VII seminário internacional arte!brasileiros/SESC

cultura, democracia e reparação

Britto Arts Trust, 2022, documenta 15 – Fridericianum

Em parceria com o SESC/SP e com apoio do Goethe-Institut. O evento será realizado nos dias 22 e 23 de setembro de 2022, das 9h30 às 13h30, no auditório do Sesc Vila Mariana, com transmissão simultânea em nossas plataformas digitais, com a participação de  convidados nacionais e internacionais, de forma presencial e virtual.

Conceito:

Partimos da base de que existe um enorme desafio para a cultura no Brasil e no mundo como um todo, e entendemos que essa questão passa pelo aprofundamento da discussão sobre como a cultura pode avançar no escopo de um ambiente democrático.

No entanto, está em discussão qual democracia é essa.

Uma democracia que não reconhece o papel devastador de séculos de racismo, de opressão e autoritarismo, dos resultados do colonialismo e que não entende a importância da possibilidade de discutir novas estruturas de gestão não será uma verdadeira democracia. Até porque o processo colonizador continua, mesmo que em novas roupagens.

Essas discussões estão presentes tanto nas ruas do Brasil quanto na Bienal de Berlim e na documenta 15 de Kassel, que inauguraram suas edições no mês de junho de 2022.

A ideia de formar coletivos nos tempos atuais, bem como as novas formas de gestão e organização dos debates, passam por essa reflexão.

Entendemos também que há uma discussão em curso sobre a importância do conceito de reparação. Como pontuado pelo Professor do Depto. de Psicologia da UFTM Rafael Alves Lima, em texto para revista Psicologia: Ciência e Profissão (2017): “A dimensão reparatória se destina à história, na medida em que o reconhecimento social da experiência traumática se torna possível pela função do Testemunho, expediente por excelência de crítica ao revisionismo”.

O movimento iniciado por vários países europeus de restituir obras que foram levadas de seus países de origem durante ocupações colonizadoras ou por guerras também aqueceu essa discussão. No texto “Restauro e cultura da memória”, publicado na edição 57 da arte!brasileiros, foi pautada a devolução efetuada pelo parisiense Museu du Quai Branly à República do Benim de 26 obras de arte do antigo Reino de Dahomey. Isso faz parte de iniciativa fomentada pelo presidente Emmanuel Macron, desde 2020, com a promoção de lei que incentiva a devolução de obras apropriadas ao longo do período colonial.

Também na edição 58 da revista, vários dos textos produzidos colaboram desde já com este debate, assinados por nomes como Renato Araújo da Silva, Christian Dunker, Márcio Seligmann-Silva e Dereck Marouço. “A função do testemunho tem uma dimensão reparatória, na medida em que verbaliza e produz o reconhecimento social de uma história traumática”, escreve Patricia Rousseaux no editorial que acompanha o volume.

Aguarde a programação final do evento a partir do dia 15 de Julho

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