Agenda de arte contemporânea da ARTE!Brasileiros reúne exposições, eventos culturais, mostras, feiras, cursos e atividades em museus, galerias e centros culturais de todo o Brasil.
Agenda de Arte, Exposições e Eventos Culturais
agosto
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Integrando a programação da 16ª Bienal Internacional de Curitiba – LIMIARES, a exposição “Outras Paisagens“, com curadoria de Juliana Crispe e produção executiva de Corina Ishikura, reúne 35 artistas de
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Integrando a programação da 16ª Bienal Internacional de Curitiba – LIMIARES, a exposição “Outras Paisagens“, com curadoria de Juliana Crispe e produção executiva de Corina Ishikura, reúne 35 artistas de diferentes gerações e territórios para refletir sobre as transformações urgentes do presente por meio da arte contemporânea. A mostra terá abertura no dia 1º de julho, às 19h, no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), no Centro Integrado de Cultura (CIC), e seguirá com visitação gratuita até o dia 4 de outubro de 2026.
A mostra propõe uma ampliação da ideia tradicional de paisagem. Mais do que representação do mundo natural, a paisagem é apresentada como experiência, memória, corpo, território e imaginação. As obras colocam em diálogo questões relacionadas às cosmologias ancestrais, aos arquivos, às expedições científicas, aos corpos dissidentes e aos imaginários especulativos, revelando tensões entre o humano e o tecnológico, o ancestral e o contemporâneo, o natural e o artificial.
Em sintonia com o tema LIMIARES, concebido pelas curadoras da Bienal Adriana Almada e Tereza de Arruda, a exposição habita espaços de transição e deslocamento, convidando o público a perceber o mundo como um campo em permanente transformação. Inspirada na noção de tempo espiralar, desenvolvida por Leda Maria Martins, a mostra compreende o passado, o presente e o futuro como temporalidades que se entrelaçam, abrindo caminhos para outras formas de existência, pertencimento e cuidado.
Ao reunir artistas na cena contemporânea, “Outras Paisagens” convida o visitante a deslocar o olhar e imaginar novas cartografias afetivas, políticas e sensíveis para o nosso tempo.
Participam da exposição os artistas: Aline Mararú, Aline Moreno, Amanda Melo da Mota, Ana Nitzan, Antonio Pulquério, Auá Mendes, bruCa teiXeira, Carlos Asp, Cássio Markowski, Corina Ishikura, Dani Shirozono, Desirée Feldmann, Elias Muradi, Fayga Ostrower, Franzoi, Jaider Esbell, Linda Poll, Lorena Galeri, Lucimar Bello, Marcella Moraes, Marcia Gadioli, Marina Uieara, Mauricio Igor, Milla Jung, Moara Tupinambá, Nilton Campos, Nita Monteiro, Rafaela Jemmene, Renata Felinto, Sandra Correia Favero, Sérgio Adriano H, Sheyla Ayo, Silvana Macêdo, Thatiana Cardoso e Tuca Chicalé.
Serviço
Exposição | Outras Paisagens
De 01 de julho a 04 de outubro
Terça-feira a domingo, das 10h às 21h
Período
Local
Museu de Arte de Santa Catarina (MASC)
Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600, Agronômica – Florianópolis, SC
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Observação de elementos simples do cotidiano e um olhar sensível dos ciclos da natureza estão presentes nos trabalhos da artista Clara Fernandes a exposição “O Jardim também sonha”. Com curadoria
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Observação de elementos simples do cotidiano e um olhar sensível dos ciclos da natureza estão presentes nos trabalhos da artista Clara Fernandes a exposição “O Jardim também sonha”. Com curadoria de Victoria Beatriz, a mostra inédita abre no Espaço Jardim da Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis.
Formada por objetos tridimensionais, compostos na maioria por tramas de ferro e gesso, como suporte para plantas, a mostra inédita apresenta 16 obras, com dimensões e densidades bem variadas, que foram desenvolvidas pela artista a partir de 2001. Entre os trabalhos apresentados estão a instalação ‘Efêmera’, que foi inspirada nas flores brancas que surgem da árvore Embiruçu, planta presente no jardim da casa e ateliê da artista no bairro Ratones, em Florianópolis.
“Essas flores, que aparecem à noite e permanecem pouco tempo, se destacam na escala cromática de todo ambiente. E as obras trazem um contraste entre cheio e vazio, leve e pesado, mesmo se tratando dos mesmos elementos”, explica Clara.
A curadora destaca que a artista está sempre percebendo como as árvores crescem, como precisam de água, como todo o sistema precisa funcionar para que aquilo aconteça. “Clara observa como os organismos criam condições para que outras vidas existam. Mais do que representar a natureza, interessa-lhe compreender seus modos de agir, uma tecnologia da própria vida. Por isso, acho bonita essa sensibilidade da Clara em relação à ecologia. A gente consegue perceber certas formas, certos movimentos, que depois vão contribuir para a própria trama das obras”, compartilha Victoria.
Essa será a quarta vez que a artista participa de exposições na Fundação Cultural Badesc. Foram duas individuais, “LUME”, em 2009, e “Epifânicas”, em 2015, e a coletiva “Exaptações – Jardim”, em 2024.
Para Clara Fernandes, ocupar o Jardim da Fundação Cultural Badesc é um exercício que envolve tanto os desafios do espaço e das condições climáticas quanto as possibilidades de ampliar o alcance da exposição. “Ao ser convidada para essa mostra, no Jardim, senti o desafio, no tempo do inverno, sujeito a ventos e chuvas, numa época pessoal onde busco estabilidade e permanência, dada minha juventude. Mas ao sair no espaço externo do atelier, percebi toda essa criação que mantenho, uma verdadeira vida expandida, pensei em fazer ao Jardim da Fundação uma visita do meu jardim”, completa a artista.
A exposição “O Jardim também sonha” poderá ser visitada até 15 de outubro de 2026, de segunda a sexta, das 13h às 19h. A Fundação Cultural Badesc fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis/SC.
Serviço
Exposição | O Jardim também sonha
De 16 de julho a 15 de outubro
Segunda a sexta, das 13h às 19h
Período
Local
Fundação Cultural Badesc
Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis - SC
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Exposição “Entre o Instante e a Eternidade” reúne alguns trabalhos do artista que ninguém nunca viu. A segunda exposição que integra o projeto Hassis 100 Anos será aberta no Museu Histórico
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Exposição “Entre o Instante e a Eternidade” reúne alguns trabalhos do artista que ninguém nunca viu.
A segunda exposição que integra o projeto Hassis 100 Anos será aberta no Museu Histórico de Santa Catarina, no Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis. Com curadoria de Luciana Paulo Corrêa e Monique Fonseca, “Entre o Instante e a Eternidade” vai reunir algumas obras do artista que nunca foram expostas ao público. A abertura será às 10h30, e a entrada é gratuita.
Realizadas em suportes como tela, papel kraft e plástico, as 18 obras pictóricas pertencentes ao acervo da Fundação Hassis evidenciam a diversidade de materiais explorados pelo artista. As pinturas revelam diferentes momentos da produção de Hassis e ampliam as possibilidades de leitura da obra.
Segundo a curadora Monique Fonseca, cerca de 80% das obras nunca foram exibidas antes e são resultado de pesquisa aprofundada no acervo da Fundação. “O processo de seleção das obras envolveu uma ampla pesquisa com o propósito de revelar trabalhos pouco conhecidos e oferecer novas leituras sobre a produção do artista. Esta é uma oportunidade singular de conhecer facetas ainda pouco exploradas de Hassis”, compartilha.
Embora marcada pelo ineditismo, a exposição também contempla temas emblemáticos da trajetória do artista. Entre eles, obras dedicadas a Florianópolis e à sua paisagem, como “Vento Sul e Chuva”, pintada em 1957 e considerada uma obra símbolo. Também estão presentes séries que abordam Carnaval, religiosidade e outros temas recorrentes.
Ao propor o título “Entre o Instante e a Eternidade”, a curadoria reconhece o lugar singular que Hassis ocupa: uma obra que não pertence apenas ao passado, mas que continua a alcançar o presente com a mesma força. Para Monique Fonseca, a expectativa é que o público se surpreenda ao visitar a mostra. “A exposição não foi concebida como retrospectiva, mas como experiência que mostra a atualidade de Hassis. E se ao final da visita o público sentir que esteve diante de um artista cuja obra permanece viva, capaz de emocionar, provocar e encantar cem anos depois de seu nascimento, teremos alcançado nosso principal objetivo”, afirma.
Essa não será a primeira vez que obras de Hassis serão apresentadas no Museu Histórico de Santa Catarina. O artista já participou de duas individuais no local, em 1990, com “Contestado – Terra Contestada”, e em 1991, com “Farra do Boi”.
Serviço
Exposição | Entre o Instante e a Eternidade
De 25 de julho a 28 de março de 2027
Terça a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados e domingos, das 10h às 17h
Período
Local
Museu Histórico de Santa Catarina
Palácio Cruz e Sousa - Praça XV de Novembro, 227 - Centro, Florianópolis - SC
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Florianópolis recebe uma mostra totalmente interativa pensada para aproximar o público do universo poético de Hassis. “Hassis Brincante“, exposição que integra o projeto Hassis 100 Anos e celebra o centenário
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Florianópolis recebe uma mostra totalmente interativa pensada para aproximar o público do universo poético de Hassis. “Hassis Brincante“, exposição que integra o projeto Hassis 100 Anos e celebra o centenário do artista, abre para visitação na Fundação Hassis, localizada no bairro Itaguaçu, região continental da Capital de SC. A entrada é gratuita.
Idealizada pela curadora Monique Fonseca, a exposição propõe um percurso sensorial que convida visitantes de todas as idades a experimentar, imaginar e criar. Segundo ela, a proposta nasceu do desejo de transformar a relação do público com a obra do artista por meio de uma experiência que refletisse o próprio universo de Hassis. “Em vez de uma exposição apenas contemplativa, propus um percurso que pudesse ser vivido com o corpo, a imaginação e a curiosidade”, compartilha.
A partir dessa perspectiva, a curadora definiu núcleos temáticos que atravessam a produção do artista: o mar, o circo, os heróis, as brincadeiras, os mistérios do cotidiano e “A Porta”, obra permanente da Fundação Hassis. Esses temas se tornaram o ponto de partida para a criação de sete estações interativas, concebidas como interpretações sensíveis do universo de Hassis.
“Mais do que observar referências à obra de Hassis, o visitante é convidado a explorar, brincar, imaginar e criar. A exposição propõe uma relação ativa com o universo do artista, transformando a visita em uma experiência de descoberta, participação e construção de novas memórias”, explica a curadora que começou a concepção da mostra há mais de um ano, durante o planejamento das celebrações do centenário de Hassis.
Entre as obras que dialogam com os núcleos da mostra estão “O Pescador” (1988), “A Porta” (1967), a Série “O Circo” (1989), a Série “HQ” (1988) e a coletânea “Hassis Mar”, que inspiram as estações da exposição.
Interatividade e sustentabilidade
A escolha dos materiais também reforça o caráter educativo e sustentável da mostra. Todas as instalações foram confeccionadas em papelão, além de adesivos, peças magnéticas e suportes interativos. “O papelão foi escolhido por sua versatilidade e por reforçar o compromisso da mostra com a sustentabilidade. É um material que desperta a criatividade e demonstra que experiências artísticas significativas podem nascer da simplicidade”, destaca a curadora.
Para Monique, os suportes da mostra fazem parte da narrativa curatorial. Pois, ao utilizar materiais recicláveis e elementos interativos, a exposição convida cada visitante a assumir uma postura ativa, explorando, imaginando e criando. Essa escolha também dialoga com o título da exposição, “Hassis Brincante”. “O termo ‘brincante’, sintetiza a relação de Hassis com o circo, as brincadeiras de rua, o cotidiano da cidade e os personagens que povoam sua obra”, completa a curadora.
Serviço
Exposição | Hassis Brincante
De 25 de julho a 30 de janeiro de 2027
Segunda a sexta das 13h30 às 17h30 e aos sábados das 10h às 15h
Período
Local
Fundação Hassis
Luiz da Costa Freysleben, 87 - Itaguaçu, Florianópolis - SC
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Transformar uma experiência íntima em arte foi a forma encontrada pelo artista visual Anselmo Arlotta para compartilhar a própria jornada ao compreender a transição de gênero da filha. A exposição
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Transformar uma experiência íntima em arte foi a forma encontrada pelo artista visual Anselmo Arlotta para compartilhar a própria jornada ao compreender a transição de gênero da filha. A exposição inédita “Priorizando o Amor“, na Galeria Lama, reúne nove obras expressionistas que retratam, em cores e pinceladas intensas, o caminho percorrido entre sentimentos conflitantes e a compreensão de que o amor precisava falar mais alto.
Desenvolvida desde janeiro de 2026, a exposição reúne seis telas e três painéis produzidos em tinta acrílica, em diferentes dimensões. As obras traduzem os conflitos, as descobertas e as mudanças vividas pelo artista ao longo do processo de compreensão da identidade de gênero da filha, colocando em foco a experiência emocional de um pai diante dessa nova realidade.
Segundo Anselmo Arlotta, a exposição nasceu antes mesmo de existir como projeto artístico. A pintura foi o caminho encontrado para elaborar esse processo e dar forma às emoções que marcaram esse período. “Entendi que somente o amor seria capaz de me conduzir por esse caminho. Eu podia escolher ser uma adversidade na vida da minha filha ou caminhar ao lado dela. Priorizar o amor foi a decisão que transformou também a minha maneira de enxergar a vida”, compartilha.
As obras não retratam a transição da filha, mas o percurso emocional do próprio artista diante dessa experiência. Cada obra representa um momento dessa trajetória, revelando as emoções de um pai que precisou revisitar as próprias convicções para compreender a nova realidade da família. “Espero que outros pais e mães percebam que é possível superar medos, romper preconceitos e enxergar essa realidade de outra forma. Quando priorizamos o amor, também aprendemos a compreender melhor nossos filhos”, destaca.
A curadoria é assinada por Ingrid Novaes Arlotta, filha do artista e protagonista da história que motivou a exposição. A expectativa do artista é que a mostra dialogue com famílias que vivem experiências semelhantes e desperte reflexões sobre vínculos familiares, respeito e aceitação.
“Gostaria que as pessoas percorressem a exposição refletindo sobre esse caminho e percebessem que, quando o amor vem primeiro, ele também transforma a forma como nos relacionamos com quem amamos”, completa Arlotta, que apresenta pela segunda vez uma exposição individual na Galeria Lama.
“Priorizando o Amor” poderá ser visitada até 5 de setembro de 2026, de terça a sábado, das 18h às 00h, na Galeria Lama, que conta com duas entradas, pela Rua João Pinto, 198 ou pela Rua Antônio (Nico) Luz, 159, no Centro de Florianópolis. Ao longo da exposição será realizada uma visita guiada.
Serviço
Exposição | Priorizando o Amor
De 11 de agosto a 5 de setembro
Visitação de terça a sábado, das 18h às 00h
Período
Local
Galeria Lama
Calçadão João Pinto, 198 Centro, Florianópolis - SC
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Ao completar 20 anos, a Fundação Cultural Badesc presta homenagem a uma das artistas que ajudou a construir a história da instituição. A artista visual Lena Peixer inaugura a exposição
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Ao completar 20 anos, a Fundação Cultural Badesc presta homenagem a uma das artistas que ajudou a construir a história da instituição. A artista visual Lena Peixer inaugura a exposição inédita “Ressonâncias do Gesto” e passa a dar nome ao Espaço 3 da Fundação Cultural Badesc, em reconhecimento à trajetória artística e à contribuição para a consolidação da instituição e das artes visuais em Santa Catarina.
Com curadoria de Denilson Antonio, coordenador de Arte da Fundação Cultural Badesc, a exposição apresenta cerca de 50 desenhos e gravuras. “O conjunto faz referência aos aproximadamente 50 anos de atuação artística da Lena e foi concebido especialmente para ocupar o Espaço 3”, destaca o curador.
Em vez de uma montagem convencional, “Ressonâncias do Gesto” vai transformar a sala expositiva em uma grande instalação. Quatro projetores vão exibir desenhos e gravuras nas paredes, enquanto os movimentos e as expressões dos visitantes passam a integrar as imagens projetadas, criando um diálogo entre a obra, a arquitetura e o público.
“Como sou uma artista gráfica, do desenho e da gravura, pensei em qual seria a melhor forma de expor meus trabalhos. Imaginei então um site specific, um sítio específico onde a obra dialoga diretamente com a arquitetura do local. Os gestos e expressões do público poderão fazer parte dos traços, linhas e entrelinhas da arte ali exposta”, afirma Lena Peixer.
Para Camila Steckert, Diretora Geral da Fundação Cultural Badesc, a homenagem reconhece a contribuição da artista para a construção da Fundação. “Durante os primeiros anos, de 2006 até 2013, Lena atuou como diretora de Artes, contribuindo para estabelecer uma programação comprometida com a produção em arte contemporânea, na formação de público e no fortalecimento das artes visuais em Santa Catarina”, destaca.
O curador ressalta que ao homenagear Lena, é exaltada não apenas a história de uma artista, mas também a história de um encontro entre a trajetória da artista e a história da Fundação. “Mais do que apresentar uma retrospectiva, esta instalação revela a atualidade de uma obra construída ao longo de décadas. Em tempos marcados pelo excesso de imagens, Lena permanece fiel àquilo que há de essencial: uma linha, um corte, uma superfície e a capacidade infinita desses elementos de produzirem sensações visuais”, compartilha Denilson Antonio.
Licenciada em Artes Plásticas pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB), Lena Peixer desenvolve trabalhos centrados no desenho e na gravura, investigando a linha, o gesto e a expressividade gráfica em diferentes suportes. Participou de exposições no Brasil e no exterior, realizou residência artística em Córdoba, na Argentina, integrou a 5ª Mostra do Desenho Brasileiro e a 14ª Bienal Internacional de Curitiba, além de possuir obras em importantes acervos públicos. Também atuou na implantação do setor educativo do Museu Victor Meirelles, foi administradora da Galeria Municipal Pedro Paulo Vecchietti e do Museu Histórico de Santa Catarina e diretora de Artes da Fundação Cultural Badesc entre 2006 e 2013.
A abertura de “Ressonâncias do Gesto”, que poderá ser visitada até 17 de setembro de 2026, integra a programação comemorativa dos 20 anos da Fundação Cultural Badesc e marca também a inauguração oficial do Espaço 3 Lena Peixer. O Casarão está localizado na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis e a visitação gratuita pode ser feita de segunda a sexta, das 13h às 19h e a partir de 22 de agosto, aos sábados, das 10h às 16h.
Serviço
Exposição | Ressonâncias do Gesto
De 13 de agosto a 17 de setembro
Segunda a Sexta das 13h às 19h – Sábados das 10h às 16h
Período
Local
Fundação Cultural Badesc
Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis - SC
setembro
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Integrando a programação da 16ª Bienal Internacional de Curitiba – LIMIARES, a exposição “Outras Paisagens“, com curadoria de Juliana Crispe e produção executiva de Corina Ishikura, reúne 35 artistas de
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Integrando a programação da 16ª Bienal Internacional de Curitiba – LIMIARES, a exposição “Outras Paisagens“, com curadoria de Juliana Crispe e produção executiva de Corina Ishikura, reúne 35 artistas de diferentes gerações e territórios para refletir sobre as transformações urgentes do presente por meio da arte contemporânea. A mostra terá abertura no dia 1º de julho, às 19h, no Museu de Arte de Santa Catarina (MASC), no Centro Integrado de Cultura (CIC), e seguirá com visitação gratuita até o dia 4 de outubro de 2026.
A mostra propõe uma ampliação da ideia tradicional de paisagem. Mais do que representação do mundo natural, a paisagem é apresentada como experiência, memória, corpo, território e imaginação. As obras colocam em diálogo questões relacionadas às cosmologias ancestrais, aos arquivos, às expedições científicas, aos corpos dissidentes e aos imaginários especulativos, revelando tensões entre o humano e o tecnológico, o ancestral e o contemporâneo, o natural e o artificial.
Em sintonia com o tema LIMIARES, concebido pelas curadoras da Bienal Adriana Almada e Tereza de Arruda, a exposição habita espaços de transição e deslocamento, convidando o público a perceber o mundo como um campo em permanente transformação. Inspirada na noção de tempo espiralar, desenvolvida por Leda Maria Martins, a mostra compreende o passado, o presente e o futuro como temporalidades que se entrelaçam, abrindo caminhos para outras formas de existência, pertencimento e cuidado.
Ao reunir artistas na cena contemporânea, “Outras Paisagens” convida o visitante a deslocar o olhar e imaginar novas cartografias afetivas, políticas e sensíveis para o nosso tempo.
Participam da exposição os artistas: Aline Mararú, Aline Moreno, Amanda Melo da Mota, Ana Nitzan, Antonio Pulquério, Auá Mendes, bruCa teiXeira, Carlos Asp, Cássio Markowski, Corina Ishikura, Dani Shirozono, Desirée Feldmann, Elias Muradi, Fayga Ostrower, Franzoi, Jaider Esbell, Linda Poll, Lorena Galeri, Lucimar Bello, Marcella Moraes, Marcia Gadioli, Marina Uieara, Mauricio Igor, Milla Jung, Moara Tupinambá, Nilton Campos, Nita Monteiro, Rafaela Jemmene, Renata Felinto, Sandra Correia Favero, Sérgio Adriano H, Sheyla Ayo, Silvana Macêdo, Thatiana Cardoso e Tuca Chicalé.
Serviço
Exposição | Outras Paisagens
De 01 de julho a 04 de outubro
Terça-feira a domingo, das 10h às 21h
Período
Local
Museu de Arte de Santa Catarina (MASC)
Av. Gov. Irineu Bornhausen, 5600, Agronômica – Florianópolis, SC
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Observação de elementos simples do cotidiano e um olhar sensível dos ciclos da natureza estão presentes nos trabalhos da artista Clara Fernandes a exposição “O Jardim também sonha”. Com curadoria
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Observação de elementos simples do cotidiano e um olhar sensível dos ciclos da natureza estão presentes nos trabalhos da artista Clara Fernandes a exposição “O Jardim também sonha”. Com curadoria de Victoria Beatriz, a mostra inédita abre no Espaço Jardim da Fundação Cultural Badesc, em Florianópolis.
Formada por objetos tridimensionais, compostos na maioria por tramas de ferro e gesso, como suporte para plantas, a mostra inédita apresenta 16 obras, com dimensões e densidades bem variadas, que foram desenvolvidas pela artista a partir de 2001. Entre os trabalhos apresentados estão a instalação ‘Efêmera’, que foi inspirada nas flores brancas que surgem da árvore Embiruçu, planta presente no jardim da casa e ateliê da artista no bairro Ratones, em Florianópolis.
“Essas flores, que aparecem à noite e permanecem pouco tempo, se destacam na escala cromática de todo ambiente. E as obras trazem um contraste entre cheio e vazio, leve e pesado, mesmo se tratando dos mesmos elementos”, explica Clara.
A curadora destaca que a artista está sempre percebendo como as árvores crescem, como precisam de água, como todo o sistema precisa funcionar para que aquilo aconteça. “Clara observa como os organismos criam condições para que outras vidas existam. Mais do que representar a natureza, interessa-lhe compreender seus modos de agir, uma tecnologia da própria vida. Por isso, acho bonita essa sensibilidade da Clara em relação à ecologia. A gente consegue perceber certas formas, certos movimentos, que depois vão contribuir para a própria trama das obras”, compartilha Victoria.
Essa será a quarta vez que a artista participa de exposições na Fundação Cultural Badesc. Foram duas individuais, “LUME”, em 2009, e “Epifânicas”, em 2015, e a coletiva “Exaptações – Jardim”, em 2024.
Para Clara Fernandes, ocupar o Jardim da Fundação Cultural Badesc é um exercício que envolve tanto os desafios do espaço e das condições climáticas quanto as possibilidades de ampliar o alcance da exposição. “Ao ser convidada para essa mostra, no Jardim, senti o desafio, no tempo do inverno, sujeito a ventos e chuvas, numa época pessoal onde busco estabilidade e permanência, dada minha juventude. Mas ao sair no espaço externo do atelier, percebi toda essa criação que mantenho, uma verdadeira vida expandida, pensei em fazer ao Jardim da Fundação uma visita do meu jardim”, completa a artista.
A exposição “O Jardim também sonha” poderá ser visitada até 15 de outubro de 2026, de segunda a sexta, das 13h às 19h. A Fundação Cultural Badesc fica na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis/SC.
Serviço
Exposição | O Jardim também sonha
De 16 de julho a 15 de outubro
Segunda a sexta, das 13h às 19h
Período
Local
Fundação Cultural Badesc
Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis - SC
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Exposição “Entre o Instante e a Eternidade” reúne alguns trabalhos do artista que ninguém nunca viu. A segunda exposição que integra o projeto Hassis 100 Anos será aberta no Museu Histórico
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Exposição “Entre o Instante e a Eternidade” reúne alguns trabalhos do artista que ninguém nunca viu.
A segunda exposição que integra o projeto Hassis 100 Anos será aberta no Museu Histórico de Santa Catarina, no Palácio Cruz e Sousa, em Florianópolis. Com curadoria de Luciana Paulo Corrêa e Monique Fonseca, “Entre o Instante e a Eternidade” vai reunir algumas obras do artista que nunca foram expostas ao público. A abertura será às 10h30, e a entrada é gratuita.
Realizadas em suportes como tela, papel kraft e plástico, as 18 obras pictóricas pertencentes ao acervo da Fundação Hassis evidenciam a diversidade de materiais explorados pelo artista. As pinturas revelam diferentes momentos da produção de Hassis e ampliam as possibilidades de leitura da obra.
Segundo a curadora Monique Fonseca, cerca de 80% das obras nunca foram exibidas antes e são resultado de pesquisa aprofundada no acervo da Fundação. “O processo de seleção das obras envolveu uma ampla pesquisa com o propósito de revelar trabalhos pouco conhecidos e oferecer novas leituras sobre a produção do artista. Esta é uma oportunidade singular de conhecer facetas ainda pouco exploradas de Hassis”, compartilha.
Embora marcada pelo ineditismo, a exposição também contempla temas emblemáticos da trajetória do artista. Entre eles, obras dedicadas a Florianópolis e à sua paisagem, como “Vento Sul e Chuva”, pintada em 1957 e considerada uma obra símbolo. Também estão presentes séries que abordam Carnaval, religiosidade e outros temas recorrentes.
Ao propor o título “Entre o Instante e a Eternidade”, a curadoria reconhece o lugar singular que Hassis ocupa: uma obra que não pertence apenas ao passado, mas que continua a alcançar o presente com a mesma força. Para Monique Fonseca, a expectativa é que o público se surpreenda ao visitar a mostra. “A exposição não foi concebida como retrospectiva, mas como experiência que mostra a atualidade de Hassis. E se ao final da visita o público sentir que esteve diante de um artista cuja obra permanece viva, capaz de emocionar, provocar e encantar cem anos depois de seu nascimento, teremos alcançado nosso principal objetivo”, afirma.
Essa não será a primeira vez que obras de Hassis serão apresentadas no Museu Histórico de Santa Catarina. O artista já participou de duas individuais no local, em 1990, com “Contestado – Terra Contestada”, e em 1991, com “Farra do Boi”.
Serviço
Exposição | Entre o Instante e a Eternidade
De 25 de julho a 28 de março de 2027
Terça a sexta, das 10h às 18h, e aos sábados e domingos, das 10h às 17h
Período
Local
Museu Histórico de Santa Catarina
Palácio Cruz e Sousa - Praça XV de Novembro, 227 - Centro, Florianópolis - SC
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Florianópolis recebe uma mostra totalmente interativa pensada para aproximar o público do universo poético de Hassis. “Hassis Brincante“, exposição que integra o projeto Hassis 100 Anos e celebra o centenário
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Florianópolis recebe uma mostra totalmente interativa pensada para aproximar o público do universo poético de Hassis. “Hassis Brincante“, exposição que integra o projeto Hassis 100 Anos e celebra o centenário do artista, abre para visitação na Fundação Hassis, localizada no bairro Itaguaçu, região continental da Capital de SC. A entrada é gratuita.
Idealizada pela curadora Monique Fonseca, a exposição propõe um percurso sensorial que convida visitantes de todas as idades a experimentar, imaginar e criar. Segundo ela, a proposta nasceu do desejo de transformar a relação do público com a obra do artista por meio de uma experiência que refletisse o próprio universo de Hassis. “Em vez de uma exposição apenas contemplativa, propus um percurso que pudesse ser vivido com o corpo, a imaginação e a curiosidade”, compartilha.
A partir dessa perspectiva, a curadora definiu núcleos temáticos que atravessam a produção do artista: o mar, o circo, os heróis, as brincadeiras, os mistérios do cotidiano e “A Porta”, obra permanente da Fundação Hassis. Esses temas se tornaram o ponto de partida para a criação de sete estações interativas, concebidas como interpretações sensíveis do universo de Hassis.
“Mais do que observar referências à obra de Hassis, o visitante é convidado a explorar, brincar, imaginar e criar. A exposição propõe uma relação ativa com o universo do artista, transformando a visita em uma experiência de descoberta, participação e construção de novas memórias”, explica a curadora que começou a concepção da mostra há mais de um ano, durante o planejamento das celebrações do centenário de Hassis.
Entre as obras que dialogam com os núcleos da mostra estão “O Pescador” (1988), “A Porta” (1967), a Série “O Circo” (1989), a Série “HQ” (1988) e a coletânea “Hassis Mar”, que inspiram as estações da exposição.
Interatividade e sustentabilidade
A escolha dos materiais também reforça o caráter educativo e sustentável da mostra. Todas as instalações foram confeccionadas em papelão, além de adesivos, peças magnéticas e suportes interativos. “O papelão foi escolhido por sua versatilidade e por reforçar o compromisso da mostra com a sustentabilidade. É um material que desperta a criatividade e demonstra que experiências artísticas significativas podem nascer da simplicidade”, destaca a curadora.
Para Monique, os suportes da mostra fazem parte da narrativa curatorial. Pois, ao utilizar materiais recicláveis e elementos interativos, a exposição convida cada visitante a assumir uma postura ativa, explorando, imaginando e criando. Essa escolha também dialoga com o título da exposição, “Hassis Brincante”. “O termo ‘brincante’, sintetiza a relação de Hassis com o circo, as brincadeiras de rua, o cotidiano da cidade e os personagens que povoam sua obra”, completa a curadora.
Serviço
Exposição | Hassis Brincante
De 25 de julho a 30 de janeiro de 2027
Segunda a sexta das 13h30 às 17h30 e aos sábados das 10h às 15h
Período
Local
Fundação Hassis
Luiz da Costa Freysleben, 87 - Itaguaçu, Florianópolis - SC
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Transformar uma experiência íntima em arte foi a forma encontrada pelo artista visual Anselmo Arlotta para compartilhar a própria jornada ao compreender a transição de gênero da filha. A exposição
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Transformar uma experiência íntima em arte foi a forma encontrada pelo artista visual Anselmo Arlotta para compartilhar a própria jornada ao compreender a transição de gênero da filha. A exposição inédita “Priorizando o Amor“, na Galeria Lama, reúne nove obras expressionistas que retratam, em cores e pinceladas intensas, o caminho percorrido entre sentimentos conflitantes e a compreensão de que o amor precisava falar mais alto.
Desenvolvida desde janeiro de 2026, a exposição reúne seis telas e três painéis produzidos em tinta acrílica, em diferentes dimensões. As obras traduzem os conflitos, as descobertas e as mudanças vividas pelo artista ao longo do processo de compreensão da identidade de gênero da filha, colocando em foco a experiência emocional de um pai diante dessa nova realidade.
Segundo Anselmo Arlotta, a exposição nasceu antes mesmo de existir como projeto artístico. A pintura foi o caminho encontrado para elaborar esse processo e dar forma às emoções que marcaram esse período. “Entendi que somente o amor seria capaz de me conduzir por esse caminho. Eu podia escolher ser uma adversidade na vida da minha filha ou caminhar ao lado dela. Priorizar o amor foi a decisão que transformou também a minha maneira de enxergar a vida”, compartilha.
As obras não retratam a transição da filha, mas o percurso emocional do próprio artista diante dessa experiência. Cada obra representa um momento dessa trajetória, revelando as emoções de um pai que precisou revisitar as próprias convicções para compreender a nova realidade da família. “Espero que outros pais e mães percebam que é possível superar medos, romper preconceitos e enxergar essa realidade de outra forma. Quando priorizamos o amor, também aprendemos a compreender melhor nossos filhos”, destaca.
A curadoria é assinada por Ingrid Novaes Arlotta, filha do artista e protagonista da história que motivou a exposição. A expectativa do artista é que a mostra dialogue com famílias que vivem experiências semelhantes e desperte reflexões sobre vínculos familiares, respeito e aceitação.
“Gostaria que as pessoas percorressem a exposição refletindo sobre esse caminho e percebessem que, quando o amor vem primeiro, ele também transforma a forma como nos relacionamos com quem amamos”, completa Arlotta, que apresenta pela segunda vez uma exposição individual na Galeria Lama.
“Priorizando o Amor” poderá ser visitada até 5 de setembro de 2026, de terça a sábado, das 18h às 00h, na Galeria Lama, que conta com duas entradas, pela Rua João Pinto, 198 ou pela Rua Antônio (Nico) Luz, 159, no Centro de Florianópolis. Ao longo da exposição será realizada uma visita guiada.
Serviço
Exposição | Priorizando o Amor
De 11 de agosto a 5 de setembro
Visitação de terça a sábado, das 18h às 00h
Período
Local
Galeria Lama
Calçadão João Pinto, 198 Centro, Florianópolis - SC
Detalhes
Ao completar 20 anos, a Fundação Cultural Badesc presta homenagem a uma das artistas que ajudou a construir a história da instituição. A artista visual Lena Peixer inaugura a exposição
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Ao completar 20 anos, a Fundação Cultural Badesc presta homenagem a uma das artistas que ajudou a construir a história da instituição. A artista visual Lena Peixer inaugura a exposição inédita “Ressonâncias do Gesto” e passa a dar nome ao Espaço 3 da Fundação Cultural Badesc, em reconhecimento à trajetória artística e à contribuição para a consolidação da instituição e das artes visuais em Santa Catarina.
Com curadoria de Denilson Antonio, coordenador de Arte da Fundação Cultural Badesc, a exposição apresenta cerca de 50 desenhos e gravuras. “O conjunto faz referência aos aproximadamente 50 anos de atuação artística da Lena e foi concebido especialmente para ocupar o Espaço 3”, destaca o curador.
Em vez de uma montagem convencional, “Ressonâncias do Gesto” vai transformar a sala expositiva em uma grande instalação. Quatro projetores vão exibir desenhos e gravuras nas paredes, enquanto os movimentos e as expressões dos visitantes passam a integrar as imagens projetadas, criando um diálogo entre a obra, a arquitetura e o público.
“Como sou uma artista gráfica, do desenho e da gravura, pensei em qual seria a melhor forma de expor meus trabalhos. Imaginei então um site specific, um sítio específico onde a obra dialoga diretamente com a arquitetura do local. Os gestos e expressões do público poderão fazer parte dos traços, linhas e entrelinhas da arte ali exposta”, afirma Lena Peixer.
Para Camila Steckert, Diretora Geral da Fundação Cultural Badesc, a homenagem reconhece a contribuição da artista para a construção da Fundação. “Durante os primeiros anos, de 2006 até 2013, Lena atuou como diretora de Artes, contribuindo para estabelecer uma programação comprometida com a produção em arte contemporânea, na formação de público e no fortalecimento das artes visuais em Santa Catarina”, destaca.
O curador ressalta que ao homenagear Lena, é exaltada não apenas a história de uma artista, mas também a história de um encontro entre a trajetória da artista e a história da Fundação. “Mais do que apresentar uma retrospectiva, esta instalação revela a atualidade de uma obra construída ao longo de décadas. Em tempos marcados pelo excesso de imagens, Lena permanece fiel àquilo que há de essencial: uma linha, um corte, uma superfície e a capacidade infinita desses elementos de produzirem sensações visuais”, compartilha Denilson Antonio.
Licenciada em Artes Plásticas pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB), Lena Peixer desenvolve trabalhos centrados no desenho e na gravura, investigando a linha, o gesto e a expressividade gráfica em diferentes suportes. Participou de exposições no Brasil e no exterior, realizou residência artística em Córdoba, na Argentina, integrou a 5ª Mostra do Desenho Brasileiro e a 14ª Bienal Internacional de Curitiba, além de possuir obras em importantes acervos públicos. Também atuou na implantação do setor educativo do Museu Victor Meirelles, foi administradora da Galeria Municipal Pedro Paulo Vecchietti e do Museu Histórico de Santa Catarina e diretora de Artes da Fundação Cultural Badesc entre 2006 e 2013.
A abertura de “Ressonâncias do Gesto”, que poderá ser visitada até 17 de setembro de 2026, integra a programação comemorativa dos 20 anos da Fundação Cultural Badesc e marca também a inauguração oficial do Espaço 3 Lena Peixer. O Casarão está localizado na Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis e a visitação gratuita pode ser feita de segunda a sexta, das 13h às 19h e a partir de 22 de agosto, aos sábados, das 10h às 16h.
Serviço
Exposição | Ressonâncias do Gesto
De 13 de agosto a 17 de setembro
Segunda a Sexta das 13h às 19h – Sábados das 10h às 16h
Período
Local
Fundação Cultural Badesc
Rua Visconde de Ouro Preto, 216, no Centro de Florianópolis - SC
