Luiz Braga, Rabeta na chuva, 2019.

Em sua quarta exposição individual na galeria Leme/AD, com abertura no dia 17 de agosto, o fotógrafo paraense Luiz Braga dá sequência à sua já consagrada trajetória como fotógrafo, iniciada nos anos 1970. Intitulada “Luiz Braga: interiores, retratos [e paisagens]”, a mostra reúne principalmente retratos e cenas de interiores, por vezes habitados por pessoas, por outras com objetos e vistas para paisagens.

No texto curatorial da mostra, assinado por Tadeu Chiarelli, o crítico e curador escreve: “O que me dirige quando observo as fotos de Luiz Braga? Em primeiro lugar, o tratamento que o fotógrafo dá à luz: o que marca seu trabalho, me parece, é a maneira como ele constrói suas imagens pelo contraste (ora sutil, ora marcado) entre a luz artificial e a luz natural, fato que faz gerar uma gama de cores capaz de causar naquele que observa suas imagens, uma sensação de familiaridade e estranhamento. Isso porque é nessa operação que Braga desnaturaliza a ‘verdade’ fotográfica, é quando denuncia sua dimensão artificial”.

No mesmo texto, Chiarelli fala sobre a mostra: “A exposição se constitui por aquele outro eixo da produção do artista em que a manipulação discreta do meio fotográfico vem apenas realçar a capacidade do artista em operar com a luz e as cores, em situações ora sutis, ora bem marcadas. Para enfatizar essas características a opção foi por retratos e cenas de interior porque é justamente nesses tipos de fotos que o sentimento de comunhão entre o fotógrafo e o indivíduo, ou com o lugar retratado, alcança um dos momentos mais proeminentes da sua trajetória”.

“Das cenas de interiores foram privilegiadas aquelas em que as pessoas, (quando aparecem), são captadas desenvolvendo atividades, (ou simplesmente em descanso), num primeiro plano mais sombrio, resguardado e o ambiente externo, repleto de luz. Nas cenas vazias, paradoxalmente, a presença dos habitantes dos lugares impregna tudo: a ordenação dos objetos, o cuidado com os mínimos detalhes, tudo recriado pela luz, pela saturação de uma ou outra área da imagem, o que revela, mais uma vez, a empatia do fotógrafo com o entorno e seus ocupantes”.

Luiz Braga: interiores, retratos [e paisagens]
Galeria Leme/AD – Av. Valdemar Ferreira, 130, São Paulo
De 17 de agosto a 28 de setembro
Entrada gratuita

Deixe um comentário

Por favor, escreva um comentário
Por favor, escreva seu nome