BIENAIS

Mamma Andersson, ‘Esquecido’ (Forgotten), 2016. Cortesia Galleri Magnus Karlsson. FOTO: Erik Adamsson

33ª Bienal de São Paulo – Afinidades afetivas, de 7 de setembro a 9 de dezembro.

A edição, com curadoria geral de Gabriel Pérez-Barreiro, busca um modelo alternativo ao uso de temáticas, privilegiando o olhar dos artistas sobre seus próprios contextos criativos. A mostra reúne, no Pavilhão da Bienal, doze projetos individuais e sete mostras coletivas organizadas por artistas-curadores. Nos dias 5 e 6 de setembro haverá preview para convidados, imprensa e profissionais da área.


INSTITUIÇÕES

Eduardo Frota, des/CONSTRUIR SOBRE RUÍNAS, 2018

Eduardo Frota: des/CONSTRUIR SOBRE RUÍNAS, sitespecific na Fábrica de Arte Marcos Amaro, abertura em 1 de setembro.

“Abre-se aqui uma questão fundamental sobre o uso da água: a relação contraditória que há entre sua oferta em abundância para a indústria manufatureira de capital privado e sua escassez e extravio quando direcionada à população. As políticas públicas que deveriam assegurar o direito universal à água e seu reuso, com o retorno à natureza não como resíduo de poluição ambiental, são excluídas de modo a atender ao interesse de poucos”, afirma o artista.


Daniel Jablonski, Diante do Aparelho, 2016. FOTO: Lauro Rocha

Estado(s) de emergência, coletiva em Oficina Cultural Oswald de Andrade, abertura em 1 de setembro.

A exposição, organizada pelo Paço das Artes, busca sublinhar uma produção artística altamente prospectiva e de incontestável natureza política, interessada em investigar o passado, encontrando fissuras para colaborar na construção de uma perspectiva de futuro. Para o momento atual de distensão democrática, em largo contexto de crise e impasse, a produção artística, literária e cinematográfica recente – encarada, também, como produção de conhecimento – tem muito a contribuir para a construção de novos enunciados para o debate público, especialmente diante do cenário atual do país.


Distruktur, ‘Imateriais’

Via Aérea, coletiva no Sesc Belenzinho, até 2 de dezembro.

Através das produções artísticas presentes nesta exposição, diversos assuntos prementes da sociedade contemporânea, e que mais parecem estar suspensos no ar sem a força de um debate público mais profundo na atualidade, são abordados em seu espectro temático central; como o preconceito socioeconômico e racial, o conhecimento ancestral na educação, escambos entre civis, esclarecimentos sobre o papel das ciclovias no urbanismo das grandes cidades, formas de ambientalismo, conscientização alimentar e o monopólio de sementes transgênicas por megacorporações mundiais, histórias de corpos livres e em movimento, memórias coletivas, afinidades afetivas do micropoder e questões de gênero.


Laticia Ramos, O Mago e o Terremoto II (História Universal dos Terremotos), 2017

Letícia Ramos: A História Universal dos Terremotos, individual no espaço PIVÔ, abertura em 2 de setembro.

Nessa exposição, Letícia Ramos entrelaça o natural e o místico e toma a matéria da fotografia como base para uma “investigação ficcional” sobre os impactos que os fenômenos naturais podem vir a ter em nossos sistemas de crença e na forma como nossa sociedade é estruturada, tanto física quanto conceitualmente.


Wlademir Dias-Pino, ‘Brasil meia meia’, Revista Ponto 1, 1967.

AI-5 50 ANOS – Ainda não terminou de acabar, coletiva no Instituto Tomie Ohtake, abertura em 4 de setembro.

Conforme o curador Paulo Miyada, a pesquisa tem como núcleo a produção de artes visuais do período, com obras, ideias e iniciativas que nasceram em tensão com a interdição da própria opinião política, que chegou a ser virtualmente criminalizada pelas práticas de censura e repressão. Em alguns casos, as obras reunidas foram proibidas, destruídas ou subsistiram ocultas; em outros, sua circulação foi seriamente contida e seus modos de expressão passaram por codificações e táticas de resistência.


Waldemar Cordeiro, O beijo, 1967. Coleção MAC USP, doação família Cordeiro. Foto: Romulo Fialdini

MAM 70: MAM e MAC USP, coletiva no Museu de Arte Moderna de São Paulo, abertura em 4 de setembro.

A exposição comemorativa é uma colaboração entre o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Museu de Arte Contemporânea da USP, com destaque para mostras emblemáticas da primeira fase do MAM, nas décadas de 1940 e 1950, antes da doação de sua coleção para o MAC. A mostra visa identificar os elementos em comum entre as instituições.


Galerias

Antonio Dias, Sem titulo, 2011. FOTO: Everton Ballardin

Antonio Dias: Tazibao e outras obras, individual na Galeria Nara Roesler, em SP, abertura em 1 de setembro.

A mostra, com curadoria de Paulo Sergio Duarte, traz uma síntese da produção de Dias a
partir das obras Black Mirror, 1968, e Arid, 1969, até trabalhos de 2013, incluindo sete
filmes em Super 8 realizados de 1971 a 1974. Entre as obras reunidas, a Galeria Nara
Roesler apresenta de maneira inédita no Brasil Ta Tze Bao, de 1972.


José Damasceno, Monitor Cayon

José Damasceno: ESCADABSTRATA, individual na Galeria e no Anexo Millan, abertura em 1 de setembro.

O paradoxo trazido pela ideia de um mover estático tem sido uma das principais questões da obra de José Damasceno, uma vez que o artista sempre busca uma sensação rítmica, cinética ou progressiva em superfícies, acontecimentos ou matérias congeladas. Em seu trabalho, as coisas aparentes e concretas funcionam como propulsoras de um móbil imaginário, que estaria em constante deslocamento, mas que apenas mental ou conceitualmente “aparece”.


Renan Marcondes, Projeto invisível estação 4: educativo para paredes

Renan Marcondes: Fundo Falso, individual na Galeria Adelina, abertura em 1 de setembro.

Trabalhos inéditos de Renan irão o ajudar na tarefa de, junto com o público, investigar o que é a performance hoje, o papel do artista e público nessa linguagem, além de levantar uma série de outras questões sugeridas pelo tema. Para isso, o artista irá se apropriar de materiais (livros e imagens) que o ajudarão também a recontar um pouco da história da performances, com algumas diferenças que questionam o modo como ela foi contada até então.


Patricio Farías, Antimonumento, 1989-2014

Patricio Farias: As Desauras de Patricio Farías, individual na Bolsa de Arte, de SP, abertura em 3 de setembro.

Nesta primeira individual do artista na cidade, a curadoria selecionou um panorama bastante abrangente de sua extensa produção.  Utilizando-se de técnicas artesanais administradas com maestria em um processo construtivo muito particular, o artista transforma materiais como madeira, tecido, e metais, como chumbo e ferro, em formas extremamente criativas, resultando em experiências visuais que flertam com os símbolos, com a linguagem, algumas com componentes de ironia e humor.


Barbara Wagner e Benjamin de Burca, still de ‘Rise’.

Bárbara Wagner e Benjamin de Burca: RISE, individual na Fortes D’Aloia & Gabriel, abertura em 4 de setembro.

Realizado com o suporte da AGYU (Art Gallery of York University) e exibido pela primeira vez na FRONT International: Cleveland Triennial, o filme foi concebido durante um período de quatro meses, entre pesquisa e filmagem, de abril a junho deste ano. O trabalho investiga o universo musical de uma comunidade de jovens performers, músicos e poetas que reúnem-se semanalmente em um centro comunitário em Scarborough, periferia de Toronto, no Canadá.


Célia Euvaldo, Sem título, 2017

Célia Euvaldo: Pinturas, individual na Galeria Raquel Arnaud, abertura em 4 de setembro.

As cerca de 10 telas inéditas, em grandes formatos, reunidas na exposição, dão
continuidade ao processo desenvolvido por Euvaldo na Oficina Mul.ti.plo, no Vale das
Videiras, em Petrópolis (RJ), no ano passado. Registrado pelas lentes do diretor e
fotógrafo Walter Carvalho, o site specifc pictórico – a artista pintou diretamente nas
paredes do espaço – trazia o início da experiência com outras cores, inseridas no seu
preto e branco de reconhecida fatura.


Denise Milan, Feérico, 2018. FOTO: Luiza Luz

Denise Milan: orDeNAção: o DNA da pedra, individual na Galeria Lume, abertura em 4 de setembro.

Com curadoria de Marcello Dantas, a mostra reúne 19 obras da artista, entre esculturas, objetos, instalações e desenhos. Os trabalhos, todos recentes e inéditos, compõem um conjunto síntese de sua obra. Pela primeira vez, Denise expõe ao público as várias etapas de seu processo criativo: do aprendizado científico à interpretação de padrões gráficos encontrados na própria natureza – matéria bruta de suas composições.


Isabelle Borges, série Simulation, nr. 4, 2018.

Isabelle Borges: Campos Sintéticos, individual na Emmathomas Galeria, em 4 de setembro.

A obra de Isabelle herda ainda influências da arquitetura modernista – reflexo do período em que viveu em Brasília. De Le Corbusier, importante arquiteto francês do século XX, a artista adota a ideia do “espaço inefável”. Suas pinturas se desdobram e rasgam as arestas que impõem limites à tela. O curador, Ricardo Resende, relaciona sua produção também com o Dadaísmo, movimento artístico que inovou ao colocar a tela à frente da moldura.


Vera Chaves Barcellos, Flavio Pons e Claudio Goulart, detalhe da série On Ice, 1978.

Nervo Óptico: Conceitualismo e experimentação nos anos 70, individual na Galeria Superfície, abertura em 4 de setembro.

Esta será a primeira mostra histórica do grupo em galeria. Estarão em exibição obras da década de 1970 dos artitas Carlos Asp, Carlos Pasquetti, Clóvis Dariano, Mara Álvares, Telmo Lanes, e Vera Chaves Barcellos, caracterizadas pela experimentação em fotografia: colagens fotográficas, foto-perfomances, foto-livros e outras produções do Grupo.


José Spaniol, ‘TIUMMMMTICHAMM’, acrílicos #1 e #20

José Spaniol: TIUMMMMTICHAMM, individual na Dan Galeria, abertura em 5 de setembro.

A mostra reúne um conjunto de trabalhos relacionados às sonoridades do mar, sugerindo ao observador sua contemplação a partir de um ponto de vista improvável e desestabilizador. A exposição traz uma série homônima de 26 pinturas escultóricas de acrílico colorido marchetados com círculos em branco dos mais variados tamanhos e uma instalação em granito negro e mármore alvo que toma todo o chão do espaço expositivo.


FEIRAS

Serigrafia de Lygia Pape e Ivan Serpa no estande da Galeria Almeida e Dale.

Semana da Arte, feira no Pavilhão das Culturas Brasileiras do Parque Ibirapuera, de 01 a 03 de setembro.

A feira se propõe a celebrar, discutir e ampliar um mercado que vem crescendo de forma ímpar nos últimos anos, na cidade que se consolidou como seu epicentro.  A Semana apresenta uma série de espetáculos exclusivos de artes cênicas, música, dança, cinema e literatura espalhados por diversos espaços, passa por um ciclo de debates com convidados internacionais, por uma série de tours arquitetônicos, e culmina na feira propriamente dita, que reunirá um seleto time de galerias do Brasil e do mundo.

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