Page 17 - ARTE!Brasileiros #53
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A exposição reúne obras de 125 artistas, que trabalham com diferentes técnicas e suportes
e suas pretensões artísticas, e permitindo que esses e essas outras artistas estão per-
que o visitante da bienal o veja para além de correndo caminhos semelhantes e possuem
um generalismo, mas como pessoa artista. esse espaço já aberto tanto por iniciativas
“Então para nós isso é importantíssimo, por- como a do Sesc, quanto por figuras como
que ainda que a crítica de arte e a curadoria essas artistas”, diz Ana Avelar.
sejam fundamentais para se organizar um Aliada à exposição presencial, uma série de
discurso expositivo, não é mais admissível iniciativas digitais foram e serão desenvolvidas.
que desprezemos a fala da pessoa artista”. Dentre as atividades aconteceram oficinas
Muito dessa proposta curatorial está voltadas aos artistas autodidatas, para que
baseada nas ideias das teóricas Ana Mae aprendessem a fotografar suas obras – e assim
FOTOS: ISABELLA MATHEUS | LUCAS CERSOSIMO “Olhar para o trabalho delas nos faz perceber evento não como um fim, mas um caminho, que
acessar outros espaços expositivos mais facil-
Barbosa e Lélia Coelho Frota. Como explica
Ana Candida Avelar, esta edição da Bienal
mente – e a elaborar portfólios – necessários às
Naïfs também busca homenagear as mulheres. seleções de mostras nacionais e internacionais.
Esse tipo de iniciativa visa uma ação maior do
Por isso, parte de ambas as teóricas como
referências na curadoria e convida Carmela
que a realização de um evento. Por isso, o tra-
balho com os artistas populares vai muito além
Pereira, Leda Catunda, Raquel Trindade e
Sonia Gomes para dialogar com a exposição. do período da Bienal Naïfs e busca entender o
permita a essas pessoas ampliar suas vozes e
como saíram das realidades mais diversas para
estar nos lugares onde estão, nos faz notar construir novas conexões e oportunidades.
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