Exposições "O rio no qual se nada com os olhos", de Genor Sales e a coletiva "Vetores"
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A Almeida & Dale inaugura seu programa expositivo de 2026 com duas novas exposições a partir de 24 de janeiro. O rio no qual se nada com os olhos, primeira
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A Almeida & Dale inaugura seu programa expositivo de 2026 com duas novas exposições a partir de 24 de janeiro. O rio no qual se nada com os olhos, primeira exposição de Genor Sales em São Paulo, com curadoria de Divino Sobral, reúne aquarelas inéditas que abordam debates sociais e existenciais em torno dos rios. Já a coletiva Vetores propõe um panorama de obras que atravessam diferentes períodos da arte moderna e contemporânea, trazendo nomes de movimentos e grupos marcantes da arte brasileira, como o Concretismo, o Neoconcretismo, o Grupo Ruptura e a geração 1980, além de figuras proeminentes dos modernismos internacionais.
O rio no qual se nada com os olhos, de Genor Sales
Primeira exposição de Genor Sales (1984, Goiânia, GO) em São Paulo, O rio no qual se nada com os olhos apresenta um conjunto inédito de aquarelas que representam objetos relacionados à contenção, ao tratamento e ao armazenamento da água, como ânforas, filtros de barro e hidrantes, além de peixes e elementos ligados à pesca, sobre fundos aquosos evocados pela própria técnica pictórica.
Para o curador Divino Sobral, o artista desdobra um mesmo assunto em pequenos agrupamentos de trabalhos, criando sequências que exploram tópicos específicos. Do ponto de vista formal, o conjunto marca uma ampliação da paleta cromática do artista, que se afasta das cores turvas e pardas anteriormente usadas para se aproximar dos azuis, verdes, amarelos e laranjas iluminados pela luz crepuscular do cerrado goiano.
As pinturas são construídas por gestos leves e delicados, que deixam entrever, em alguns pontos, o suporte abaixo da tinta, aproximando o gesto pictórico da escrita e exaltando a manualidade. Ao articular memória, território e outras formas de percepção do mundo, a obra de Genor Sales ancora-se em saberes tradicionais e na relação com seres da floresta e das águas.
Vetores
A mostra coletiva Vetores reúne um conjunto expressivo de obras que atravessam diferentes períodos da arte moderna e contemporânea, articulando nomes ligados a movimentos e grupos fundamentais da história da arte no Brasil, como o Concretismo, o Neoconcretismo, o Grupo Ruptura e a geração de 1980, além de figuras do modernismo internacional.
Sob curadoria de Antonio Gonçalves Filho, diretor cultural da Almeida & Dale, a exposição é distribuída em três núcleos — escultura, pintura e fotografia e gravura — e ocupa os dois espaços da galeria na Rua Fradique Coutinho. No núcleo escultural, obras de Sergio Camargo, Lygia Pape, Tunga e Victor Brecheret evidenciam diferentes modos de pensar a tridimensionalidade como campo de experimentação.
O núcleo dedicado à pintura reúne artistas como Aluísio Carvão, Arcangelo Ianelli, Mira Schendel, Paulo Pasta e Rodrigo Andrade, em diálogo com figuras internacionais como Lucio Fontana e Frank Stella. No terceiro núcleo, fotografia e gravura, trabalhos de Miguel Rio Branco e Hiroshi Sugimoto ampliam a noção de imagem, com um Metaesquema de Hélio Oiticica estabelecendo conexões entre os conjuntos.
Reunidos, os trabalhos não propõem uma genealogia definitiva, mas um panorama que articula leituras históricas e relações inesperadas, evidenciando a permanência desses vetores como forças ativas na produção contemporânea.
Serviço
Exposições | O rio no qual se nada com os olhos e Vetores
De 24 de janeiro a 28 de março
Segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, sábado, das 11h às 16h
Período
Local
Almeida & Dale
Rua Fradique Coutinho 1360 | 1430, São Paulo - SP
