Regina Silveira: Coisas
12:00 9 de novembro de 2019 to 20:46 21 de dezembro de 2019
Luciana Brito Galeria, Av Nove de Julho 5162 - São Paulo Como chegar
A Galeria Luciana Brito anuncia a exposição individual de Regina Silveira, Coisas. A mostra, com abertura em 9 de novembro – final de semana em que acontece o Art Weekend – reúne, pela primeira vez, um panorama da produção em porcelana da artista, linguagem que há décadas desenvolve em paralelo às suas conhecidas instalações e exposições. A mostra inclui, ainda, uma instalação inédita em vinil na fachada do Anexo. Em Coisas, são apresentadas mais de 30 obras de Regina Silveira, produzidas entre a dé-cada de 1990 e 2018: peças de porcelana e vidro de uso doméstico, de que a artista se apro-pria e sobre as quais intervém, deslocando seu significado. Essas obras – que são todas peças únicas – são entendidas pela artista como uma transformação de objetos banais do cotidiano, desloca-dos do campo da experiência e do uso, por sua intervenção. Para Silveira, seu trabalho com azulejos e todo o conjunto de obras em porcelana e vidro enquadram-se dentro de seu modo abrangente de usar os meios. Apropriar-se de um objeto do cotidiano para alterar o seu signifi-cado é, também, uma operação constante em sua poética. Essas obras acompanham há décadas a pesquisa da artista, que vê, nelas, o mesmo inter-esse que em fazer gravuras, atribuindo a cada uma um tema, conexão e propósito próprios. Algumas delas foram apresentadas em exposições institucionais, no contexto do projeto ou série de que fazem parte. É o caso, por exemplo, das porcelanas com sobrevidrado da série Crash – pratos, sopeiras, jarras e vasos que simulam ter sido alvo de tiros de revólver – na sua individual homônoma no Museu Oscar Niemeyer – MON, Curitiba, em 2015. Outro exem-plo presente em Coisas é a obra Matar a sede, de 2017, criada a partir do convite para partic-ipar da exposição Yoko Ono: O céu ainda é azul, você sabe..., realizada no Instituto Tomie Ohtake, onde Silveira exibiu uma jarra de cristal sobre a qual foram escritos todos os pecados capitais. Desde os anos 1960, Silveira – que receberá uma grande retrospectiva no MAC USP em 2020 – desenvolve uma obra avessa a catalogações simples, e esta mostra não é diferente. Em sua visão conceitual, Regina Silveira encara a técnica como meio, não como fim, e concilia uma vontade racional de apreensão da realidade através dos sistemas clássicos de repre-sentação com um impulso surrealista pelo qual questiona e gera estranhamentos dentro desses mesmos sistemas. Agora, em Coisas, suas obras em porcelana e vidro ganham uma camada adicional de significação não apenas ao serem agrupadas, mas ainda ao serem exi-bidas na residência de arquitetura moderna que abriga a Luciana Brito Galeria – uma con-strução de Rino Levi também originalmente concebida para uso doméstico e transformada em espaço expositivo.

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