Exposição "Cavalinhas e Falésias" de Carolina Colichio

sab12set(set 12)10:30ter03nov(nov 3)19:00Exposição "Cavalinhas e Falésias" de Carolina ColichioArtista apresenta em “Cavalinhas e Falésias” obras feitas pela primeira vez em alumínio fundido. Mostra também integra um conjunto de exposições do segundo semestre da galeria dedicado à produção artística latino-americana, com destaque especial para o trabalho de mulheres de projeção internacionalGaleria Marilia Razuk, Rua Jerônimo da Veiga, 62 – Itaim Bibi, São Paulo - SP

Detalhes

A Galeria Marilia Razuk será preenchida com o mais novo trabalho de Carolina Colichio. Intitulada “Cavalinhas e Falésias”, a mostra apresenta peças produzidas em alumínio fundido – técnica utilizada pela primeira vez por Colichio – coordenadas com processos que já pautam suas criações como a cerâmica, a porcelana, os esmaltes e o milenar método de pintura, a encáustica. Colichio transita entre escultura, pintura e instalações e tem sua pesquisa artística criada a partir da prática diária de observação e do deslocamento entre a cidade e a natureza, investigando as conexões sutis entre o ambiente urbano e o tempo profundo do planeta.

Em “Cavalinhas e Falésias”, com texto crítico de Pollyana Quintela, as superfícies porosas e crateradas das obras feitas em alumínio fundido, remetem tanto à erosão das rochas quanto a formação de corais, como explica Pollyana: “as peças funcionam como pequenas topografias autônomas, capazes de evocar ao mesmo tempo um fragmento de falésia, um recorte de placa tectônica, a marca de um impacto ou até um destroço lunar, sem origem certa, como se tivessem pousado ali vindas de outro tempo ou de outro lugar.”

A cavalinha, uma das plantas mais antigas do planeta, remonta ao período Carbonífero, há mais de trezentos milhões de anos e ainda possui o mesmo aspecto escultural e minimalista, lembrando um pequeno bambu ou até mesmo um aspargo. Colichio exibe essa planta ao lado de seus brotos reais, transformando a própria peça em um lugar onde uma espécie ancestral cresce sobre um solo que já é, ele mesmo, ficção geológica. Em outros cenários na mostra, reconhecidas conchas, remetem a rochas; hastes de porcelana se aglomeram no teto e descem em cachos até se desfazerem nas pontas em finas gavinhas de metal; folhas são fósseis e brotos de samambaia se confundem com criaturas marinhas.

Assim é o trabalho de Carolina Colichio: uma viagem no tempo, mas não apenas no tempo já reconhecido e historiado da civilização humana, mas em um tempo antes, das primeiras formas de vida marinha, organismos moles e sem esqueleto que precedem em centenas de milhões de anos qualquer concha ou vértebra. “A produção de Carolina Colichio se instala exatamente na dobra em que o efêmero e o geológico se tocam, e onde, por um instante, o visitante pode sentir sob os pés o peso de um tempo maior, que não é o seu, mas que o constitui”, finaliza Pollyana Quintela.

Serviço
Exposição | Cavalinhas e Falésias
De 12 de setembro a 3 de novembro
Segunda a sexta, das 10h30 às 19h; sábado, das 11h às 16h

Período

12 de setembro de 2026 10:30 - 3 de novembro de 2026 19:00(GMT-03:00)

Local

Galeria Marilia Razuk

Rua Jerônimo da Veiga, 62 – Itaim Bibi, São Paulo - SP

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