Nuestra América

Para encerrar a trilogia de mostras em homenagem aos 45 anos da Galeria Luisa Strina, completados em dezembro de 2019, a galeria inaugura em março a exposição Nuestra América. Dedicada à história recente do espaço, cobre o período de meados dos 2000 até o fim da década de 2010, anos em que Luisa Strina se dedica a estreitar os laços entre o meio artístico brasileiro e aquele dos demais países latino-americanos. Em 2006, havia dois artistas latinos de fora do Brasil no time da galeria: o cubano Carlos Garaicoa e o argentino Jorge Macchi; em 2012, já eram 15 artistas representados.

A exposição toma emprestado o título de um ensaio do intelectual cubano José Martí, que continua atual 130 anos depois de sua publicação. Um dos textos fundantes do pensamento contra-hegemônico do Sul geopolítico, Nuestra América é considerado um paradigma teórico pelo sociólogo Boaventura de Souza Santos, que identifica nele o “potencial emancipatório da cultura social e política de grupos cuja vida cotidiana é intensificada pela necessidade de transformar estratégias de sobrevivência em fontes de inovação, de criatividade, de transgressão e de subversão”.

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