Beatriz Santiago Muñoz, "That which identifies them like the eye of the cyclops", 2016

A 34ª Bienal de São Paulo começou com a divulgação de suas atividades mais cedo. Isso porque a edição com curadoria-geral de Jacopo Crivelli Visconti terá início em fevereiro de 2020, com exposições no pavilhão do Ibirapuera e em instituições parceiras do evento. O projeto atual faz um movimento para inserir a Bienal no fluxo da cidade, criando ações que não se encerram apenas na mostra principal, que ocorre em setembro.

“Faz escuro mas eu canto” são os versos do poeta amazonense Thiago de Mello que dão título ao evento. A ampliação da rede institucional foi comentada por Visconti no mês de maio deste ano em entrevista à ARTE!Brasileiros, na qual relatou que essas parcerias evidenciam o desejo de trabalhar com uma linha curatorial que evidencia uma espécie de poética das relações, mostrando as várias possibilidades de criação de diálogos, em instâncias institucionais e curatoriais, mas também com o público: “O desafio para lidar com todos esses públicos é não ser nem hermético, nem excessivamente simples e, ao mesmo tempo, falar de uma maneira direta e honesta com todos eles”, declarou à época.

No primeiro informe de atividades, a novidade mencionada é que o Pavilhão da Bienal será tomado por três individuais entre fevereiro e agosto. A primeira, programada para 8 de fevereiro, será a da artista peruana Ximena Garrido-Lecca. Atualmente, a artista vive e trabalha entre Lima e Cidade do México. A exposição terá, em sua abertura, a apresentação da performance inédita A Maze in Graze, de Neo Muyanga, artista sul-africano que traz em sua prática uma conexão indelével com a música. Tanto os trabalhos de Garrido-Lecca quanto o de Muyanga desaguam em discussões que discutem as narrativas e as contranarrativas de processos coloniais.

No dia 25 de abril, é a vez da brasileira Clara Ianni ter uma mostra solo no espaço, acompanhada na abertura por performance de autoria do argentino León Ferrari, Palabras Ajenas (1965-1969). Nela, a violência, a guerra e o poder se apresentam nos diálogos criados a partir de apropriações de citações de personagens históricos, se conectando ao trabalho de Ianni que aborda a percepção do tempo, da história e do espaço no capitalismo globalizado. Encerrando as exposições no Pavilhão, com abertura em 18 de julho, a mostra da estadunidense Deana Lawson apresenta um conjunto de imagens produzidas em Salvador, na Bahia, como parte de sua série de fotos que retratam culturas que têm origem na diáspora africana. Esta última não terá uma performance, como nas anteriores.

Por outro lado, na abertura da mostra principal deve ser apresentada a obra A ronda da morte, de Hélio Oiticica, criada em 1979, mas nunca antes apresentada. A performance foi concebida pelo artista como uma resposta controversa à esperança otimista da população brasileira após o declínio da ditadura, já que ele acreditava que para a justiça social ser plenamente alcançada eram necessárias outras mudanças nas estruturas.

Por sua vez, nas instituições parceiras, as novidades anunciadas até então pela organização da 34ª Bienal de São Paulo dão conta de uma exposição individual da porto-riquenha Beatriz Santiago Muñoz no espaço Pivô, localizado no Edifício Copan. É a primeira mostra divulgada em uma das instituições parceiras da Bienal e terá Fernanda Brenner como curadora. A mostra acontece entre 29 de agosto e 7 de novembro e a artista também participa da exposição principal.

Além de Beatriz, outros dois artistas confirmados na mostra principal são o equatoriano Adrián Balseca e o austríaco Philipp Fleischmann. Ambos participaram de conversas organizadas pela instituição na Oficina Cultural Oswald de Andrade, em outubro e novembro deste ano, onde apresentaram as propostas das obras que serão exibidas na Bienal.

Além de Jacopo Crivelli Visconti como curador-geral, a 34ª Bienal de São Paulo tem Paulo Miyada como curador-adjunto e Carla Zaccagnini, Ruth Estévez e Francesco Stocchi como curadores convidados. Durante o ano de 2019 o projeto foi apresentado em diversos países, como Dinamarca, Argentina, Noruega, Equador e Irlanda. As parcerias institucionais incluem também organizações de fora do Brasil, evidenciadas na produção das mostras individuais que serão realizadas no Pavilhão, sendo a de Ximena uma coprodução com o CCA Wattis (EUA), a de Clara com o CCA Lagos (Nigéria) e a de Deana com Kunsthalle Basel (Suíça). A performance de Muyanga é uma iniciativa conjunta com a Bienal de Liverpool (Inglaterra).


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