Agenda de arte contemporânea da ARTE!Brasileiros reúne exposições, eventos culturais, mostras, feiras, cursos e atividades em museus, galerias e centros culturais de todo o Brasil.
Agenda de Arte, Exposições e Eventos Culturais
outubro
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Exposição “Entre o Instante e a Eternidade” reúne alguns trabalhos do artista que ninguém nunca viu. A segunda exposição que integra o projeto Hassis 100 Anos será aberta no Museu Histórico
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Exposição “Entre o Instante e a Eternidade” reúne alguns trabalhos do artista que ninguém nunca viu.
A segunda exposição que integra o projeto Hassis 100 Anos será aberta no Museu Histórico de Santa Catarina, no Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis. Com curadoria de Luciana Paulo Corrêa e Monique Fonseca, “Entre o Instante e a Eternidade” vai reunir algumas obras do artista que nunca foram expostas ao público. A abertura será às 10h30, e a entrada é gratuita.
Realizadas em suportes como tela, papel kraft e plástico, as 18 obras pictóricas pertencentes ao acervo da Fundação Hassis evidenciam a diversidade de materiais explorados pelo artista. As pinturas revelam diferentes momentos da produção de Hassis e ampliam as possibilidades de leitura da obra.
Segundo a curadora Monique Fonseca, cerca de 80% das obras nunca foram exibidas antes e são resultado de pesquisa aprofundada no acervo da Fundação. “O processo de seleção das obras envolveu uma ampla pesquisa com o propósito de revelar trabalhos pouco conhecidos e oferecer novas leituras sobre a produção do artista. Esta é uma oportunidade singular de conhecer facetas ainda pouco exploradas de Hassis”, compartilha.
Embora marcada pelo ineditismo, a exposição também contempla temas emblemáticos da trajetória do artista. Entre eles, obras dedicadas a Florianópolis e à sua paisagem, como “Vento Sul e Chuva”, pintada em 1957 e considerada uma obra símbolo. Também estão presentes séries que abordam Carnaval, religiosidade e outros temas recorrentes.
Ao propor o título “Entre o Instante e a Eternidade”, a curadoria reconhece o lugar singular que Hassis ocupa: uma obra que não pertence apenas ao passado, mas que continua a alcançar o presente com a mesma força. Para Monique Fonseca, a expectativa é que o público se surpreenda ao visitar a mostra. “A exposição não foi concebida como retrospectiva, mas como experiência que mostra a atualidade de Hassis. E se ao final da visita o público sentir que esteve diante de um artista cuja obra permanece viva, capaz de emocionar, provocar e encantar cem anos depois de seu nascimento, teremos alcançado nosso principal objetivo”, afirma.
Essa não será a primeira vez que obras de Hassis serão apresentadas no Museu Histórico de Santa Catarina. O artista já participou de duas individuais no local, em 1990, com “Contestado – Terra Contestada”, e em 1991, com “Farra do Boi”.
Serviço
Exposição | Entre o Instante e a Eternidade
De 25 de julho a 28 de março de 2027
Terça a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados e domingos, das 10h às 17h
Período
Local
Museu Histórico de Santa Catarina
Palácio Cruz e Sousa - Praça XV de Novembro, 227 - Centro, Florianópolis - SC
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Florianópolis recebe uma mostra totalmente interativa pensada para aproximar o público do universo poético de Hassis. “Hassis Brincante“, exposição que integra o projeto Hassis 100 Anos e celebra o centenário
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Florianópolis recebe uma mostra totalmente interativa pensada para aproximar o público do universo poético de Hassis. “Hassis Brincante“, exposição que integra o projeto Hassis 100 Anos e celebra o centenário do artista, abre para visitação na Fundação Hassis, localizada no bairro Itaguaçu, região continental da Capital de SC. A entrada é gratuita.
Idealizada pela curadora Monique Fonseca, a exposição propõe um percurso sensorial que convida visitantes de todas as idades a experimentar, imaginar e criar. Segundo ela, a proposta nasceu do desejo de transformar a relação do público com a obra do artista por meio de uma experiência que refletisse o próprio universo de Hassis. “Em vez de uma exposição apenas contemplativa, propus um percurso que pudesse ser vivido com o corpo, a imaginação e a curiosidade”, compartilha.
A partir dessa perspectiva, a curadora definiu núcleos temáticos que atravessam a produção do artista: o mar, o circo, os heróis, as brincadeiras, os mistérios do cotidiano e “A Porta”, obra permanente da Fundação Hassis. Esses temas se tornaram o ponto de partida para a criação de sete estações interativas, concebidas como interpretações sensíveis do universo de Hassis.
“Mais do que observar referências à obra de Hassis, o visitante é convidado a explorar, brincar, imaginar e criar. A exposição propõe uma relação ativa com o universo do artista, transformando a visita em uma experiência de descoberta, participação e construção de novas memórias”, explica a curadora que começou a concepção da mostra há mais de um ano, durante o planejamento das celebrações do centenário de Hassis.
Entre as obras que dialogam com os núcleos da mostra estão “O Pescador” (1988), “A Porta” (1967), a Série “O Circo” (1989), a Série “HQ” (1988) e a coletânea “Hassis Mar”, que inspiram as estações da exposição.
Interatividade e sustentabilidade
A escolha dos materiais também reforça o caráter educativo e sustentável da mostra. Todas as instalações foram confeccionadas em papelão, além de adesivos, peças magnéticas e suportes interativos. “O papelão foi escolhido por sua versatilidade e por reforçar o compromisso da mostra com a sustentabilidade. É um material que desperta a criatividade e demonstra que experiências artísticas significativas podem nascer da simplicidade”, destaca a curadora.
Para Monique, os suportes da mostra fazem parte da narrativa curatorial. Pois, ao utilizar materiais recicláveis e elementos interativos, a exposição convida cada visitante a assumir uma postura ativa, explorando, imaginando e criando. Essa escolha também dialoga com o título da exposição, “Hassis Brincante”. “O termo ‘brincante’, sintetiza a relação de Hassis com o circo, as brincadeiras de rua, o cotidiano da cidade e os personagens que povoam sua obra”, completa a curadora.
Serviço
Exposição | Hassis Brincante
De 25 de julho a 30 de janeiro de 2027
Segunda a sexta das 13h30 às 17h30 e aos sábados das 10h às 15h
Período
Local
Fundação Hassis
Luiz da Costa Freysleben, 87 - Itaguaçu, Florianópolis - SC
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Com pinturas, vídeos e estudos, a artista Vívian Amorim apresenta em “Arcanos do Inconsciente” uma investigação que une dança intuitiva, imaginação simbólica e a vivência dos arcanos
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Com pinturas, vídeos e estudos, a artista Vívian Amorim apresenta em “Arcanos do Inconsciente” uma investigação que une dança intuitiva, imaginação simbólica e a vivência dos arcanos maiores do tarô.
Mostra reúne 22 pinturas em tinta acrílica, dois vídeos das danças realizadas e estudos produzidos em aquarela, tinta acrílica, caneta hidrográfica e giz pastel oleoso. As telas são criações simbólicas desenvolvidas a partir de movimentos de danças intuitivas e da leitura e vivência dos arcanos maiores do tarô. O conjunto das obras forma um caminho que narra a construção de cada arcano pessoal ao longo dos últimos anos, propondo um convite ao movimento do inconsciente e do próprio corpo.
Vívian explica que o projeto parte do estudo do movimento do corpo dentro da dança, seguido pela combinação desse movimento com características dos arcanos maiores, utilizando uma simbologia única. “É um trabalho simbólico. O conjunto de telas é um caminho narrando esse lugar de ter vivido a construção de cada arcano pessoal nesses últimos anos. É um convite ao movimento do inconsciente e do próprio corpo”, compartilha a artista.
A exposição inédita e de curta temporada, que começou a ser desenvolvida em 2023, conta com uma obra que foi exibida na Suíça em 2026. “Apresentei o estudo de ‘A marisqueira – o trabalho da Morte’ no processo de seleção para ingresso na Lucerne University of Applied Sciences and Arts (HSLU), em março de 2026. Dois anos antes, em outubro de 2024, tive a oportunidade de participar de uma mostra coletiva na Escola Panorama, em Florianópolis, com a obra ‘Desconcerto Epifânico’. Apenas essas duas obras foram apresentadas anteriormente, em tamanhos menores do que as versões que serão exibidas agora, as demais são todas inéditas”, destaca a artista.
Com curadoria de Amanda Estima, psicóloga, especialista em psicologia junguiana, a mostra tem expografia assinada por Renata Amorim e Lesse Pierre, trilha sonora composta por Kayan Zimmermann e produção da própria artista com assistência de Renata Amorim.
“O espaço expositivo propõe uma exposição dinâmica. Espero que o público se permita envolver com os movimentos das obras, que interaja com a instalação que encerra a exposição, que se divirta com as cartas e personalidades de cada obra”, completa a artista.
Serviço
Exposição | Arcanos do Inconsciente
De 4 e 13 de outubro
Terça a domingo, das 10h às 21h
Período
Local
Centro Integrado de Cultura - CIC
Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600, bairro Agronômica, Florianópolis/SC
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Como habitar a Terra sem continuar ocupando-a como quem possui, domina e extrai? É a pergunta que atravessa “Da pele à terra: percursos de pousos e riscos”, exposição individual de
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Como habitar a Terra sem continuar ocupando-a como quem possui, domina e extrai? É a pergunta que atravessa “Da pele à terra: percursos de pousos e riscos”, exposição individual de Damiana Bregalda que será apresentada pela primeira vez no Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS-SC), em Florianópolis, com curadoria de Juliana Crispe.
Damiana explica que o título da exposição concentra dois aspectos fundamentais da sua pesquisa. De um lado, a pele e o corpo, aquilo que toca e constitui, de outro, a terra, compreendida não como recurso, mas como território vivo, atravessado por memórias, histórias, conflitos, relações e possibilidades de existência. “A ideia de ‘pouso’ aparece como um gesto de suspensão, desaceleração e atenção. Já o ‘risco’ diz respeito tanto à vulnerabilidade quanto à possibilidade de deslocar certezas e experimentar outras formas de habitar a Terra”, explica a artista.
A exposição reúne 16 obras de diferentes linguagens: quatro instalações, uma série de quatro monotipias, quatro vídeo-performances, duas publicações de artista, uma série de seis foto-performances, duas fotografias e dois trabalhos sonoros. O conjunto é resultado de mais de dez anos de pesquisa artística e antropológica, realizada a partir de deslocamentos por diferentes territórios e de investigações sobre o corpo, a terra, o tempo e os modos de habitar o mundo.
Embora alguns trabalhos já tenham sido apresentados anteriormente, em exposições individuais e coletivas, “Da pele à terra: percursos de pousos e riscos” é inédita como exposição, tanto pelo título quanto pela configuração do conjunto. A mostra aproxima diferentes momentos de uma pesquisa que se estende por mais de uma década e que reúne trabalhos iniciados em 2013 e produções recentes.
Entre os trabalhos de longa duração está “Diário de pousos”, iniciado em 2013 e apresentado agora ao público pela primeira vez. No projeto, a artista coleta folhas e flores no momento exato em que se desprendem das árvores e registra o local e o horário de cada pouso, transformando esses acontecimentos mínimos em uma investigação sobre o tempo, o deslocamento e a relação.
Já a série “Ara Maí: semear em terras devastadas (2026)” foi desenvolvida nos últimos dois anos, durante a pesquisa de pós-doutorado (2024–2026) no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com bolsa de pós-doutorado concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Tantos os trabalhos “Ara Maí” quanto as monotipias foram realizadas em três paisagens distintas de Santa Catarina: uma pedreira e uma plantação de monocultura de pinus elliottii em Florianópolis e uma mina de carvão em Criciúma.
A relação entre corpo, território e disputa também aparece nas vídeo-performances “É preciso correr o risco – na pele” e “É preciso correr o risco – na terra”. Nesta última, a artista percorre uma área destinada à monocultura de soja em Paraí, que fica no Rio Grande do Sul, onde semeia o Avaxi Para’í, variedade de milho cultivada pelos Guarani. O gesto estabelece uma tensão entre a lógica da monocultura e outras formas relacionais de produção e cuidado da vida.
Habitar o mundo
A partir da relação entre corpo, território, memória, tempo e matéria, a exposição aborda questões como a crise climática, a devastação ambiental, a monocultura, a exploração dos territórios e os efeitos ainda presentes da colonialidade sobre os corpos humanos e sobre a própria terra. Em diálogo com saberes e experiências de povos originários e quilombolas, a pesquisa também aborda diferentes formas de habitar e produzir mundo. A partir de sua posição enquanto mulher branca, a artista interroga as heranças coloniais que atravessam sua própria história e investiga possibilidades de escuta de outros modos de existência e relação com a Terra.
A artista não pretende oferecer respostas prontas, mas criar situações para que o público possa parar, observar, escutar e questionar algumas das certezas que organizam nossa relação com a Terra. “A exposição propõe pensar a crise ecológica a partir de uma perspectiva decolonial. Em diálogo com Malcom Ferdinand e sua Uma ecologia decolonial, compreendemos que a devastação ambiental não pode ser dissociada da história do colonialismo, da escravidão, do racismo, da apropriação territorial e dos modelos de exploração que transformaram a natureza em propriedade e mercadoria. A crise climática possui uma história, e essa história também é colonial”, destaca a curadora Juliana Crispe.
O gesto de semear aparece em diferentes trabalhos da mostra e ganha um sentido particular diante dos cenários de devastação apresentados pela artista. “Interessa pensar a Terra como um mundo compartilhado entre humanos e não humanos. Por isso, o gesto de semear aparece como uma possibilidade poética e política: não como uma promessa ingênua de recuperar uma natureza intocada, mas como uma maneira de imaginar outros modos de habitar”, explicam a curadora e a artista.
A mostra marca também a primeira exposição de Damiana no MIS-SC. Para a artista, ocupar o espaço tem um significado especial justamente pelo caráter público e pelo acesso gratuito. “Tenho uma expectativa muito grande de que o espaço do MIS possa funcionar não apenas como lugar de apresentação das obras, mas como um espaço de encontro, pausa e reflexão”, afirma.
A expectativa é que a experiência não termine necessariamente ao deixar a sala expositiva. “Gostaria que o público pudesse sair da exposição levando alguma pergunta consigo. Talvez a pergunta sobre como estamos habitando a Terra e que outras formas de relação com ela ainda podemos imaginar. Da pele à terra é um convite para suspender, pousar, escutar e semear”, completa a artista.
A exposição individual “Da pele à terra: percursos de pousos e riscos”, da artista Damiana Bregalda, foi viabilizada pela Lei nº 15.503, de 29 de junho de 2011. A visitação gratuita poderá ser feita até 29 de novembro de 2026, de terça a domingo, das 10h às 21h, no Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS-SC), que fica no Centro Integrado de Cultura (CIC), localizado na Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600, no bairro Agronômica, em Florianópolis/SC.
Serviço
Exposição | Da pele à terra: percursos de pousos e riscos
De 6 de outubro a 29 de novembro
Terça a domingo, das 10h às 21h
Período
Local
Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS-SC)
Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600, Agronômica, Florianópolis - SC
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Exposição Muitas Infâncias: Linhas de Fuga do Olhar reúne trabalhos da artista Tim Diederichsen e de crianças e jovens dos projetos “Museu Menor’ e ‘Sonhos, Desejos e Esperanças das Crianças
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Exposição Muitas Infâncias: Linhas de Fuga do Olhar reúne trabalhos da artista Tim Diederichsen e de crianças e jovens dos projetos “Museu Menor’ e ‘Sonhos, Desejos e Esperanças das Crianças no Brasil’ na Galeria Lama, em Florianópolis; espaço vai receber visitas de grupos escolares ao longo da mostra coletiva
O que acontece quando a infância é vista por diferentes caminhos? É a partir dessa pergunta que a exposição “Muitas Infâncias: Linhas de Fuga do Olhar”, de Tim Diederichsen, com curadoria de Marcello Carpes, abre no dia 6 de outubro, a partir das 19h, na Galeria Lama, em Florianópolis. Com 69 obras, a mostra parte da produção da artista para propor um olhar sobre a infância como espaço de invenção, experimentação e multiplicidade.
A exposição coloca a produção de Tim Diederichsen em diálogo com dois projetos convidados. Um deles é o ‘Museu Menor’, viabilizado por Fabíola Burigo a partir de sua experiência como professora de Artes no Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O outro é ‘Sonhos, Desejos e Esperanças das Crianças no Brasil’, projeto artístico-pedagógico internacional com apoio de Gilka Girardello e Mônica Fantin, que cria espaços para que crianças expressem seus sonhos, desejos e perspectivas sobre o futuro.
Na exposição, os trabalhos de Tim Diederichsen, realizados em aquarela, papel machê e cerâmica, estabelecem esse diálogo com desenhos, palavras e outras produções de crianças e jovens dos projetos convidados. A proposta da coletiva não é apresentar uma única ideia de infância, mas reconhecer diferentes maneiras de ser, imaginar, criar e perceber o mundo.
A curadoria de Marcello Carpes reúne diferentes contextos e experiências de infância e parte da ideia de “linhas de fuga” presente no título da mostra. São aquilo que escapa às formas fixas de olhar e compreender a infância. Inspirada na potência inventiva do pensamento das crianças, a exposição convida o público a deslocar certezas e experimentar outras formas de olhar, abrindo espaço para a imaginação, a diferença e o inesperado.
Visitas para escolas e grupos
Para aproximar esse debate de crianças e educadores, a Galeria Lama amplia a programação da exposição e passa a receber escolas públicas e particulares, projetos educativos e outros grupos interessados. As visitas mediadas acontecem nas quintas-feiras (15, 22 e 29 de outubro e 5 de novembro), em dois horários: das 10h às 11h e das 14h às 15h. Os agendamentos podem ser feitos pelo e-mail [email protected].
Segundo o galerista Deivid Vieira, responsável pela Galeria Lama, a iniciativa busca transformar a exposição em um espaço de encontro, escuta e experiência, aproximando diferentes públicos da produção artística e permitindo que cada grupo construa sua própria relação com as obras. “Como propõe a própria exposição, as obras não procuram explicar a infância, mas permitir que ela exista em sua multiplicidade, entre desenhos, palavras, sonhos, memórias, experiências e possibilidades de futuro”, destaca.
Serviço
Exposição | Muitas Infâncias: Linhas de Fuga do Olhar
De 06 de outubro a 07 de novembro
Terça a sábado, das 18h às 00h
Período
Local
Galeria Lama
Calçadão João Pinto, 198 Centro, Florianópolis - SC
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Há formas que desaparecem com a maré e outras que atravessam o tempo. Entre a areia, o fogo, a terra e o bronze, “ETERnos da Terra” nasce justamente desse intervalo
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Há formas que desaparecem com a maré e outras que atravessam o tempo. Entre a areia, o fogo, a terra e o bronze, “ETERnos da Terra” nasce justamente desse intervalo entre o que é passageiro e o que permanece. E o resultado disso estará presente na primeira exposição em conjunto dos artistas Miu e Pedro Caetano, com curadoria de Meg Tomio Roussenq, na Galeria Berlin, em Florianópolis.
Inédita, a exposição nasce de uma investigação sobre natureza, matéria, tempo e permanência. “Existe um diálogo entre aquilo que é efêmero e aquilo que permanece: a marca feita na areia e levada pela maré, a cerâmica que atravessa o fogo e guarda o gesto, e o bronze, que leva esse mesmo gesto para uma matéria capaz de atravessar o tempo”, destaca Miu.
Construída ao longo de aproximadamente um ano e meio, desde abril de 2025, a exposição reúne, na grande maioria, obras criadas especialmente para o projeto. Segundo a artista, a exposição vai reunir esculturas em bronze e cerâmica entre elas os “Seres” e as “Dançarinas”, fotografias das esculturas e das ‘land arts’ realizadas na praia, além de uma grande instalação de terra, como um canteiro, onde algumas obras parecem emergir da terra enquanto outras repousam ou “dormem” sobre ela.
A exposição também terá um vídeo criado por Pedro, que acompanha parte do processo de criação de Miu, desde o trabalho com o barro no ateliê e as queimas em forno a lenha até a realização das ‘land arts’, intervenções realizadas na praia e na neve.
Ao todo, “ETERnos da Terra” terá 16 esculturas em bronze, três em cerâmica, oito fotografias em grandes formatos e cerca de 20 fotografias menores, além de uma grande luminária fotográfica suspensa no teto e uma instalação de terra que vai ocupar o centro de uma das salas da galeria.
“Esse projeto vem muito do meu desejo de eternizar as formas que crio”, conta Miu. A cerâmica, para ela, já representa uma permanência maior do que as obras realizadas na areia, mas continua sendo uma matéria frágil. O bronze surge, então, como uma possibilidade de levar essas formas adiante. “Gosto da ideia de que ele conserva o meu gesto, quase como se congelasse um movimento e permitisse que ele atravesse o tempo”, compartilha.
A expografia da exposição na Galeria Berlin foi pensada a partir das características de cada uma das três salas expositivas. O percurso começa em um ambiente mais claro e aberto, onde estarão o texto curatorial, esculturas de parede, fotografias das intervenções na areia e uma grande luminária suspensa, com a imagem de um ipê impressa.
Na segunda sala, o clima muda. Mais escura e introspectiva, ela recebe uma grande instalação de terra, concebida como um canteiro. Sobre e dentro dela, as esculturas aparecem como se emergissem da terra, repousassem ou estivessem adormecidas. Já as fotografias que acompanham esse espaço também terão um tom mais contemplativo.
A terceira sala ocupa um meio-termo entre as duas anteriores, com uma atmosfera mais equilibrada.Nela estarão esculturas variadas dispostas sobre pedestais e fotografias que contam um pouco das experiências vividas por Miu e Pedro ao longo da trajetória com as ‘land arts’.
Para Miu, as características do espaço também foram fundamentais para a construção da exposição. “Vejo o Berlim como um espaço aberto às artes em suas diferentes linguagens, e isso me agrada muito”, afirma. Para ela, as características distintas das salas permitiram construir atmosferas próprias para cada momento da mostra.
“Está sendo uma honra poder criar dentro desse espaço e transformar cada sala em uma experiência diferente. Acho que o público poderá entrar um pouco no universo que eu e o Pedro construímos juntos e, espero que possam sair de lá com um olhar mais atento, amoroso e profundo para a natureza”, completa.
Serviço
Exposição | ETERnos da Terra
De 7 de outubro a 28 de novembro
Terça a sábado, das 13h30 às 23h
Período
Local
Galeria Berlin
Rua Vítor Konder, 409, no Centro de Florianópolis - SC
novembro
Detalhes
Exposição “Entre o Instante e a Eternidade” reúne alguns trabalhos do artista que ninguém nunca viu. A segunda exposição que integra o projeto Hassis 100 Anos será aberta no Museu Histórico
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Exposição “Entre o Instante e a Eternidade” reúne alguns trabalhos do artista que ninguém nunca viu.
A segunda exposição que integra o projeto Hassis 100 Anos será aberta no Museu Histórico de Santa Catarina, no Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis. Com curadoria de Luciana Paulo Corrêa e Monique Fonseca, “Entre o Instante e a Eternidade” vai reunir algumas obras do artista que nunca foram expostas ao público. A abertura será às 10h30, e a entrada é gratuita.
Realizadas em suportes como tela, papel kraft e plástico, as 18 obras pictóricas pertencentes ao acervo da Fundação Hassis evidenciam a diversidade de materiais explorados pelo artista. As pinturas revelam diferentes momentos da produção de Hassis e ampliam as possibilidades de leitura da obra.
Segundo a curadora Monique Fonseca, cerca de 80% das obras nunca foram exibidas antes e são resultado de pesquisa aprofundada no acervo da Fundação. “O processo de seleção das obras envolveu uma ampla pesquisa com o propósito de revelar trabalhos pouco conhecidos e oferecer novas leituras sobre a produção do artista. Esta é uma oportunidade singular de conhecer facetas ainda pouco exploradas de Hassis”, compartilha.
Embora marcada pelo ineditismo, a exposição também contempla temas emblemáticos da trajetória do artista. Entre eles, obras dedicadas a Florianópolis e à sua paisagem, como “Vento Sul e Chuva”, pintada em 1957 e considerada uma obra símbolo. Também estão presentes séries que abordam Carnaval, religiosidade e outros temas recorrentes.
Ao propor o título “Entre o Instante e a Eternidade”, a curadoria reconhece o lugar singular que Hassis ocupa: uma obra que não pertence apenas ao passado, mas que continua a alcançar o presente com a mesma força. Para Monique Fonseca, a expectativa é que o público se surpreenda ao visitar a mostra. “A exposição não foi concebida como retrospectiva, mas como experiência que mostra a atualidade de Hassis. E se ao final da visita o público sentir que esteve diante de um artista cuja obra permanece viva, capaz de emocionar, provocar e encantar cem anos depois de seu nascimento, teremos alcançado nosso principal objetivo”, afirma.
Essa não será a primeira vez que obras de Hassis serão apresentadas no Museu Histórico de Santa Catarina. O artista já participou de duas individuais no local, em 1990, com “Contestado – Terra Contestada”, e em 1991, com “Farra do Boi”.
Serviço
Exposição | Entre o Instante e a Eternidade
De 25 de julho a 28 de março de 2027
Terça a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados e domingos, das 10h às 17h
Período
Local
Museu Histórico de Santa Catarina
Palácio Cruz e Sousa - Praça XV de Novembro, 227 - Centro, Florianópolis - SC
Detalhes
Florianópolis recebe uma mostra totalmente interativa pensada para aproximar o público do universo poético de Hassis. “Hassis Brincante“, exposição que integra o projeto Hassis 100 Anos e celebra o centenário
Detalhes
Florianópolis recebe uma mostra totalmente interativa pensada para aproximar o público do universo poético de Hassis. “Hassis Brincante“, exposição que integra o projeto Hassis 100 Anos e celebra o centenário do artista, abre para visitação na Fundação Hassis, localizada no bairro Itaguaçu, região continental da Capital de SC. A entrada é gratuita.
Idealizada pela curadora Monique Fonseca, a exposição propõe um percurso sensorial que convida visitantes de todas as idades a experimentar, imaginar e criar. Segundo ela, a proposta nasceu do desejo de transformar a relação do público com a obra do artista por meio de uma experiência que refletisse o próprio universo de Hassis. “Em vez de uma exposição apenas contemplativa, propus um percurso que pudesse ser vivido com o corpo, a imaginação e a curiosidade”, compartilha.
A partir dessa perspectiva, a curadora definiu núcleos temáticos que atravessam a produção do artista: o mar, o circo, os heróis, as brincadeiras, os mistérios do cotidiano e “A Porta”, obra permanente da Fundação Hassis. Esses temas se tornaram o ponto de partida para a criação de sete estações interativas, concebidas como interpretações sensíveis do universo de Hassis.
“Mais do que observar referências à obra de Hassis, o visitante é convidado a explorar, brincar, imaginar e criar. A exposição propõe uma relação ativa com o universo do artista, transformando a visita em uma experiência de descoberta, participação e construção de novas memórias”, explica a curadora que começou a concepção da mostra há mais de um ano, durante o planejamento das celebrações do centenário de Hassis.
Entre as obras que dialogam com os núcleos da mostra estão “O Pescador” (1988), “A Porta” (1967), a Série “O Circo” (1989), a Série “HQ” (1988) e a coletânea “Hassis Mar”, que inspiram as estações da exposição.
Interatividade e sustentabilidade
A escolha dos materiais também reforça o caráter educativo e sustentável da mostra. Todas as instalações foram confeccionadas em papelão, além de adesivos, peças magnéticas e suportes interativos. “O papelão foi escolhido por sua versatilidade e por reforçar o compromisso da mostra com a sustentabilidade. É um material que desperta a criatividade e demonstra que experiências artísticas significativas podem nascer da simplicidade”, destaca a curadora.
Para Monique, os suportes da mostra fazem parte da narrativa curatorial. Pois, ao utilizar materiais recicláveis e elementos interativos, a exposição convida cada visitante a assumir uma postura ativa, explorando, imaginando e criando. Essa escolha também dialoga com o título da exposição, “Hassis Brincante”. “O termo ‘brincante’, sintetiza a relação de Hassis com o circo, as brincadeiras de rua, o cotidiano da cidade e os personagens que povoam sua obra”, completa a curadora.
Serviço
Exposição | Hassis Brincante
De 25 de julho a 30 de janeiro de 2027
Segunda a sexta das 13h30 às 17h30 e aos sábados das 10h às 15h
Período
Local
Fundação Hassis
Luiz da Costa Freysleben, 87 - Itaguaçu, Florianópolis - SC
Detalhes
Com pinturas, vídeos e estudos, a artista Vívian Amorim apresenta em “Arcanos do Inconsciente” uma investigação que une dança intuitiva, imaginação simbólica e a vivência dos arcanos
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Com pinturas, vídeos e estudos, a artista Vívian Amorim apresenta em “Arcanos do Inconsciente” uma investigação que une dança intuitiva, imaginação simbólica e a vivência dos arcanos maiores do tarô.
Mostra reúne 22 pinturas em tinta acrílica, dois vídeos das danças realizadas e estudos produzidos em aquarela, tinta acrílica, caneta hidrográfica e giz pastel oleoso. As telas são criações simbólicas desenvolvidas a partir de movimentos de danças intuitivas e da leitura e vivência dos arcanos maiores do tarô. O conjunto das obras forma um caminho que narra a construção de cada arcano pessoal ao longo dos últimos anos, propondo um convite ao movimento do inconsciente e do próprio corpo.
Vívian explica que o projeto parte do estudo do movimento do corpo dentro da dança, seguido pela combinação desse movimento com características dos arcanos maiores, utilizando uma simbologia única. “É um trabalho simbólico. O conjunto de telas é um caminho narrando esse lugar de ter vivido a construção de cada arcano pessoal nesses últimos anos. É um convite ao movimento do inconsciente e do próprio corpo”, compartilha a artista.
A exposição inédita e de curta temporada, que começou a ser desenvolvida em 2023, conta com uma obra que foi exibida na Suíça em 2026. “Apresentei o estudo de ‘A marisqueira – o trabalho da Morte’ no processo de seleção para ingresso na Lucerne University of Applied Sciences and Arts (HSLU), em março de 2026. Dois anos antes, em outubro de 2024, tive a oportunidade de participar de uma mostra coletiva na Escola Panorama, em Florianópolis, com a obra ‘Desconcerto Epifânico’. Apenas essas duas obras foram apresentadas anteriormente, em tamanhos menores do que as versões que serão exibidas agora, as demais são todas inéditas”, destaca a artista.
Com curadoria de Amanda Estima, psicóloga, especialista em psicologia junguiana, a mostra tem expografia assinada por Renata Amorim e Lesse Pierre, trilha sonora composta por Kayan Zimmermann e produção da própria artista com assistência de Renata Amorim.
“O espaço expositivo propõe uma exposição dinâmica. Espero que o público se permita envolver com os movimentos das obras, que interaja com a instalação que encerra a exposição, que se divirta com as cartas e personalidades de cada obra”, completa a artista.
Serviço
Exposição | Arcanos do Inconsciente
De 4 e 13 de outubro
Terça a domingo, das 10h às 21h
Período
Local
Centro Integrado de Cultura - CIC
Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600, bairro Agronômica, Florianópolis/SC
Detalhes
Como habitar a Terra sem continuar ocupando-a como quem possui, domina e extrai? É a pergunta que atravessa “Da pele à terra: percursos de pousos e riscos”, exposição individual de
Detalhes
Como habitar a Terra sem continuar ocupando-a como quem possui, domina e extrai? É a pergunta que atravessa “Da pele à terra: percursos de pousos e riscos”, exposição individual de Damiana Bregalda que será apresentada pela primeira vez no Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS-SC), em Florianópolis, com curadoria de Juliana Crispe.
Damiana explica que o título da exposição concentra dois aspectos fundamentais da sua pesquisa. De um lado, a pele e o corpo, aquilo que toca e constitui, de outro, a terra, compreendida não como recurso, mas como território vivo, atravessado por memórias, histórias, conflitos, relações e possibilidades de existência. “A ideia de ‘pouso’ aparece como um gesto de suspensão, desaceleração e atenção. Já o ‘risco’ diz respeito tanto à vulnerabilidade quanto à possibilidade de deslocar certezas e experimentar outras formas de habitar a Terra”, explica a artista.
A exposição reúne 16 obras de diferentes linguagens: quatro instalações, uma série de quatro monotipias, quatro vídeo-performances, duas publicações de artista, uma série de seis foto-performances, duas fotografias e dois trabalhos sonoros. O conjunto é resultado de mais de dez anos de pesquisa artística e antropológica, realizada a partir de deslocamentos por diferentes territórios e de investigações sobre o corpo, a terra, o tempo e os modos de habitar o mundo.
Embora alguns trabalhos já tenham sido apresentados anteriormente, em exposições individuais e coletivas, “Da pele à terra: percursos de pousos e riscos” é inédita como exposição, tanto pelo título quanto pela configuração do conjunto. A mostra aproxima diferentes momentos de uma pesquisa que se estende por mais de uma década e que reúne trabalhos iniciados em 2013 e produções recentes.
Entre os trabalhos de longa duração está “Diário de pousos”, iniciado em 2013 e apresentado agora ao público pela primeira vez. No projeto, a artista coleta folhas e flores no momento exato em que se desprendem das árvores e registra o local e o horário de cada pouso, transformando esses acontecimentos mínimos em uma investigação sobre o tempo, o deslocamento e a relação.
Já a série “Ara Maí: semear em terras devastadas (2026)” foi desenvolvida nos últimos dois anos, durante a pesquisa de pós-doutorado (2024–2026) no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), com bolsa de pós-doutorado concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Tantos os trabalhos “Ara Maí” quanto as monotipias foram realizadas em três paisagens distintas de Santa Catarina: uma pedreira e uma plantação de monocultura de pinus elliottii em Florianópolis e uma mina de carvão em Criciúma.
A relação entre corpo, território e disputa também aparece nas vídeo-performances “É preciso correr o risco – na pele” e “É preciso correr o risco – na terra”. Nesta última, a artista percorre uma área destinada à monocultura de soja em Paraí, que fica no Rio Grande do Sul, onde semeia o Avaxi Para’í, variedade de milho cultivada pelos Guarani. O gesto estabelece uma tensão entre a lógica da monocultura e outras formas relacionais de produção e cuidado da vida.
Habitar o mundo
A partir da relação entre corpo, território, memória, tempo e matéria, a exposição aborda questões como a crise climática, a devastação ambiental, a monocultura, a exploração dos territórios e os efeitos ainda presentes da colonialidade sobre os corpos humanos e sobre a própria terra. Em diálogo com saberes e experiências de povos originários e quilombolas, a pesquisa também aborda diferentes formas de habitar e produzir mundo. A partir de sua posição enquanto mulher branca, a artista interroga as heranças coloniais que atravessam sua própria história e investiga possibilidades de escuta de outros modos de existência e relação com a Terra.
A artista não pretende oferecer respostas prontas, mas criar situações para que o público possa parar, observar, escutar e questionar algumas das certezas que organizam nossa relação com a Terra. “A exposição propõe pensar a crise ecológica a partir de uma perspectiva decolonial. Em diálogo com Malcom Ferdinand e sua Uma ecologia decolonial, compreendemos que a devastação ambiental não pode ser dissociada da história do colonialismo, da escravidão, do racismo, da apropriação territorial e dos modelos de exploração que transformaram a natureza em propriedade e mercadoria. A crise climática possui uma história, e essa história também é colonial”, destaca a curadora Juliana Crispe.
O gesto de semear aparece em diferentes trabalhos da mostra e ganha um sentido particular diante dos cenários de devastação apresentados pela artista. “Interessa pensar a Terra como um mundo compartilhado entre humanos e não humanos. Por isso, o gesto de semear aparece como uma possibilidade poética e política: não como uma promessa ingênua de recuperar uma natureza intocada, mas como uma maneira de imaginar outros modos de habitar”, explicam a curadora e a artista.
A mostra marca também a primeira exposição de Damiana no MIS-SC. Para a artista, ocupar o espaço tem um significado especial justamente pelo caráter público e pelo acesso gratuito. “Tenho uma expectativa muito grande de que o espaço do MIS possa funcionar não apenas como lugar de apresentação das obras, mas como um espaço de encontro, pausa e reflexão”, afirma.
A expectativa é que a experiência não termine necessariamente ao deixar a sala expositiva. “Gostaria que o público pudesse sair da exposição levando alguma pergunta consigo. Talvez a pergunta sobre como estamos habitando a Terra e que outras formas de relação com ela ainda podemos imaginar. Da pele à terra é um convite para suspender, pousar, escutar e semear”, completa a artista.
A exposição individual “Da pele à terra: percursos de pousos e riscos”, da artista Damiana Bregalda, foi viabilizada pela Lei nº 15.503, de 29 de junho de 2011. A visitação gratuita poderá ser feita até 29 de novembro de 2026, de terça a domingo, das 10h às 21h, no Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS-SC), que fica no Centro Integrado de Cultura (CIC), localizado na Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600, no bairro Agronômica, em Florianópolis/SC.
Serviço
Exposição | Da pele à terra: percursos de pousos e riscos
De 6 de outubro a 29 de novembro
Terça a domingo, das 10h às 21h
Período
Local
Museu da Imagem e do Som de Santa Catarina (MIS-SC)
Avenida Governador Irineu Bornhausen, 5600, Agronômica, Florianópolis - SC
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Exposição Muitas Infâncias: Linhas de Fuga do Olhar reúne trabalhos da artista Tim Diederichsen e de crianças e jovens dos projetos “Museu Menor’ e ‘Sonhos, Desejos e Esperanças das Crianças
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Exposição Muitas Infâncias: Linhas de Fuga do Olhar reúne trabalhos da artista Tim Diederichsen e de crianças e jovens dos projetos “Museu Menor’ e ‘Sonhos, Desejos e Esperanças das Crianças no Brasil’ na Galeria Lama, em Florianópolis; espaço vai receber visitas de grupos escolares ao longo da mostra coletiva
O que acontece quando a infância é vista por diferentes caminhos? É a partir dessa pergunta que a exposição “Muitas Infâncias: Linhas de Fuga do Olhar”, de Tim Diederichsen, com curadoria de Marcello Carpes, abre no dia 6 de outubro, a partir das 19h, na Galeria Lama, em Florianópolis. Com 69 obras, a mostra parte da produção da artista para propor um olhar sobre a infância como espaço de invenção, experimentação e multiplicidade.
A exposição coloca a produção de Tim Diederichsen em diálogo com dois projetos convidados. Um deles é o ‘Museu Menor’, viabilizado por Fabíola Burigo a partir de sua experiência como professora de Artes no Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O outro é ‘Sonhos, Desejos e Esperanças das Crianças no Brasil’, projeto artístico-pedagógico internacional com apoio de Gilka Girardello e Mônica Fantin, que cria espaços para que crianças expressem seus sonhos, desejos e perspectivas sobre o futuro.
Na exposição, os trabalhos de Tim Diederichsen, realizados em aquarela, papel machê e cerâmica, estabelecem esse diálogo com desenhos, palavras e outras produções de crianças e jovens dos projetos convidados. A proposta da coletiva não é apresentar uma única ideia de infância, mas reconhecer diferentes maneiras de ser, imaginar, criar e perceber o mundo.
A curadoria de Marcello Carpes reúne diferentes contextos e experiências de infância e parte da ideia de “linhas de fuga” presente no título da mostra. São aquilo que escapa às formas fixas de olhar e compreender a infância. Inspirada na potência inventiva do pensamento das crianças, a exposição convida o público a deslocar certezas e experimentar outras formas de olhar, abrindo espaço para a imaginação, a diferença e o inesperado.
Visitas para escolas e grupos
Para aproximar esse debate de crianças e educadores, a Galeria Lama amplia a programação da exposição e passa a receber escolas públicas e particulares, projetos educativos e outros grupos interessados. As visitas mediadas acontecem nas quintas-feiras (15, 22 e 29 de outubro e 5 de novembro), em dois horários: das 10h às 11h e das 14h às 15h. Os agendamentos podem ser feitos pelo e-mail [email protected].
Segundo o galerista Deivid Vieira, responsável pela Galeria Lama, a iniciativa busca transformar a exposição em um espaço de encontro, escuta e experiência, aproximando diferentes públicos da produção artística e permitindo que cada grupo construa sua própria relação com as obras. “Como propõe a própria exposição, as obras não procuram explicar a infância, mas permitir que ela exista em sua multiplicidade, entre desenhos, palavras, sonhos, memórias, experiências e possibilidades de futuro”, destaca.
Serviço
Exposição | Muitas Infâncias: Linhas de Fuga do Olhar
De 06 de outubro a 07 de novembro
Terça a sábado, das 18h às 00h
Período
Local
Galeria Lama
Calçadão João Pinto, 198 Centro, Florianópolis - SC
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Há formas que desaparecem com a maré e outras que atravessam o tempo. Entre a areia, o fogo, a terra e o bronze, “ETERnos da Terra” nasce justamente desse intervalo
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Há formas que desaparecem com a maré e outras que atravessam o tempo. Entre a areia, o fogo, a terra e o bronze, “ETERnos da Terra” nasce justamente desse intervalo entre o que é passageiro e o que permanece. E o resultado disso estará presente na primeira exposição em conjunto dos artistas Miu e Pedro Caetano, com curadoria de Meg Tomio Roussenq, na Galeria Berlin, em Florianópolis.
Inédita, a exposição nasce de uma investigação sobre natureza, matéria, tempo e permanência. “Existe um diálogo entre aquilo que é efêmero e aquilo que permanece: a marca feita na areia e levada pela maré, a cerâmica que atravessa o fogo e guarda o gesto, e o bronze, que leva esse mesmo gesto para uma matéria capaz de atravessar o tempo”, destaca Miu.
Construída ao longo de aproximadamente um ano e meio, desde abril de 2025, a exposição reúne, na grande maioria, obras criadas especialmente para o projeto. Segundo a artista, a exposição vai reunir esculturas em bronze e cerâmica entre elas os “Seres” e as “Dançarinas”, fotografias das esculturas e das ‘land arts’ realizadas na praia, além de uma grande instalação de terra, como um canteiro, onde algumas obras parecem emergir da terra enquanto outras repousam ou “dormem” sobre ela.
A exposição também terá um vídeo criado por Pedro, que acompanha parte do processo de criação de Miu, desde o trabalho com o barro no ateliê e as queimas em forno a lenha até a realização das ‘land arts’, intervenções realizadas na praia e na neve.
Ao todo, “ETERnos da Terra” terá 16 esculturas em bronze, três em cerâmica, oito fotografias em grandes formatos e cerca de 20 fotografias menores, além de uma grande luminária fotográfica suspensa no teto e uma instalação de terra que vai ocupar o centro de uma das salas da galeria.
“Esse projeto vem muito do meu desejo de eternizar as formas que crio”, conta Miu. A cerâmica, para ela, já representa uma permanência maior do que as obras realizadas na areia, mas continua sendo uma matéria frágil. O bronze surge, então, como uma possibilidade de levar essas formas adiante. “Gosto da ideia de que ele conserva o meu gesto, quase como se congelasse um movimento e permitisse que ele atravesse o tempo”, compartilha.
A expografia da exposição na Galeria Berlin foi pensada a partir das características de cada uma das três salas expositivas. O percurso começa em um ambiente mais claro e aberto, onde estarão o texto curatorial, esculturas de parede, fotografias das intervenções na areia e uma grande luminária suspensa, com a imagem de um ipê impressa.
Na segunda sala, o clima muda. Mais escura e introspectiva, ela recebe uma grande instalação de terra, concebida como um canteiro. Sobre e dentro dela, as esculturas aparecem como se emergissem da terra, repousassem ou estivessem adormecidas. Já as fotografias que acompanham esse espaço também terão um tom mais contemplativo.
A terceira sala ocupa um meio-termo entre as duas anteriores, com uma atmosfera mais equilibrada.Nela estarão esculturas variadas dispostas sobre pedestais e fotografias que contam um pouco das experiências vividas por Miu e Pedro ao longo da trajetória com as ‘land arts’.
Para Miu, as características do espaço também foram fundamentais para a construção da exposição. “Vejo o Berlim como um espaço aberto às artes em suas diferentes linguagens, e isso me agrada muito”, afirma. Para ela, as características distintas das salas permitiram construir atmosferas próprias para cada momento da mostra.
“Está sendo uma honra poder criar dentro desse espaço e transformar cada sala em uma experiência diferente. Acho que o público poderá entrar um pouco no universo que eu e o Pedro construímos juntos e, espero que possam sair de lá com um olhar mais atento, amoroso e profundo para a natureza”, completa.
Serviço
Exposição | ETERnos da Terra
De 7 de outubro a 28 de novembro
Terça a sábado, das 13h30 às 23h
Período
Local
Galeria Berlin
Rua Vítor Konder, 409, no Centro de Florianópolis - SC
