Bruno Tamboreno: Venezia
18:00 10 de outubro de 2019 to 18:00 8 de novembro de 2019
Galeria de Arte Ibeu, R. Maria Angélica, 168 - Lagoa, Rio de Janeiro - RJ, 22470-201 Como chegar

A cidade vista pela janela do atelier do artista gaúcho Bruno Tamboreno, no Centro Histórico de Porto Alegre, inspirou a exposição “Venezia”, que será inaugurada no dia 10 de outubro, às 18h30, na Galeria de Arte Ibeu. Sob curadoria de Cesar Kiraly, a mostra apresenta um recorte da produção de Tamboreno nos últimos três anos, com trabalhos que dialogam dentro de uma mesma estrutura poética e que utilizam a linguagem do desenho e da gravura.

A atmosfera urbana, que foi gradualmente influenciando o   processo de criação do Tamboreno, tornou-se uma referência determinante na prática artística. Desta forma, é a partir da relação entre o espaço de criação e a cidade que o artista vê emoldurada pela janela é que o repertório de imagens é construído, a partir de fotografias feitas do sexto andar. Transeuntes, o mobiliário urbano e todo o ambiente da praça a qual Tamboreno vê diariamente servem de inspiração para as obras.

“Apesar da nossa falta de percepção dada pela rotina, o ambiente está em constante mudança e remodelagem. A noção de transformação, acúmulo, apagamento e passagem do tempo, presentes no ambiente externo, se desloca para o modo como construo minhas imagens que, por sua vez, representam o indivíduo inserido em uma coletividade que se enreda e harmoniza nesses possíveis cenários urbanos”, explica o artista, que foi aprovado pelo Edital de Exposições Ibeu 2019.

Através dos desenhos e gravuras de “Venezia”, ele propõe ao espectador adotar um olhar mais próximo e atento ao seu entorno, que passa despercebido durante a experiência cotidiana da cidade e seus agentes sociais. Segundo o curador Cesar Kiraly, a exposição explora o recomeço diário da vida, acompanhada pela melancolia do inevitável desaparecimento.

“A cidade é assediada à distância, pela janela do ateliê. Ela é linda e vibrante, e a cada segundo é inundada com novas gotas de desaparecimento. Apesar de escolher tipos, os desenhos e as gravuras são menos sobre pessoas e mais sobre o efeito do movimento ao qual são induzidas. A elas, por vezes, sobrepõe com fantasmas do ambiente interno do qual assiste”, analisa Kiraly.

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