Exposição coletiva "Lugar Nenhum é Logo Ali"
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Uma plataforma que transforma a arte em experiência viva para crianças, jovens e famílias. A Caixa Cultural Salvador recebe a exposição interativa “Lugar Nenhum é Logo Ali“, com entrada gratuita
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Uma plataforma que transforma a arte em experiência viva para crianças, jovens e famílias. A Caixa Cultural Salvador recebe a exposição interativa “Lugar Nenhum é Logo Ali“, com entrada gratuita durante o verão na capital baiana. A exposição faz parte do PLAY Festival e reúne obras que podem ser observadas de perto, exploradas com o corpo, investigadas com curiosidade e usadas como ponto de partida para imaginar novas formas de viver e habitar a cidade.
Voltado para infâncias e juventudes, o PLAY propõe um encontro lúdico com a arte contemporânea por meio de atividades que estimulam a descoberta, sensibilidade e criatividade. As crianças e pessoas de todas as idades são convidadas a caminhar pelo espaço e interagir com obras instaladas no chão, nas paredes e no espaço, criando percursos que estimulam o olhar por diferentes ângulos: de cima, de perto, de lado, caminhando ou até se abaixando para descobrir detalhes.
A exposição tem visitação gratuita e foi pensada para que famílias possam viver a arte juntas, criando conexões afetivas enquanto descobrem novos jeitos de olhar para o mundo. O horário de funcionamento da Caixa Cultural Salvador é de terça a domingo, das 9h às 17h30.
Participam da mostra Vik Muniz, Marepe, Milena Ferreira, Mano Penalva, Laís Machado e Maxim Malhado, com obras inéditas criadas especialmente para esta edição ao lado de trabalhos emblemáticos de suas trajetórias. O diálogo entre diferentes gerações e linguagens artísticas amplia o olhar sobre o cotidiano urbano e seus modos de ver o mundo.
A exposição reúne 18 obras, sendo quatro delas inéditas, que convidam o público a percorrer um território sensorial e simbólico em que cada trabalho propõe uma nova forma de habitar o espaço e de pensar a cidade. Vik Muniz, reconhecido mundialmente por transformar materiais ordinários em imagens extraordinárias, recria imagens conhecidas a partir de materiais inusitados, provocando deslocamentos entre o real e a representação. Marepe, por sua vez, parte do cotidiano do interior da Bahia para criar artefatos poéticos que misturam humor, afeto e crítica social. Enquanto Mano Penalva constrói narrativas visuais a partir da cultura material e do comércio popular, reorganizando objetos e símbolos da vida urbana em novas composições.
Milena Ferreira mergulha nas gravuras e ruínas como lugares de memória, criando instalações e esculturas que evocam o tempo e o pertencimento, como espaço de memória e reconstrução da coletividade. Laís Machado, artista transdisciplinar cuja prática atravessa corpo e performance, propõe experiências imersivas de presença e escuta coletiva, convidando o público a participar de pactos poéticos de memória e intimidade. Já Maxim Malhado traz a força simbólica de suas esculturas e objetos feitos de madeira, palha e linha, materiais que carregam rastros de uso e de vida, transformando a simplicidade em potência simbólica.
Como plataforma que articula arte e educação por meio da experimentação e da reflexão, o Play propõe expandir sua atuação para além do espaço expositivo, com uma programação transversal que conecta diferentes territórios da cidade. Oficinas, ações formativas e atividades públicas desdobram as experiências inauguradas pela exposição, ampliando o alcance de suas propostas e encontros.
Com mais de duas décadas de atuação nos campos da arte e da cultura, Tathiana Lopes aprofunda, nesta curadoria, uma pesquisa sobre a cidade educadora, que transita entre arte contemporânea, espaços urbanos e práticas coletivas.
“Convidei artistas de diferentes gerações e com vivências distintas da cidade de Salvador. Suas obras, algumas emblemáticas e outras criadas especialmente para esta edição, convidam a uma interação direta e lúdica com o público. São instalações com diferentes texturas, materiais e objetos cotidianos que propõem que pessoas de todas as idades circulem, interajam e brinquem pelo espaço expositivo. E, como coautores dessa experiência, se sintam provocados pelos questionamentos que esses trabalhos levantam — as tensões entre espaço público e privado, realidade e ilusão, presença e ausência — para refletir e imaginar outras formas de pensar e ocupar a cidade”, afirma a curadora.
Serviço
Exposição coletiva | Lugar Nenhum é Logo Ali
De 14 de novembro a 08 de fevereiro
Terça a domingo, das 9h às 17h30
Período
Local
CAIXA Cultural Salvador
Rua Carlos Gomes, 57 - Centro, Salvador - BA
