Conversas em fluxo: Histórias afro-atlânticas
19:00 2 de outubro de 2018 to 19:00 3 de outubro de 2018
Instituto Tomie Ohtake, Rua Coropé, 88 - Pinheiros, São Paulo Como chegar
Conversas em fluxo: histórias afro-atlânticas, Tomie Ohtake, 02 e 03/10 Com o intuito de disseminar novas histórias e novos discursos sobre o passado e sobre o futuro das comunidades afrodescendentes no Brasil e nas Américas, nos dias 2 e 3 de outubro, o Instituto Tomie Ohtake receberá importantes pesquisadores de diferentes áreas para discutir, junto ao público, seus recentes estudos sobre temas que atravessam a exposição “Histórias afro-atlânticas”, extremamente relevantes para nossa sociedade O presente é um entretempos, um grande cruzamento entre passado e futuro, um emaranhado de anacronismos entre o passado que ainda não se foi e o futuro que ainda não chegou. É nesse sentido que a exposição “Histórias afro-atlânticas” nos convida a revisitar o passado colonial do Brasil e da América e a diáspora africana como uma forma de compreender melhor as heranças que esse passado entrega ao nosso presente. Heranças que ainda precisam ser devidamente compreendidas para que possamos entender, de fato, como chegamos até aqui. E para que possamos, enfim, elaborar outros futuros, livres das marcas do racismo e de todas as violências que este preconceito engendra. 02/10 |Terça-feira 19h: Afetividades, família, comunidades e resistência negra De quitandeira a sacerdotisa: Nem instituição e nem tipo, a mulher negra como entidade, com Mônica Cardim. À mamãe com todo meu carinho: mulheres negras, família e consumo de fotografia em São Paulo 1940-2000, com Alexandre Araújo Bispo. Mediação: Pedro Costa Partindo da pesquisa do Alexandre Araújo Bispo sobre a representação fotográfica das famílias negras e do trabalho de Mônica Cardim, essa mesa propõe uma discussão sobre relações entre afeto e resistência e os modos pelo qual essas dinâmicas se apoiam mutuamente. 20h: Representatividades negras na música Escravos agora fazem canções: sobre a negritude que rima, com Daniela Vieira dos Santos. Música como rebelião e cura, com Edson Ikê. Mediação: Alexandre Araújo Bispo Considerando a pesquisa da Daniela Vieira sobre a música popular brasileira e sobre o rap e a pesquisa do Edson Ikê sobre o Jazz, essa mesa propõe um debate sobre a importância da música como mecanismo de resistência, construção de identidades e espaço de memória para as comunidades negras em diferentes tempos e contextos. 03/10 | Quarta-feira 19h: Luta por direitos e saúde mental na comunidade afro-brasileira Uma conversa entre brancos? A participação de negros e negras e sua luta por direitos na Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988, com Natália Neris. Saúde mental e racismo: por uma Reforma Psiquiátrica aquilombada, com Emiliano de Camargo David. Mediação: Pedro Costa O debate coloca em pauta uma relação entre direitos civis e saúde mental. A partir dos conhecimentos da Natália Neris na área de direito civis e da sua pesquisa sobre as demandas da comunidade negra na constituinte de 1988 e da pesquisa do Emiliano de Camargo David sobre saúde mental e racismo, a mesa poderá abordar os modos pelo qual os direitos civis ou a ausência deles afetam as comunidades negras no Brasil.

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