Estamos profundamente sensibilizados. Nesta semana, perdemos Aracy Amaral na madrugada de 15/09/2026, aos 96 anos. Crítica, curadora e historiadora da arte, maior referência da arte brasileira que acompanhou nosso tempo, Aracy foi uma força inesgotável de observação e pesquisa. Professora, escritora e curadora, nos deixou um legado sobre o modernismo brasileiro e, nos últimos anos, um mergulho na arte contemporânea em diálogo com a América Latina.
Ontem, um jovem artista paulistano, Rodrigo Cass, de 43 anos, faleceu em um afogamento acidental na praia de Copacabana. Rodrigo vivia um período de projeção internacional, com exposições recentes no Nevada Museum of Art nos Estados Unidos e na Universidade Católica Portuguesa, em Portugal. Pudemos encontrá-lo ainda na inauguração da mostra do 39º Panorama da Arte Brasileira, no MAM SP, onde participa com uma série de sete vídeos e pinturas que poderão ser vistos até janeiro de 2027.
Foram quase 100 edições exaltando Lygia Clark, Tunga, Hélio Oiticica, Alex Flemming, Waltercio Caldas, Arnaldo Antunes, Cildo Meirelles, León Ferrari, Glauco Rodrigues, Francisco Brennand, Thomaz Farkas, Carlito Carvalhosa, Regina Silveira, Mario Cravo Neto, Henrique Oliveira, Antônio Dias, Ailton Krenak, Marcelo Moscheta, Beatriz Milhazes, Alex Vallauri, Marcius Galán, José Resende, Rivane Neuenschwander, Denilson Baniwa, Cícero Alves dos Santos (Veio), Francisco Graciano, Nelson Leirner, Daniel Senise, José Rufino, Adriana Varejão, Arthur Bispo do Rosário, Lucia Koch, Angela Detanico, Rafael Lain, Gustavo Caboco, Claudia Andújar, Ernesto Neto, Jac Leirner, Sergio Sister, Marcia Xavier, Rosana Paulino, Rosângela Rennó, Antônio Obá, Chico da Silva, José Antonio da Silva, Abdias Nascimento, Lucas Arruda, Paulo Pasta, Nazareth Pacheco, Arjan Martins, Ge Viana, Dalton Paula, Lia de Castro. Todos eles e os que esquecemos aqui foram lembrados várias vezes em exposições, entrevistas, em mostras nacionais e internacionais, em suas participações em instituições brasileiras e fora do Brasil.
Desde 2023, demos um passo na descentralização da nossa tarefa editorial. Fomos atrás do Espírito Santo, de Minas Gerais, do Ceará, do Pará, do Maranhão, de Pernambuco, do Rio de Janeiro, da Bahia e, agora, iremos atrás do Paraná e do Rio Grande do Sul.
Esta edição marca o lançamento da nossa assinatura anual da revista impressa. Esperamos que ela chegue a todos e produza a mesma alegria que nos provoca tê-la em mãos.
Traz o olhar do Fabio Cypriano na Pinacoteca do Ceará e da sua estada no Centro Cultural do Cariri. Maria Hirszman viajou a convite da 36ª Bienal de São Paulo a Berlim para acompanhar uma das suas itinerâncias. Comentamos o texto do curador José Augusto Ribeiro sobre a mostra Uma Língua Nova na Galeria Estação. Leonor Amarante entrevistou o curador Antonio Somaini, curador da exposição O Mundo Através da IA, em cartaz no Sesc 24 de Maio, e ainda escreve sobre a volta do Alex Flemming ao Brasil, depois de três décadas em Berlim. O curador Tálisson Melo comenta a reabertura do MAM São Paulo e analisa a mostra do 39º Panorama da Arte Brasileira, com curadoria de Diane Lima, “Depois que tudo foi dito”.
Muito obrigada a todos os novos assinantes, cientes de que fazem parte da nossa sobrevivência.





