
Há coincidências que revelam muito mais do que as aparências indicam, como a presença na agenda de exposições paulistanas de uma quantidade surpreendente de seleções que se debruçam sobre a cultura, a arte e a memória de culturas oprimidas e por longo tempo invisibilizadas. Elas representam o resultado de uma luta persistente de expansão dos horizontes de um circuito até poucos anos fechado sobre si mesmo. Essas exposições apontam para uma crescente compreensão de saberes e fazeres artísticos que se tornam cada vez mais fundamentais também para repensar o mundo contemporâneo e parecem mais um sinal de esgotamento dos modelos eurocêntricos, baseados em uma precária (e muitas vezes falsa) noção de autonomia da arte.




