Conflito, insurgências e resistências
15:00 19 de março de 2021 to 13:00 27 de junho de 2021

A mostra encerra o ciclo de exposições livremente inspiradas pelo livro "Os Sertões", de Euclides da Cunha, tendo sido pensada a partir do último trecho do livro escrito pelo jornalista que registra o confronto ocorrido em Canudos (1896-1897).

Na entrada da Unidade, os neons de Regina Parra enunciam ecos de sujeitos atravessados por conflitos internos e externos e que, os próprios, também alimentam disputas políticas e questionam as contradições e inversões de poder relacionados aos papéis desempenhados socialmente. Corpos fadados à morte, marcados por gerações de exploração, são ressignificados nas imagens de Mulambö. A intervenção que o artista realiza nas fotografias "brinca" de inverter o poder das cenas que registram o cotidiano da cidade, entre o lazer e a violência, reconstituindo uma narrativa sobre a história do Rio de Janeiro entrelaçada ao carnaval e vários sambas. Direito à cidade, direito à terra: a reivindicação dos povos originários que resistem no Brasil desde a chegada de estrangeiros a estas terras urgem no trabalho de Denilson Baniwa. Os vídeos do artista elaboram ao mesmo tempo uma denúncia ao que ocorre com as populações indígenas e uma ode à insurgência delas desde 1500. O levante artístico proposto no muro externo à unidade pelo Coletivo Trovoa reclama espaços para as identidades continuamente lançadas à margem e que persistem lutando, seja corpo a corpo, seja insistindo em continuar a existir por meio de estratégias e articulações que burlam o sistema.

Agendamento de visitas por sescsp.org.br/santana
Horário de visitação à exposição: de terça a sexta, das 15h às 20h, sábados das 10h às 13h. *Em função da pandemia, seguindo os protocolos estabelecidos pelo Governo do estado de São Paulo, a exposição ficará fechada de 6 a 19 de março.

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