A exposição "Transe" acontecerá no Instituto Caldeira, em Porto Alegre. Foto: Alexandre Raupp

Olhando para os territórios de expansão da arte contemporânea e buscando compreender as poéticas e estéticas de um novo momento do mundo, a 13ª Bienal do Mercosul lança chamada aberta para artistas e coletivos que busquem uma experiência imersiva entre arte e tecnologia. Com inscrições até 20 de julho, o edital selecionará 20 propostas para integrar a exposição Transe, que acontecerá em 2022 no Instituto Caldeira (RS), compondo a programação da Bienal. Os projetos serão desenvolvidos em uma residência artística.

Transe busca estimular a ligação entre a arte contemporânea e novas tecnologias, materiais e recursos”, declara o curador Marcello Dantas. Em parceria com os curadores adjuntos Laura Cattani e Munir Klamt, ele será responsável pela seleção, a ser feita em três etapas: análise cega da proposta, análise de portfólio e entrevistas.

Os projetos selecionados contarão com o acompanhamento da curadoria e da curadoria adjunta no desenvolvimento e na execução das propostas artísticas. Também será oferecido suporte técnico por meio de entidades parceiras, que colocarão à disposição dos artistas laboratórios, materiais e equipamentos. “Buscamos fazer uma mostra inclusiva e muito disruptiva”, afirma a presidente da 13ª Bienal do Mercosul, Carmen Ferrão. Por meio de tecnologias de comunicação, pesquisa de materiais e técnicas, modelagem, programação, prototipagem e síntese de novos compostos orgânicos e sintéticos, bem como através da revisão de saberes tradicionais – tais como vidraria, marcenaria, culinária, tecelagem, dentre outros -, as residências terão como um dos objetivos gerar conexões entre diferentes áreas do conhecimento, estimulando a criação de obras inéditas. Para a Fundação, uma parte muito importante desse processo, em especial nos dias de hoje, é valorizar a diversidade de pensamento e a originalidade das pesquisas e propostas artísticas.

“Precisamos entender que 2020 é o início de um novo século. Tudo que vinha acontecendo até então era a evolução do século 20. 2020 absolutamente é rompedor, ele abre possibilidades de pensarmos tudo de forma diferente. Todas as nossas relações se tornaram, de certa forma, obsoletas, e a gente precisa edificar uma nova forma. A Bienal é uma plataforma pra discutir esse novo tempo”, explica Marcello Dantas em live organizada pela Bienal. As novas tecnologias, foco de Transe, são apenas uma parte dessa transformação.

Instituto Caldeira, em Porto Alegre. Foto: Alexandre Raupp

Na opinião do curador, “a grande matéria prima da arte, através do tempo, sempre foi uma espécie de trauma, só que um trauma individual. Isso muda de figura quando acontece um trauma coletivo”. Se a vivência da pandemia configura um trauma coletivo, quais são os novos rumos da criação artística?

Isso nos guia ao mote geral da 13ª Bienal do Mercosul. De forma mais ampla, a edição deste ano almeja refletir sobre os impactos deste trauma coletivo na arte e no imaginário comum, pensando na ativação do onírico e nos estratagemas de fuga desenvolvidos nesses momentos. “A sequência dessas três palavras – trauma, sonho e fuga – forma a linha narrativa que estamos buscando nas obras dos artistas para esta Bienal”, declaram os organizadores.

RESIDÊNCIA ARTÍSTICA E EXPOSIÇÃO TRANSE
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Chamada aberta até 20 de julho de 2021: inscreva-se clicando aqui

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