Exposição “Afríquia: o artista como colecionador”

sex26jun(jun 26)10:00dom13set(set 13)17:00Exposição “Afríquia: o artista como colecionador”Mostra apresenta mais de 200 obras e documentos que ajudam a compreender a formação da coleção africana do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo e as conexões entre o continente africano e o BrasilMuseu Afro Brasil Emanoel Araujo, Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Portão 10 – Parque Ibirapuera São Paulo - SP

Detalhes

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, com gestão da Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura (AMAB), inaugura a exposição “Afríquia: o artista como colecionador”, com curadoria de Gabrielle Nascimento. A mostra convida o público a conhecer a coleção de arte africana do Museu a partir do olhar de seu fundador, Emanoel Araujo, revelando como suas escolhas artísticas, intelectuais e curatoriais contribuíram para a formação de um dos mais importantes acervos dedicados às culturas africanas no Brasil.

“Esta exposição parte da compreensão de que toda coleção é também uma narrativa. Ao reunir obras, documentos, fotografias e registros da trajetória de Emanoel Araujo, buscamos mostrar como seu olhar ajudou a construir não apenas uma coleção de arte africana, mas uma forma de pensar as relações entre África, diáspora e identidade afro-brasileira“, destaca a curadora Gabrielle Nascimento.

Reunindo mais de 200 obras, a exposição apresenta esculturas, pinturas, máscaras, documentos, fotografias, livros, discos, tecidos e objetos tridimensionais que ajudam a compreender não apenas a construção da coleção africana do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, mas também a trajetória de Emanoel Araujo como artista, colecionador, curador e museólogo.

Composta majoritariamente por peças do próprio acervo do Museu, a mostra reúne obras tradicionais e contemporâneas, com destaque para produções da Nigéria e do Benim. O percurso expositivo evidencia as relações estabelecidas por Emanoel Araujo entre África e Brasil, revelando como referências culturais, religiosas e estéticas presentes no continente africano influenciaram sua produção artística e seu projeto museológico.

O título da exposição faz referência à série de xilogravuras Suíte Afríquia I, II e III, produzida por Emanoel Araujo em 1977 após sua participação no II Festival Mundial de Arte e Cultura Negra e Africana (FESTAC 77), realizado na Nigéria. A experiência marcou sua primeira viagem ao continente africano e teve impacto significativo tanto em sua produção artística quanto na formação inicial de sua coleção.

Mais do que apresentar objetos, a exposição propõe refletir sobre o colecionismo como uma forma de construção de narrativas. Ao acompanhar documentos, registros de aquisição, fotografias e obras reunidas ao longo de décadas, o público tem acesso a aspectos pouco conhecidos da atuação de Emanoel Araujo e às formas como ele construiu conexões entre memória, arte e diáspora africana.

A mostra também aproxima arte africana tradicional e contemporânea, reunindo desde máscaras Gelede e Egungun e esculturas de matriz iorubana até produções de artistas contemporâneos africanos incorporadas ao acervo em diferentes momentos da trajetória do Museu. A proposta evidencia a diversidade e a complexidade das produções culturais africanas, afastando leituras estereotipadas e destacando seus diálogos com a modernidade e os circuitos globais da arte.

Serviço
Exposição | Afríquia: o artista como colecionador
De 26 de junho a 13 de setembro
Terça a domingo, das 10h às 17h (permanência até às 18h)

Período

26 de junho de 2026 10:00 - 13 de setembro de 2026 17:00(GMT-03:00)

Local

Museu Afro Brasil Emanoel Araujo

Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Portão 10 – Parque Ibirapuera São Paulo - SP

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