A terceira edição da Feira do Livro da Unesp está sendo realizada virtualmente, tendo em vista a impossibilidade de realização presencial durante a pandemia de Covid-19. O evento ocorre até o dia 11 de abril de 2021, domingo, às 23h59. Os livros vendidos na feira oferecem, no mínimo, 50% de desconto. Apesar do revés de não poder acontecer presencialmente, o formato digital da feira ajuda a aumentar o seu alcance e também o acesso às obras que estão sendo vendidas. Mas o que aproveitar na feira? Para ajudar nosso leitor com essa escolha, arte!brasileiros perguntou às editoras Autêntica, Cobogó e Ubu quais edições são imperdíveis para quem gosta de arte, cultura, filosofia e o estudo do pensamento crítico como um todo.

No campo dos livros de arte, a biografia do grande pintor modernista Alberto da Veiga Guignard é uma das dicas da Autêntica. Também da editora, O realismo impossível, de André Bazin, lembra que, quando discutimos o cinema, “devemos sempre falar de efeitos de realidade, em vez de reprodução do real“. Falando em real, Slavoj Žižek o interroga na publicação descrita por Christian Dunker como um guia de bolso para iniciar sua jornada através do pensamento do filósofo esloveno. Dunker, aliás é um dos organizadores – junto de Cláudia Perrone, Gilson Iannini, Miriam Debieux Rosa, Rose Gurski – da obra coletiva Sonhos Confinados: O que sonham os brasileiros em tempos de pandemia, uma ontologia do tempo presente a partir dos sonhos.

“Ler este livro é uma imersão no pensamento do autor e não há como sair ileso. Sua escrita fere, queima e nos arremessa num turbilhão de pensamentos e sensações”, escreveu Eugênio Lima sobre o livro Pele Negra, Máscaras Brancas de Frantz Fanon, para a arte!brasileiros #53. Lançado pela Ubu no ano passado, é uma das obras que a editora recomenda para a aproveitar na feira. Outra escolha da editora é A invenção da cultura, onde Roy Wagner radicaliza a reflexão sobre o polêmico conceito de cultura, a partir da ideia de invenção. Seguindo no papo cabeça, Big Tech – A ascensão dos dados e a morte da política, de Eugeny Morozov, é essencial para (tentar) entender o capitalismo de vigilância; para quem gostou do artigo Os robôs serão os artistas do futuro? – publicado na última edição de arte!brasileiros – Big Tech aprofundará algumas das questões abordadas brevemente no texto.

Espaços de trabalho de artistas latino-americano, da Editora Cobogó, permite ao leitor viajar mentalmente e conhecer 27 ateliês diferentes sem sair do isolamento. Memórias da Plantação, obra importante de Grada Kilomba, também pode ser encontrada na feira do livro. A obra é uma compilação de episódios cotidianos de racismo, escritos sob a forma de pequenas histórias psicanalíticas. “Das políticas de espaço e exclusão às políticas do corpo e do cabelo, passando pelos insultos raciais, Grada Kilomba desmonta, de modo incisivo, a normalidade do racismo, expondo a violência e o trauma de se ser colocado como outro“. Lançado recentemente, No tremor do mundo – ensaios e entrevistas à luz da pandemia, organiza uma reflexão multidisciplinar acerca do momento presente da pandemia, não deixando de abordar, também, o pensamento produzido pela tragédia.

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