Raul Mourão: Introdução a teoria dos opostos absolutos
11:00 25 de maio de 2019 to 17:00 20 de julho de 2019
Galeria Nara Roesler, Av. Europa, 655 - Jardim Europa, São Paulo - SP Como chegar
Raul Mourão apresenta Introdução à teoria dos opostos absolutos, sua terceira individual na Galeria Nara Roesler | São Paulo, entre os dias 25 de maio e 20 de julho. Repleta de antagonismos, a exposição reafirma a produção multimídia do artista – composta de esculturas, fotografias, pinturas e vídeos – e incorpora comentários poéticos sobre o caos social e político atual. Esse conflito entre o lírico e o real já aparece na vitrine da galeria, onde Mourão expõe a escultura Armário das Maquetes Valendo #1 (2019), reunindo diversas formas suspensas que se movem de diferentes maneiras, ao lado de uma obra de sua mais recente série, batizada de The new Brazilian flag – em que ele recorta o círculo azul da bandeira do Brasil, criando um furo onde havia estrelas e a frase "Ordem e progresso". "Essa bandeira é um gesto de desconstrução, uma sutil intervenção física num objeto de tecido criando uma obra que tem a síntese de um cartum", explica o artista. Dentro da galeria, a produção escultórica de Mourão é apresentada em dois conjuntos distintos: grandes esculturas cinéticas – em escala monumental se embaralham ao fundo da sala principal, desenhando uma poderosa instalação. Em contraposição, uma outra série de dez pequenas esculturas cinéticas utiliza objetos do cotidiano, como copos, garrafas e tijolos, criando peças delicadas e bem-humoradas. A pesquisa do artista sobre iconografias próprias do contexto urbano – como grades, objetos de botequins e elementos gráficos de sinalização – se materializa também em três fotografias em grande formato de um painel realizado com cartazes lambe-lambe na rua do ateliê de Mourão, na Lapa carioca. "Um ano depois da ação, fotografei o muro em escala 1:1 incorporando as intervenções do tempo, pichações e grafites", conta o artista. Mourão também apresenta Bang-bang, vídeo de 2017 em que dezenas de esculturas de aço e garrafas de vidro são alvejadas por tiros que partem de armas de fogo. Nesta obra, além de retornar ao tema da violência, assunto recorrente em seu trabalho, o artista faz referência ao ódio pela criação artística, ao embate entre quem produz arte e quem deseja atacá-la, destruí-la. "O vídeo incorpora tanto a questão da violência urbana quanto o impulso destrutivo de uma comunidade reacionária que se ergue contra a arte”, ele diz. Com texto do escritor e professor Guilherme Wisnik, a mostra é dedicada a três artistas paulistas: Dora Longo Bahia, Nuno Ramos e Dudi Maia Rosa. Mourão também dedica alguns trabalhos a outros artistas-colegas: Barrão, Marcelo Cidade, Guto Lacaz e Cafi, morto em 1 de janeiro deste ano.  

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