“Desde muito jovem sempre fui um apreciador de arte. Logo cedo me encantei com Kandinsky, Polock e Miró”, conta Claudio Steiner, um dos donos da steinART, escritório de arte recém transformado em galeria. No início dos anos 2000, Claudio e sua esposa Yael fundaram a steinART ao começar sua, até então, pequena coleção. Tendo Administração como formação, Claudio conta que, à medida que sua coleção crescia, o casal começou a analisar o mercado e vender obras quando sentiam que era o momento certo. Antes de montar seu escritório, ele havia trabalho 25 anos no mercado têxtil. “Após sair da empresa me aprofundei no mercado de arte, unindo minha experiência comercial com o amor à área. Comecei como art dealer, e nasceu a steinART como escritório de arte e agora galeria.”

“Arte abstrata sempre foi a minha preferência, ela me emociona, me encanta, me provoca e me deixa em estado meditativo”, diz ele em referência ao foco da galeria: abstracionismo na arte contemporânea brasileira. No acervo da steinART, o diálogo se dá por uma geração de brasileiros e latino-americanos com trajetórias já construídas e que rompem com o modernismo e experimentam através de cores e texturas. Claudio conta que a motivação inicial para uma aquisição pela galeria é a estética e a qualidade da obra. “Em seguida investigamos a origem e certificação da obra. Recentemente adquirimos obras do Amílcar de Castro, Amélia Toledo, João Carlos Galvão, Almandrade, Yutaka Toyota, Ascânio e Eduardo Sued, entre outros.”

Embora estejam focados no mercado secundário, a steinART já colocou um pé no mercado primário com, por exemplo, a retrospectiva dos 60 anos de carreira do Yutaka Toyota com lançamento de seu livro na SP-Arte 2019. Na edição deste ano, a galeria irá expor 20 obras no viewing room da feira, com a continuidade do formato híbrido das feiras de arte. No entanto, Claudio confessa que a concretização das vendas, mesmo que iniciada pela internet, sempre acontece presencialmente. Ele nota, também, que apesar da preocupação inicial do mercado da arte, as vendas continuaram e com um aumento sensível do interesse das pessoas por obras de arte. “Inicialmente achei que os negócios fossem parar, porém foi o contrário: as vendas cresceram”, conta. Para o futuro, os donos da galeria planejam uma exibição de suas obras e a continuação dos seus trabalhos, também, como marchands e art advisors.

 

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