Foram mais de 700 homens que passaram nos últimos anos pela cama de Lia D Castro, sendo que, ao menos com 50 deles, ela construiu uma relação de troca. Juntos, eles leem textos de autores como Cida Bento, Frantz Fanon (1925-1961) e Achille Mbembe, intelectuais que ela cita com frequência. “O objeto central do meu trabalho, em relação à descolonização e à autodescolonização, é dialogar com o opositor”, conta Lia, em um sábado ensolarado, do 16º andar de seu recém-adquirido apartamento de frente para o mar na Praia Grande.
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Prostituição como experiência decolonial
Lia D castro, que participa do VIII Seminário Internacional Arte!Brasileiros, dialoga com clientes homens cis héteros brancos, a maioria ligada à segurança pública





