Crônicas Cariocas
10:00 25 de setembro de 2021 to 18:00 20 de dezembro de 2021
Museu de Arte do Rio, Praça Mauá, 5, Centro - Rio de Janeiro Como chegar
[PRESENCIAL] A exposição foi pensada para escutar e discutir o Rio de Janeiro que não está nos livros, mas que figura no imaginário coletivo daqueles que vivem e respiram a cidade em toda sua complexidade. A montagem dá vida às histórias cotidianas; relações com a vizinhança; festas; encontros dos ônibus lotados e calçadas. Por trás daquilo que é exportado ao mundo, propõe-se narrar o Rio que se embeleza e finge não ver os subúrbios. Ao todo, são quase 600 obras de arte — nos mais diversos suportes, como vídeos, objetos, instalações, fotografias e pinturas.

Entre os cerca de 110 artistas que participam da montagem, destacam-se Sônia Gomes, Lucia Laguna, Rosana Paulino, Brígida Baltar, Denilson Baniwa, Alexandre Vogler, Bispo do Rosário, Laerte e Bastardo. Nomes contemporâneos, a exemplo de Guignard, Di Cavalcanti, Lasar Segall e Mestre Didi, também compõem a coletiva. Além de Bonan, assinam a curadoria o curador-chefe do museu, Marcelo Campos, o historiador Luiz Antônio Simas e a escritora Conceição Evaristo.

Para Amanda Bonan, uma das curadoras da exposição, o cenário pandêmico em que vivemos foi preponderante para a concepção da exposição. "Pensamos a partir da frase impactante e fundamental de Ailton Krenak: 'É preciso adiar o fim do mundo para contar mais uma história'. Mas que histórias seriam essas que valeriam a pena continuar contando hoje? Vamos falar dessa cidade partida", afirma.

Segundo o diretor da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) — instituição gestora do MAR —, Raphael Callou, por meio da mostra, "deixamos de lado esse 'novo normal' para relembrar o mundo de antes, ainda que nos pareça um pouco distante". A exposição é a primeira a ocupar o terceiro andar do museu sob a gestão da OEI.

Segundo Campos, Crônicas Cariocas trata de um Rio que apesar dos pesares revive diariamente. "Ela fala da cidade suburbana, cujo afeto é o amálgama das relações e histórias miúdas. Um Rio que reza e dança, que inventa seus próprios deuses, enquanto se organiza no trabalho informal e na poesia dos trens e das praças. Um Rio que viu seus cinemas fecharem, suas linhas de ônibus deixarem de ligar as zonas Sul e Norte, mas que, ainda assim, nasce e renasce todos os dias", salienta.

Funcionamento normal: Quinta-feira a domingo, 11h às 18h, mediante compra de ingressos Início da mostra: 25 de setembro de 2021

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