Vista geral da exposição. Foto: Jean Peixoto/ Divulgação

A relação entre o homem, o espaço e a natureza, mais especificamente no contexto da cidade de Brasília, é o tema que percorre a mostra Orédeas, em cartaz até 19 de agosto na Galeria Camões, em Brasília. Inspirada na Capital Federal, na paisagem característica do cerrado em contraposição com o ideal moderno e utópico da arquitetura da cidade, a exposição coloca em diálogo trabalhos da portuguesa Gabriela Albergaria e do brasileiro Marcelo Moscheta.

Já habituados a trabalhar com temáticas relacionadas ao território e à paisagem, os dois artistas – ambos representados no Brasil pela galeria Vermelho – se encontram agora em trabalhos com temática comum, apesar das especificidades de cada produção: “Eu e Gabriela somos amigos e expomos na mesma galeria. A ideia inicial era comemorar os 60 anos de Brasília, e quisemos celebrar também a relação entre o espaço, a cidade e o natural”, diz Moscheta em texto de apresentação da mostra.

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Detalhe da série “Antes”, de Marcelo Moscheta. Foto: Joana França/ Divulgação

Para Albergaria, na mostra na Galeria Camões a busca por encontrar pontos de comunicação entre o homem, a natureza e a cultura ganharam destaque através do Jardim Botânico. Ao conhecer o local, contrapôs a naturalidade do cerrado com o paisagismo de Burle Marx e percebeu que o artista e paisagista brasileiro “de fato fez uma paisagem política, no sentido em se encontram juntas no mesmo local espécies de todo Brasil”. A principal peça apresentada por ela é intitulada 1/20 de terra cultivável necessária para preencher o espaço da galeria, feita com terras provenientes de diferentes regiões do Brasil.

O trabalho de Moscheta volta-se para a memória do lugar e questiona as fronteiras do território, a geografia e a física. “Minha relação com a paisagem repousa numa tentativa primeira de construir um lugar ideal, uma imitação da natureza como retrato fiel das relações de perfeição e equilíbrio”, explica no texto de divulgação. Na instalação Hiato, obra de maior dimensão da mostra, o artista convida o visitante a caminhar entre os galhos, por um corredor criado no interior da peça.

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Detalhe de “1/20 de terra cultivável necessária para preencher o espaço da galeria”, de Gabriela Albergaria. Foto: Joana França/ Divulgação

As visitas à mostra na Galeria Camões, que fica na Embaixada de Portugal no Brasil (Av. das Nações, Quadra 801, Lote 2) estão limitadas a dez pessoas, seguindo todos os protocolos de segurança.

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