Heranças de um Brasil profundo
11:00 25 de janeiro de 2020 to 17:00 26 de julho de 2020
Museu Afro Brasil, AV. PEDRO ÁLVARES CABRAL | PARQUE IBIRAPUERA | PORTÃO 10 Como chegar
Com curadoria de Emanoel Araujo, a exposição “Heranças de um Brasil profundo” reúne arte plumária, adornos, máscaras, fotografias, esculturas, utensílios e arte contemporânea de povos indígenas como: Karajá, Marubo, Kayapó, Mehinako, Yanomami, Rikbaktsa, Tapirapé, Waurá, Tapayuna e Juruna.
Entre os artistas indígenas contemporâneos presentes na exposição está o jovem Denilson Baniwa, do povo indígena Baniwa e natural do Rio Negro, interior do Amazonas. Vencedor do prêmio PIPA Online 2019, o artista apresentará três trabalhos na exposição, entre eles uma pintura inédita, realizada nas paredes internas do Museu Afro Brasil.
Outro destaque da mostra é a Casa dos Homens, construída por um grupo de quatro indígenas do povo Mehinako (Yuta, Itsaukuma, Kauruma e Wapitsewe Mahinako), um dos muitos habitantes da região conhecida como Alto Xingu (englobada pelo Parque Indígena do Xingu). Eles também estarão na abertura da exposição.
Ainda integram a mostra um destacado grupo de fotógrafos e fotógrafas que dedicaram boa parte de sua produção a documentação de populações indígenas brasileiras, como Claudia Andujar, Rosa Gauditano, Maureen Bisiliat, Nair Benedicto, Manuel Rodrigues Ferreira, Rodrigo Pretella, Jamie Stewart-Granger, entre outros.
“Heranças de um Brasil profundo” exibe também um destacado grupo de peças de valor antropológico. São obras da arte que compõe o rico universo do fazer artístico de diferentes grupos indígenas brasileiros em suas representações zoomorfas de apelo artístico e cultural. Sua cultura artística, especialmente o trabalho com a cerâmica e cestaria, hoje amplamente incorporada nas tradições populares das regiões norte e nordeste.
“Essa ideia da herança tem o objetivo de trazer de volta a nossa memória a arte dos povos da floresta no que ela tem de mais esplendoroso que são as artes plumárias, mas também a arte dos objetos de uso, objetos simbólicos dessa cultura brasileira extraordinária. E também traz ao mesmo tempo uma visão de fora, de alguns dos mais importantes fotógrafos do Brasil. Além disso, a exposição conta com a construção de uma Casa dos Homens, da nação Mehinako, onde os visitantes poderão entrar, sentar nos bancos também construídos por eles, para fazer uma reflexão sobre o Brasil, sobre as nossas origens, sobre a defesa desses indígenas, dessa gente forte e resiliente que habita sobretudo o Amazonas, o Xingu e o Mato Grosso. Também haverá a representação de diferentes manifestações artísticas como gravuras, esculturas de artistas modernos, especialmente de São Paulo. Outro destaque é o painel com fotos originais do fotógrafo alemão Albert Frisch, que fotografou povos da Amazônia no século XIX”, contextualiza Emanoel Araujo, curador da exposição.
“Heranças de um Brasil profundo”, exposição que busca romper com a ideia que vê nos indígenas e em sua arte o suprassumo da “inocência” ou o olhar folclórico, somente cheio de deuses, monstros e mitos, dentre tantos outros preconceitos impostos a esta cultura original, fica em exibição no Museu Afro Brasil até 26 de julho de 2020.

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