Teatro e os Povos Indígenas, Encontros de Resistência
14:09 9 de outubro de 2018 to 14:09 16 de outubro de 2018
Sesc Pompéia, R. Clélia, 93 - Água Branca, São Paulo - SP Como chegar
Sesc Pompéia, 9 a 12 de outubro
TePi - Teatro e os Povos Indígenas, Encontros de Resistência é idealizado pela artista, curadora e escritora Andreia Duarte e vai discutir formas de pensar a produção artística dos povos indígenas a partir dos próprios e de gente que se dedica à causa. A Andreia estuda o assunto há quase 20 anos, chegando a morar, além das muitas viagens, durante cinco anos na aldeia Kamayura, no Parque do Xingu.
O evento conta com 4 encontros e a apresentação de uma peça de teatro. Aberto ao público na área de Convivência da unidade, com a participação de artistas, acadêmicos e lideranças indígenas.
Nomes como o do Cacique Kotok Kamayura(líder Kamayura, do Parque Indígena do Xingu - MT), Ailton Krenak (um dos maiores líderes políticos e intelectuais indígenas da atualidade), Antonio Salvador (Cia Teatro Balagan - SP), Sônia Guajajara (líder indígena Guajajara, recebeu o Prêmio Ordem do Mérito Cultural, 2015/MINC – BSB e foi candidata à vice-presidência da República), Betty Mindlin, (antropóloga e escritora brasileira), Jaider Esbell (artista, escritor e produtor cultural indígena da etnia Makuxi) e Lia Rodrigues (diretora da Cia Lia Rodrigues de Dança - RJ).

o primeiro encontro, chamado O corpo não colonizado indígena, o foco será a discussão sobre o que é ser indígena, a construção do corpo e do aprendizado, tentando perceber formas não colonizadas de se entender no mundo.

Os tópicos debatidos serão:

  • "Seria um teatro um lugar de representatividade dos povos indígenas? discute como os povos indígenas se veem representados por não indígenas e o que significa a representatividade para eles.
  • O encontro Por uma proposta de vida anti-desenvolvimentista levanta a discussão sobre as ideias de mercado que massacram a cultura desses povos e os expõem e genocídios e etnocídios, muitas vezes amparados pelas próprias decisões do Estado.
  • Se discutirá também como os índios resistem até hoje mantendo os hábitos e preservando os recursos que fazem parte de suas culturas.
  • O último encontro, Atos ancestrais e artísticos como formas de resistência, discute como os povos indígenas percebem a arte e se suas manifestações culturais artísticas, tal como o teatro não-indígena, podem cumprir um papel de resistência poética e política no mundo contemporâneo
Às terças-feiras, dias 9 e 16 de outubro, será apresentada a peça Gavião de Duas Cabeças, no Espaço Cênico.
O espetáculo tem direção e preparação corporal de Juliana Pautilla, que também divide com Andreia dramaturgia e cenografia da obra. Na mitologia indígena Kamayura, o gavião de duas cabeças é aquele que devora o espírito que sobrevive à morte do corpo. A partir dessa ideia, Andreia Duarte usa seu próprio corpo como um documento oral-visual de resistência poética. No enredo, há uma representante do agronegócio, uma mulher indígena e a própria atriz, que questiona sua experiência. O público é chamado a ver e a ouvir o genocídio, “legalizado pelo documento e pelo discurso”, e a perceber a alteridade.

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