
Por uma fração de segundos, Apocalipse, exposição de Alex Flemming, instalada no histórico Palacete Simonsen, no centro de São Paulo, me provoca a sensação de “delírio”. Com a arquitetura desgastada, as paredes de tijolos deteriorados emoldurando pinturas de gestos neoexpressionistas, me fez sentir em Berlim, uma das cidades mais alternativas dos anos de 1980. O prédio, de 1919, é semelhante a tantos outros que Flemming acaba de deixar em Kreuzberg, Mitte, Prenzlauer Berg, bairros que compunham seu mapa cotidiano.
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