Hélio Menezes. Em cartaz até , a mostra reúne cerca de 30 obras entre esculturas,
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A Simões de Assis inaugura, em São Paulo, a exposição individual Ojú-Inú, de Ayrson Heráclito, com texto crítico de Hélio Menezes. Em cartaz até , a mostra reúne cerca de 30 obras entre esculturas, aquarelas, fotografias e vídeos, com trabalhos inéditos. O artista também participa da 61ª Exposição Internacional de Arte da Bienal de Veneza, “In Minor Keys”, até o dia 22 de novembro de 2026.
Em iorubá, Ojú-Inú significa “olho interno”, expressão empregada pelo historiador da arte Rowland Abiodun para descrever o tipo de percepção estética e espiritual que orienta os artistas iorubás na criação de suas obras, permitindo captar a essência, o caráter e os axés de cada tema. É a partir dessa chave, compartilhada pelo próprio Ayrson Heráclito, que a exposição organiza um conjunto de trabalhos atravessados pela cosmologia afro-brasileira e pelas referências rituais que estruturam toda a sua produção.
A mostra reúne 30 obras em um panorama amplo da produção recente do artista, entre esculturas, aquarelas, fotografias e vídeos, são elas: “Juntó” – série de esculturas e aquarelas –, “Inventário”, “Black Atlantic”, “Espada de Ogum”, “Marcas de identificação em caixas de açúcar da Frota de 1702” e “Oríkìs de Instrução” – série apresentada em fotografia e vídeo –, com sala de vídeo dedicada exclusivamente ao trabalho.
O corpo, os elementos rituais do candomblé e as conexões entre o continente africano e as diásporas negras nas Américas seguem como eixos centrais da pesquisa de Heráclito, que atravessa a mostra tanto nos novos trabalhos quanto nas séries que já integram sua trajetória.
Serviço
Exposição | Ojú-Inú
De 8 de agosto a 12 de setembro
Segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 15h
Período
Local
Simões de Assis (Lorena)
Alameda Lorena, nº 2050 - Jardim Paulista
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A Ouvindo Passos Cia. de Dança apresenta o espetáculo “Xirê de Erê” no Sesc Consolação. Voltada para crianças e suas
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A Ouvindo Passos Cia. de Dança apresenta o espetáculo “Xirê de Erê” no Sesc Consolação. Voltada para crianças e suas famílias, a montagem convida o público a mergulhar em um universo de dança, brincadeiras, ancestralidade e celebração da cultura negra, tendo o riso como fio condutor dessa experiência. Nesta montagem, o “Xirê” também é acessível às crianças com deficiência visual, com a audiodescrição integrada à cena como um recurso que convida e faz a imaginação dançar. As apresentações acontecem aos sábados, às 11h, nos dias 8, 15, 22 e 29 de agosto, e 5, 12 e 19 de setembro.
Com duração de 45 minutos o espetáculo pode ser assistido por diversos sentidos e parte da pergunta: “Se um sorriso negro traz felicidade, agora imagine muitos?”. Inspirada no livro “Flutuantes”, da escritora Rosana Rios, a obra investiga as corporalidades das crianças negras, transformando o riso em linguagem coreográfica.
Em cena, as artistas Paula Salles e Jô Pereira conduzem uma experiência em que rir também é dançar. O espetáculo propõe reflexões sobre a importância de garantir às crianças negras o direito à alegria, ao brincar e à existência plena, em um contexto social ainda marcado pelo racismo e pela violência contra crianças e adolescentes negros.
A Ouvindo Passos Cia de Dança desenvolve uma pesquisa artística denominada “Poéticas de Interferência”, na qual a dança se constrói a partir da criação de vínculos entre artistas e público. A companhia busca compreender de que maneira esses vínculos promovem o acesso à ancestralidade negra, bem como refletir sobre os recortes raciais que atravessam as experiências e relações na sociedade. Seus trabalhos adentram o universo da gestualidade como possibilidade de transformar o corpo em um território de conexões e sentidos, coreografando gestos a partir de falas, escutas, crenças e risos das pessoas.
Serviço
Espetáculo | Xirê de Erê
Dias 8, 15, 22 e 29 de agosto, e 5, 12 e 19 de setembro
Aos sábados, das 11h às 12h
Ingresso: R$ 40,00 (inteira) | R$ 20,00 (meia-entrada) | R$ 12,00 (credencial plena) . Gratuidade para crianças até 12 anos.
Período
Local
Sesc Consolação
R. Dr. Vila Nova, 245 - Vila Buarque, São Paulo - SP
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O artista chileno Alfredo Jaar, um dos grandes nomes da atual Bienal de Veneza, da qual participa pela quinta vez, volta a expor no Brasil após cinco anos. A galeria Luisa Strina abre e exposição O lado escuro da lua com 48 obras criadas nas décadas de 1970 e 1980, durante o período da ditadura de Augusto Pinochet, no Chile. No título, o artista faz referência ao emblemático álbum Dark side of the moon, da banda inglesa de rock progressivo Pink Floyd, lançado meses antes do Golpe de Estado, em 1973, e que virou sua obsessão musical até deixar o país.
A exposição ocupa a Sala 1 da Luisa Strina e reúne obras que têm como ponto de partida o impacto da ditadura chilena na trajetória de Jaar. Mais do que registrar a violência do período, os trabalhos investigam as transformações políticas, sociais, econômicas e culturais provocadas pelo regime militar, temas que atravessam sua produção até hoje.
Entre as obras apresentadas estão a série September 11, 1973, que enfatiza a data e o horário do bombardeio ao Palácio de La Moneda, e Buscando a Kissinger, composta por intervenções sobre fotografias e documentos desclassificados que confrontam o ex-secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger por seu papel na articulação do golpe.
A exposição também apresenta trabalhos da série Studies on Happiness, na qual Jaar reflete sobre a ilusão de prosperidade prometida pelo modelo neoliberal imposto durante a ditadura, incluindo suas intervenções urbanas com a pergunta “¿Es usted feliz?”.
“Por meio da linguagem austera da arte conceitual e de seus usos da informação, dos dados e da apropriação, a produção inicial de Alfredo Jaar é uma resposta sensível e enraizada em seu contexto ao cataclismo provocado pelo Golpe Militar de 1973”, afirma Edward A. Vazquez, que assina o texto crítico da mostra e é autor do livro Alfredo Jaar: Studies on Happiness (Afterall/MIT Press, 2023). “Essa produção permanece essencial para compreender a prática do artista como um todo, ao mesmo tempo que oferece uma janela para um momento histórico fundamental, cuja ressonância permanece cada vez mais presente.”
Serviço
Exposição | O lado escuro da lua
De 08 de agosto a 19 de setembro
Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 17h
Período
Local
Galeria Luisa Strina
ua Padre João Manuel 755, Cerqueira César, São Paulo
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A Casa Triângulo tem o enorme prazer de apresentar Sem Palavras, nova exposição individual de Vânia Mignone, celebrando 30 anos de parceria entre a artista e a galeria. Vânia Mignone constrói
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A Casa Triângulo tem o enorme prazer de apresentar Sem Palavras, nova exposição individual de Vânia Mignone, celebrando 30 anos de parceria entre a artista e a galeria.
Vânia Mignone constrói imagens que parecem surgir de um lugar ao mesmo tempo íntimo e impessoal, como se viessem de uma memória que não pertence inteiramente a ninguém e, justamente por isso, pudesse pertencer a todos. Em sua obra, o mundo é feito de fragmentos: árvores, estradas, pássaros, figuras humanas, postes, torres, horizontes e palavras. Nada se oferece como narrativa fechada. Cada pintura é antes um foco de tensão, onde o banal, o onírico, o afetivo e o inquietante passam a coexistir com uma naturalidade perturbadora.
Há algo de profundamente singular na maneira como Mignone transforma a pintura em acontecimento psíquico. Suas cenas têm a nitidez de um flagrante e, ao mesmo tempo, a instabilidade de uma lembrança em formação. São imagens que parecem ter sido arrancadas do fluxo da vida, mas que, ao serem pintadas, deixam de registrar o mundo para revelar sua zona mais ambígua: aquela em que o familiar se torna estranho, em que a ternura convive com a ameaça, em que o humor e o desconforto ocupam o mesmo espaço. Sua obra não descreve o real; ela o desloca, abrindo fendas por onde escapam desejo, medo, vertigem, silêncio e vigília.
As palavras não funcionam como legenda, mas como matéria emocional da imagem: “NOITE”, “SOLIDÃO”, “UM PERIGO SEMPRE”, “NA CURVA DA ESTRADA”, “PAIS DO FUTURO”, “O ABISMO”, “ESPERAMOS”, “NUVEM” e “ACONTECIMENTOS”. Elas não explicam o que vemos; elas contaminam o que vemos. Ao mesmo tempo, árvores, estradas, pássaros, torres e figuras humanas aparecem como emblemas de estados interiores, quase como se cada elemento tivesse sido depurado até se tornar signo de uma experiência mental ou afetiva. Há nessa operação uma rara precisão: Vânia não ilustra sentimentos, ela inventa para eles uma forma.
Também é muito forte o modo como esses trabalhos afirmam sua presença. O uso do MDF e da colagem faz com que cada pintura possua uma materialidade muito própria, reforçando a sensação de que estamos diante de imagens densas, compactas, quase encapsuladas, como se cada uma guardasse um pequeno teatro interior. Vê-las é menos decifrá-las do que entrar em sua atmosfera. E talvez seja justamente aí que esteja a força da obra de Vânia Mignone: na capacidade de fazer da pintura um lugar onde o visível nunca se esgota no que mostra, porque está sempre vibrando com aquilo que mal consegue dizer.
Serviço
Exposição | Sem Palavras
De 11 de agosto a 19 de setembro
Terça a sexta das 10h às 19h, sábado das 10h às 17h
Período
Local
Casa Triângulo
Rua Estados Unidos, 1324, São Paulo - SP
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A artista visual Ana Leal apresenta no Museu da Imagem e do Som (MIS), instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do
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A artista visual Ana Leal apresenta no Museu da Imagem e do Som (MIS), instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, a exposição “Chão de Histórias”, com abertura em 11 de agosto e visitação até 20 de setembro. A mostra – que integra o Programa Nova Fotografia do MIS – marca sua primeira exposição individual em uma instituição museológica brasileira, reunindo um conjunto majoritariamente inédito de obras e apresentando, pela primeira vez, o projeto “Chão de Histórias” em sua forma integral.
Concebida especificamente para o espaço do MIS, a exposição reúne 21 obras entre fotografias, colagens, videoprojeção e intervenção espacial. Organizada como um percurso expositivo, apresenta as séries “Dobra do Tempo”, “Encontro” e “Álbum de Família”, além da videoprojeção “Aquilo que fica” e da intervenção textual “O Chão também tem pele“. A concepção artística e expográfica é de Ana Leal, desenvolvida em diálogo com a artista Sylvia Sanchez, responsável pelo acompanhamento artístico da pesquisa, com texto crítico de Éder Chiodetto.
Resultado de uma investigação iniciada em 2022, “Chão de Histórias” nasceu da primeira viagem da artista ao sertão pernambucano, região de origem de sua família paterna. A partir desse encontro com o território, Ana Leal desenvolveu uma pesquisa sobre memória, paisagem e ancestralidade que amplia a linguagem fotográfica por meio da colagem, do vídeo, da renda renascença, da argila e de arquivos familiares.
“Receber a notícia de que Chão de Histórias havia sido selecionado para o Programa Nova Fotografia foi motivo de alegria e uma enorme honra. Acompanho o programa há muitos anos e sempre admirei a qualidade dos artistas e das pesquisas apresentadas pelo MIS. Depois de diferentes candidaturas ao programa e de uma primeira submissão de Chão de Histórias, ainda em uma etapa inicial de desenvolvimento, poder apresentar agora a versão integral dessa pesquisa no MIS tem um significado muito especial. Vejo essa seleção como o reconhecimento de um percurso construído com estudo, experimentação, amadurecimento e continuidade. Sinto-me profundamente honrada por integrar o Programa Nova Fotografia do MIS e por compartilhar esse projeto com o público”, afirma Ana Leal.
Serviço
Exposição | Chão de Histórias
De 11 de agosto a 20 de setembro
Terças a sextas, das 10h às 19h, sábados, das 10h às 20h e domingos e feriados, das 10h às 18h
*Permanência até 1h após o último horário
Período
Local
Museu da Imagem e do Som - MIS
Av. Europa, 158, Jd. Europa São Paulo - SP
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A Galeria Gravura Brasileira abre a exposição Gravura Quimérica, individual de Natali Tubenchlak, com curadoria de Ana Carla Soler e Talita Trizoli. Com obras produzidas entre 2011 e
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A Galeria Gravura Brasileira abre a exposição Gravura Quimérica, individual de Natali Tubenchlak, com curadoria de Ana Carla Soler e Talita Trizoli. Com obras produzidas entre 2011 e 2026, a mostra traça um panorama de quinze anos da trajetória da artista na gravura e marca a primeira vez que uma seleção desta amplitude da produção gráfica da artista é apresentada em São Paulo. A exposição fica em cartaz até 26 de setembro, com entrada gratuita.
Com uma produção híbrida por natureza, a prática artística de Natali Tubenchlak, em uma perspectiva feminista, evidencia que o corpo feminino nunca é apenas um corpo, supostamente neutro, mas sim um espaço de tensionamentos de linguagens e desejos, e que muitas vezes sequer chega a ser humano. São imagens em que mulheres se tornam plantas, animais e mesmo órgãos paralelos à sua corporeidade, e que materializam possibilidades outras de vivenciar a existência feminina no mundo.”É um desejo talvez de fazer mais parte da natureza do que das questões humanas”, conta a artista em entrevista no livro “Natali Tubenchlak: Ecofeminismo e pornopolítica”.
Não à toa, é pela gravura, técnica pela qual a artista demonstra plena familiaridade e domínio, que é possível compreender a operação compositiva e lógica que rege a formação desses híbridos, essas quimeras contemporâneas em que o corpo feminino é matriz, eixo central, mas também terreno de mutações, desdobramentos e subversões. A justaposição necessária de diferentes matrizes para a obtenção de uma imagem, ou quando não as diversas camadas de intervenção em uma única matriz de gravura, permitem uma correlação com a interpolação de partes animais, vegetais e humanas na construção dessas entidades quase monstruosas nas gravuras da artista.
A exposição percorre diferentes técnicas da gravura em metal. Da água-tinta e da água-forte, ponto de partida quando Natali retorna à Oficina de Gravura do Museu do Ingá, em Niterói, onde havia tido seus primeiros contatos com a linguagem ainda nos anos 1990, passando pela ponta seca e pela cologravura, técnica à qual tem se dedicado com mais afinco recentemente.
Donna Haraway retoma e aprofunda a pergunta espinosana sobre os corpos a partir de um lugar mais situado, em “Ficar com o Problema – Fazer Parentes no Chthuluceno”, a autora desenvolve a noção de devir-com, que prolonga o devir-animal de Deleuze e Guattari ao levar a sério não apenas a potência abstrata da transformação, mas as relações singulares e específicas entre espécies reais e seus encontros, suas histórias, suas interdependências cotidianas. Ela propõe que o individualismo delimitado, a ideia de um ser humano autossuficiente e separado do mundo natural, se tornou verdadeiramente impensável.
O que Haraway chama de simpoiese (fazer-com), em oposição à autopoiese (fazer-sozinho), descreve a condição fundamental de todos os seres vivos, na qual nada existe nem se constitui isoladamente. Os corpos, em Haraway, são sempre resultado de encontros, emaranhamentos e contágios entre espécies. Nesse vocabulário, as figuras de Natali Tubenchlak se tornam reconhecíveis. As mulheres na obra da artista crescem para fora de si mesmas e se infundem com o que não são, construindo parentescos com o vegetal e o animal.
Entre as séries apresentadas estão, Dá-se assim desde menina, que aprofunda esse território, somando ao corpo a memória acumulada do que o mundo impõe às mulheres desde a infância. Já a série Montaria coloca em cena a longa história de representações do corpo feminino oscilando entre objeto e sujeito, em obras que transitam entre o erótico e o político, registradas com olho clínico e sarcástico. Nos trabalhos mais recentes, como as cologravuras das séries Desvairada e Mata Atlântica Dramática, a artista radicaliza a síntese entre corpo e mundo natural. As figuras se tornam mais densas e entregues à fusão. O dilema de onde termina o humano e onde começa o vegetal deixa de ser formulado, pois os corpos encontraram finalmente sua forma.
Identificar-se com o animal, com a planta, com aquilo que excede a forma humana dita hegemônica é uma forma de escapar e de tornar visível as normatizações de poder impostas aos corpos – e os corpos híbridos de Natali Tubenchlak não são meras metáforas de um pensamento sobre a natureza, mas sim um pensamento propriamente matérico, encarnado e impresso. A curadoria de Ana Carla Soler e Talita Trizoli apresenta um percurso histórico e temático sobre a produção da artista, ampliando a pergunta que move o seu corpo de obra: o que é e pode ser um corpo?
Ana Carla Soler e Talita Trizoli
julho 2026
Serviço
Exposição | Gravura Quimérica
De 15 de agosto a 29 de setembro
Terça a sexta das 14h às 18h, sábado das 11h às 13h
Período
Local
Galeria Gravura Brasileira
Rua Asia, 219, Cerqueira César São Paulo - SP
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A galeria ORA tem o prazer de apresentar a exposição individual “Nina Horikawa: as horas de trégua”, com obras inéditas sobre voil translúcido e desdobramentos da série de pequenas pinturas
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A galeria ORA tem o prazer de apresentar a exposição individual “Nina Horikawa: as horas de trégua”, com obras inéditas sobre voil translúcido e desdobramentos da série de pequenas pinturas iniciada em 2022. Na exposição, a artista investiga as relações do corpo e dos encontros como um campo complexo, contraditório e psicologicamente carregado.
Segundo a curadora Mariana Leme, “nas horas de trégua — em que estão suspensas as tarefas cotidianas, semiautomáticas — pode haver espaço ao estranhamento. A artista nos convida a dar um passo atrás e a desconfiar de tudo o que se apresenta em sua completude, seja uma cena, uma pintura, um enunciado”.
“A transparência do voil”, nas palavras da curadora, “faz com que uma pintura seja contaminada por aquilo que a cerca: o concreto da parede ao fundo, os pilares da sala, o piso, as outras pinturas; sobretudo o corpo das pessoas que caminham, sobrepondo-se às imagens”. Ao implicar o espectador em suas obras, Horikawa entrelaça os estados de pausa e contemplação, comuns a quem vê uma pintura, com a sensação de alerta; iminência de um acontecimento transformador.
Serviço
Exposição | Nina Horikawa: as horas de trégua
De 15 de agosto a 30 de setembro
Terça à Sábado, das 11h às 18h
Período
Local
ORA
Rua Bento Freitas 306 - subsolo, República, São Paulo - SP
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A artista portuguesa Dalila Gonçalves inaugura a exposição Pata quebrada com gesso liso, no Marli Matsumoto Arte Contemporânea Anexo, na Travessa Dona Paula, em São Paulo.
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A artista portuguesa Dalila Gonçalves inaugura a exposição Pata quebrada com gesso liso, no Marli Matsumoto Arte Contemporânea Anexo, na Travessa Dona Paula, em São Paulo. Com curadoria de Sérgio Fazenda Rodrigues, a mostra é composta por um site-specific que ocupa todas as paredes do espaço com impressões em gesso produzidas a partir de moedas de diferentes partes do mundo.
Em vez de exibidas como objetos, as moedas aparecem como marcas discretas, enterradas sob uma camada branca, frágil e provisória. As imagens gravadas em suas superfícies — animais que habitam diferentes geografias — são parcialmente veladas pelo gesso e revelam-se por meio das texturas, profundidades e sombras.
As figuras seguem uma organização vertical a partir dos habitas de cada animal: seres marinhos ficam junto ao chão; os que habitam a terra estão na altura do corpo do visitante; e aqueles que voam ocupam a parte superior das paredes. A sala converte-se, assim, em uma espécie de paisagem simbólica, na qual mar, terra e céu se constroem a partir da aproximação entre espécies e territórios distintos.
Ao transpor as moedas para um material quebradiço, Dalila Gonçalves desloca também os sentidos tradicionalmente associados a esses objetos. Antes submetidas à circulação cotidiana e à lógica do valor financeiro, elas assumem uma presença quase fantasmática. A troca monetária dá lugar à descoberta, à composição e à experiência sensível.
No campo contínuo de marcas, a parede deixa de funcionar apenas como suporte e passa a constituir um território em formação. “Na totalidade dessa nova camada de gesso, na descoberta das figuras que aí se acolhem, a obra ensaia um novo território. Um território de sobreposições, composto por seres de diferentes geografias, que não surge como coisa fixa, mas antes como algo em construção. Algo que, delicadamente, ensaia um exercício de contiguidade, abertura e descoberta”, escreve Sérgio Fazenda Rodrigues no texto que acompanha a exposição.
Pata quebrada com gesso liso tem o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, DGArtes e República Portuguesa – Cultura. A exposição fica em cartaz até 8 de outubro.
Serviço
Exposição | Pata quebrada com gesso liso
De 15 de Agosto a 15 de Outubro
Terça à sexta, das 11h às 19h; sábados, das 12h às 17h
Período
Local
Marli Matsumoto Arte Contemporânea
Rua João Alberto Moreira, 128, Vila Madalena, São Paulo - SP
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A Casa Seva inaugura, em parceria com a Janaina Torres Galeria, a exposição individual Invenção da Paisagem-Memória, da artista visual mineira Jeane Terra
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A Casa Seva inaugura, em parceria com a Janaina Torres Galeria, a exposição individual Invenção da Paisagem-Memória, da artista visual mineira Jeane Terra. Em cartaz até 26 de setembro, a mostra apresenta pela primeira vez a pesquisa inédita “Memória da Ecologia”, dedicada à investigação dos mecanismos de resiliência da natureza diante da devastação provocada pela ação humana.
Reunindo cerca de 12 obras entre pinturas, esculturas em vidro soprado, videoinstalação e uma instalação inédita, a exposição tem curadoria assinada por Heloísa Amaral Peixoto e marca o início desse novo ciclo de investigação da artista.
A pesquisa dá continuidade ao percurso que Jeane desenvolve em torno da memória e do apagamento de territórios. Após dedicar seus trabalhos recentes a cidades destruídas ou submersas, como em “Escombros, Peles e Resíduos” (2021), sobre Atafona, e “Territórios, Rupturas e suas Memórias” (2022), inspirada pelas cidades baianas inundadas pela construção da barragem de Sobradinho, a artista passa a investigar a própria natureza e as estratégias que plantas e paisagens desenvolvem para sobreviver e se regenerar diante da degradação ambiental.
“É a regeneração da natureza através da memória da destruição”, resume Jeane Terra sobre a nova pesquisa, que parte da observação de espécies que rebrotam após queimadas ou colonizam em áreas alagadas, carregando em si uma memória de sobrevivência.
Na Casa Seva, espaço dedicado à sustentabilidade, à arte e à cultura, Jeane apresenta pinturas em “pele de tinta”, esculturas em vidro soprado manualmente e uma videoinstalação. Desenvolvida e patenteada pela artista, a técnica “pele de tinta” combina tinta acrílica, aglutinante e pó de mármore. Após a secagem, as superfícies recebem bordados em ponto cruz, técnica aprendida com sua avó e incorporada à sua prática artística.
Entre os trabalhos inéditos estão três grandes pinturas pixeladas em “pele de tinta”, dedicadas ao aguapé e ao mangue, espécies que se fortalecem e se multiplicam em condições extremas de alagamento. Completa esse núcleo a instalação “Floresta de peles”, composta por moldes em látex retirados diretamente da casca de árvores. As peças preservam as texturas da vegetação como uma espécie de impressão digital da paisagem, propondo uma reflexão sobre memória, permanência e transformação.
A exposição também reúne obras de pesquisas anteriores, evidenciando a continuidade entre os diferentes momentos da produção da artista. Entre eles está uma pintura em grande formato dedicada a uma igreja do século XVIII, submersa após a construção da barragem de Sobradinho, além de duas obras inspiradas nas ruínas de Atafona.
Outro destaque é a série de esculturas em vidro soprado “Cápsulas de Memória”. Duas delas, uma de parede e uma de pedestal, recebem monotipias aplicadas sobre o vidro. Outras duas encapsulam moldes de cerâmica produzidos a partir de escombros recolhidos pela artista nas cidades de Remanso e Sento Sé, na Bahia.
“O vidro nasce da areia do rio aquecida. Os materiais que utilizo também contam histórias: há uma circularidade neles, nada está ali por acaso”, explica Jeane Terra. Algumas esculturas incorporam água do Rio São Francisco, levada pela artista do sertão baiano para seu ateliê. Uma videoinstalação complementa esse conjunto. Projetada sobre uma escultura de vidro que incorpora água do Rio São Francisco, a obra apresenta imagens registradas pela artista no interior de uma caixa d’água em ruínas na antiga cidade de Remanso, local normalmente submerso e visível apenas durante os períodos de seca.
Sobre apresentar seu trabalho na Casa Seva, Jeane destaca a afinidade entre sua pesquisa e a proposta do espaço. “Estar na Casa Seva é muito importante porque encontro um lugar comprometido com as questões ambientais e que dialoga diretamente com o que venho investigando”.
Heloísa Amaral Peixoto, em seu texto curatorial, pontua: “Uma paisagem a salvo. No desaparecimento e no reaparecimento, nos apagamentos e nos ressurgimentos, nas aproximações e distâncias, no mistério e na claridade. O olhar ora se detém ora vaga na geometria, que por vezes, se contrapõe no carácter fluído e impreciso que a sua superfície exibe. Memória que transcorre em um ritmo de tempo ordenado quanto à forma de expressão da imagem e impregnado quanto a sua forma e conteúdo”.
Serviço
Exposição | Invenção da Paisagem-Memória
De 19 de agosto a 26 de setembro
Terça a sexta, das 11h às 18h; sábado, das 11h às 15h
Período
Local
Casa Seva
Al. Lorena, 1257 - Casa 1, Jardins, São Paulo - SP
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A Baró apresenta Playful, Stormy, Continuing, primeira exposição individual da artista japonesa Ayako Rokkaku na América Latina. Realizada no Taller Zaragoza, em formato pop-up, a mostra reúne cerca de quinze
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A Baró apresenta Playful, Stormy, Continuing, primeira exposição individual da artista japonesa Ayako Rokkaku na América Latina. Realizada no Taller Zaragoza, em formato pop-up, a mostra reúne cerca de quinze pinturas, incluindo obras produzidas durante a recente residência da artista no Brasil. O projeto marca o retorno da Baró a São Paulo, cidade onde foi fundada em 1999 por Maria Baró. Hoje comandada por Stephan Baró ao lado da fundadora — com braços também em Palma de Mallorca, Paris e Abu Dhabi —, a galeria inicia uma nova fase na capital paulista.
Reconhecida por desenvolver uma linguagem profundamente intuitiva e singular, Ayako Rokkaku cria suas pinturas diretamente com as mãos, sem recorrer a pincéis ou desenhos preparatórios. O gesto físico torna-se parte essencial da obra, permitindo que cada composição surja de um diálogo espontâneo entre corpo, cor e superfície. Cada pintura registra um momento irrepetível, em que improvisação, sensibilidade e liberdade criativa se fundem em um mesmo processo.
Seu universo visual é habitado por figuras femininas, criaturas híbridas e paisagens em constante transformação. Longe de ilustrar narrativas, suas obras constroem atmosferas poéticas onde convivem delicadeza e intensidade, memória e imaginação. “Sua pintura dialoga com a tradição do expressionismo, da abstração gestual e da cultura kawaii japonesa, sem se limitar a nenhuma delas — permanecendo, acima de tudo, absolutamente contemporânea”, afirma Maria Baró.
Uma dimensão igualmente importante de sua prática artística é a pintura como experiência compartilhada. Desde o início de sua carreira, Ayako realiza performances nas quais cria suas obras diante do público, revelando o caráter vivo e processual da pintura. Na abertura da exposição, em 20 de agosto, a artista realizará uma performance inédita no Taller Zaragoza, oferecendo ao público brasileiro a oportunidade de acompanhar de perto seu processo criativo.
“Às vezes, as pessoas dizem que assistir à minha pintura ao vivo é como uma meditação. Talvez porque não haja gestos espetaculares, mas apenas concentração e presença. Para mim, pintar é um estado meditativo, e fico feliz quando quem observa consegue sentir isso também”, afirmou Rokkaku em entrevista publicada no catálogo de sua mostra no Museu Nacional Thyssen-Bornemisza, em Madrid.
Segundo dados do Artnet, Rokkaku é hoje a pintora japonesa de sua geração com o maior volume acumulado de vendas em leilões públicos. Seu recorde individual para uma única obra em leilão atingiu 184 milhões de ienes (aproximadamente R$ 9 milhões) — uma das cotações mais altas entre artistas japoneses nascidos na década de 1980 —, o que a posiciona em sexto lugar no ranking geral de faturamento acumulado de artistas plásticos do Japão e como a mais jovem na lista de 50 mais bem classificados pela plataforma.
Serviço
Exposição | Playful, Stormy, Continuing
De 19 de agosto a 03 de setembro
terça a sábado, das 11h às 19h
Período
Local
Taller Zaragoza
Rua Amauri 62, Jardim Europa, São Paulo - SP
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Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta Vonta de vi dada dada, uma nova exposição individual de Ernesto Neto, inaugurada simultaneamente nos espaços Barra Funda e Jardins da galeria, em São Paulo. Reunindo
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Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta Vonta de vi dada dada, uma nova exposição individual de Ernesto Neto, inaugurada simultaneamente nos espaços Barra Funda e Jardins da galeria, em São Paulo.
Reunindo um novo conjunto de instalações escultóricas, trabalhos sobre papel e intervenções textuais, a mostra amplia a investigação de longa data do artista sobre a interdependência entre corpos, materiais e sistemas vivos. Distribuídas entre os dois espaços, esculturas em crochê de algodão, cordas trançadas, bambu, aço corten e argila assumem configurações orgânicas que evocam insetos, raízes, montanhas, florestas e outras formas híbridas, propondo a escultura como um campo de relações, movimento e transformação contínuos.
No centro da exposição está uma nova série de esculturas murais que Neto denomina InsePás: estruturas tensionadas e celulares que se expandem pelas paredes, tetos e cantos da arquitetura como organismos vivos ou fluxos de energia atravessando o espaço. Desenvolvidos a partir de pesquisas anteriores sobre suspensão, equilíbrio e estruturas relacionais, esses trabalhos aprofundam a compreensão do artista da escultura como algo ativado pelo encontro, e não como forma estática. Em diálogo com eles, a exposição inclui uma escultura de grande escala em aço corten cuja estrutura ramificada evoca simultaneamente uma paisagem montanhosa e um corpo vivo sustentado por relações de equilíbrio e apoio mútuo.
Em conjunto, as obras transformam a galeria em um ecossistema permeável, mais do que em um espaço expositivo neutro. Escultura, desenho, escrita e som articulam-se como manifestações de uma visão de mundo marcada pelo pensamento cosmológico, pela interdependência ecológica e pelo conhecimento incorporado. Em vez de estabelecer separações entre natureza e cultura, ou entre arquitetura e corpo, a exposição propõe um ambiente em que formas humanas e não humanas coexistem em constante intercâmbio, reafirmando a compreensão de Neto de que a vida se sustenta por meio das relações, da reciprocidade e da vitalidade compartilhada entre todos os seres.
Serviço
Exposição | Vonta de vi dada dada
De 22 de agosto a 24 de outubro
Terça a sexta das 10h às 19h, sábado das 10h às 18h
Período
Local
Fortes D’Aloia & Gabriel - Barra Funda
Rua James Holland 71 - São Paulo - SP
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A Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta O homem nu, a primeira mostra panorâmica da obra de Efrain Almeida (1964 – 2024) na galeria desde seu falecimento. Reunindo trabalhos produzidos entre
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A Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta O homem nu, a primeira mostra panorâmica da obra de Efrain Almeida (1964 – 2024) na galeria desde seu falecimento. Reunindo trabalhos produzidos entre 1995 e 2024, a exposição oferece uma vista ampla de sua trajetória e propõe uma leitura de sua produção a partir das relações entre corpo, espiritualidade e desejo. Nascido em Boa Viagem, Ceará, o artista desenvolveu uma obra profundamente marcada pelos materiais, pelos saberes e pelas tradições culturais da região do Cariri, transitando entre escultura, instalação, pintura, bordado e aquarela. Ao longo de quase três décadas, articulou diferentes geografias, crenças, identidades e tradições materiais por meio de uma linguagem visual na qual madeira, tecido, bronze e papel tornam-se suportes para experiências ao mesmo tempo íntimas e universais.
A exposição é centrada nas esculturas de Almeida, ao lado de aquarelas, pinturas a óleo e bordados. Entre os motivos recorrentes estão corpos e fragmentos do corpo, vestimentas, autorretratos e animais nativos do Nordeste brasileiro, especialmente aves. Em sua obra, referências ao imaginário católico convivem com a sensualidade do corpo nu, que adquire dimensões tanto eróticas quanto sagradas. Em O Outsider (2017), um autorretrato bordado surge sobre uma camisa de seda translúcida, cuja transparência e aparente leveza reforçam uma recorrente sensação de transitoriedade, onde o rosto aparece como um emblema num suporte esvoaçante.
Embora profundamente enraizada nas experiências, paisagens e tradições do interior do Ceará, a obra de Almeida nunca se restringe ao registro autobiográfico ou regional. Sua produção transforma referências locais em imagens capazes de evocar experiências universais, fazendo da memória, da espiritualidade, da fragilidade do corpo e do desejo questões compartilhadas. Essa passagem entre o íntimo e o coletivo, entre o local e o universal, encontra paralelo na própria escala de suas esculturas: executadas com notável precisão e frequentemente em pequenas dimensões, elas estabelecem uma relação expansiva com o espaço expositivo, reorganizando a percepção do ambiente e exigindo do espectador uma aproximação atenta. Uma atenção semelhante se estende às representações de animais, observadas com delicadeza e frequentemente apresentadas de modo deslocado na arquitetura. Entre elas, Lázaro (2005), escultura em madeira de um cão que estende a língua em direção à parede da galeria, faz referência à figura bíblica do mendigo cujas feridas eram lambidas apenas por cães, condensando em um único gesto dimensões de cuidado, abandono e ternura que atravessam toda a obra do artista.
A exposição se desdobra em uma ocupação na casa 29, espaço para projetos especiais da galeria Sardenberg
Serviço
Exposição | O homem nu
De 22 de agosto a 24 de outubro
Terça a sexta das 10h às 19h, sábado das 10h às 18h
Período
Local
Fortes D’Aloia & Gabriel - Barra Funda
Rua James Holland 71 - São Paulo - SP
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A Mendes Wood DM tem o prazer de apresentar Cantaria, primeira exposição individual de Daniel Jorge em São Paulo. Ocupando o galpão da Barra Funda, a mostra
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A Mendes Wood DM tem o prazer de apresentar Cantaria, primeira exposição individual de Daniel Jorge em São Paulo. Ocupando o galpão da Barra Funda, a mostra reúne obras inéditas entre esculturas, relevos de parede, instalação e performance, e é acompanhada por um ensaio inédito docurador e pesquisador Carlos Quijon Jr.
O título da exposição nomeia o ofício do canteiro, o saber técnico da pedra talhada, que o artista aprendeu. A palavra guarda também o canto, som de ritual e de trabalho que acompanha quem talha. É desse cruzamento entre mão e voz, precisão e improviso, que a prática de Jorge se forma. Nas obras, a matéria não chega sozinha, mas acompanhada do trabalho, das trocas e das histórias que a trouxeram até ali.
Nascido em Recreio, no interior de Minas Gerais, criado na Curumau, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, e radicado em Salvador, Jorge trabalha com o que essas três geografias lhe deram. A pedra-sabão, rocha densa e macia que serviu ao Barroco mineiro, chega ao ateliê por relações de trocacom trabalhadores e pequenas comunidades de Minas Gerais. “Cada pedra carrega uma cadeia de corpos dentro da obra”, diz o artista.
Para Jorge a obra se dá em, “testar até onde a matéria pode ir, e deixá-la responder”.A resposta está, por exemplo, no processo de pigmentação que o artista desenvolveu. O carvão, produzido no ateliê a partir de madeiras coletadas na cidade e ali queimadas, é veículo e reagente ao mesmo tempo; o pigmento azul é feito de resíduo gráfico adquirido em trocas com as gráficas da cidade. Misturado ao carvão e depositado sobre a pedra-sabão, o azul torna aparentes os quartzitos que a atravessam, e a superfície ganha pontos brilhantes que nenhum gesto poderia planejar. O piche, emulsão asfáltica que pavimenta as estradas e impermeabiliza as lajes das casas da periferia, entra como camada de negro profundo que pigmenta e adiciona uma fina camada de pele sobre a pedra.
O ferro coletado pelo artista ora carrega um processo natural de oxidação, ora é oxidado com sal, água e vinagre, técnica que pessoas escravizadas em fuga usavam para escurecer as ferramentas e camuflá-las na mata durante as travessias para os quilombos. Incrustadas na pedra entalhada, aspontas de ferro se erguem como torres, lanças, pregos. Não são ornamento: guardam a memória dafuga e organizam o trabalho, naquilo que o artista chama de “vingança simbólica”, exercida no gesto.
Sobre a pedra, Jorge realiza o gesto da escarificação: talhos, incisões, arranhões. Sua pesquisa reúneos muitos sentidos desse gesto, da marca corporal que, entre povos como Mursi, Iorubá e Nuba, inscreve pertencimento na pele, à quebra da casca da semente para que ela germine, até a incisão médica que vacina e cura. Nas superfícies escultóricas, o motivo reaparece em campos de perfurações, sulcos ordenados e protuberâncias. É o que conduz o artista ao quelóide, a pele que insiste em retornar ao seu plano original: a matéria que até então era subtraída passa a seraglutinada, criando pequenos relevos antropomórficos em algumas das peças.
Na exposição, as obras pendem do teto, encostam na parede, pousam direto no chão. Em Balanced Manumission (2024), esferas de pedra e correntes de ferro não estão presas a nada: apenas se equilibram, o peso de uma segurando o da outra. Em Boiar é entregar o peso à correnteza (2026), um bloco de pedra-sabão atravessado por grandes orifícios repousa no chão, circundado por uma corrente que carrega na ponta um cavalo marinho; o título ensina o gesto: boiar não é esforço, é entrega. E em Orifício (2024), uma pedra cinza e escarificada se incrusta numa parede em U que organiza o percurso da primeira sala: é como se a obra se tornasse um hospedeiro na parede do espaço, nos confundindo em torno da equação da matéria que se perde entre adição e subtração atornando parte. O movimento se repete em diversos trabalhos da mostra: o artista borra o caminhoque nos permitiria dizer se a forma resulta de uma subtração ou de uma adição de matéria.
A mostra culmina na instalação-performanceCondição de Assentamento(2026), em que quarenta enove pedras-sabão se distribuem pelo chão, ocupando uma sala inteira da galeria. Realizada antes daabertura da exposição, a performance faz do próprio trabalho do artista um modo de ocupar oespaço: Jorge divide as pedras com cunhas, pigmenta-as com carvão, piche e resíduo gráfico azul,escarifica-as. Encerrado o gesto, o artista se retira, e as pedras permanecem como constelaçãodurante todo o período expositivo.
Para o artista, “o direito à subjetividade, ao deslocamento, à abstração, à ambiguidade, direitos sistematicamente cooptados de certos corpos no Brasil, são reivindicados aqui como infraestrutura material da obra, não como pauta”. O que se revela em Cantaria é uma prática sustentada por mais-velhos, trabalhadores e amizades, ou, nas palavras de Quijon, “uma ecologia que prospera em chão irregular”.
Serviço
Exposição | Cantaria
De 22 de agosto a 6 de novembro
Terça a sexta, das 11h às 19h; sábado, das das 10h às 17h
Período
Local
Mendes Wood DM
Rua Barra Funda, 216, São Paulo – SP
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O Espaço Porto inaugura a exposição inédita “Meio Visível“, de P.O. Almeida. Predominantemente em preto e branco, suas fotografias constroem uma leitura autoral da paisagem urbana, distante
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O Espaço Porto inaugura a exposição inédita “Meio Visível“, de P.O. Almeida. Predominantemente em preto e branco, suas fotografias constroem uma leitura autoral da paisagem urbana, distante do registro turístico.
Fragmentando cenários e reorganizando seus elementos por meio da composição, P.O. cria fotos que convidam o espectador a desacelerar o olhar e descobrir novas relações entre pessoas, objetos e espaços. O trabalho poderá ser visitado até 3 de outubro. Informações no Instagram @portodecultura.
A produção fotográfica de Paulo Octavio Pereira de Almeida, ou P.O. Almeida, como assina seus trabalhos, nasce da experiência do deslocamento. Ao longo de uma trajetória como profissional da área de marketing, percorreu dezenas de cidades em diferentes continentes, transformando o tempo entre compromissos de trabalho e viagens em família em oportunidades para caminhar, observar e fotografar. “O Meio Visível” é um dos resultados alcançados pelo artista.
“Sempre procuro criar imagens a partir do que eu vejo das imagens dos meus mestres”, explica o artista. Seu foco são o que chama de personagens urbanos: objetos, estátuas e cartazes em arranjos que se unem a sombras. “As composições refletem o olhar desses mestres e as minhas caminhadas pelo mundo, sempre com a máquina na mão, tentando fazer com que essas imagens tenham algum sentido. Lee Friedlander, André Kertész, Manuel Alvares Bravo estão entre suas referências.
O interesse de P.O. Almeida reside menos nos lugares em si do que nas relações que neles se estabelecem: sobreposições de planos, jogos de luz e sombra, reflexos, geometrias, gestos e encontros fortuitos revelam uma cidade que se reorganiza continuamente diante do olhar. É autor do livro que leva o mesmo nome da exposição, “Meio Visível” (Fotô Editorial, 2021, 74 pgs.), que dialoga com uma tradição da fotografia moderna que compreende a rua como espaço de invenção visual.
Serviço
Exposição | Meio Visível
De 22 de agosto a 3 de outubro
Quarta à sábado, 14h às 18h, mediante agendamento prévio
Período
Local
Espaço PORTO
Rua Harmonia, 925 - Sumarezinho, São Paulo - SP
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A exposição “Ismael Nery: armadilha moderna”, dedicada ao trabalho de Ismael Nery (1900–1934), pintor, desenhista, arquiteto, decorador, cenógrafo e poeta, investiga a trajetória de um dos
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A exposição “Ismael Nery: armadilha moderna”, dedicada ao trabalho de Ismael Nery (1900–1934), pintor, desenhista, arquiteto, decorador, cenógrafo e poeta, investiga a trajetória de um dos artistas mais inquietantes do modernismo brasileiro.
Nery apropriou-se de linguagens como a ilustração, o cubismo e o surrealismo, alterando-as a partir de suas próprias inquietações. Em pinturas, desenhos e poemas, o corpo tornou-se o lugar onde ele investigou a instabilidade da identidade, a fusão entre os gêneros, a corrupção da matéria e o desejo religioso de superar os limites do espaço e do tempo.
A mostra reúne cerca de 230 obras, entre desenhos, pinturas, retratos, autorretratos e composições com figuras humanas sensuais, muitas vezes andróginas, algumas ameaçadoras, que operam na fronteira entre o afeto e a violência, o desejo carnal e o trauma da finitude.
Desde sempre compreendido como uma das vozes mais singulares da arte brasileira, Nery tem sua trajetória revista pela Pinacoteca nessa mostra panorâmica que apresenta suas contradições, sua densidade teórica e a radicalidade de suas invenções.
Serviço
Exposição | Ismael Nery: armadilha moderna
De 5 de setembro a 31 de janeiro de 2027
Quarta a segunda, das 10h às 18h (entrada até 17h). Sábados e segundos domingos do mês gratuitos
Período
Local
Pina Luz
Praça da Luz, 2, Bom Retiro, São Paulo — SP
Detalhes
Intitulado Depois que tudo foi dito, o 39º Panorama da Arte Brasileira, sob a curadoria de Diane Lima, questiona para onde a produção artística tem transbordado na busca por ampliar
Detalhes
Intitulado Depois que tudo foi dito, o 39º Panorama da Arte Brasileira, sob a curadoria de Diane Lima, questiona para onde a produção artística tem transbordado na busca por ampliar os limites da representação estética por meio de um exercício radical de imaginação. O partido curatorial examina de que modo a reviravolta epistemológica das últimas décadas — impulsionada pelas demandas por reparação racial e pelas conquistas das políticas afirmativas — reconfigurou a arte brasileira, a ponto de estas não apenas inscreverem os debates raciais no campo da linguagem e da estética, como também serem expressivamente influenciadas e expandidas por eles. Tal formulação destaca a vocação deste Panorama como uma plataforma de pensamento crítico que especula sobre o futuro, ao mesmo tempo em que cria uma experiência histórica de lugar: onde estamos, onde chegamos e para onde queremos ir, além de tudo o que já foi dito, feito, visto, escrito e imaginado
Inspirado no título e questão filosófica formulada por Denise Ferreira da Silva, uma das principais teóricas feministas negras da contemporaneidade, a exposição convida a imaginar “se seria possível lançar mão de uma sensibilidade que presuma e antecipe o que está além de tudo o que foi dito e feito sobre a violência colonial e racial, e o trabalho que elas realizam para o capital global”. A partir deste diálogo com a filósofa, Diane Lima desenvolve um projeto que, ao “ler a arte como confronto”, reflete sobre como os artistas têm performado em seus procedimentos poéticos e composicionais, exercícios radicais de imaginação e experimentação, que evidenciam um movimento contínuo e coletivo de liberação. A exposição busca complexificar o regime racial estético e, portanto, a própria definição de arte brasileira: aquilo que sabemos sobre ela, seu passado, nossos modos de olhá-la, descrevê-la e, sobretudo, as práticas artísticas das próximas gerações.
Serviço
Exposição | Depois que Tudo Foi Dito
De 12 de Setembro a 24 de janeiro
Terça a sexta, das 9h às 20h sábado, das 10h às 20h, domingo e feriados, das 10h às 18h
Período
Local
Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM SP)
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, Vila Mariana, São Paulo – SP
