Poraco, obra da série Oamu.

Ailton Krenak, Claudia Andujar, Poraco, Cildo Meireles e Paz Errázuriz são só alguns dos 21 nomes de artistas e pensadores que têm seus trabalhos expostos em A Queda do Céu, aberta à visitação para o público a partir de 8 de maio, na Caixa Cultural de Brasília. A mostra com curadoria de Moacir dos Anjos busca refletir sobre as consequências do contato involuntário dos povos indígenas com o colonizador branco.

A exposição foi apresentada pela primeira vez em 2015 no Paço das Artes, indo para o Sesc Rio Preto no ano seguinte, ambas instituições em São Paulo. Agora em Brasília, o projeto que faz referência ao livro homônimo do xamã yanomami Davi Kopenawa, escrito a quatro mãos com o antropólogo Bruce Albert.

De acordo com o curador, a mostra “quer aproximar e articular trabalhos artísticos que prenunciam, evidenciam e combatem a progressiva despossessão sofrida por populações indígenas” ao longo dos anos. Isso vai de encontro à reflexão sobre o caráter predatório de ações do homem branco ao conhecer esses povos, seja em relação ao território ou à cultura, presente no livro.

A Queda do Céu fica em cartaz até 30 de junho e ocupa três salas da Caixa Cultural de Brasília: as Galerias Principal e Piccolas I e II. Além dos nomes já citados, participam da exposição Anna Bella Geiger, Armando Queiroz, Bené Fonteles, Fabio Tremonte, Fred Jordão, Harun Farocki, Jaime Lauriano, Jimmie Durham, Leonilson, Lourival Cuquinha, Maria Thereza Alves, Matheus Rocha Pitta, Miguel Rio Branco, Paulo Nazareth, Regina José Galindo e Vincent Carelli.

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