Agenda de arte contemporânea da ARTE!Brasileiros reúne exposições, eventos culturais, mostras, feiras, cursos e atividades em museus, galerias e centros culturais de todo o Brasil.
Agenda de Arte, Exposições e Eventos Culturais
agosto
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O Museu do Amanhã – equipamento cultural da Prefeitura do Rio de Janeiro sob gestão do idg – Instituto de Desenvolvimento e Gestão – recebe a exposição itinerante “Síntese – Arte e Tecnologia na Coleção Itaú“, realizada pelo Itaú Cultural. Exclusivamente para o público carioca, a exposição, que tem curadoria de Leno Veras, tem o acréscimo de três trabalhos de grande impacto: FALA, de Rejane Cantoni; Robotarium, de Leonel Moura; e Odisseia, de Regina Silveira.
A mostra é uma oportunidade para ver de perto como reinventar a ideia de futuro sob a perspectiva de artistas que investigam as relações entre seres humanos, tecnologia e meio ambiente, propondo experiências que atravessam arte, ciência e inovação. Ao todo, o recorte é composto por 12 obras de criadores da Áustria, Austrália, Bélgica, Brasil, Espanha, França e México.
Ao longo do percurso, o público é convidado a interagir com instalações que pedem a presença, a interação e a troca de dados para revelar suas verdadeiras poéticas. Entre os destaques estão Alba, de Eduardo Kac, que apresenta a imagem de uma coelha portadora de proteína fluorescente através de procedimentos de biologia molecular, Eden, de Jon McCormack, um ecossistema virtual onde criaturas evoluem e aprendem comportamentos não previstos por meio de um algoritmo genético, e Life Writer, de Christa Sommerer e Laurent Mignonneau, que transforma letras digitadas em uma antiga máquina de escrever em espécies artificiais.
Novidades no recorte que chega ao Rio, FALA é uma instalação em que um um microfone capta os sons do ambiente e um “coro” de 40 celulares reproduz e desdobra as palavras identificadas, e conversam entre si em diferentes idiomas; “Robotarium” é uma espécie de zoológico para espécimes robóticas movidas por iluminação ou energia solar; e “Odisseia” é um labirinto digital dentro de um grande cubo, que impede a volta por caminhos já percorridos.
Através destas interações lúdicas e científicas, Síntese é um convite a explorar novas formas de pensar a criatividade, a convivência e a nossa relação com sistemas cada vez mais complexos. Os visitantes são desafiados a refletir sobre os desafios do presente e os futuros que desejam construir coletivamente.
“Embora inédita, a parceria entre o Museu do Amanhã e a Fundação Itaú é algo que já vínhamos desejando e construindo há bastante tempo. Compartilhamos uma mesma causa: relacionar a cultura e a tecnologia como estruturas que nos ajudam a compreender os desafios do nosso tempo e imaginar os futuros que queremos construir”, afirma Cristiano Vasconcelos, diretor executivo do Museu do Amanhã, que ressalta: “É importante destacar que a tecnologia jamais deve ser entendida como um fim em si mesma, mas como um meio para ampliar conhecimento, conexões e possibilidades de transformação social, com pensamento crítico. Por isso, é uma grande alegria ver esse projeto finalmente se concretizar”.
O Rio de Janeiro é a décima cidade a receber um recorte da Coleção de Arte e Tecnologia do Itaú. Sua trajetória de difusão de acervos eletrônicos inclui uma passagem em 2024 por Fortaleza, no Ceará, além de um importante marco internacional com a exibição no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa (MAAT), em Portugal, em 2022.
“Celebramos com grande alegria a abertura da exposição Síntese: Arte e Tecnologia na Coleção Itaú, em parceria com o Museu do Amanhã, reforçando o nosso compromisso de expandir o acesso à arte e à cultura por meio do Acervo Itaú”, comenta Jader Rosa, superintendente do Itaú Cultural. “A convergência entre arte e tecnologia é tema constante no Itaú Cultural, seja em exposições no nosso espaço, em São Paulo, seja em espaços parceiros Brasil afora. As obras presentes nessa mostra exploram diversos níveis de diálogo entre seres humanos, natureza e tecnologia, a fim de revelar outras possibilidades poéticas”, completa.
Serviço
Exposição | Síntese – Arte e Tecnologia
De 02 de julho a 31 de agosto
Quinta a terça, das 10h às 18h (última entrada às 17h)
Período
Local
Itaú Cultural
Avenida Paulista, 149, Sâo Paulo - SP
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O Instituto Antonio Carlos Jobim, localizado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, abre as portas para a exposição Tom Jobim: Discos Solo. A mostra, dedicada a um dos maiores
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O Instituto Antonio Carlos Jobim, localizado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, abre as portas para a exposição Tom Jobim: Discos Solo. A mostra, dedicada a um dos maiores ícones da música brasileira, oferece uma visão detalhada sobre os 12 LPs que marcaram a carreira solo do maestro, gravados entre 1963 e 1994, desde o primeiro álbum, The Composer of Desafinado Plays, até Antonio Brasileiro, passando por marcos como Wave, Matita Perê, Urubu e outros.
A exposição, que promete ser uma experiência imersiva, convida os visitantes a explorarem a trajetória artística de Tom Jobim por meio de documentos, fotos, gravações, partituras e objetos pessoais pertencentes ao acervo do Instituto. O conceito da exposição surgiu em 2020, durante a pandemia, a partir de uma série de entrevistas virtuais entre Paulo Jobim, filho do maestro e morto recentemente, e Aluísio Didier, curador da mostra e amigo de Tom, que assumiu a direção do instituto neste mesmo ano. Essas conversas, realizadas via Zoom, revelaram detalhes inéditos sobre o processo criativo do compositor e agora se transformaram em documentários, que revelam o processo por trás de cada álbum, oferecendo uma perspectiva íntima e pessoal sobre o legado musical de Jobim. Os vídeos com as conversas foram editados pelo cineasta Cayo Oliveira, também produtor da exposição, e serão apresentados pela primeira vez.
A curadoria de Didier ilumina momentos importantes da carreira do compositor como seu encontro com Vinícius de Moraes, que resultou em clássicos eternos da Bossa Nova e sua colaboração com João Gilberto no LP Chega de Saudade.
Tom Jobim: Discos Solo é uma homenagem a um artista que não apenas transcendeu fronteiras, mas que continua a influenciar gerações de músicos e fãs ao redor do mundo. A exposição não só celebra a obra solo do maestro, como também convida o público a revisitar e redescobrir a profundidade e a beleza de sua música.
Histórias inusitadas
Na exposição, histórias inusitadas do maestro irão divertir os visitantes. Entre elas, duas bastante icônicas, lembradas por Paulo Jobim e Didier nos documentários.
Autor de várias canções com nomes de mulheres, Tom foi procurado por um pesquisador com um projeto de livro sobre as músicas e suas musas inspiradoras: Luiza, personagem interpretada por Vera Fischer na novela Brilhante; Gabriela, personagem de Jorge Amado; O samba de Maria Luiza, a filha caçula, entre outras.
No entanto, o tal pesquisador também pergunta pela “musa” Carla que inspirara a canção do mesmo nome. Tom se surpreende e questiona: “Que Carla?” O pesquisador insiste: “Ora, a da música dos anos 50, “Carla, meu amor”, responde o rapaz. Acontece que a canção se chamava “Cala, meu amor”.
“O pesquisador já havia até se encontrado com a mulher que tinha sido a fonte de inspiração”, diverte -se Paulinho, em um dos bate-papo com Didier.
***
Músicos são sempre cobrados pela crítica ou pelos fãs por novidades, novas músicas, por uma atualização de sua arte, um diálogo com influências, novas tecnologias. Com Tom, sempre fiel ao “velho” piano acústico ou ao violão, não foi diferente. No disco Tide, podemos ouvi-lo no piano elétrico Fender Rhodes, hoje um clássico, mas na época, um som diferente, um passo à frente dos instrumentos acústicos. Na época as pessoas se perguntaram: “O que houve, Tom cedendo a um som mais pop?” Sim e não. Se o resultado ficou ótimo na faixa “Takatanga”, o fato se deveu a um copo de uísque derrubado dentro do piano acústico do estúdio, que impossibilitou o instrumento para a gravação. “Jobim, sem opção, aceita arriscar-se no Fender Rhodes e parece que gostou, pois no LP seguinte, Stone Flower, repete a experiência em várias faixas”, conta Didier.
Serviço
Exposição | Tom Jobim: Discos Solo
De 09 de outubro (exposição permanete)
Diariamente (exceto na quarta-feira), de 9h às 17h
Período
Local
Instituto Antonio Carlos Jobim
Rua Jardim Botânico, 1008, Rio de Janeiro - RJ
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A Portas Vilaseca inaugura Fogo Corredor, exposição coletiva que reúne 20 artistas de diferentes gerações e linguagens, marcando o encerramento da programação de 2025. Com curadoria de Lucas Albuquerque, a
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A Portas Vilaseca inaugura Fogo Corredor, exposição coletiva que reúne 20 artistas de diferentes gerações e linguagens, marcando o encerramento da programação de 2025. Com curadoria de Lucas Albuquerque, a mostra apresenta artistas representados pela galeria e convidados de diversas regiões do país, incluindo Guerreiro do Divino Amor, Rayana Rayo, Thiago Martins de Melo, entre outros.
Em uma expografia provocante, Fogo Corredor nasce da reflexão em torno de histórias populares e encantarias associadas ao fogo. É o caso da lenda que dá título à mostra: um ser sobrenatural feito de fogo, integrante de crenças populares do Norte e Nordeste do Brasil, cujas narrativas o associam a almas de pessoas mortas que retornam para assustar, queimar ou perseguir suas vítimas.
Dividida em dois andares, a mostra propõe dois percursos expositivos que se complementam. O térreo agrupa trabalhos que sugerem ou derivam de relações com o sagrado, seja ele de ordem profana ou não. André Griffo, Thiago Martins de Melo e Manuela Costa Lima abordam as conotações ora punitivas, ora purificadoras do fogo em tradições cristãs e pagãs, enquanto Paloma Bosquê, Ayla Tavares e Alex Cerveny propõem narrativas em torno de rituais, seres fantásticos e deambulações sincréticas, explorando as formas e materialidades de seus trabalhos.
No terceiro andar da galeria, as narrativas fantasmagóricas do fogo aparecem como elemento pop, apresentadas em obras que o tratam como pastiche, derivação ou virtualidade. O grupo reúne artistas como Guerreiro do Divino Amor, biarritzzz e Randolpho Lamonier, em cujos trabalhos o fogo se manifesta em narrativas que entrelaçam história e política, evocando sujeitos historicamente localizáveis — vivos ou mortos. Já Mateus Moreira e Luiza Lukah mergulham em fabulações sobre seres incandescentes.
Em uma proposição que combina arte, história popular, literatura e ficção, o curador fluminense Lucas Albuquerque sugere uma narrativa sobrenatural, na qual cada obra atua como uma entidade de uma história compartilhada: “Conduzido nos fios de ficção de vinte artistas – por vezes ancorados em ecos da realidade, principalmente nas obras de maior teor político – Fogo Corredor apresenta dois pequenos universos cósmicos, tramados entre a força vital do artista e a espiritual daqueles que são convocados e/ou imaginados”.
Esperamos a sua visita!
Serviço
Exposição | Fogo Corredor
De 13 de novembro a 10 de outubro 2026
Terça a sexta, das 11h às 19h, sábados, das 11h às 17h.
Período
Local
Portas Vilaseca Galeria
Rua Dona Mariana, 137, casa 2, Botafogo, Rio de Janeiro - RJ
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Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta Férias para Sempre, exposição individual de Tiago Carneiro da Cunha. Reunindo um novo conjunto de pinturas, a mostra do artista paulistano, radicado no Rio de
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Fortes D’Aloia & Gabriel apresenta Férias para Sempre, exposição individual de Tiago Carneiro da Cunha. Reunindo um novo conjunto de pinturas, a mostra do artista paulistano, radicado no Rio de Janeiro, se desenvolve por meio de cenas enigmáticas nas quais estados de lazer, prazer e repouso tornam-se cada vez mais difíceis de distinguir de imagens de colapso, desaparecimento ou morte. Corpos reclinados aparecem ao longo das obras, espalhados por praias, jardins, ruas e interiores, sua imobilidade suspensa entre férias e catástrofe. Ao mesmo tempo bem-humoradas, inquietantes e teatrais, as pinturas resistem a narrativas fixas, permitindo que momentos de ócio, vulnerabilidade e absurdo componham um tableau aberto a múltiplas interpretações.
Todas as telas são produzidas em um formato recorrente, compartilhando as mesmas dimensões, como variações dentro de uma mesma estrutura formal e conceitual. As composições se abrem para espaços amplos que oscilam entre paisagem e cenário teatral, conforme os enquadramentos panorâmicos de Carneiro da Cunha criam um campo visual em que primeiro plano e fundo se tornam protagonistas equivalentes. Coqueiros inclinados ecoam as posturas das figuras, enquanto crepúsculos dramáticos, focos concentrados de luz e construções espaciais marcadas conferem a muitas cenas uma qualidade quase autoiluminada. A exposição inclui duas interpretações distintas da Pietà, aproximando um dos motivos centrais da tradição clássica de imagens extraídas da vida contemporânea. Ao longo de Férias para Sempre, ambientes idílicos e urbanos convivem e se contaminam, animados por referências à cultura visual e à atmosfera cotidiana do Rio de Janeiro. Em conjunto, essas pinturas exploram o território incerto onde espetáculo e intimidade, humor e melancolia, férias eternas e descanso final começam a se confundir.
Entre suas exposições individuais recentes destacam-se Maldita Comédia, Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo (2023) e Green Galaxy, Misako & Rosen, Tóquio (2022). Participou também das exposições coletivas Terraphilia: Beyond the Human in the Thyssen-Bornemisza Collections, no Museo Nacional Thyssen-Bornemisza, Madri (2025), Estado Bruto, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), Rio de Janeiro (2021) e A iminência das poéticas – 30ª Bienal de São Paulo (2012).O artista possui obras em importantes coleções públicas, entre elas o SFMoMA – San Francisco Museum of Modern Art, em San Francisco; TBA21 Thyssen-Bornemisza Art Contemporary Collection, Madrid; a Saatchi Collection, em Londres; o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio); o Museu de Arte do Rio (MAR); e o Arizona State University Art Museum, em Tempe.
A exposição é acompanhada por um texto de Gabriel Secchin.
Serviço
Exposição | Férias para Sempre
De 27 de junho a 29 de agosto
Terça a sexta, das 10h às 19h sábado, das 10h às 18h
Período
Local
Galeria Fortes D’ Aloia & Gabriel RJ
R. Jardim Botânico, 971 - Jardim Botânico, Rio de Janeiro - RJ
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O Paço Imperial apresenta a exposição “Micélio, entre o fim e o começo de tudo” da artista Kyria Oliveira. Com curadoria de Clara Pignaton, a mostra reúne esculturas produzidas por
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O Paço Imperial apresenta a exposição “Micélio, entre o fim e o começo de tudo” da artista Kyria Oliveira. Com curadoria de Clara Pignaton, a mostra reúne esculturas produzidas por meio da técnica da feltragem e desenvolvidas a partir de sua pesquisa poética sobre o micélio — rede subterrânea de fungos capaz de estabelecer conexões, trocas e formas de comunicação invisíveis entre organismos da floresta.
Dona de uma técnica apurada e profundamente sensível, a artista esculpe como quem costura uma vestimenta, estabelecendo uma relação íntima entre matéria e corpo. A lã, sobreposta em delicadas camadas, é feltrada pelo atrito entre água, sabão e gesto, em um processo repetitivo e meditativo, no qual o fazer manual se torna uma espécie de ritual. As esculturas moles e delicadas evocam ninhos, vísceras, fungos, organismos desconhecidos ou fragmentos de paisagens vivas. Em sua maciez, despertam um desejo de aproximação, acolhimento e afeto.
A exposição ocupa a galeria Armazém D’El Rei no Paço Imperial, reunindo obras da série Micélio, que convidam o público a fabular novos mundos a partir de estruturas híbridas que habitam o imaginário da artista, criando uma simbiose entre fungos e ninhos, entre proteção e decomposição, entre fim e reinício. O micélio, ao se expandir sob a terra, cria redes de troca e sobrevivência que permitem à floresta responder coletivamente às ameaças do ambiente. Mais do que uma referência científica, essa imagem torna-se, na exposição, uma metáfora poética e política: a possibilidade de imaginar formas de coexistência baseadas na interdependência, no cuidado e na capacidade de regeneração da vida.
“Assim como a nossa existência está no limiar entre a vida e a morte, eu busco esse momento do “entre”: entre mundos, entre a casa, entre o corpo e entre o tempo. Entre o agora e a eternidade, somos o instante. Acredita-se que o micélio ao se ramificar pela floresta cria um canal de comunicação na floresta, independente de qualquer comprovação científica, é inspirador imaginar que a floresta se protege onde a humanidade falhou”, declara a artista.
“Na série Micélio, interessa à artista pensar as esculturas para além da condição de objeto, propondo reflexões sobre uma ecologia política das coisas e sobre materialidades que resistem. Ninhos e cogumelos aparecem como fios condutores de vidas possíveis em meio às clareiras e aos solos áridos produzidos pelas transformações humanas sobre a paisagem. São formas que sugerem abrigo, regeneração e continuidade, mesmo diante de cenários de exaustão e ruína”, afirma a curadora Clara Pignaton.
Serviço
Exposição | Micélio, entre o fim e o começo de tudo
De 4 de julho a 6 de setembro
Terça a domingo, das 12h às 18h
Período
Local
Paço Imperial
Praça Quinze de Novembro, 48 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
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O projeto Nordeste expandido: estratégias de (ré)existir volta-se para a produção das artes visuais dos estados que compõem a área de atuação do Banco do Nordeste, buscando evidenciar a potência da
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O projeto Nordeste expandido: estratégias de (ré)existir volta-se para a produção das artes visuais dos estados que compõem a área de atuação do Banco do Nordeste, buscando evidenciar a potência da diversidade e as múltiplas formas de afirmação da vida. A curadoria geral contou com a participação de Jacqueline Medeiros, auxiliada por Cecília Galindo, em parceria com curadores locais, culminando em exposições realizadas em todas as capitais nordestinas, além de Montes Claros (MG) e Vitória (ES).
Propor uma coleção para o BNB significa assumir como princípio a representatividade de toda a sua área de atuação, incluindo uma atenção especial à produção artística das cidades do interior da região. Nesse sentido, o projeto buscou reduzir as diferenças quantitativas de artistas por estado dentro da Coleção. A partir da análise do acervo já existente, foram selecionados tanto artistas históricos quanto nomes da produção contemporânea, reconhecendo a pluralidade da região em contraponto à ideia muitas vezes engessada de uma identidade homogênea. A escolha das obras privilegiou conjuntos capazes de estabelecer diálogos múltiplos e plurais.
Pensar em “Nordestes” é partir, antes de tudo, de um território movente, múltiplo e diverso. À medida que as obras foram incorporadas, novas camadas de realidade também passaram a integrar a coleção do Banco.
O projeto esteve sempre vinculado aos processos curatoriais de cada estado, o que conferiu singularidade a cada etapa e reforçou a complexidade do seu contexto geral.
Não houve preferência por técnicas ou estéticas específicas. Ainda assim, a pintura aparece de forma predominante, como um campo aberto de disputas de visualidades, linguagens, experiências de vida, intimidades e cotidianos, criando léxicos próprios para compreender o mundo a partir de si e, assim, conectar-se a ele. Também se destaca a atuação desses artistas em seus territórios afetivos e simbólicos, ao mesmo tempo em que se apropriam da iconografia clássica da arte e de técnicas tradicionais — como a tinta a óleo e o verniz — ressignificando-as no presente.
Popular e contemporâneo coexistem sem hierarquias, cronologias rígidas ou segmentações sociais, raciais e étnicas. A proposta curatorial busca subverter as persistentes hierarquizações da História da Arte, ainda presentes em diferentes esferas do sistema artístico, aproximando os trabalhos por afinidades poéticas, entre harmonias e tensões.
As obras estão organizadas em quatro núcleos inspirados na poética de músicas de autores da região a saber:. Este coco é feito com palmas de mão, do Coco Raízes de Arcoverde, reúne trabalhos ligados às crenças, culturas, saberes e tradições, evocando uma descendência cuja essência é a coletividade. Tocando em frente o chão da canção, de Gal Costa e Caetano Veloso, aborda os contornos políticos e sociais dos corpos, suas subjetividades, manifestações e rupturas. Galos, Noites e Quintais, do cearense Belchior, atravessa as memórias de quem migrou do campo para a cidade, entre desafios e esperanças. Já De chapéu e sol aberto, do compositor pernambucano Capiba, apresenta os olhares dos artistas sobre as paisagens de um Nordeste expandido, tanto geográfica quanto subjetivamente.
A exposição já percorreu as cidades de São Luís (MA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Natal (RN), João Pessoa (PB) e Aracaju (SE), chegando agora ao Sudeste. Reúne 216 obras de 107 artistas, compondo um circuito de encontros e conversas em torno dos trabalhos expostos e dos principais temas presentes nas produções. Esses encontros contam com a participação de curadores locais, artistas e convidados, reforçando a importância dos espaços de diálogo, da roda de conversa e da troca como forças motrizes do pensamento artístico.
A coleção do Banco do Nordeste foi construída ao longo de sua trajetória institucional. Para uma instituição cuja função é contribuir para o desenvolvimento do Nordeste, do Espírito Santo e do Norte de Minas Gerais, a constituição de um acervo de arte surge como um desdobramento natural. Os caminhos que levaram à formação dessa coleção passaram por diferentes estratégias, nas quais prevaleceram as relações diretas com os artistas.
O público é apresentado, assim, às diferentes dinâmicas de produção locais e à potência dessa diversidade. Sem a pretensão de constituir um mapeamento ou esgotar a pesquisa, o projeto permanece aberto a novos desdobramentos, investigações e encontros que certamente ainda virão.
Serviço
Exposição | Nordeste expandido: estratégias de (ré)existir
De 4 de julho a 6 de setembro
Terça a domingo, das 12h às 18h
Período
Local
Paço Imperial
Praça Quinze de Novembro, 48 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
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“Sempre sonhei com isso. Ter a força das lagartas. Ver asas surgindo do meu corpo de verme. Voar ao invés de arrastar-me pelo chão. Apoiar-me no ar e não sobre
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“Sempre sonhei com isso. Ter a força das lagartas. Ver asas surgindo do meu corpo de verme. Voar ao invés de arrastar-me pelo chão. Apoiar-me no ar e não sobre a pedra. Passar de uma existência a outra sem ter que morrer e renascer e, assim, revirar o mundo sem sequer o tocar. A mais perigosa forma de magia. A existência mais próxima da morte. A metamorfose”
Emanuele Coccia (Metaformoses)
Transmorfos são seres capazes de assumir diferentes contornos por meio da metamorfose e transfiguração, seja esse corpo animal, vegetal, humano ou sobrenatural. Tais criaturas habitam de maneira ampla mitologias africanas, indígenas, nórdicas e populares de distintas regiões, conectando-nos com as milhares de possibilidades vitais de existência, tão discutidas ao longo da história. Mais do que figuras do imaginário, essas formas ecoam cosmologias nas quais o corpo não é uma essência fixa, mas uma posição transitória — como propõe Eduardo Viveiros de Castro, ao pensar o perspectivismo ameríndio, no qual todos os seres compartilham uma condição de sujeito, diferenciando-se apenas pelos corpos que habitam. Não é sobre virar outro, mas revelar que já se é múltiplo.
A mostra coletiva “Ecologias do corpo” visa refletir e ampliar nosso pensamento e nossos horizontes sobre a transhumanidade e as possibilidades do ser a partir da obra de artistas contemporâneos brasileiros que discutem o tema em suas respectivas produções, sejam elas papel, pintura, escultura, vídeo, fotografia ou instalação. São eles Alex Červený, Barrão, Caroline Ricca Lee, Davi de Jesus do Nascimento, Gabriel Massan, Gustavo Caboco, Juno B, Manuela Costa Silva, Marina Woisky, Josi, Saulo Szabó e Selva de Carvalho.
A transhumanidade permeia a maneira como nos comunicamos com o mundo. Porque viver requer experimentar a ideia de ‘contágio’ como medida para nossas relações com outras espécies, culturas e tecnologias. Nesse sentido, como sugere Donna Haraway, não existimos como entidades isoladas, mas como seres que se constituem no “fazer-com” — em alianças e contaminações contínuas com o que nos cerca. Somos permanentemente afetados por diferentes formas de existência, vegetais, animais, minerais, inorgânicas e, inclusive, artificiais. Essa ecologia de corpos e seres, que compreendem humanos e não humanos, envolvem relações biológicas, políticas e de afeto, que nos contaminam e nos modificam constantemente, levando-nos a inúmeras mudanças, em como agimos, sentimos e vemos o mundo ao redor. É quando a transformação deixa de ser metáfora e passa a afetar o modo como o corpo se posiciona no mundo — abrindo fissuras no que antes parecia estável. Todos estamos aptos a nos transfigurarmos. Essa é a beleza da experiência vital compartilhada. Afinal, quem deseja a terrível limitação de viver apenas do que é passível de fazer sentido? É característica do ser animado buscar a profunda desordem orgânica que, no entanto, dá a pressentir uma ordem subjacente.
Discutir o transmorfismo na arte e na vida é falar também sobre liberdade. Liberdade de deixar-se ir para fora, mas principalmente para dentro de nós mesmos. Uma liberdade que não se afirma pela autonomia, mas pela capacidade de atravessar e ser atravessado — de reconhecer-se múltiplo, em relação, em constante metamorfose. É sustentar tal transformação, mesmo quando ela dissolve aquilo que pensávamos ser. Há, nesse gesto, uma ética do descontrole: permitir ao outro — humano ou não — existir em sua alteridade, ao mesmo tempo em que se aceita o risco de não coincidir consigo mesmo. Ser livre, nesse contexto, é abdicar da forma fixa, é consentir com o fluxo, é existir na borda entre o que já foi e o que ainda não tem nome. Como afirma Clarice Lispector em seu clássico Água Viva, “Escuta: eu te deixo ser, deixei-me ser então.”
Serviço
Exposição | Ecologias do corpo
De 4 de julho a 6 de setembro
Terça a domingo, das 12h às 18h
Período
Local
Paço Imperial
Praça Quinze de Novembro, 48 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
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O Paço Imperial recebe, após 32 anos, uma nova exposição individual de Daniel Senise. Intitulada Os dois lados da janela e com curadoria de Pollyana Quintella, a mostra reúne 59 trabalhos produzidos entre os anos 2000 e a atualidade, incluindo oito obras inéditas — quatro criadas em 2026 e outras quatro, produzidas entre 2024 e 2026, que nunca haviam saído do ateliê do artista.
As obras ocuparão todas as salas do Primeiro andar do Paço Imperial, agrupadas “por afinidade”, não necessariamente por séries ou ordem cronológica, conta Daniel Senise, que participou intensamente de todo o processo de montagem da exposição, e estará presente na abertura.
Esta é uma oportunidade rara para o público mergulhar no universo dos últimos 26 anos do artista carioca, radicado em São Paulo desde 2022. Estão presentes obras de várias de suas séries conhecidas, como “Museus e galerias”, “Livros”, “Prodrome” e as dez de “Biógrafo” – esta nunca mostrada antes em conjunto. No centro da última sala ficará a obra interativa “National Gallery” (2014), em que o público verá através de um orifício a imagem reconstruída em miniatura pelo artista da instituição de arte inglesa.
Exposição no Paço Imperial
A exposição apresenta obras grandes, como “Vai que nós levamos as partes que te faltam” (2008), na Sala Mestre Valentim, com 10 metros de comprimento por 1,20 metro de altura, uma composição de aquarelas feitas por Daniel Senise, que reproduzem um a um os tacos de madeira do corredor de sua residênciano Rio de Janeiro. Ao olhar atentamente, o público pode notar que se trata de uma “planta baixa”, com “as saídas para sala de TV, a de estar e para a cozinha”, conta o artista.
Na Sala Gomes Freire, está “Misty Peach Vision Petal” (2004), com 2,15 metros de altura por 6,45 metros de comprimento, produzida a partir “da transferência de poeira, resíduos e marcas acumuladas no chão do ateliê para a tela”, explica Pollyana Quintella nas legendas expandidas que estarão na exposição. “O trabalho incorpora diretamente os vestígios do espaço onde foi produzido.
Na sala Academia dos Seletos – a sétima sala da exposição – está a obra “Arranjo em cinza e prata” (2019), com 2,44 metros de altura por 7,50 metros de comprimento, feita com os carpetes queimados no incêndio sofrido pelo Teatro Villa-Lobos, em Copacabana, em 2011.
Da série “Museus e galerias”, podem ser vistas as obras “Museu Nacional de Belas Artes” (2016), com 150 x 300 cm, na Sala Gomes Freire; “Sem título(MAM Rio)”, 2022, com 150 x 325 cm; “Sem título (Capela Sistina)”, 2025, 200 x 293 cm; “Sem título (Cappella degli Scrovegni)”, 2025, 200 x 293cm; “Sem Título (Bourse de Commerce – Pinault Collection)”, 2021, 150 x 400 cm; e “Sem título (Richter at Dia Beacon)”, 2022, 150 x 250 cm, na Sala do Trono.
Ao longo da exposição, o público verá ainda uma série pequenas pinturas – as “pinturinhas” de Daniel Senise, experiências que ele faz em seu ateliê, além de textos de Pollyana Quintella, as “legendas expandidas”, que comentam algumas obras ou o conjunto do ambiente.
Serviço
Exposição | Os dois lados da janela
De 4 de julho a 6 de setembro
Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h
Período
Local
Paço Imperial
Praça Quinze de Novembro, 48 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
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A Casa Roberto Marinho amplia a programação da exposição o (tempo), individual de Waltercio Caldas, com uma mostra de cinema concebida pelo próprio artista. Reunindo 20 clássicos, a seleção estabelece
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A Casa Roberto Marinho amplia a programação da exposição o (tempo), individual de Waltercio Caldas, com uma mostra de cinema concebida pelo próprio artista. Reunindo 20 clássicos, a seleção estabelece um diálogo com temas centrais de sua produção, como tempo, espaço, percepção, linguagem e construção das imagens.
“Jean-Luc Godard disse que se o cinema não for capaz de nos falar de algo que não existe, ele será apenas uma indústria”, comenta Waltercio. “Os filmes aqui selecionados nos dão uma nova perspectiva para essa ideia quase absurda que chamamos de realidade. Estar diante dos fatos inventados nos redime de um cotidiano implacável que insiste em nos fazer desacreditar das múltiplas maneiras de ver os fatos. Nestes casos a ficção nos liberta.”
Ao longo de dez semanas, a mostra convida o público a estabelecer novas relações com a exposição a partir de produções realizadas entre as décadas de 1930 e 2020, por nomes fundamentais do cinema mundial como Andrei Tarkovsky, Jean-Luc Godard, Luchino Visconti, Michelangelo Antonioni, Orson Welles, Stanley Kubrick e Wim Wenders. Entre os títulos brasileiros estão Terra em Transe, de Glauber Rocha, e Limite, de Mario Peixoto.
As sessões acontecem às terças e quintas-feiras, sempre às 15h, até 22 de setembro, sem cobrança adicional de ingresso. As senhas serão distribuídas por ordem de chegada, com retirada trinta minutos antes de cada exibição. O auditório da Casa Roberto Marinho é acessível a pessoas com deficiência física e tem capacidade para 34 espectadores.
Programação completa:
Julho (sessões às 15h)
21/07 – O Amigo Americano (Wim Wenders)
23/07 – Asas do Desejo (Wim Wenders)
28/07 – Limite (Mario Peixoto)
30/07 – Terra em Transe (Glauber Rocha)
Agosto (sessões às 15h)
04/08 – Rocco e Seus Irmãos (Luchino Visconti)
06/08 – O Leopardo (Luchino Visconti)
11/08 – No Tempo das Diligências (John Ford)
13/08 – Era uma Vez no Oeste (Sergio Leone)
18/08 – Adeus à Linguagem (Jean-Luc Godard)
20/08 – Acossado (Jean-Luc Godard)
25/08 – A Pista (Chris Marker) + Um Condenado à Morte Escapou (Robert Bresson)
27/08 – Solaris (Andrei Tarkovsky)
Setembro (sessões às 15h)
01/09 – Dr. Fantástico (Stanley Kubrick)
03/09 – Barry Lyndon (Stanley Kubrick)
08/09 – A Marca da Maldade (Orson Welles)
10/09 – Verdades e Mentiras (Orson Welles)
15/09 – O Olhar de Michelangelo (Michelangelo Antonioni) + Profissão: Repórter (Michelangelo Antonioni)
17/09 – A Biblioteca do Mundo de Umberto Eco (Davide Ferrario)
22/09 – Um Condenado à Morte Escapou (Robert Bresson)
Serviço
Exposição | o (tempo)
De 21 de julho a 22 de setembro
Terça a domingo, das 12h às 18h
(Aos sábados, domingos e feriados, a Casa Roberto Marinho abre a área verde e a cafeteria a partir das 9h.)
Período
Local
Casa Roberto Marinho
Rua Cosme Velho, 1105 Rio de Janeiro - RJ
setembro
Detalhes
O Instituto Antonio Carlos Jobim, localizado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, abre as portas para a exposição Tom Jobim: Discos Solo. A mostra, dedicada a um dos maiores
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O Instituto Antonio Carlos Jobim, localizado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, abre as portas para a exposição Tom Jobim: Discos Solo. A mostra, dedicada a um dos maiores ícones da música brasileira, oferece uma visão detalhada sobre os 12 LPs que marcaram a carreira solo do maestro, gravados entre 1963 e 1994, desde o primeiro álbum, The Composer of Desafinado Plays, até Antonio Brasileiro, passando por marcos como Wave, Matita Perê, Urubu e outros.
A exposição, que promete ser uma experiência imersiva, convida os visitantes a explorarem a trajetória artística de Tom Jobim por meio de documentos, fotos, gravações, partituras e objetos pessoais pertencentes ao acervo do Instituto. O conceito da exposição surgiu em 2020, durante a pandemia, a partir de uma série de entrevistas virtuais entre Paulo Jobim, filho do maestro e morto recentemente, e Aluísio Didier, curador da mostra e amigo de Tom, que assumiu a direção do instituto neste mesmo ano. Essas conversas, realizadas via Zoom, revelaram detalhes inéditos sobre o processo criativo do compositor e agora se transformaram em documentários, que revelam o processo por trás de cada álbum, oferecendo uma perspectiva íntima e pessoal sobre o legado musical de Jobim. Os vídeos com as conversas foram editados pelo cineasta Cayo Oliveira, também produtor da exposição, e serão apresentados pela primeira vez.
A curadoria de Didier ilumina momentos importantes da carreira do compositor como seu encontro com Vinícius de Moraes, que resultou em clássicos eternos da Bossa Nova e sua colaboração com João Gilberto no LP Chega de Saudade.
Tom Jobim: Discos Solo é uma homenagem a um artista que não apenas transcendeu fronteiras, mas que continua a influenciar gerações de músicos e fãs ao redor do mundo. A exposição não só celebra a obra solo do maestro, como também convida o público a revisitar e redescobrir a profundidade e a beleza de sua música.
Histórias inusitadas
Na exposição, histórias inusitadas do maestro irão divertir os visitantes. Entre elas, duas bastante icônicas, lembradas por Paulo Jobim e Didier nos documentários.
Autor de várias canções com nomes de mulheres, Tom foi procurado por um pesquisador com um projeto de livro sobre as músicas e suas musas inspiradoras: Luiza, personagem interpretada por Vera Fischer na novela Brilhante; Gabriela, personagem de Jorge Amado; O samba de Maria Luiza, a filha caçula, entre outras.
No entanto, o tal pesquisador também pergunta pela “musa” Carla que inspirara a canção do mesmo nome. Tom se surpreende e questiona: “Que Carla?” O pesquisador insiste: “Ora, a da música dos anos 50, “Carla, meu amor”, responde o rapaz. Acontece que a canção se chamava “Cala, meu amor”.
“O pesquisador já havia até se encontrado com a mulher que tinha sido a fonte de inspiração”, diverte -se Paulinho, em um dos bate-papo com Didier.
***
Músicos são sempre cobrados pela crítica ou pelos fãs por novidades, novas músicas, por uma atualização de sua arte, um diálogo com influências, novas tecnologias. Com Tom, sempre fiel ao “velho” piano acústico ou ao violão, não foi diferente. No disco Tide, podemos ouvi-lo no piano elétrico Fender Rhodes, hoje um clássico, mas na época, um som diferente, um passo à frente dos instrumentos acústicos. Na época as pessoas se perguntaram: “O que houve, Tom cedendo a um som mais pop?” Sim e não. Se o resultado ficou ótimo na faixa “Takatanga”, o fato se deveu a um copo de uísque derrubado dentro do piano acústico do estúdio, que impossibilitou o instrumento para a gravação. “Jobim, sem opção, aceita arriscar-se no Fender Rhodes e parece que gostou, pois no LP seguinte, Stone Flower, repete a experiência em várias faixas”, conta Didier.
Serviço
Exposição | Tom Jobim: Discos Solo
De 09 de outubro (exposição permanete)
Diariamente (exceto na quarta-feira), de 9h às 17h
Período
Local
Instituto Antonio Carlos Jobim
Rua Jardim Botânico, 1008, Rio de Janeiro - RJ
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A Portas Vilaseca inaugura Fogo Corredor, exposição coletiva que reúne 20 artistas de diferentes gerações e linguagens, marcando o encerramento da programação de 2025. Com curadoria de Lucas Albuquerque, a
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A Portas Vilaseca inaugura Fogo Corredor, exposição coletiva que reúne 20 artistas de diferentes gerações e linguagens, marcando o encerramento da programação de 2025. Com curadoria de Lucas Albuquerque, a mostra apresenta artistas representados pela galeria e convidados de diversas regiões do país, incluindo Guerreiro do Divino Amor, Rayana Rayo, Thiago Martins de Melo, entre outros.
Em uma expografia provocante, Fogo Corredor nasce da reflexão em torno de histórias populares e encantarias associadas ao fogo. É o caso da lenda que dá título à mostra: um ser sobrenatural feito de fogo, integrante de crenças populares do Norte e Nordeste do Brasil, cujas narrativas o associam a almas de pessoas mortas que retornam para assustar, queimar ou perseguir suas vítimas.
Dividida em dois andares, a mostra propõe dois percursos expositivos que se complementam. O térreo agrupa trabalhos que sugerem ou derivam de relações com o sagrado, seja ele de ordem profana ou não. André Griffo, Thiago Martins de Melo e Manuela Costa Lima abordam as conotações ora punitivas, ora purificadoras do fogo em tradições cristãs e pagãs, enquanto Paloma Bosquê, Ayla Tavares e Alex Cerveny propõem narrativas em torno de rituais, seres fantásticos e deambulações sincréticas, explorando as formas e materialidades de seus trabalhos.
No terceiro andar da galeria, as narrativas fantasmagóricas do fogo aparecem como elemento pop, apresentadas em obras que o tratam como pastiche, derivação ou virtualidade. O grupo reúne artistas como Guerreiro do Divino Amor, biarritzzz e Randolpho Lamonier, em cujos trabalhos o fogo se manifesta em narrativas que entrelaçam história e política, evocando sujeitos historicamente localizáveis — vivos ou mortos. Já Mateus Moreira e Luiza Lukah mergulham em fabulações sobre seres incandescentes.
Em uma proposição que combina arte, história popular, literatura e ficção, o curador fluminense Lucas Albuquerque sugere uma narrativa sobrenatural, na qual cada obra atua como uma entidade de uma história compartilhada: “Conduzido nos fios de ficção de vinte artistas – por vezes ancorados em ecos da realidade, principalmente nas obras de maior teor político – Fogo Corredor apresenta dois pequenos universos cósmicos, tramados entre a força vital do artista e a espiritual daqueles que são convocados e/ou imaginados”.
Esperamos a sua visita!
Serviço
Exposição | Fogo Corredor
De 13 de novembro a 10 de outubro 2026
Terça a sexta, das 11h às 19h, sábados, das 11h às 17h.
Período
Local
Portas Vilaseca Galeria
Rua Dona Mariana, 137, casa 2, Botafogo, Rio de Janeiro - RJ
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O Paço Imperial apresenta a exposição “Micélio, entre o fim e o começo de tudo” da artista Kyria Oliveira. Com curadoria de Clara Pignaton, a mostra reúne esculturas produzidas por
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O Paço Imperial apresenta a exposição “Micélio, entre o fim e o começo de tudo” da artista Kyria Oliveira. Com curadoria de Clara Pignaton, a mostra reúne esculturas produzidas por meio da técnica da feltragem e desenvolvidas a partir de sua pesquisa poética sobre o micélio — rede subterrânea de fungos capaz de estabelecer conexões, trocas e formas de comunicação invisíveis entre organismos da floresta.
Dona de uma técnica apurada e profundamente sensível, a artista esculpe como quem costura uma vestimenta, estabelecendo uma relação íntima entre matéria e corpo. A lã, sobreposta em delicadas camadas, é feltrada pelo atrito entre água, sabão e gesto, em um processo repetitivo e meditativo, no qual o fazer manual se torna uma espécie de ritual. As esculturas moles e delicadas evocam ninhos, vísceras, fungos, organismos desconhecidos ou fragmentos de paisagens vivas. Em sua maciez, despertam um desejo de aproximação, acolhimento e afeto.
A exposição ocupa a galeria Armazém D’El Rei no Paço Imperial, reunindo obras da série Micélio, que convidam o público a fabular novos mundos a partir de estruturas híbridas que habitam o imaginário da artista, criando uma simbiose entre fungos e ninhos, entre proteção e decomposição, entre fim e reinício. O micélio, ao se expandir sob a terra, cria redes de troca e sobrevivência que permitem à floresta responder coletivamente às ameaças do ambiente. Mais do que uma referência científica, essa imagem torna-se, na exposição, uma metáfora poética e política: a possibilidade de imaginar formas de coexistência baseadas na interdependência, no cuidado e na capacidade de regeneração da vida.
“Assim como a nossa existência está no limiar entre a vida e a morte, eu busco esse momento do “entre”: entre mundos, entre a casa, entre o corpo e entre o tempo. Entre o agora e a eternidade, somos o instante. Acredita-se que o micélio ao se ramificar pela floresta cria um canal de comunicação na floresta, independente de qualquer comprovação científica, é inspirador imaginar que a floresta se protege onde a humanidade falhou”, declara a artista.
“Na série Micélio, interessa à artista pensar as esculturas para além da condição de objeto, propondo reflexões sobre uma ecologia política das coisas e sobre materialidades que resistem. Ninhos e cogumelos aparecem como fios condutores de vidas possíveis em meio às clareiras e aos solos áridos produzidos pelas transformações humanas sobre a paisagem. São formas que sugerem abrigo, regeneração e continuidade, mesmo diante de cenários de exaustão e ruína”, afirma a curadora Clara Pignaton.
Serviço
Exposição | Micélio, entre o fim e o começo de tudo
De 4 de julho a 6 de setembro
Terça a domingo, das 12h às 18h
Período
Local
Paço Imperial
Praça Quinze de Novembro, 48 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
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O projeto Nordeste expandido: estratégias de (ré)existir volta-se para a produção das artes visuais dos estados que compõem a área de atuação do Banco do Nordeste, buscando evidenciar a potência da
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O projeto Nordeste expandido: estratégias de (ré)existir volta-se para a produção das artes visuais dos estados que compõem a área de atuação do Banco do Nordeste, buscando evidenciar a potência da diversidade e as múltiplas formas de afirmação da vida. A curadoria geral contou com a participação de Jacqueline Medeiros, auxiliada por Cecília Galindo, em parceria com curadores locais, culminando em exposições realizadas em todas as capitais nordestinas, além de Montes Claros (MG) e Vitória (ES).
Propor uma coleção para o BNB significa assumir como princípio a representatividade de toda a sua área de atuação, incluindo uma atenção especial à produção artística das cidades do interior da região. Nesse sentido, o projeto buscou reduzir as diferenças quantitativas de artistas por estado dentro da Coleção. A partir da análise do acervo já existente, foram selecionados tanto artistas históricos quanto nomes da produção contemporânea, reconhecendo a pluralidade da região em contraponto à ideia muitas vezes engessada de uma identidade homogênea. A escolha das obras privilegiou conjuntos capazes de estabelecer diálogos múltiplos e plurais.
Pensar em “Nordestes” é partir, antes de tudo, de um território movente, múltiplo e diverso. À medida que as obras foram incorporadas, novas camadas de realidade também passaram a integrar a coleção do Banco.
O projeto esteve sempre vinculado aos processos curatoriais de cada estado, o que conferiu singularidade a cada etapa e reforçou a complexidade do seu contexto geral.
Não houve preferência por técnicas ou estéticas específicas. Ainda assim, a pintura aparece de forma predominante, como um campo aberto de disputas de visualidades, linguagens, experiências de vida, intimidades e cotidianos, criando léxicos próprios para compreender o mundo a partir de si e, assim, conectar-se a ele. Também se destaca a atuação desses artistas em seus territórios afetivos e simbólicos, ao mesmo tempo em que se apropriam da iconografia clássica da arte e de técnicas tradicionais — como a tinta a óleo e o verniz — ressignificando-as no presente.
Popular e contemporâneo coexistem sem hierarquias, cronologias rígidas ou segmentações sociais, raciais e étnicas. A proposta curatorial busca subverter as persistentes hierarquizações da História da Arte, ainda presentes em diferentes esferas do sistema artístico, aproximando os trabalhos por afinidades poéticas, entre harmonias e tensões.
As obras estão organizadas em quatro núcleos inspirados na poética de músicas de autores da região a saber:. Este coco é feito com palmas de mão, do Coco Raízes de Arcoverde, reúne trabalhos ligados às crenças, culturas, saberes e tradições, evocando uma descendência cuja essência é a coletividade. Tocando em frente o chão da canção, de Gal Costa e Caetano Veloso, aborda os contornos políticos e sociais dos corpos, suas subjetividades, manifestações e rupturas. Galos, Noites e Quintais, do cearense Belchior, atravessa as memórias de quem migrou do campo para a cidade, entre desafios e esperanças. Já De chapéu e sol aberto, do compositor pernambucano Capiba, apresenta os olhares dos artistas sobre as paisagens de um Nordeste expandido, tanto geográfica quanto subjetivamente.
A exposição já percorreu as cidades de São Luís (MA), Teresina (PI), Fortaleza (CE), Natal (RN), João Pessoa (PB) e Aracaju (SE), chegando agora ao Sudeste. Reúne 216 obras de 107 artistas, compondo um circuito de encontros e conversas em torno dos trabalhos expostos e dos principais temas presentes nas produções. Esses encontros contam com a participação de curadores locais, artistas e convidados, reforçando a importância dos espaços de diálogo, da roda de conversa e da troca como forças motrizes do pensamento artístico.
A coleção do Banco do Nordeste foi construída ao longo de sua trajetória institucional. Para uma instituição cuja função é contribuir para o desenvolvimento do Nordeste, do Espírito Santo e do Norte de Minas Gerais, a constituição de um acervo de arte surge como um desdobramento natural. Os caminhos que levaram à formação dessa coleção passaram por diferentes estratégias, nas quais prevaleceram as relações diretas com os artistas.
O público é apresentado, assim, às diferentes dinâmicas de produção locais e à potência dessa diversidade. Sem a pretensão de constituir um mapeamento ou esgotar a pesquisa, o projeto permanece aberto a novos desdobramentos, investigações e encontros que certamente ainda virão.
Serviço
Exposição | Nordeste expandido: estratégias de (ré)existir
De 4 de julho a 6 de setembro
Terça a domingo, das 12h às 18h
Período
Local
Paço Imperial
Praça Quinze de Novembro, 48 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
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“Sempre sonhei com isso. Ter a força das lagartas. Ver asas surgindo do meu corpo de verme. Voar ao invés de arrastar-me pelo chão. Apoiar-me no ar e não sobre
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“Sempre sonhei com isso. Ter a força das lagartas. Ver asas surgindo do meu corpo de verme. Voar ao invés de arrastar-me pelo chão. Apoiar-me no ar e não sobre a pedra. Passar de uma existência a outra sem ter que morrer e renascer e, assim, revirar o mundo sem sequer o tocar. A mais perigosa forma de magia. A existência mais próxima da morte. A metamorfose”
Emanuele Coccia (Metaformoses)
Transmorfos são seres capazes de assumir diferentes contornos por meio da metamorfose e transfiguração, seja esse corpo animal, vegetal, humano ou sobrenatural. Tais criaturas habitam de maneira ampla mitologias africanas, indígenas, nórdicas e populares de distintas regiões, conectando-nos com as milhares de possibilidades vitais de existência, tão discutidas ao longo da história. Mais do que figuras do imaginário, essas formas ecoam cosmologias nas quais o corpo não é uma essência fixa, mas uma posição transitória — como propõe Eduardo Viveiros de Castro, ao pensar o perspectivismo ameríndio, no qual todos os seres compartilham uma condição de sujeito, diferenciando-se apenas pelos corpos que habitam. Não é sobre virar outro, mas revelar que já se é múltiplo.
A mostra coletiva “Ecologias do corpo” visa refletir e ampliar nosso pensamento e nossos horizontes sobre a transhumanidade e as possibilidades do ser a partir da obra de artistas contemporâneos brasileiros que discutem o tema em suas respectivas produções, sejam elas papel, pintura, escultura, vídeo, fotografia ou instalação. São eles Alex Červený, Barrão, Caroline Ricca Lee, Davi de Jesus do Nascimento, Gabriel Massan, Gustavo Caboco, Juno B, Manuela Costa Silva, Marina Woisky, Josi, Saulo Szabó e Selva de Carvalho.
A transhumanidade permeia a maneira como nos comunicamos com o mundo. Porque viver requer experimentar a ideia de ‘contágio’ como medida para nossas relações com outras espécies, culturas e tecnologias. Nesse sentido, como sugere Donna Haraway, não existimos como entidades isoladas, mas como seres que se constituem no “fazer-com” — em alianças e contaminações contínuas com o que nos cerca. Somos permanentemente afetados por diferentes formas de existência, vegetais, animais, minerais, inorgânicas e, inclusive, artificiais. Essa ecologia de corpos e seres, que compreendem humanos e não humanos, envolvem relações biológicas, políticas e de afeto, que nos contaminam e nos modificam constantemente, levando-nos a inúmeras mudanças, em como agimos, sentimos e vemos o mundo ao redor. É quando a transformação deixa de ser metáfora e passa a afetar o modo como o corpo se posiciona no mundo — abrindo fissuras no que antes parecia estável. Todos estamos aptos a nos transfigurarmos. Essa é a beleza da experiência vital compartilhada. Afinal, quem deseja a terrível limitação de viver apenas do que é passível de fazer sentido? É característica do ser animado buscar a profunda desordem orgânica que, no entanto, dá a pressentir uma ordem subjacente.
Discutir o transmorfismo na arte e na vida é falar também sobre liberdade. Liberdade de deixar-se ir para fora, mas principalmente para dentro de nós mesmos. Uma liberdade que não se afirma pela autonomia, mas pela capacidade de atravessar e ser atravessado — de reconhecer-se múltiplo, em relação, em constante metamorfose. É sustentar tal transformação, mesmo quando ela dissolve aquilo que pensávamos ser. Há, nesse gesto, uma ética do descontrole: permitir ao outro — humano ou não — existir em sua alteridade, ao mesmo tempo em que se aceita o risco de não coincidir consigo mesmo. Ser livre, nesse contexto, é abdicar da forma fixa, é consentir com o fluxo, é existir na borda entre o que já foi e o que ainda não tem nome. Como afirma Clarice Lispector em seu clássico Água Viva, “Escuta: eu te deixo ser, deixei-me ser então.”
Serviço
Exposição | Ecologias do corpo
De 4 de julho a 6 de setembro
Terça a domingo, das 12h às 18h
Período
Local
Paço Imperial
Praça Quinze de Novembro, 48 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
Detalhes
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O Paço Imperial recebe, após 32 anos, uma nova exposição individual de Daniel Senise. Intitulada Os dois lados da janela e com curadoria de Pollyana Quintella, a mostra reúne 59 trabalhos produzidos entre os anos 2000 e a atualidade, incluindo oito obras inéditas — quatro criadas em 2026 e outras quatro, produzidas entre 2024 e 2026, que nunca haviam saído do ateliê do artista.
As obras ocuparão todas as salas do Primeiro andar do Paço Imperial, agrupadas “por afinidade”, não necessariamente por séries ou ordem cronológica, conta Daniel Senise, que participou intensamente de todo o processo de montagem da exposição, e estará presente na abertura.
Esta é uma oportunidade rara para o público mergulhar no universo dos últimos 26 anos do artista carioca, radicado em São Paulo desde 2022. Estão presentes obras de várias de suas séries conhecidas, como “Museus e galerias”, “Livros”, “Prodrome” e as dez de “Biógrafo” – esta nunca mostrada antes em conjunto. No centro da última sala ficará a obra interativa “National Gallery” (2014), em que o público verá através de um orifício a imagem reconstruída em miniatura pelo artista da instituição de arte inglesa.
Exposição no Paço Imperial
A exposição apresenta obras grandes, como “Vai que nós levamos as partes que te faltam” (2008), na Sala Mestre Valentim, com 10 metros de comprimento por 1,20 metro de altura, uma composição de aquarelas feitas por Daniel Senise, que reproduzem um a um os tacos de madeira do corredor de sua residênciano Rio de Janeiro. Ao olhar atentamente, o público pode notar que se trata de uma “planta baixa”, com “as saídas para sala de TV, a de estar e para a cozinha”, conta o artista.
Na Sala Gomes Freire, está “Misty Peach Vision Petal” (2004), com 2,15 metros de altura por 6,45 metros de comprimento, produzida a partir “da transferência de poeira, resíduos e marcas acumuladas no chão do ateliê para a tela”, explica Pollyana Quintella nas legendas expandidas que estarão na exposição. “O trabalho incorpora diretamente os vestígios do espaço onde foi produzido.
Na sala Academia dos Seletos – a sétima sala da exposição – está a obra “Arranjo em cinza e prata” (2019), com 2,44 metros de altura por 7,50 metros de comprimento, feita com os carpetes queimados no incêndio sofrido pelo Teatro Villa-Lobos, em Copacabana, em 2011.
Da série “Museus e galerias”, podem ser vistas as obras “Museu Nacional de Belas Artes” (2016), com 150 x 300 cm, na Sala Gomes Freire; “Sem título(MAM Rio)”, 2022, com 150 x 325 cm; “Sem título (Capela Sistina)”, 2025, 200 x 293 cm; “Sem título (Cappella degli Scrovegni)”, 2025, 200 x 293cm; “Sem Título (Bourse de Commerce – Pinault Collection)”, 2021, 150 x 400 cm; e “Sem título (Richter at Dia Beacon)”, 2022, 150 x 250 cm, na Sala do Trono.
Ao longo da exposição, o público verá ainda uma série pequenas pinturas – as “pinturinhas” de Daniel Senise, experiências que ele faz em seu ateliê, além de textos de Pollyana Quintella, as “legendas expandidas”, que comentam algumas obras ou o conjunto do ambiente.
Serviço
Exposição | Os dois lados da janela
De 4 de julho a 6 de setembro
Terça a domingo e feriados, das 12h às 18h
Período
Local
Paço Imperial
Praça Quinze de Novembro, 48 - Centro - Rio de Janeiro - RJ
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A Casa Roberto Marinho amplia a programação da exposição o (tempo), individual de Waltercio Caldas, com uma mostra de cinema concebida pelo próprio artista. Reunindo 20 clássicos, a seleção estabelece
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A Casa Roberto Marinho amplia a programação da exposição o (tempo), individual de Waltercio Caldas, com uma mostra de cinema concebida pelo próprio artista. Reunindo 20 clássicos, a seleção estabelece um diálogo com temas centrais de sua produção, como tempo, espaço, percepção, linguagem e construção das imagens.
“Jean-Luc Godard disse que se o cinema não for capaz de nos falar de algo que não existe, ele será apenas uma indústria”, comenta Waltercio. “Os filmes aqui selecionados nos dão uma nova perspectiva para essa ideia quase absurda que chamamos de realidade. Estar diante dos fatos inventados nos redime de um cotidiano implacável que insiste em nos fazer desacreditar das múltiplas maneiras de ver os fatos. Nestes casos a ficção nos liberta.”
Ao longo de dez semanas, a mostra convida o público a estabelecer novas relações com a exposição a partir de produções realizadas entre as décadas de 1930 e 2020, por nomes fundamentais do cinema mundial como Andrei Tarkovsky, Jean-Luc Godard, Luchino Visconti, Michelangelo Antonioni, Orson Welles, Stanley Kubrick e Wim Wenders. Entre os títulos brasileiros estão Terra em Transe, de Glauber Rocha, e Limite, de Mario Peixoto.
As sessões acontecem às terças e quintas-feiras, sempre às 15h, até 22 de setembro, sem cobrança adicional de ingresso. As senhas serão distribuídas por ordem de chegada, com retirada trinta minutos antes de cada exibição. O auditório da Casa Roberto Marinho é acessível a pessoas com deficiência física e tem capacidade para 34 espectadores.
Programação completa:
Julho (sessões às 15h)
21/07 – O Amigo Americano (Wim Wenders)
23/07 – Asas do Desejo (Wim Wenders)
28/07 – Limite (Mario Peixoto)
30/07 – Terra em Transe (Glauber Rocha)
Agosto (sessões às 15h)
04/08 – Rocco e Seus Irmãos (Luchino Visconti)
06/08 – O Leopardo (Luchino Visconti)
11/08 – No Tempo das Diligências (John Ford)
13/08 – Era uma Vez no Oeste (Sergio Leone)
18/08 – Adeus à Linguagem (Jean-Luc Godard)
20/08 – Acossado (Jean-Luc Godard)
25/08 – A Pista (Chris Marker) + Um Condenado à Morte Escapou (Robert Bresson)
27/08 – Solaris (Andrei Tarkovsky)
Setembro (sessões às 15h)
01/09 – Dr. Fantástico (Stanley Kubrick)
03/09 – Barry Lyndon (Stanley Kubrick)
08/09 – A Marca da Maldade (Orson Welles)
10/09 – Verdades e Mentiras (Orson Welles)
15/09 – O Olhar de Michelangelo (Michelangelo Antonioni) + Profissão: Repórter (Michelangelo Antonioni)
17/09 – A Biblioteca do Mundo de Umberto Eco (Davide Ferrario)
22/09 – Um Condenado à Morte Escapou (Robert Bresson)
Serviço
Exposição | o (tempo)
De 21 de julho a 22 de setembro
Terça a domingo, das 12h às 18h
(Aos sábados, domingos e feriados, a Casa Roberto Marinho abre a área verde e a cafeteria a partir das 9h.)
Período
Local
Casa Roberto Marinho
Rua Cosme Velho, 1105 Rio de Janeiro - RJ
