Artistas do MAHKU em produção de suas obras para a mostra MAHKU - Cantos de imagens na Casa de Cultura do Parque
Artistas do MAHKU em produção de suas obras. Foto: Daniel Dinato

Condutores dos rituais com ayahuasca entre os indígenas Huni Kuin, os cantos huni meka são compreendidos como instrumentos de mediação entre os mundos do visível e invisível. A partir do dia 2 de julho, alguns deles ecoam pela Casa de Cultura do Parque como parte de MAHKU – Cantos de imagens. A exposição é um desdobramento das pesquisas do Movimento dos Artistas Huni Kuin (MAHKU) e apresenta uma série de trabalhos que transpõe esse importante marco cultural às artes visuais. A seleção reúne 11 pinturas e a uma grande instalação da artista Kássia Borges, que será montada junto ao público durante a abertura.

Parte do povo indígena Huni Kuin – que conta com cerca de 14 mil pessoas no estado do Acre e no Peru – o MAHKU é composto atualmente por Ibã, Kássia Borges, Pedro Maná, Cleiber Bane e Acelino Tuin. Fundado em 2012, no município de Jordão, no estado do Acre, o grupo dá continuidade às pesquisas de seu fundador, Ibã Huni Kuin e de seu filho Bane – que, em 2009, começou a transformar os cantos huni meka em imagens, a fim de decorá-los e compreendê-los. O método de aprendizagem foi posteriormente coletivizado, gerando o coletivo artístico.

Curador da mostra ao lado de Ibã Huni Kuin, o antropólogo Daniel Dinato compartilha que nesta exposição buscaram ressaltar a qualidade pessoal das manifestações artísticas, apresentando diferentes versões dos cantos. “Ainda que o fundo mítico e ritual das obras seja coletivo, cada artista transforma o canto huni meka de uma forma específica e, assim, o coletivo mantém também uma certa autonomia e independência interna. Como os integrantes do MAHKU costumam dizer, mesmo que pintado mil vezes o mesmo canto, ele nunca sairá igual. Sempre diverso, sempre único”, explica.

Quem visita a Casa de Cultura do Parque pode ainda conferir as outras exposições do II Ciclo Expositivo 2022. A individual de Rodrigo Bivar, Breve, reúne trabalhos que se constroem a partir da ideia de efemeridade, já Feltragens traz uma seleção de obras em feltro de lã de carneiro tingida feitas por Teresa Viana. Saiba mais acessando o site da instituição.

SERVIÇO

MAHKU – Cantos de imagens 

Local: Casa de Cultura do Parque – Av. Prof. Fonseca Rodrigues, 1300 – Alto de Pinheiros
Período expositivo: 2 de julho a 18 de setembro
Horário de funcionamento: quarta a domingo, das 11h às 18h
Realização Casa de Cultura do Parque e Carmo Johnson Project

Entrada gratuita mediante apresentação de comprovante de vacina

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