Luciano Zanette: NECROCOLÔNIA
19:00 to 21:00 - 7 de novembro de 2019
Verve Galeria, Rua Lisboa, 285 - Jardim Paulista, São Paulo - SP, 05413-000 Como chegar
A Verve Galeria exibe a exposição “NECROCOLÔNIA 2016-2019”, individual do artista gaúcho Luciano Zanette, com texto crítico de Thais Rivitti. A mostra conta com esculturas, desenhos e pinturas, que apresentam a leitura do artista perante o atual cenário político do Brasil. Sua pesquisa propõe um olhar reflexivo e crítico sobre como objetos do cotidiano desenhados para o corpo humano acabam por condicionar estes mesmos corpos, seus hábitos, gestos e posturas. De maneira simbólica, o artista traça um paralelo entre estes objetos e estruturas de poder também criadas pelo homem, que acabam por condicionar e oprimir a liberdade do próprio indivíduo. Em NECROCOLÔNIA 2016-2019, o artista apresenta um recorte de sua investigação - como observador e sujeito a partir do campo da arte – sobre os processos, agentes, acontecimentos políticos, sociais e midiáticos ligados aos fatos que se passaram no Brasil desde o ano de 2016. “Fatores estes que, entre outros, colocaram o país dentro de uma condição de Estado Pós-Democrático, de um regime de exceção que se quer permanente, uma neocolônia refém a controles externos” comenta Luciano Zanette. NECROCOLÔNIA indica sua forte preocupação diante de episódios caóticos que afetam o setor público, em especial - pelo olhar de Zanette, que também é professor - a Educação. Algumas das peças apresentam carteiras escolares desconstruídas e reformatadas, expostas junto a instrumentos de violência empregados pela polícia, sugerindo uma atmosfera de tensão no âmbito acadêmico. A expografia remete a salas de aula desmembradas, literal e simbolicamente, em ocasiões violentas e persistentes - alusão a recentes declarações de políticos que atacaram o Sistema Educacional do país. O artista apresenta ainda uma série inédita de desenhos a lápis de cor em que figuras políticas aparecem sobrepostas, quase irreconhecíveis: “um verdadeiro Panteão de Fantasmas”, como comenta Thais Rivitti. Com uma montagem de caráter instalativo e didático, Luciano Zanette lança um convite à reflexão: “diante desta avalanche cotidiana de retrocessos e obscurantismos, que afetam a todos nós, resta o questionamento: o que pode ser feito a partir de tudo isso? “.

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