sidney amaral

* Por Coil Lopes e Marcos Grinspum Ferraz

Morto precocemente em decorrência de um câncer, o artista paulistano Sidney Amaral (1973-2017) deixou uma destacada e contundente produção artística, transitando principalmente pelo desenho, pintura e escultura. Incisivo em suas mensagens, virtuoso em sua técnica e com uma dimensão lírica notável em sua obra, Amaral começava a receber, ainda em vida, o reconhecimento por seu trabalho. É o que afirma Claudinei Roberto da Silva, curador da mostra “Viver até o fim o que me cabe! – Sidney Amaral: uma aproximação”, em cartaz no Sesc Jundiaí.

Com cerca de 70 trabalhos em variados suportes e técnicas, a exposição é apresentada hoje em um contexto de crescente discussão sobre o racismo estrutural na sociedade brasileira. Nas palavras do curador: “Tenho a impressão de que o Sidney teve, como alguns artistas têm, um certo dom premonitório. No seu trabalho, já muito anteriormente ao momento em que estamos vivendo, ele elaborava questões que diziam respeito a luta antirracista, a luta por direitos civis, a luta por justiça e igualdade que os afro-brasileiros vêm empreendendo e que ganharam certa proeminência nos últimos anos”.

Claudinei ressalta, no entanto, que a obra de Sidney Amaral é muito diversa e não tem um aspecto unicamente militante. Assista abaixo ao vídeo completo, com imagens da mostra e entrevista com o curador. Leia também aqui texto de Daniel Lima publicado em nossa edição #55 sobre a mostra.

A visitação, seguindo todos os protocolos por conta da pandemia de Covid-19, vai até dia 5 de setembro e pode ser feita através de agendamento no site do Sesc (clique aqui).
Horários: Terça a sexta-feira, das 14h às 19h | Sábados, domingos e feriados, das 10h30 às 14h. Tempo máximo de visitação: 1 hora

 

 

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