Tomie Ohtake – Os sons dos sins
12:00 12 de junho de 2021 to 17:00 23 de janeiro de 2022
Instituto Tomie Ohtake, Rua Coropé, 88 - Pinheiros, São Paulo Como chegar
[PRESENCIAL] A sala especial dedicada à Tomie com mostras de longa duração, traz novo recorte de sua produção, desta vez acompanhado de composição musical de Chico César. O curador Paulo Miyada concebeu Tomie Ohtake - Os sons dos sins a partir de um gênero chamado jisei, poema que reconhece a transitoriedade da vida e acolhe a inevitabilidade da morte; associado à sabedoria zen budista, evoca silêncio e transformação. Para o curador, neste momento do mundo e do país em que enfrentamos a perda inenarrável de milhares de vidas e ponderamos como continuar e, ao mesmo tempo, como respeitar o silêncio de um estado de luto duradouro, seria oportuno reencontrar a pintura última de Tomie Ohtake. "Por analogia, é possível considerar a última série de pinturas feitas por Tomie Ohtake - monocromos brancos de superfície revolta que delineia sutis sombras e texturas - como uma espécie de despedida de vida, seu próprio jisei pictórico", afirma Miyada. Posicionada ao fundo de um longo corredor escurecido, iluminada por um foco de luz tênue, essa pintura está acompanhada por uma seleção de gravuras e, a cada meia hora, o espaço será tomado pelo cântico Béradêro, de Chico César, cordialmente cedido pelo músico. Conforme destaca Miyada, "um acalanto brasileiro, aboio de esperança e dor que, entre outras coisas, nos diz": 'A contenteza do triste. Tristezura do contente. Vozes de faca cortando. Como o riso da serpente. São sons de sins, não contudo. Pé quebrado verso mudo Grito no hospital da gente'" "Esses versos reverberam como um convite para que se dê tempo ao caminhar, ao olhar e ao sentir. Algumas gravuras de Tomie Ohtake ladeiam esse percurso com lampejos de cor e forma, ao ritmo de memórias que porventura cada visitante trará de pessoas próximas e distantes atingidas pela pandemia. Imagino que Tomie Ohtake se surpreenderia com essa apresentação de sua obra, mas também imagino que ela se orgulharia, como me orgulho, desta instituição que se entende como parte de uma sociedade que é sua verdadeira razão de existência e continuidade. Mesmo agora. Sobretudo agora", completa Miyada. Funcionamento: Terça-feira a domingo, das 12h às 17h. Entrada franca

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