“Céu-Eclipse” é um nome enigmático para uma exposição que lida com a questão fundante da relação entre o homem e o seu ambiente. A mostra em cartaz até o fim de abril no Museu Paranaense (MUPA), combina abordagens cosmogônicas, imaginárias a indagações de caráter investigativo, científico, tocando num dos pontos mais sensíveis da atualidade: uma consciência dupla, paradoxal, de paralisia e convocação à ação diante do colapso ambiental. Enquanto a noção de céu contida no título – tomado de empréstimo de um livro de poesias publicado em 1999 por Régis Bonvicino – alude a uma simbologia potente (que lida com noções como tempo, clima, natureza, ciclo…), a ideia de eclipse remete a essa sensação de suspensão, à consciência de que vivemos um momento de crise em que a espécie humana é convocada a agir. Afinal, estamos diante de muitos pontos de não-retorno, num cenário de “oclusão temporária”, como explica Pollyana Quintella, que assina a curadoria do evento com Richard Romanini, diretor artístico do museu.
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Céu-eclipse: uma convocação poética em aberto
Exposição em cartaz no MUPA trata da relação entre a arte e o céu, fazendo confluir dois grandes temas da contemporaneidade: o colapso climático e as formas poéticas de pensar a conexão do homem com a natureza





